O novo MacBook Pro decepcionou alguns dos maiores usuários dos sistemas da Apple

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Por: Daniel Junqueira
Na semana passada a Apple apresentou
um novo MacBook Pro, o que normalmente é um evento bastante comemorado pelos entusiastas da marca. Mas não foi isso o que aconteceu nos dias seguintes ao anúncio do notebook com a barra OLED Touch Bar. Em vez de agradar quem mais usa e defende os MacBooks, a Apple deixou muita gente frustrada.

As reclamações são diversas – uma aparente falta de foco e de visão de futuro para o dispositivo, e uma sensação de que aqueles que mais apoiaram a marca mesmo nos tempos mais difíceis dos anos 90 parecem não ser mais o público que a Apple quer atingir com o MacBook Pro.

Profissionais da área de criação – desenvolvedores, quem precisa mexer com fotografia e edição de vídeos, por exemplo – costuma usar bastante os produtos da Apple por causa dos excelentes softwares disponíveis para esses profissionais. Mas o novo MacBook Pro não parece ter sido feito para eles. Brian Stucki resumiu sua maior reclamação em apenas uma imagem:

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“Lembrete: A página do Mac Pro atual se gaba da performance do Aperture, um programa que a Apple abandonou há mais de dois anos.”

Desenvolvedores em geral reclamam da falta de potência do MacBook Pro. Não há uma opção de notebook com 32 GB de RAM, e o processador deles ainda é o Skylake do ano passado. Foi o que falou Alexey Semeney, do DevTeamSpace:

“O MacBook Pro vem com especificações de RAM que são quase idênticas ao modelo de 2010. Deja vu?

RAM: Ao menos parece isso, já que o MacBook Pro tem opções de 16 GB de RAM desde 2010. A única diferença é que agora você paga pela atualização.

Processadores: O MacBook Pro tem opções de processadores dual-core com 2,4 gigahertz em 2010. Alguma coisa nova em 2016? Não.”

Michael Tsai também questionou a potência do notebook em seu blog, e sugere que talvez a Apple não veja mais desenvolvedores e pessoas ligadas às áreas de criação como o público-alvo.

“O novo MacBook Pro tem um preço premium por um Mac que ainda está limitado a 16 GB de RAM, tem desempenho de CPU que provavelmente é decepcionante porque a Apple nem falou disso na keynote, e aparentemente não tem uma GPU muito boa. A Apple priorizou espessura e leveza, o que eu praticamente não ligo. Preferia ter mais desempenho, um bom teclado, mais armazenamento, tela maior, mais portas para que não precise andar com adaptadores, uma entrada de cartão SD, etc. Mesmo com o dobro do preço e metade da autonomia de bateria eu ficaria feliz.”

Ainda há reclamações relacionadas à Touch Bar, que fica no lugar das antigas teclas de função e da tecla Esc – ela deixou de ser uma tecla física e agora habita a Touch Bar, e ausência de feedback tátil pode ser um problema para quem usa muito a tecla, como desenvolvedores. Dos novos modelos, há apenas um de 13″ sem a Touch Bar; alguns sugerem que a Apple deveria vender também um MacBook Pro potente com as teclas convencionais.

Em seu blog, o desenvolvedor Milen Dzhumerov diz que não é de hoje que usuários profissionais estão decepcionados com a Apple, e que o evento da semana passada foi mais um episódio em uma relação que está cada vez mais conturbada:

“O sentimento em relação a Apple de usuários profissionais se tornou quase uniformemente negativo ao longo dos últimos anos. Essa atitude se reflete também nas conversas regulares que tenho com engenheiros que desenvolvem para as plataformas da Apple. Se a Apple alienar desenvolvedores a um ponto em que eles não vão mais desenvolver para as suas plataformas no tempo livre, eles vão ter um problema bem sério a longo prazo. Além disso, desenvolvedores agem como evangelistas para a plataforma. E não vamos esquecer que o Mac fica na base da pirâmide: todo o software do iOS, watchOS e tvOS é criado no Mac. Negligenciar a plataforma Mac vai ter um efeito dominó no ecossistema da Apple.”

Enquanto isso, o Surface Studio – assim como o Surface Book – se apresenta como uma ótima ferramenta que pode inclusive atrair alguns desses criadores. “Eu imagino departamentos de arte com filas de Studio. Ande até uma mesa e comece a trabalhar. É um momento incrível para ser criativo”, escreveu Blake Lowry no Pixel Rants.

[Pixel RantsMilen DzhumerovDevTeamSpaceMichael Tsai, BGR]


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