Com apenas quarto e sala, apartamento tem decoração clean e ambientes espaçosos

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O espaço para leitura foi um dos pedidos do morador. Aliado à sustentabilidade, o arquiteto Francisco Viana aproveitou as portas de correr da antiga varanda para fechar o móvel que abriga os livros. Mesa de centro Chuva, assinada por Leo Romano, à venda na Arquivo Contemporâneo. Piso cimentício, modelo Paris branco, da Castelatto (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )

Lar carioca com alma francesa. Não há melhor definição para esse apartamento de 120 m², no bairro da Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro. O morador, um psicanalista de 70 anos, morou em Paris por muitos anos e trouxe na bagagem de volta ao Brasil peças de alto valor afetivo que ganharam destaque na decoração.

O desafio de renovar o ninho coube ao arquiteto Francisco Viana. Na planta original, três quartos, uma sala estreita e uma pequena varanda. Para criar um ambiente espaçoso para receber, o profissional optou por uma obra transformadora e, logo, cheia de quebra-quebra. O morador fez uma única exigência: uma área adequada para leitura e abrigo para os inúmeros livros.

Destaque para a área social
A reforma durou oito meses e todos os ambientes foram reconfigurados. O lar ganhou uma sala ampla integrada ao escritório que pode ser transformado em quarto de hóspedes, graças a uma porta retrátil instalada no local. E a varanda também foi incorporada ao living.

A cozinha, um outro destaque do lar, foi integrada à copa e à área de serviços, o que garantiu continuidade visual ao espaço. O antigo piso da sala de lambris de madeira angelim ganhou nova função ao revestir paredes na cozinha.

Na decoração, o ar é contemporâneo e rico em referências à história do morador. A mesa de trabalho, as cadeiras de estilo camponês francês datadas do século XIX, a mesa de centro e o sofá dos anos 1970 são alguns dos móveis que o acompanharam na mudança para o Brasil.

A paleta de cores escolhida por Francisco traz tons escuros e sóbrios. “Optei por amplas superfícies claras e frias, naturalmente aquecidas pela presença forte da madeira e couro”, conta o profissional. Algumas tons mais vivos em luminárias e obras de arte marcam o projeto. [Julyana Oliveira]

Poltrona Angelina, assinada por  Hans Wegner, à venda na Arquivo Contemporâneo. Sofá Trento da Way Design. Almofadas confeccionadas pela Trama Casa com tecidos à venda na Ipanema Kravet (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )Poltrona Angelina, assinada por Hans Wegner, à venda na Arquivo Contemporâneo. Sofá Trento da Way Design. Almofadas confeccionadas pela Trama Casa com tecidos à venda na Ipanema Kravet (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação)
No ambiente do escritório, um antigo buffet do cliente foi usado para fazer a base fechada da estante entre o sofá e a bancada de trabalho. Cadeira de escritório com rodinhas, modelo Sherlock, assinada por Etel Carmona para a loja Arquivo Contemporâneo. O (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )No ambiente do escritório, um antigo buffet do cliente foi usado para fazer a base fechada da estante entre o sofá e a bancada de trabalho. Cadeira de escritório com rodinhas, modelo Sherlock, assinada por Etel Carmona para a loja Arquivo Contemporâneo. Os tapetes orientais iranianos fazem parte do acervo do morador (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )
Na passagem da sala de leitura para o living, a antiga escrivaninha francesa separa os ambientes visualmente. O móvel veio junto com o morador de Paris (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )Na passagem da sala de leitura para o living, a antiga escrivaninha francesa separa os ambientes visualmente. O móvel veio junto com o morador de Paris (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )
O sofá Mole assinado por Sergio Rodrigues já pertencia ao cliente. Assim como a mesa de centro, que originalmente era um móvel de jantar de fazendo mineira e teve a altura adaptada para este projeto. Tapete de algodão, modelo Chenille, à venda na Nani Chi (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )O sofá Mole, assinado por Sergio Rodrigues, já pertencia ao cliente. Assim como a mesa de centro, que originalmente era de jantar e foi adaptada para este projeto. Tapete de algodão, modelo Chenille, à venda na Nani Chinelatto. Chaise longue Yung assinada por Etel Carmona e banco de madeira (sob a janela) assinado por Aristeu Pires, ambos à venda na Arquivo Contemporâneo (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )
A mesa de jantar já pertencia ao acervo do morador. Cadeiras de jantar, modelo Sofia, à venda na Way Design  (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )A mesa de jantar já pertencia ao acervo do morador. Cadeiras de jantar, modelo Sofia, à venda na Way Design. Pendente à venda na Lumini (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )
Na cozinha foi criada uma área para refeições rápidas, onde uma gaveta se transforma em mesa. Armários em laminado preto, à venda na Favo, e bancadas em granito preto foram escolhidos pela praticidade e pelo visual sofisticado, minimalista. As paredes foram revestidas em lambris de madeira angelim natural encerado, que na planta original era o piso da sala. Banqueta alta Easy assinada por Jader Almeida para Arquivo Contemporâneo (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )A cozinha recebeu uma área para refeições rápidas. Armários em laminado preto, à venda na Favo, e bancadas em granito preto foram escolhidos pela praticidade e pelo visual sofisticado, minimalista. As paredes foram revestidas em lambris de madeira angelim, que, na planta original, estavam no piso da sala. Banqueta alta Easy, assinada por Jader Almeida, para Arquivo Contemporâneo (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )
Na suíte, os criados-mudos, que já pertenciam ao morador, ganharam luminárias de mesa, modelo Piccolo, da Lumini. A cabeceira da cama, em tecido Ipanema Kravet, e as cortinas de linho da Empório Beraldin, foram desenhadas pelo arquiteto e executadas pela  (Foto: Juliano Colodeti - MCA Estúdio/Divulgação )Na suíte, os criados-mudos, que já pertenciam ao morador, ganharam luminárias de mesa, modelo Piccolo, da Lumini. A cabeceira da cama, em tecido Ipanema Kravet, e as cortinas de linho da Empório Beraldin, foram desenhadas pelo arquiteto e executadas pela Trama Casa. Roupa de cama da Trousseau (Foto: Juliano Colodeti – MCA Estúdio/Divulgação )

