Revival glam: o ultrabrilhante está de volta

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1. Saint Laurent R$ 6.500 2. Labellamafia R$ 129 3. Bo.Bô R$ 648 4. Charlotte Olympia US$ 925 (Foto: Zee Nunes/Arquivo Vogue e Flavio Battaiola (Stills))

Opte por shapes sequinhos e pontos de violeta para modernizar peças ultrabrilhantes graças a fios de lurex, cristais e glitter.
Confira ao longo desta página uma seleção da Vogue de acessórios e peças de roupas para adotar já esta tendência que é a cara do verão 2017!

1. Gucci R$ 7.670 2. Swarovski R$ 1.650 3. Dolce & Gabbana R$ 3.400 4. Emiliana R$ 245 5. Cris Capoani R$ 1.980 6. Tiffany & Co. R$ 42 mil 7. Juliana Jabour R$ 848 8. Morena Rosa R$ 980 (Foto: Zee Nunes/Arquivo Vogue e Flavio Battaiola (Stills))1. Gucci R$ 7.670 2. Swarovski R$ 1.650 3. Dolce & Gabbana R$ 3.400 4. Emiliana R$ 245 5. Cris Capoani R$ 1.980 6. Tiffany & Co. R$ 42 mil 7. Juliana Jabour R$ 848 8. Morena Rosa R$ 980 (Foto: Zee Nunes/Arquivo Vogue e Flavio Battaiola (Stills))

Modelo-atleta: Eniko Mihalik revela seus segredos para uma vida mais saudável

No evento que apresentou a coleção de verão 2017 de Stella McCartney para a Adidas, Eniko Mihalik foi uma das musas escolhidas pela estilista britânica para modelar e suar a camiseta em um treino de corrida. E o casting não ocorreu por acaso: além de ser dona de uma personalidade alegre e divertida, a modelo húngara também é atleta nas horas vagas, desafio ainda maior para quem segue a agenda maluca do mundo da moda.

Em conversa com a Vogue Brasil, Eniko – que até arriscou um pouco de português ao cantar um trecho do funk Bonde do Tigrão –  revelou todos os seus truques para manter uma rotina saudável o ano inteiro. Confira a entrevista completa ao longo desta página e tome nota! Larissa Gargaro

Eniko Mihalik com Hongsue Janet, Hannah Bronfman e CHelsey Korus no evento de lançamento da coleção de verão 2017 de Adidas by Stella McCartney (Foto: Getty Images)Eniko Mihalik com Hongsue Janet, Hannah Bronfman e CHelsey Korus no evento de lançamento da coleção de verão 2017 de Adidas by Stella McCartney (Foto: Getty Images)

Você sempre foi fã de esportes e do mundo fitness?
Não (risos)! Na verdade, comecei a me interessar por esportes cinco ou seis anos atrás. Antes disso, eu achava que não precisava me exercitar; pensava que a genética cuidaria de tudo. Até que comecei a procurar atividades para definir e melhorar o meu corpo, e desde então nunca mais parei de me mexer.

Qual é a importância do exercício físico na sua vida pessoal e na sua carreira?
Hoje em dia, a atividade física é quase um pré-requisito no trabalho como modelo; a indústria busca cada vez mais por corpos saudáveis. Já na vida pessoal, é algo que vai além da boa forma: o esporte faz bem para cabeça, para o humor, para tudo.

Eniko Mihalik: musculação pós-corrida (Foto: Instagram/Reprodução)Eniko Mihalik: musculação pós-corrida (Foto: Instagram/Reprodução)

Quais são os seus exercícios favoritos? Como é a sua rotina fitness?
Corrida e natação – mas também gosto de boxe, caminhada e musculação. Malho em média cinco vezes por semana! No começo do ano, estava treinando para correr a Meia-Maratona de Nova York, mas me lesionei dois meses antes [da prova]. Não vejo a hora de poder voltar a treinar pesado!

Beba muita água! (Foto: Instagram/Reprodução)Beba muita água! (Foto: Instagram/Reprodução)

Qual é o hábito saudável que você nunca abandona?
Dois, na verdade: beber muita água e tomar sempre minhas vitaminas. Levo as minhas cápsulas de suplementos para todos os lugares!

