Karen Marinovich – Vogue Brasil Janeiro 2017

voVogue Brasil Janeiro 2017
Model: Karen Marinovich

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Andreja Pejic – National Geographic Alemanha Janeiro 2017

peja.jpgNational Geographic Alemanha Janeiro 2017
Model: Andreja Pejic

Pulseira inteligente indica o momento propício para a gravidez

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Se você tem dúvidas se é a hora certa para engravidar, um novo e curioso acessório poderá te ajudar. A startup suíça Ava, após o financiamento coletivo muito bem sucedido de € 9,3 milhões, está lançando uma pulseira inteligente que ajuda a identificar qual o melhor período fértil para engravidar.

De acordo com a empresa, a pulseira, que deverá ser usada pela mulher durante a noite, analisa traços fisiológicos e combina estas informações com outros dados para avaliar todas as suas alterações hormonais. Todas as informações são exibidas em um aplicativo específico para a pulseira e também desenvolvido pela Ava. Segundo a empresa, nenhum dado precisará ser inserido pelo usuário.

Em testes conduzidos pelo Hospital de Zurique, o aplicativo teve precisão de 89% de todos os casos analisados. “Este tipo de informação é crucial”, afirma a cofundadora da empresa, Lea von Bidder, em entrevista ao site de tecnologia Business Insider. “A pulseira ajuda a mulher a identificar o início da janela fértil e não apenas o fim, como é caso de testes de urina.”

A pulseira, que deverá ser lançada em breve na Europa, deverá chegar ao mercado por € 250. Ainda não há informações se a pulseira será lançada em outros países.


Por Matheus Mans – O Estado de S.Paulo

A casa de Rodrigo Ohtake e Ana Carolina Ralston

cv376-estilo-em-casa-com02Ana Carolina Ralston e Rodrigo posam na escada
Três gerações da família Ohtake fizeram deste edifício o lar perfeito para que Rodrigo e eu começássemos nossa vida juntos. Há 30 anos, o pai dele, Ruy, recebeu a encomenda de desenhar um prédio em homenagem à mãe, Tomie Ohtake.

A arquitetura traz seu reconhecível traço, destacando varandas curvas e concreto aparente. O terceiro ponto pelo qual a obra do arquiteto é conhecida, o mix de cores vibrantes, ele deixou a cargo de Tomie, ao convidá-la para pintar uma empena cega de 700 m², única criação da artista nipo-brasileira em uma fachada de edifício residencial.

Havia cinco anos que a cobertura dúplex de 290 m² estava fechada quando Rodrigo, arquiteto e designer, iniciou uma grande reforma que duraria seis meses. Envolto nessa atmosfera familiar, decidiu imprimir sua própria contribuição no ambiente interno.

No andar inferior, eliminou uma das suítes, transformando-a em um escritório aberto para a sala a fim de aumentar o espaço de convivência, elevou o pé-direito e inseriu novas cores. Já no pavimento superior, o piso recebeu um concreto azul e a piscina, divertidos azulejos amarelos.

Há pouco mais de dois anos, terminamos a reforma e nos instalamos definitivamente no apartamento, que já reúne algumas de nossas memórias mais felizes – incluindo a oficialização de nosso casamento.

Nesse dia, usamos um dos móveis fixos de concreto desenhados por Rodrigo como protagonista: ora os convidados sentavam-se sobre ele, ora usavam-no como mesa. A peça de linhas orgânicas atravessa da parte interna para a externa – do lado de fora, inclusive, é onde tomamos nossos cafés da manhã aos fins de semana, quando aproveitamos o espaço que fica ao ar livre, já que o móvel se estende até próximo à piscina.

A multifuncionalidade do mobiliário talvez seja um dos pontos mais marcantes da casa. Quem chega se depara com a Fita, peça escultural de 7 m que mistura sofá e mesa ligados por uma torção na madeira.

Entre itens modernos, espalham-se outros de valor afetivo, como uma antiga cristaleira amarela comprada no bairro da Mooca, que levo comigo há mais de uma década.

Os livros são outra parte essencial da nossa vida. Jornalista que sou, tenho a literatura como vício e consulto publicações com frequência para produzir minhas matérias.

No piso de cima, criamos uma área especialmente para literatura. Um livro preferido? Certamente escolheríamos o mesmo: O Fuzil de Caça, do autor japonês Yasushi Inoue.

E o local para lê-lo, nossa mais nova aquisição: uma rede, pendurada no andar superior em uma quina de vidro, que nos deixa ver a cidade desembocar no Parque Ibirapuera.

Há dois anos nos instalamos no apartamento, que já reúne algumas de
nossas memórias mais felizes – incluindo a oficialização de nosso casamento
Por Ana Carolina Ralston; Fotos Ilana Bessler

Pílula fashion da semana: aprenda a usar a camisa listrada azul e branca

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O clássico com o esportivo (Foto: Imaxtree)

A camisa listrada azul e branca foi uma das peças mais usadas pelas fashionistas durante as semanas de moda internacionais. A padronagem de listras azuis e brancas, que são clássicos no guarda-roupa masculino, virou uma aliada versátil e ultra feminina que pode fazer bonito em looks casuais ou mais formais.

As de tecido natural, como algodão e linho, são ideais para o verão, pois são mais leves e frescas. É uma peça atemporal e extremamente versátil. O investimento será para a vida toda, basta combinar com os complementos certos. Selecionei 3 inspirações para quem quer usar a camisa e ainda tem dúvidas do que combinar – é uma roupa que funciona pra todo mundo e, atualmente, tem aparecido como curinga em diversas produções.