3 maneiras de inovar usando calça skinny

Ideal para passear com os filhos
A jaqueta feminina mais longa, também conhecida como parka, da um ar mais despojado à combinação. Caso queira um parecer menos básica, use e abuse de blusas estampadas e acessórios diversos, que funcionam como pontos de cor do look. Nos pés, o sapato que a fizer se sentir mais confortável – os tênis são, geralmente, os favoritos das mulheres práticas.

skinny3.jpgCALÇA de algodão e elastano, Saad, R$626. PARKA de náilon, Cotton Project, R$309.  TÊNIS de couro, Fiever, R$278.

Ideal para ir ao trabalho
As sobreposições sempre dão charme e elegância à composição. Listras e estampas geométricas são sempre bem-vindas para um look mais casual e ao mesmo tempo chic. Opte por cores complementares, por exemplo, o azul e o vermelho funcionam superbem como pontos de cor harmônicos. Use e abuse dos acessórios para quebrar a ideia de que skinny é sinônimo de uma combinação básica. Que tal?skinny2

CALÇA de algodão e elastano, Saad, R$626. CAMISA listrada de poliéster, Richards, R$398.  CAMISA de algodão, Fashion Clinic, R$85. COLAR de metal banhado a ouro, Luiza Dias 111, R$149. BOLSA de couro sintético, Renner, R$109. SANDÁLIAS de algodão e corda, Cevera, R$259.

Ideal para a happy hour
Um look com sobreposições inusitadas é sinônimo de modernidade e elegância. Tão versátil, este modelo de calça fica super chic quando combinada com um longo com fendas frontais. Alie-se aos acessórios para incrementar ainda mais a combinação. Um salto é indispensável caso a happy hour se estenda para uma balada. Gostou?skinny1.jpg

CALÇA de algodão e elastano, Saad, R$626. VESTIDO de poliéster, C.Club, R$548. COLAR de metal, Amaro, R$59,90. BOLSA de couro, Eva, R$469. SANDÁLIAS de couro, Corello, R$289.

