Peter Dundas deixa a Roberto Cavalli

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Peter Dundas ao final do desfile de verão 2017 da Roberto Cavalli (Foto: Getty Images)

Após pouco mais de um ano e meio no cargo, Peter Dundasanunciou nesta quarta-feira (12.10) que está deixando a direção criativa da Roberto Cavalli. O norueguês, que assumiu o posto em março de 2015, assinou sua primeira coleção para a marca em setembro de 2015, na temporada de verão 2016.

Segundo o WWD, a grife – representada por Gian Giacomo Ferraris, CEO – agradece a Dundas pela contribuição e lhe deseja boa sorte no seu novo caminho. O comunicado ainda atenta para o período de transformação pelo que passa a grife e deixa claro que não há substituto imediato, ficando a criação a cargo do time de design da casa. O norueguês acrescenta que também está muito agradecido pela experiência, especialmente aos times e ateliês que participaram da “aventura”.

Dundas já havia trabalhado na equipe da marca fiorentina entre 2002 e 2005, como head designer, e seguiu para a direção criativa na Emanuel Ungaro (2005 a 2007). Depois de passar pela consultoria criativa da Dolce & Gabbana e assumir brevemente a direção criativa da Revillon, assumiu a direção criativa da Emilio Pucci, onde ficou de 2008 a 2015 e consolidou sua estética rocker-chic com perfume 70’s.

Um lar em meio às dunas de areia

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Restrições construtivas muitas vezes são a realidade enfrentada por escritórios de arquitetura ao realizar um projeto. Muitas das boas ideias surgem justamente nesta hora, da obrigatoriedade de criar soluções criativas. Este foi justamente o caso da Villa CD – Tableland, uma residência particular localizada nas dunas de areia da região litorânea da Bélgica, projeto do escritório OOA | Office O Architects.

O terreno da morada está localizado em um condomínio com casas em estilo bangalô. Apesar de remontar aos anos 1960, o loteamento ainda apresenta as mesas regras de zoneamento. Assim sendo, o projeto deveria, ao menos, guardar alguma semelhança com um bangalô. O lar está situado em uma pequena encosta, com vista para as dunas, mas seus moradores quiseram manter o máximo de privacidade possível em relação aos vizinhos.

Desta forma, os arquitetos posicionaram um paredão de concreto vertical com aberturas irregulares na face virada para a rua. Unindo-se a ele, um grande platô de concreto horizontal se transforma na base estrutural do volume único da morada. Neste sutil isolamento externo criado pelos profissionais foi possível alocar acomodações para os hóspedes como fora solicitado: fora da parte íntima da casa e no nível da rua.

O terreno em declive permitiu a utilização completa do lote. Um grande pátio com jardim, na parte interna da casa, garante toda a insolação necessária para a vida cotidiana. Houve ainda a preocupação de não gerar uma estranheza muito grande entre a construção e o entorno. Desta forma, o lote permaneceu com sua vegetação natural intocada. Seja no jardim localizado no nível da rua, ou no pátio interno privativo do subsolo, as dunas de areia e a flora litorânea típica da costa crescem e se desenvolvem sem interferência do homem.

Revestimentos naturais dão a tônica ao projeto. Para refletir a arquitetura brutalista, os interiores combinam um minimalismo quase espartano. Poucos e bons móveis compõem a decoração, toda em tons de branco, preto, cinza, grafite e madeira ebanizada. No living principal, uma grande lareira adiciona dramaticidade ao ambiente. Sala de estar, de jantar e cozinha americana se conectam naturalmente.

Trata-se de um lar clean e minimalista, com espaços bem conectados e perfeito para aproveitar a vida à beira-mar.
Fotos: Tim Van de Velde