Quando o assunto é dieta, equilíbrio é a palavra-chave de Eniko (Foto: Instagram/Reprodução)Quando o assunto é dieta, equilíbrio é a palavra-chave de Eniko (Foto: Instagram/Reprodução)

Como é a sua alimentação?
Eu não faço dieta, mas priorizo ter uma alimentação saudável – tenho intolerância a glúten, mas nunca cortei totalmente. Cozinho minhas refeições quase sempre, então opto por ingredientes orgânicos e pratos equilibrados. Quando quero me preparar para uma sessão de fotos de biquíni, elimino carboidratos, açúcares e gorduras por alguns dias – e só!

Eniko Mihalik é uma chef de mão cheia (Foto: Instagram/Reprodução)Eniko Mihalik é uma chef de mão cheia (Foto: Instagram/Reprodução)

Quais os ingredientes para o seu café da manhã perfeito?
Ovos! Eu diria que como ovos no café da manhã 365 dias por ano (risos).

Quanto mais suor, melhor! (Foto: Instagram/Reprodução)Quanto mais suor, melhor! (Foto: Instagram/Reprodução)

Qual é o seu lema fitness?
Go hard or go home (vá com tudo ou vá pra casa)! Quando pratico exercícios, que seja intenso – e que eu sue muito!

Eniko Mihalik: corpo saudável todos os dias do ano (Foto: Instagram/Reprodução)Eniko Mihalik: corpo saudável todos os dias do ano (Foto: Instagram/Reprodução)

Qual é o seu lugar favorito para manter o corpo e a mente saudáveis?
Como moro em Nova York, acabei fazendo com que a cidade se tornasse o melhor lugar possível para eu ter uma rotina saudável. Lá gosto de correr no West Side Highway (o Central Park tem muitas subidas!), comprar comidinhas no Whole Foods e comer em restaurantes japoneses de vez em quando.Eniko Mihalik: boxe até nas férias (Foto: Instagram/Reprodução)Eniko Mihalik: boxe até nas férias (Foto: Instagram/Reprodução)

Bilheteria EUA: Doutor Estranho, Trolls, Hacksaw Ridge, Tyler Perry’s Boo! A Madea Halloween, Inferno

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Doutor Estranho, filme que apresentou o principal herói do universo místico da Marvel, começou bem sua jornada nos cinemas norte-americanos superando as expectativas com US$ 85 milhões em seu primeiro fim de semana. O filme, que tem Benedict CumberbatchMads MikkelsenTilda SwintonChiwetel EjioforBenedict Wong Rachel McAdams teve uma estreia melhor que outros filmes do estúdio, como Homem-Formiga e Thor.
Mundialmente, o filme já arrecadou US$ 325 milhões.
Doutor Estranho já está em cartaz no Brasil.

Na segunda colocação do fim de semana tivemos Trolls. Em sua estreia, a animação da DreamWorks arrecadou US$ 45,6 milhões no mercado norte-americano.

Na trama, Poppy, a otimista líder dos Trolls, e seu total oposto, Ramo, embarcam em uma aventura que os leva muito além do único mundo que eles conhecem. O elenco original de dubladores tem nomes como Anna Kendrick, Justin Timberlake, Zooey Deschanel, Jeffrey Tambor, Christopher Mintz-Plasse, James Corden, Gwen Stefani e Russell Brand.

Mike Mitchell (Shrek Para Sempre) e Walt Dohrn (Bob Esponja Calça Quadrada) dirigem. Trolls já está em cartaz no Brasil, e sua bilheteria global está em US$ 114 milhões agora.

Com o bronze ficou outra estreia da semana, Hacksaw Ridge, drama de guerra dirigido por Mel Gibson. Ele conseguiu arrecadar US$ 14,7 milhões. O filme só chega aos cinemas brasileiros no ano que vem.

O longa é baseado na história real de Desmond T. Doss (Andrew Garfield), um médico do Exército dos EUA que serviu na Segunda Guerra Mundial, durante a Batalha de Okinawa, e se recusou a matar. O Presidente Truman concedeu-lhe a Medalha de Honra por salvar vidas.

O roteiro é de Robert SchenkkanAndrew Knight e Randall Wallace e o elenco tem ainda Vince VaughnSam WorthingtonLuke BraceyTeresa Palmer e Rachel Griffiths.