As meninas que estão mudando o mundo com sua arte e cabelos afro

A bandeira de manter os cabelos naturais, ou com penteados afro, vem especialmente da década de 1960, com o Black Is Beautiful, um movimento dos negros norte-americanos que encorajava homens e mulheres a aceitar seus traços naturais. Dizer não ao padrão do cabelo liso passou a ser visto também como um ato político. Hoje, a ideia ganha mais força com o ativismo online. Encabeçada por artistas, influenciadoras e youtubers, a militância nas redes aparece em assuntos como beleza, consumo, representatividade e direitos humanos.jourdun-dunn-1.jpg

A top Jourdun Dunn foi a nossa capa de outubro. Esta foi uma das primeiras vezes que ela foi clicada com seu cabelo cacheado. (Mark Abrahams/ELLE)
Um exemplo é o canal do YouTube Afros e Afins, criado pela estudante paulistana Nátaly Neri, que conta com mais de 100 mil inscritos. “Sem referências na grande mídia, criamos nosso próprio cenário”, analisa a produtora cultural paulista Ísis Vergílio. Beyoncé, com seu título de rainha do pop, tem colaborado para a abertura desse espaço não só por meio de seu discurso empoderador como também ao investir em novos artistas. Em 2008, ela abriu o selo independente Parkwood Entertainment para lançar suas apostas musicais.

É o caso das norte-americanas Chloe e Halle, de 18 e 20 anos, respectivamente, que somam mais de 12 milhões de views no YouTube em covers de músicas como Pretty Hurts, de Queen B. Este ano, elas lançaram o EP Sugar Symphony, além de fazer ponta em Lemonade e abrir a turnê europeia da estrela do pop. Já a inglesa Nao seguiu o caminho do “faça você mesmo” e lançou este ano seu primeiro álbum pela sua própria gravadora, a Little Talk Records. A moda, sempre de olho nos fenômenos e movimentos musicais, não está deixando essas meninas passarem batido.maga-moura-2

Magá Moura posa para editorial da edição de março de 2015 da ELLE Brasil. (Gustavo Lacerda/ELLE)
Nicolas Ghesquière, diretor criativo da Louis Vuitton, aproximou Chloe e Halle do squad da label. Nessa temporada, elas estavam na primeira fila do desfile de verão 2017. Assim como a cantora e ativista Willow Smith, que este ano virou garota-propaganda da Chanel. “As marcas e o mainstream se apropriam de nossas pautas. Mas, ao mesmo tempo, ganhamos visibilidade com isso. Pessoas que se sentiam invisíveis se veem representadas”, diz a filósofa paulista Djamila Ribeiro, voz relevante quando o assunto é representatividade.

O cabelo é nosso

Por aqui, mulheres negras têm cada vez mais abraçado essa bandeira. Um dos episódios da série sobre beleza brasileira Behind Brazil’s Extreme Beauty Addiction, lançado este semestre pela revista britânica i-D, tem como tema esse movimento pela aceitação do cabelo natural. A blogueira Magá Moura, conhecida por suas extensões coloridas, inaugurou há três meses uma loja online com produtos importados para cabelo. “A formação da minha identidade foi trilhada pela estética ao valorizar o meu cabelo crespo. Perdi o medo de ser quem eu sou”, diz a paulistana.

Entre os mimos à venda no site está a extensão Jumbo Hair, semelhante ao cabelo das gêmeas norte-americanas Ciprianna Quann e TK Wonder, habitués das semanas de moda lá fora e digital influencers. Moda e música são terrenos férteis para promover a autoaceitação. A cantora paulista Tássia Reis lembra que, quando criança, sentia falta de artistas negras em quem pudesse se inspirar. “A filha de uma amiga foi em um show meu e vi como ela olhavapara o meu cabelo. Quando eu tinha 10 anos, não havia uma artista negra que se parecesse comigo. A falta de referências faz com que nossa identidade seja deixada de lado”, explica.tassia-reis

Tássia Reis é a rapper do momento. (Tássia Reis/Divulgação)
Assim como Tássia, as rappers paulistanas Karol Conka e Lay também fazem parte da militância. “Vejo a parte estética como política porque, se sou atacada na internet ou na rua, é sempre pela minha aparência. É por isso que vou enaltecer esse fator”, diz Tássia, que recentemente participou de uma campanha de beleza da Avon. A cantora carioca Iza, que se apresentou no ELLE Fashion Preview, também já teve a sensação de ter um visual fora do padrão. “Achava que meu cabelo não estava certo e eu tinha que mudar.” Até os 21 anos, ela mantinha o cabelo alisado, quando descobriu um novo caminho. “Ao ver várias meninas na internet com trançados e cabelo natural, decidi parar. Agora ele está crescendo por debaixo das tranças. Logo vou ficar com um afro maravilhoso”, diz.

