Augustana tem alfaiataria leve e sustentável!

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Natalia Paes e sua sócia Carolina Jappour são novinhas na moda. A primeira é psicóloga e a segunda arquiteta – caíram “de paraquedas” nesse universo, segundo a própria Natalia. Os primeiros passos aconteceram graças aos empurrões de Bruna Monterosso, estilista da Oh Boy! (e amiga da psicóloga), pra arriscar e montar uma marca no Rio. E a vida é feita de conexões – Bruna apresentou Iracema (ponto-chave hoje dentro da confecção) às sócias da Augustana, que faz uma alfaiatariamoderna, leve e acessível. É a Iracema que desenvolve as modelagens e os pilotos. E esse é só o começo: confere abaixo a entrevista que fizemos com a dupla!

O que diferencia vocês de outras marcas?
Depende da referência a ser comparada. Quanto às marcas maiores e já estabelecidas no mercado, o que nos diferencia é o frescor. Temos mais independência e liberdade na criação… Até certo ponto! (Risos) Já comparada às marcas menores, estamos bem estruturadas e organizadas, o que permitiu muito nosso crescimento nesse último ano. Mas falando especificamente do perfil da nossa marca, identificamos um certo espaço vazio no mercado de moda no Rio pra atender uma mulher jovem, que quer consumir o cool com qualidade. Uma alfaiataria moderna bem executada que não custe cerca de R$ 1.000, por exemplo. Qualidade, funcionalidade, atemporalidade, uma pitada fashion sem exageros: isso define nosso estilo.

Quais são os materiais mais usados?
Gostamos muito de uma alfaiataria moderna revisitada com tecidos mais leves, principalmente pelo clima do Rio. Então costumamos usar muita viscose, linho… e nessa coleção de alto verão temos uma linha especial em seda! Ela está bem especial! Demos um salto com nosso produto, está superpremium!

Qual é a marca que querem deixar no mundo?
Que no final o que importa são as pessoas, e por isso, desde o início, criamos pra elas. Bem-estar, conforto, qualidade. Entendemos que ser simples, hoje, é um movimento revolucionário. Procurar viver com menos, de forma mais leve e natural. Ser o que se é. Queremos mostrar que a moda pode ser mais atemporal, menos descartável. Incorporamos valores de sustentabilidade também dentro da empresa, numa missão maior de bem-estar coletivo. Somos a favor de novas soluções pra uma economia criativa, na qual a cadeia produtiva e o consumidor final estão conectados por nós, e isso é uma grande responsabilidade! Temos o papel de mostrar transparência em todos os níveis e segmentos.

Quando rolou o “clique” pra pensar em sustentabilidade e ética na produção?
Na verdade nós duas temos valores pessoais que trilham esse caminho. Detestamos desperdício de uma forma geral e nosso armário é bem reduzido! Somos pessoas simples e práticas, então nosso estilo de vida nos influenciou a incorporar isso na empresa. Além disso, sempre fomos muito atenciosas com nossa equipe e nossos parceiros, temos um carinho enorme por essas pessoas que ajudam a gente a construir nossa história diariamente e que contribuem muito pro nosso sucesso. Queremos sempre incentivar o crescimento deles junto com o crescimento da nossa empresa.

Quais são os planos pro futuro?
Queremos manter o crescimento da marca. Não temos, por enquanto, o objetivo de estar em todos os shoppings do Rio, por exemplo. Queremos manter a marca numa proposta mais exclusiva e slow. Mas sonhamos com um canto pra chamar de nosso, que possa funcionar como um espaço que transcenda o modelo “compras somente”, um espaço de experiência. Amamos descobrir lugares como esses por onde vamos, isso é bem a nossa cara!

Com quais projetos vocês estão envolvidas?
O último foi o #Movimentonakedlady em parceria com a Oh-k. Várias marcas e artistas foram convidados a se reunir e debater o tema do feminismo através da sua arte, e nós criamos uma coleção exclusiva em parceria com eles. Também estamos conversando com a equipe do Minus Closet, um projeto supernovo que tem como objetivo problematizar o fast-fashion e a moda descartável. A ideia central é criar um armário comunitário, mas o projeto ainda está em fase inicial, por isso não podemos falar muito dele. Somos conectadas a projetos e pessoas que pensam da mesma forma e acabamos participando de um mesmo movimento costurado por ideais que nos motivam. Ainda não lançamos um projeto só nosso, mas alguns já estão no papel e temos como principal pauta os valores éticos e sustentáveis de produção. [Lilian Pacce]
Augustana: (21) 3228-8728

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