Tyler Perry’s Boo! A Madea Halloween, mais um filme da franquia de ator/diretor produtor Tyler Perry, caiu para o quarto lugar na bilheteria dos Estados Unidos. O longa faturou US$ 7,8 milhões no fim de semana, levando o total doméstico para US$ 65 milhões.
O filme não tem previsão para estrear no Brasil

Inferno continuou abaixo das expectativas da Sony e caiu para o quinto lugar, levando apenas US$ 6,3 milhões em seu segundo fim de semana no país. Seu total nos EUA está em US$ 26 milhões.

A adaptação ao cinema do quarto livro do escritor Dan Brown sobre o criptologista Robert Langdon (Tom Hanks) mostra o personagem tentando evitar uma praga global, seguindo pistas de A Divina Comédia. Felicity Jonesvive a Dra. Sienna Brooks, Omar Sy faz Christopher Bruder, Sidse Babett Knudsen interpreta a Dra. Elizabeth Sinskey e Irrfan Khan vive Harry Sims, “o diretor”.
Nos mercados internacionais, o filme tem melhor desempenho, ultrapassando a marca dos US$ 132 milhões. Inferno estreou no Brasil em 13 de outubro.

Tania Bulhões lança coleção-cápsula de produtos mesa e perfumaria para o Natal

colecao-natal-tania-bulhoes_3.jpgColeção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)
Todos os anos, Tania Bulhões lança uma seleção especial de presentes em edição limitada para o Natal. Em 2016, itens de prata, murano, porcelana e perfumaria entram no mix – todos eles com embalagens pensadas para a data e acompanhados de laçarote vermelho com um pingente natalino.

Há sets de bowls e xícaras em porcelanas floridas, cestas e fruteiras de prata, muranos nos tons turmalina, itens para lavabos, sabonetes líquidos, aromatizadores, hidratantes e velas com aromas desenvolvidos em Grasse, na França –  como Pássaros do Brasil, Chá Branco, Lavanda, Ouro Imperial e Casa das Orquídeas. Com preços a partir de R$ 170, as novidades chegam às lojas Tania Bulhões em São Paulo, Rio de Janeiro e também no e-commerce a partir de 09 de novembro. Para agradar em cheio homens e mulheres elegantes!

Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)
Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)
Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)
Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)
Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)Coleção de Natal Tania Bulhões (Foto: Reprodução)

Adele vai se casar com namorado e pai do seu filho em cerimônia secreta no Natal

adele-vogue-cover-march-2016-05-696x474As festas de fim de ano vão ficar ainda mais especiais para Adele. De acordo com o Mirror, a cantora está noiva e vai se casar com seu namorado Simon Konecki em uma cerimônia secreta no Natal.
Segundo a publicação, o casal que tem um filho de quatro anos, planeja oficializar a relação em um evento em Los Angeles, Estados Unidos.
“O casamento será durante as férias escolares para que a filha de Simon possa participar”, disse a fonte se referindo a uma menina de 9 anos que o noivo de Adele teve em um casamento anterior. “Parece que vai ser no Natal, mas eles querem manter os detalhes em segredo”.
Ainda de acordo com a publicação, apesar de não divulgarem a informação, Adele e Simon ficaram noivos no mês passado. “Adele não está mesmo usando seu anel de noivado. Eles são um casal reservado e só querem os mais próximos e queridos lá”.
A cantora e seu noivo foram apresentados por Ed Sheeran e já estão namorando há cinco anos. Recentemente, eles se mudaram para uma casa de 6 milhões de euros em Beverly Hills, Califórnia (EUA).

Inspiração do dia: varanda sofisticada de frente para o jardim

p_101800234_0.jpegConstruída em 1920, esta casa em East Hampton, Nova York, foi completamente renovada. Na reforma, o casal expandiu diversos ambientes – e a moradora, designer de interiores e colecionadora de artes, tomou cuidado ao escolher acabamentos, procurando manter o estilo de chalé antigo que a residência possuía.

Reprodução | Traditional Home | Francesco Lagneseinspiração-do-dia-varanda-sofisticada-de-frente-para-o-jardimAssim, eles aumentaram também a entrada do local. De frente para o jardim e a piscina, a varanda se tornou um espaço convidativo para o lazer. O piso de madeira esbranquiçada evoca a atmosfera vintage, incrivelmente romântica em meio às flores perenes de salvia e veronica spicata.