Mesma coisa com TK Wonder, que recentemente postou em sua conta de Instagram: “Muitas vezes eu puxei meu cabelo para trás para evitar que ele chamasse a atenção. Mas chegou um momento em que me perguntei: ‘Por que estava anulando algo que gosto, e a mim mesma, por causa de estereótipos ou julgamentos?”

Narradoras de suas próprias trajetórias, essas mulheres transitam pela moda, música e cultura pop sem esquecer o passado. “Passamos por um processo histórico desumano, a escravidão, que ainda é muito recente. Nossa identidade não pode mais ser tirada de nós”, diz Ísis Vergílio, que é amiga de Tássia Reis desde os 14 anos. “Sinto as pessoas me perguntando se fiz um disco feminista ou que fala sobre a questão da negritude. Mas a verdade é que falo sobre o que vivo”, diz a paulista. Na faixa Ouça-me, de seu segundo álbum, ela avisa: “A revolução será crespa”. Se depender dessas meninas, certamente será. Isabela Yu

Bilheteria EUA: Moana – Um Mar de Aventuras, Animais Fantásticos e Onde Habitam, Doutor Estranho, Aliados, A Chegada

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O final de semana de Ação de Graças nos EUA foi dominado por Moana – Um Mar de Aventuras, a nova animação da Pixar que terá pré-estreia especial na Comic Con Experience 2016. O filme arrecadou US$ 55 milhões deixando para trás tanto Doutor Estranho, novo herói da Marvel, quanto Animais Fantásticos e Onde Habitam, derivado da franquia Harry Potter. Nos cinco dias do feriado prolongado, o filme fez US$ 81 milhões. A arrecadação ficou perto do recorde de Frozen – Uma Aventura Congelante, que em 2014 fez US$ 93 milhões.

A trama de Moana é situada em um antigo mundo no Pacífico Sul. Em sua jornada em busca de uma lendária ilha, a adolescente Moana (Auli’i Cravalho) une forças ao seu herói, o semideus Maui (Dwayne Johnson). No caminho, eles encontram criaturas marinhas, mundos submersos e uma antiga cultura.

A animação é dirigida por Ron Clements e John Musker (dupla de A Pequena SereiaAladdin e A Princesa e o Sapo) e chega aos cinemas nacionais em 5 de janeiro de 2017.

Animais Fantásticos e Onde Habitam ficou em segundo lugar com US$ 45,1 milhões e acumula agora US$ 156 milhões nos EUA e mais de US$ 200 milhões no mundo inteiro.

Animais Fantásticos e Onde Habitam adapta o livro didático no mundo de Harry Potter que cataloga 75 espécies de criaturas mágicas pelos cinco continentes, escrito pelo excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne). No filme, Newt chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.

Também estão no elenco Katherine WaterstonAlison SudolDan FoglerColin FarrellEzra MillerRon PerlmanSamantha MortonJon Voight, entre outros.

Doutor Estranho ficou com o terceiro lugar e mais US$ 13,3 milhões, passando de US$ 205 milhões na quarta semana de exibição. O filme, que tem Benedict CumberbatchMads MikkelsenTilda SwintonChiwetel EjioforBenedict Wong Rachel McAdams, já está em cartaz no Brasil.

Aliados, novo filme de Brad Pitt e Marion Cotillard, ficou com o quarto lugar ao arrecadar US$ 13 milhões.
A trama é situada em 1942 e conta a história de um agente da inteligência alemã (Pitt), que se casa com a agente francesa Marianne (Cotillard), depois de uma perigosa missão em Casablanca. Ele, no entanto, é notificado que a mulher pode ser uma espiã nazista e começa a investiga-la. Lizzy Caplan (Truque de Mestre: o 2º Ato), Matthew Goode (Downton Abbey, Watchmen), Raffey Cassidy (Tomorrowland), Charlotte Hope (Game of Thrones) e Jared Harris (The Crown) também estão no elenco.
A estreia no Brasil é prevista para 12 de janeiro de 2017.
A semana de A Chegada trouxe mais US$ 11,25 milhões de bilheteria ao longa, que já soma US$ 62 milhões. O elogiado sci-fi de Denis Villeneuve estreia em 24 de novembro no Brasil.

Taís Araújo é eleita a ‘Mulher do Ano’ pela ‘GQ’

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Taís Araújo é a “Mulher do Ano” da revista “GQ” e deixou encantado o diretor de redação, Ricardo Franca Cruz, o homem encarregado de fazer o seu perfil para edição de dezembro. A publicação vai ser lançada quinta-feira, na festa do “Prêmio Men of the Year”, no Copacabana Palace.

O sorriso, a maneira como ela ajeita o cabelo, a lealdade às amigas… tudo isso pareceu encantador para o jornalista, que fez questão de enfatizar uma qualidade feminina que poucos homens valorizam. “Taís come bem. E como é bonito uma mulher que come bem”, escreveu ele, ao vê-la traçando, com gosto e zero de frescura, dois pastéis no Bar do Adão, no Méier, bairro onde ela viveu até os oito anos. Num longo papo, a atriz, apresentada por Ricardo como “a mais brasileira das musas”, conta que não costuma ficar em cima do muro. Gosta de se posicionar sobre tudo. “Mas com amor, assim meio Che Guevara, sabe? Sem perder a ternura. Não me interessa o grito que aparta, eu quero é unir”. Amiga de longa data, a roteirista e escritora Adriana Falcão resume tudo rapidinho.

“Taís é foda”, diz, ao falar de sua admiração pela maneira como a atriz “não só verbaliza, na vida, no teatro, e na televisão, como representa na própria imagem — na pele, literalmente —, questões fundamentais e urgentes como desigualdade e racismo”. A mulher do ano, claro, faz questão de falar sobre isso. “Sei que esses assuntos são chatos, densos, pesados, difíceis”, diz. “Mas têm de ser discutidos. É a minha questão pessoal: sou uma mulher brasileira negra”. [Cleo Guimarães]

Mari Giudicelli traz seu sapatos para pop-up na Frey Kalioubi, no Rio

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Modelo de loafer (Foto: Divulgação)

Novidades quentes em terra carioca. A multimarca cool Frey Klioubi, aberta em 2015, vai abrigar o único ponto de venda nacional da grife homônima de Mari Giudicelli, já conhecida no hemisfério norte, a ser lançado com uma festinha no dia 27.11.

“Musa, stylist e designer” é assim que a Vogue americana descreveu Mari Giudicelli ao citarem a carioca que, após se mudar do Jardim Botânico para o Brooklyn, há quase sete anos, foi descoberta como modelo e desde então trabalhou para Mansur Gavriel, Eckhaus Latta, e se tornou o rosto de multimarcas independentes de Nova Iorque, de Maryam Nassir Zadeh e até do conceituado Jacquemus, de Paris.

Embora o curso na Parsons tenha começado com sua carreira de modelo já encaminhada, Mari nunca abandonou os planos como designer de moda. Então, se especializou em design de acessórios no FIT (Fashion Institute of Technology) e decidiu criar, no ano passado, a grife de sapatos que leva seu nome. A primeira coleção, com mules e loafers produzidos de forma sustentável no Brasil, traz um mix das referências ao seu país natal com design contemporâneo.

Na Frey Kalioubi, a marca apresentará dois modelos de salto baixo da coleção de inverno 2016 feitos de camurça e disponíveis em oito cores. “Eu quis criar estilos atemporais que atravessam o dia, que sejam elegantes e confortáveis, e também que não fossem extremamente levados por tendências”, revela a criadora, “você pode usá-los tanto com jeans e camiseta, ou com um vestido chic”.

A designer comenta ainda o que levou à escolha da cidade maravilhosa como primeiro ponto de venda em seu país: “acredito que as cariocas irão gostar dos sapatos por existir uma falta de opções minimalistas, chiques e duráveis no mercado brasileiro, principalmente no Rio. O salto ser de uma altura sensível, junto dos materiais tropicais, também ajudam para caminhar nas calçadas irregulares da cidade. Escolhi a Frey Kalioubi como ponto de venda por ser uma loja super bem curada e com uma visão contemporânea do mundo da moda.”