As cadeiras de fibra vegetal resgatam a essência praiana dos arredores. Os tons de azul e branco predominantes não só ali, mas em toda a decoração dos ambientes internos, são referências ao gosto dos moradores pelo décor sueco. Para manter a discrição e sofisticação, nenhum tecido – em sua maioria linho cor da areia – possui estampas exageradas. Listras aqui e ali são suficientes para compor os espaços.

Cinema I Júlia Lemmertz conta como foi fazer ‘Pequeno Segredo’, o polêmico candidato do Brasil no Oscar

JULIA LEMMERTZ

É agora – será na próxima quinta, 10, a tão aguardada estreia de Pequeno Segredo. Nunca a indicação de um filme brasileiro para concorrer ao Oscar provocou tanta polêmica. Havia, por parte da crítica, a expectativa de que Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, fosse o indicado, mas a comissão formada pelo MinC preferiu o longa de David Schürmann, sob a alegação de que tem ‘cara de Oscar’. Essa fantasia existe na cabeça de muitas pessoas, mas não corresponde à realidade (leia análise). E o problema, de qualquer maneira, virou político. Aquarius não teria sido escolhido (não foi?) por causa do protesto da equipe no tapete vermelho de Cannes, denunciando o ‘golpe’ contra a ex-presidente Dilma Rousseff no Brasil.

Afável por natureza – “é a estrela mais dócil que já cliquei”, diz a fotógrafa Gabriela Biló -, Júlia Lemmertz reage contra o que considera perseguição ao filme de David Schürmann. “Respeito a opinião de todo o mundo, mas sair na imprensa que era o pior filme brasileiro, e a afirmação feita por um cara que nem crítico é, foi demais. Coisa pra causar. Eu, por exemplo, gosto muito de Boi Neon (de Gabriel Mascaro). Se tivesse sido escolhido, qual seria a reação? Gostar ou não de Pequeno Segredo é direito de cada um, mas é preciso reconhecer que o filme foi feito com muito amor, muito respeito. E é honesto. Se isso o credencia para o Oscar, é outra história, mas criar essa fantasia do filme golpista, não dá. Como se o David tivesse participado de uma conspiração…”

Pequeno Segredo baseia-se na história real da família Schürmann, velejadores brasileiros que vivem singrando os mares do mundo. “É uma família aventureira, que desperta muito carinho no público por seu estilo de vida. A mãe, Heloisa, escreveu esse livro, contando a história da filha, Kat. É um livro devastador, pungente. David se baseou no livro e trouxe a história da família dele para o cinema convencido de que a Kat merecia. Não tem nenhum complô nisso. Em outras circunstâncias, seria só um filme, que eu iria defender. Virou essa coisa política.” A essa altura, o segredo de Kat é de Polichinelo. Todo mundo já sabe, mas vamos mantê-lo no texto, à espera de que o leitor faça sua descoberta como espectador.

Por pouco, Júlia não deixou de fazer Pequeno Segredo. David Schurmann fez o contato, ela conheceu Heloisa, leu o livro. “Uau! É muito forte”, pensou consigo mesma. Mas aí o filme atrasou, Júlia foi escalada para uma novela de Manoel Carlos. “Quando terminei Em Família, o David ainda ia começar a filmar. Retomei o contato e fiz.” Sábia decisão do diretor. Júlia é irretocável no papel. Na tal crítica destrutiva de Pequeno Segredo, ela é destroçada como atriz. Não pode – aí é desonestidade intelectual. Como fazer essa mulher, Heloísa? “Quando íamos filmar, voltei a falar com ela, bem na véspera da atual viagem da família pelo mundo, que ainda não terminou. Heloísa é muito forte. O David me dizia: ‘Minha mãe pode ter seus momentos de fraqueza, mas ela vai chorar no seu canto, distante de todos’. O que ela fez pela Kat foi muito bonito. Eu tinha de honrar. Não podia estragar.”

Como se trabalha a emoção? Como uma atriz faz seu ofício? “Tive de passar por uma preparação. Aprendi a desfraldar a vela, a segurar o timão. É uma coisa que poderia fazer, pensava. Então, tem um lado físico muito intenso, essa coisa de filmar no mar, que é difícil. E, ao mesmo tempo, nos sentimentos, eu pensava que tinha de segurar. Sempre menos, para que na tela apareça mais.” O filme vai fazer sucesso? “Espero, mas não pelo sucesso em si. Se muitas pessoas virem, é porque vão se sentir tocadas. A gente tá num momento tão difícil. Essa coisa ‘Pau, pedra, é o fim do caminho.’ Acho legal, bacana, se uma coisa tão dolorida tocar as pessoas. ‘Olha, nós precisamos de amor, de compreensão, de apoio.’ O que a Heloísa e o marido fizeram não é para qualquer um. E é bom bradar isso para o mundo.”

Toda essa conversa foi feita numa manhã, por telefone. Júlia tem andado muito ocupada, por conta da peça A Comédia Latino-americana. “É outra experiência maravilhosa.” Trata-se de um díptico. Primeiro, A Tragédia Latino-americana e, agora, A Comédia. “É uma seleção muito rica de textos que o Felipe (Hirsch, diretor) está montando de uma forma original. Não é um espetáculo definitivo. Ele propõe coisas. ‘Hoje, vamos fazer diferente.’ E é impressionante como, simplesmente por mudar uma cena de lugar, o espetáculo se transforma. Quem viu no começo e revir agora, talvez não seja outro espetáculo, mas é certamente diferente.” Júlia está prometida para uma próxima novela de Vinicius Coimbra, Novo Mundo. “É de época, como Liberdade, Liberdade. Já está sendo gravada, mas entro mais adiante e ainda não comecei.” Está entusiasmada. “Vinicius é bárbaro, desses caras que estão inovando na TV. É ousado, criativo.”

E tem outro filme no caminho. O longa de estreia de Ismael Caneppele, roteirista de Esmir Filho em Os Famosos e os Duendes da Morte. “É uma adaptação de um livro dele, Música para Quando as Luzes se Apagam, já escrito como ensaio para o filme. Mexe com essa coisa de gênero. Uma menina que vira menino, e não numa cidade grande, mas numa comunidade interiorana. Todo mundo se conhece e faz o próprio papel. Sou a única atriz. Filmamos no interior do Rio Grande, na região de Lageado. Foi mágico mergulhar nesse lugar sem saber exatamente aonde estávamos indo. Não quero falar mais porque o Ismael ainda não colocou o filme na rua. Só posso dizer que é inclassificável e, para mim, foi muito estimulante.” [Luiz Carlos Merten]

ENTREVISTA – David Schürmann, DIRETOR – “Nossa primeira exibição foi um sucesso”

David Schürmann conversa com o repórter de Los Angeles. Está feliz da vida. E tem motivos, como você vai ver agora.

Como está a campanha de Pequeno Segredo no Oscar?

Tem um site de cinema aqui, o The Wrap, que fez uma pré-seleção e, dos 85 títulos que buscam indicações no Oscar de filme estrangeiro, escolheu 15. Pequeno Segredo é um deles. O site organiza projeções para convidados. Vai gente do Oscar, do Globo de Ouro. A primeira foi na quinta, 3. No Festival do Rio, onde mostramos o filme, todo mundo conhecia a gente. Aqui, ninguém. O filme foi muito aplaudido, teve debate disputadíssimo no final, um sucesso.

Você ficou mais confiante?

Cara, confiante sempre fui. Fiquei mais tranquilo, depois de todos aqueles ataques que sofremos no Brasil.

E como está sendo o investimento para promover o filme no Oscar?

Por enquanto, estou só no cartão de crédito. Não quero nem ver quando cair a conta. A Ancine libera uma verba de US$ 60 mil para o indicado, mas ainda não saiu, por causa da burocracia. Tem gente que também diz que vai investir, mas até agora nada. E é o momento. Não dá para esperar dezembro, porque aí já vai sair a short list (de nove finalistas ).

O filme entra grande no Brasil, no dia 10?

Vai ser um lançamento de 250 a 300 salas.

E….?

Cara, tanta gente falou mal de mim, do filme, sem nem ter visto. Mas é uma coisa política. Para cada ataque, recebo 100 e-mails do público, torcendo. Tudo pela Kat. Se for, vai ser ela.