Depois da inauguração no dia 27.11, a pop-up fica aberta até o dia 31.01. Para quem não consegue ir até o endereço, os sapatos também estarão disponíveis no e-commerce da Frey Kalioubi e todas as coleções podem ser encontradas no Moda Operandi. [Julia Pitaluga]

Super gêmeas: Isabella e Francesca Diniz Gullo estão entre as mais estilosas da novíssima geração paulistana

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À esquerda, Francesca usa vestido (R$ 34 mil). Isabella veste suéter (R$ 9.400) e saia (R$ 34 mil). Brincos (a partir de R$ 2.300), anéis (a partir de R$ 3.100) e sapatos (R$ 8.300). Todas as peças são do inverno 2016/17 da Dior (Foto: Nyra Lang/ Styling: Gisella Lemos/ Cabelo: Yukiko (WM Artist Management) usando produtos Oribe Hair Care/ Maquiagem: Carlo Longo (Ray Brown Pro)/ Assistente de styling: Nia Edwards/ Assistentes de fotografia: Shen Williams e Vita Burn)

Aos 14 anos, enquanto as amigas do tradicional colégio paulistano St. Paul’s aproveitavam os encontros frequentes nas tardes de sábado no shopping Iguatemi para usar as melhores peças do closet, as gêmeas Isabella e Francesca Diniz Gullo costumavam aparecer de jeans rasgados, camisetas roubadas do guarda-roupa do pai, o engenheiro Fernando Gullo, e tênis de basquete.

Filhas de Carola Diniz, uma das mulheres mais bem-vestidas de São Paulo, expert em incorporar ao visual as peças-desejo de cada temporada, as duas atravessaram a adolescência sem ligar muito para moda.
“O engraçado foi que os amigos de nossos pais começaram a dizer que tínhamos um estilo próprio. Mas a verdade é que nossos jeans estavam destruídos de tão usados. Ainda não entendíamos que uma roupa pode ter também a função de embelezar quem a veste”, diverte-se Isabella, que, nessa época, trocou os cabelos longos por um corte bob criado por ela mesma – hoje, aos 20 anos, exibe um joãozinho, que segue aparando em casa.

No início da vida adulta, as duas irmãs perceberam que o tal estilo próprio que os outros tanto falavam era uma vocação – e que deveriam transformar o olhar autêntico para moda em profissão.
A dupla acabou de concluir o foundation course (programa introdutório da graduação no Reino Unido com duração de um ano) em moda da tradicional Central Saint Martins, em Londres, para onde se mudaram no início de 2015.
“Desde criança, temos uma fixação por tecidos. Colecionávamos retalhos recolhidos nas lojas de decoração que visitávamos com nossa mãe e nos divertíamos ao combiná-los entre si”, contam elas, que, apesar do jeito sério, têm fala doce e não economizam sorrisos.

A personalidade discreta, avessa a exposições fora de propósito, foi herdada de Carola, assim como o apreço por arte – a casa da família, no Jardim Europa, reúne uma das coleções mais originais de São Paulo, com obras pop e contemporâneas.
Este mês, ambas ingressam no Chelsea College of Arts, onde Isabella cursará artes plásticas, enquanto Francesca se dedicará ao desenvolvimento de tecidos – hoje, seu maior prazer é desenhar estampas.

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Francesca usa suéter de jacquard (R$ 11.500) e saia de lã bordada (R$ 31 mil). Isabella posa com vestido de cetim bordado e estampado (R$ 70 mil)
No dia a dia, o uniforme da dupla segue composto por peças bem confortáveis: ainda amam as t-shirts, os jeans e os tênis do passado, que agora combinam a joias mais edgy (elas costumam misturar inúmeros anéis e correntes fininhas).
As gêmeas andam apaixonadas pelas botinas bicolores de couro de bezerro e brincos empilháveis do inverno 2016/17 da Dior, coleção que vestem nestas páginas – e que traz ricos bordados que exploram todo o savoir-faire artesanal da maison.
“Associávamos a grife a uma roupa sempre muito elegante, que era usada por nossa mãe em eventos mais formais. Agora a Dior se tornou mais palatável para a nossa geração também”, pondera Isabella, que marcou presença no desfile do resort 2017 da maison, apresentado em maio passado no Palácio de Blenheim, em Londres (Francesca estava em São Paulo na ocasião).