‘A web precisa continuar aberta’, diz executivo do Google, Richard Gingras

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Os cabelos quase que totalmente brancos e as linhas de expressão não escondem que o norte-americano Richard Gingras tem uma longa carreira, que começou há 30 anos, antes da popularização da internet. Depois de passar por uma série de grupos de mídia dos EUA, como CBS e NBC, além empresas de tecnologia como a Apple, ele diz estar vivendo seu melhor momento no Google, onde lidera os esforços do gigante das buscas na área de notícias, como o serviço Google News, e parcerias com os veículos de comunicação.

O principal projeto de Gingras no Google até o momento foi o lançamento do Accelerated Mobile Pages (AMP), nova tecnologia de código aberto que acelera a navegação de sites em smartphones. O projeto chegou ao Brasil em fevereiro deste ano e tem o Estado entre os parceiros. Na última semana, Gingras concedeu uma entrevista exclusiva onde falou sobre os objetivos em comum da empresa e dos veículos da imprensa e por que todos devem se preocupar em manter a web como um território livre e aberto. Confira os principais trechos da entrevista.

Quais o principal desafio que a internet impôs ao jornalismo?

A internet tem mudado diferentes indústrias e teve um tremendo impacto na forma como as pessoas encontram, consomem e compartilham informações. Hoje temos um mercado diferente para conteúdo, que trouxe desafios e oportunidades para os publishers. Eles precisam decidir o tipo de experiência que querem prover no futuro, de forma que possam criar experiências valiosas para sua audiência atual e para as novas. Isso representa uma grande oportunidade. É por isso que precisamos criar padrões que permitam que os publishers possam inovar de forma mais rápida.

Como surgiu o projeto AMP?

No último um ano e meio, passamos muito tempo conversando com publishers pelo mundo para entender onde estavam os desafios e achar uma forma de resolvê-los, de forma colaborativa. Uma das conclusões foi que, conforme o mundo migra para as plataformas móveis, a web não é mais tão rápida como nós gostaríamos. Ela deixou de ser tão fácil e divertida de navegar como era há 20 anos. Conforme a publicidade evoluiu, os sites se tornaram mais lentos. As redes sociais também se tornaram muito populares e essas plataformas proprietárias são velozes. De certa forma, podemos dizer que o crescimento do tempo que as pessoas passam nas redes sociais é resultado de a web não ser mais tão divertida.

Por que você acha isso?

Todos já tivemos a experiência, particularmente em dispositivos móveis, de pensar duas vezes antes de clicar em um link, porque sabemos que a página vai demorar entre 10 e 20 segundos para carregar. Isso é suficiente? Qualquer coisa inferior a instantâneo reduz a inclinação das pessoas em se engajar. Por isso criamos o projeto AMP de forma colaborativa com mais de 200 entidades. A missão não está cumprida, mas já começamos a ver o poder que o AMP tem que realmente muda a forma como a web funciona. Já existem versões AMP de 750 mil sites em todo o mundo, com origem em mais de 120 países. No Google, já indexamos mais de 600 milhões de páginas no formato AMP.

Por que é importante para o Google que os publishers criem conteúdo de qualidade para a web?

Nós todos valorizamos a web aberta. Se olharmos para trás, há 25 anos, quando a web foi criada, havia 25 mil sites de internet e hoje há mais de 1 bilhão. É extraordinário. Mas não podemos assumir que ela continuará assim para sempre. O Google e os publishers compartilham de um mesmo objetivo, que é garantir que a web continue sendo aberta. A busca do Google depende de um ecossistema rico em conhecimento para funcionar. Os publishers tem na web aberta seu meio de distribuição, o caminho para encontrar novas audiências. Então é muito importante que a web continue aberta, que não evolua para ser um ambiente de plataformas proprietárias, de jardins murados.

Uma grande parte da audiência está hoje dentro do Facebook. Qual sua opinião sobre isso?

O Facebook é um produto atrativo e muitas pessoas passam muito tempo lá. Eu mesmo uso o site todos os dias. Mas queremos garantir que a web seja tão atrativa quanto qualquer experiência proprietária. As pessoas devem ter um ambiente dinâmico de experiências possíveis na internet. Mais importante que isso, a web deve continuar aberta. Eu acredito muito em liberdade de expressão e a web tem sido extraordinária nisso. Desde o início da civilização, nós nunca tivemos nada que tornasse tão simples para as pessoas se expressarem entre si e para o mundo. Isso é magnífico. Mas, nós temos que monitorar sempre, fazer esforços constantes para garantir que ela mantenha a qualidade.

O que você vê como uma ameaça a internet aberta?

De certa forma, plataformas proprietárias são uma ameaça à internet aberta. Quando eu trabalhava na Apple, desenvolvemos uma plataforma chamada eWorld. É o que podemos chamar de jardim murado. Era como o portal da América Online (AOL). E uma das coisas que eu sei sobre jardins murados é que eles tem um grande poder sobre quem resolve brincar ali dentro. Não critico o valor dessas experiências proprietárias, mas se o nosso interesse é diversidade de opiniões, se queremos que existam publishers de todos os tipos e que eles sejam capazes de ter sucesso, então um ambiente aberto é crucial. [Por Claudia Tozetto – O Estado de S.Paulo]

Inspirada em Berlim, Lisboa quer criar cena de startups

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Por Axel Bugge – REUTERS
Antiga “zona da luz vermelha” de Lisboa, as docas do Cais do Sodré hoje estão povoadas por jovens empreendedores tentando deixar a crise econômica portuguesa para trás e transformar o Rio Tejo no novo point das startups europeias.

Cinco anos após a intervenção da União Europeia nas contas portuguesas, a economia do país ainda cresce lentamente. No entanto, com custos bem abaixo de outras capitais do Velho Continente, a cidade se espelha no exemplo de Berlim.

Anteriormente isolada pela Cortina de Ferro, o cenário empreendedor floresceu em Berlim na última década graças a baixos custos e uma força de trabalho inspirada por seu estilo de vida alternativo. Com seu centro histórico e sua gastronomia atraente, Lisboa pode replicar o exemplo.

Segundo a consultoria Eurostat, o custo médio da hora de trabalho em Portugal foi de € 13,2, contra uma média europeia de € 25 – na Alemanha, os valores chegam a € 32,2. O mesmo vale para os aluguéis: o custo médio do metro quadrado em Lisboa por mês é de € 18,5, contra € 66, segundo a consultoria especializada em imóveis Cushman & Wakefield.

“Lisboa é excitante”, afirma o investidor alemão Simon Schaefer, que decidiu criar espaços de escritório capazes de abrigar 400 funcionários na capital portuguesa. A ideia é replicar um projeto semelhante fundado por ele em Berlim em 2012. “Quando você vê empreendedores internacionais, Lisboa deve estar no mapa para ser a sede de uma empresa”, disse.

Filho pródigo. Nem sempre foi assim. Quando a crise financeira abateu Portugal, milhares de jovens passaram a deixar o país, seguindo o exemplo de gerações passadas. Apesar do talento, não havia capital disponível para financiar startups.

Quem se beneficiou foi o Reino Unido Grã-Bretanha: em 2009, o empreendedor José Neves fundou por lá a varejista online de roupas de luxo Farfetch. Hoje, ela é a segunda empresa mais valiosa do Reino Unido, diz a consultoria CB Insights.

Outra empresa – a Seedrs – foi co-fundada pelo português Carlos Silva em Londres. Hoje, ela é a maior empresa de financiamento coletivo da Europa.

A migração, porém, rende frutos para a terrinha. Como bons filhos pródigos, Farfetch e Seedrs hoje têm operações grandes em Portugal. Metade dos mil empregados da Farfetch está em solo português – e 81 das 140 vagas atualmente abertas pela empresa são no país também.

Hoje, o setor de startups em Portugal ainda é novo, e como muitas empresas ainda estão em estágio inicial, há poucos dados sobre o setor. Porém, o atual governo do Partido Socialista têm investido pesado no setor, por uma razão clara: ele cria muitas vagas de trabalho.

Em julho, por exemplo, quando o governo se ofereceu para co-financiar startups, investidores pediram mais de ¤ 500 milhões – as propostas ainda estão sendo avaliadas.

“Queremos ajudar as startups não só porque elas são de companhias novas, mas também porque trazem inovação às indústrias tradicionais”, disse o secretário de indústria João Vasconcelos, que antes trabalhou em uma das principais incubadoras de Lisboa.

Para Vasconcelos, a prioridade é ajudar startups a atrair investimentos estrangeiros, através de incentivos e da regulamentação correta. Entre as medidas recentes do governo local, há isenção de impostos para investimentos de até ¤ 100 mil euros no setor. / TRADUÇÃO DE BRUNO CAPELAS