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Isabella usa vestido de crepe (R$ 28 mil). Francesca, vestido de lã acetinado e seda (R$ 28 mil). Botas (R$ 7.900)
À noite, as duas costumam deixar o estilo muito casual de lado e recorrem a vestidos delicados e femininos – ainda que usados com praticamente nenhuma maquiagem – para encontrar os amigos em restaurantes como o Sketch, em Mayfair, ou o japonês Dozo, no Soho.
Até sapatos de salto alto hoje entram no repertório, muitas vezes surrupiados do closet de Carola, de onde costumam pegar emprestado também cashmeres e peças de couro. “Nosso estilo é muito parecido e, muitas vezes, uma das duas precisa trocar de roupa para não sairmos idênticas”, conta Francesca.
Dean e Dan, da Dsquared2, no amfAR de 2016, ao lado, as gêmeas na Vogue, em outubro de 2014 e Isabella no desfile cruise 2017 da Dior, na Inglaterra. (Foto: Reprodução Vogue Brasil/Outubro de 2014 e Reprodução/ Instagram)Dean e Dan, da Dsquared2, no amfAR de 2016, ao lado, as gêmeas na Vogue, em outubro de 2014 e Isabella no desfile cruise 2017 da Dior, na Inglaterra. (Foto: Reprodução Vogue Brasil/Outubro de 2014 e Reprodução/ Instagram)

Programa preferido dos fins de semana, as visitas a brechós e mercados da cidade são encaradas como tarefa séria. Elas adoram revirar as barraquinhas e lojas de Portobello Road, em Notting Hill, como a vintage store One of a Kind. “Gostamos de estudar a construção e a história das peças. Descobrir um botão incrível em um casaco do pós-guerra é capaz de nos levar à loucura.”

Disciplinadas e focadíssimas, apesar da pouca idade, elas podem passar horas a fio no apartamento que dividem em South Kensington em absoluto silêncio, quebrado apenas pelo som de uma máquina de costura Singer.

Sonham estagiar em grifes tradicionais da moda europeia, e, no futuro, comandar – em dupla, claro – a própria marca. Como acontece com quase todos os gêmeos, Isabella e Francesca têm uma sinergia impressionante. “Estamos acostumadas a opinar sobre o trabalho uma da outra”, conta Isabella. E Francesca logo completa: “Depois que conversamos, sempre me surpreendo por não ter pensado antes na solução dada por minha irmã”. Olho nelas!  [Vivian Sotocórno]

Paris recebe time de supermodelos para o desfile da Victoria’s Secret

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Alessandra Ambrósio (Foto: Reprodução/Instagram)
O Victoria’s Secret Fashion Show está a alguns dias de acontecer – ele será gravado no dia 30 de novembro e exibido no dia 5 do próximo mês – e as Angels da marca, o time principal de modelos, já está a caminho de Paris, na França, para começar os preparativos e ensaios.
Em sua página no Instagram, Alessandra Ambrósio publicou uma imagem em que aparece no avião, pronta para chegar à Cidade Luz, onde acontece o evento pela primeira vez em sua história.
A também brasileira Adriana Lima postou uma foto divertida, em que aparece fazendo carão ao lado de outras modelos do time, como Lily Aldridge, e que se reúnem anualmente para o desfile, uma superprodução que contará com Lady Gaga, Bruno Mars e The Weekend como atrações musicais.

Elsa Hosk também usou o seu perfil na rede social para publicar uma imagem com outras modelos, como a própria Adriana, Sara Sampaio, Martha Hunt, Jasmine Tookes (que este ano usará o icônico Fantasy Bra), Taylor Hill e Laís Ribeiro.

Kanye West está paranoico durante internação e não deixa médicos tocá-lo, diz ‘TMZ’

Kanye-West (3).jpgO rapper Kanye West está paranóico e não permite que médicos entrem em seu quarto e até mesmo o toquem durante sua internação. De acordo com o site especializado TMZ, West está passando por um período de intensa depressão, sofrido com uma paranóia crescente e impedindo o auxilio de qualquer pessoa em seu tratamento.

Os relatos teriam sido conseguidos pelo site por fontes próximas ao artista. Segundo o contato, Kim Kardashian seria uma das poucas pessoas autorizadas pelo músico a ficar próximo a ele. West está internado desde dia 22 de novembro, quando foi levado algemado para um hospital com o auxílio de familiares e amigos após um surto. Logo em seguida, seus empresários cancelaram os shows restantes de sua atual turnê.

Nos últimos dias também cresceram boatos de que West estaria mentindo sobre seu estado de saúde e forjando seus sintomas para enganar sua seguradora. Questionados por jornalistas sobre as alegações, os representantes do músico ainda não enviaram qualquer comentário à imprensa norte-americana.