O mais interessante do surgimento dessa tendência são as inúmeras modelagens. Além do modelo clássico da camisa existem variações com babados, laços, amarrações, ombro a ombro, amplas, longas… Tem para todos os gostos e estilos. Mas antes de escolher qual a peça combina mais com você, confira algumas dicas de como usar essa tendência deixando de lado a imagem formal e montando um visual super atual.

Combine a camisa listrada azul e branca com vários estilos (Foto: Imaxtree)Combine a camisa listrada azul e branca com vários estilos (Foto: Imaxtree)

TRÊS DICAS INFALÍVEIS:
Para as mais ousadas, a dica é investir na mistura de estilos. Que tal combinar a camisa com a clássica calça esportiva de listras laterais? Nos pés, escolha rasteiras que são perfeitas para o verão e, para arrematar o visual, prefira bolsas despojadas.

O jeans é combinação infalível para a camisa, não tem jeito! Uma boa dica para quebrar a cara séria do look é deixar as mangas dobradas, dar um nó na frente ou deixar alguns botões abertos com o ombro caído. Arremate o look com acessórios tons pastel. Supercool!

Para deixar o look descontraído e mais leve, a bermuda ou a saia (mini ou midi) são ótimas opções! Elas acabam com a seriedade da camisa masculina dando um toque de feminilidade. E, para compor o visual, combine com rasteiras ou até com salto médio e confortável. Clutches ou carteiras são bem-vindas.

Vogue China Janeiro 2017

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Model: Faye Wong
Photographer: Mei Yuangui

Entre no mood praiano mesmo na cidade com estas inspirações

A moda recria a rota dos surfistas e traz para a cidade estampas e cores inspiradas em praias selvagens e paradisíacas. Bermudas e maiôs fazem seu retorno triunfal nestas inspirações.À esq.: bermuda, Quiksilver, R$ 219. Legging, Megadose, R$ 89. Pulseiras (usadas em quase todas as fotos), Ellus, R$ 559. À dir.: jaqueta, Gucci, R$ 11 640. Top, Ellus, R$ 1 229. Bermuda, R$ 208, e óculos (usados na cabeça), R$ 350, ambos Mormaii. Calcinha, Ellus, R$ 289.

À esq.: bermuda, Quiksilver, R$ 219. Legging, Megadose. Pulseiras (usadas em quase todas as fotos), Ellus, R$ 559. À dir.: jaqueta, Gucci, R$ 11 640. Top, Ellus, R$ 1 229. Bermuda, R$ 208, e óculos (usados na cabeça), R$ 350, ambos Mormaii. Calcinha, Ellus, R$ 289. (Gui Paganini (Fs.AG)/ELLE/Entre no mood praiano mesmo na cidade com estas inspirações)Jaqueta, A. Brand, R$ 2 598. Top, Hope, R$ 119. Tanga, Gatabakana, R$ 102. Brinco, Prada, R$ 1 250. Meias, Salinas R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730. Jaqueta, A. Brand, R$ 2 598. Top, Hope, R$ 119. Tanga, Gatabakana, R$ 102. Brinco, Prada, R$ 1 250. Meias, Salinas R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)da esq. para a dir., look 1, top, R$ 328, e saia, R$ 758, ambos Juliana Jabour. Brinco, Prada, R$ 2 030. Look 2: bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Legging, Megadose, R$ 137. Look 3: top, Dress To, R$ 159. Maiô, Cia. Marítima, R$ 208. Mochila, Roxy, R$ 139. Meias, Salinas, R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730.da esq. para a dir., look 1, top, R$ 328, e saia, R$ 758, ambos Juliana Jabour. Brinco, Prada, R$ 2 030. Look 2: bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Legging, Megadose. Look 3: top, Dress To, R$ 159. Maiô, Cia. Marítima, R$ 208. Mochila, Roxy, R$ 139. Meias, Salinas, R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)
Camisa, A. Brand, R$ 998. Bermuda, Ralph Lauren, R$ 1 550. Legging, Roxy, R$ 239. Camisa, A. Brand, R$ 998. Bermuda, Ralph Lauren, R$ 1 550. Legging, Roxy. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)

Jaqueta, Água de Coco, R$ 899. Maiô, Jo de Mer, R$ 420. Bermuda, Cris Barros, R$ 898. Meias, Salinas, R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730.Jaqueta, Água de Coco, R$ 899. Maiô, Jo de Mer, R$ 420. Bermuda, Cris Barros, R$ 898. Meias, Salinas, R$ 59. Sandálias, PatBo, R$ 730. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)

Da esq. para a dir., look 1: bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Asics, R$ 140. Look 2: maiô, Água de Coco, R$ 399. Brinco, Prada, R$ 1 250. Da esq. para a dir., look 1: bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Asics. Look 2: maiô, Água de Coco, R$ 399. Brinco, Prada, R$ 1 250. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)Da esq. para a dir., Look 1: jaqueta, Salinas R$ 699. Bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Legging, Megadose, R$ 138. Look 2: body, By the Sea, R$ 360. Brinco, Prada, R$ 2 030. Mochila, Roxy, R$ 139. Look 3: camiseta, C&A, R$ 30Da esq. para a dir., Look 1: jaqueta, Salinas
R$ 699. Bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Legging, Megadose.
Look 2: body, By the Sea, R$ 360. Brinco, Prada, R$ 2 030. Mochila, Roxy, R$ 139. Look 3: camiseta, C&A, R$ 30 (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)Bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Legging, Megadose, R$ 138. Papetes, Ellus, R$ 598.Bermuda, Coca-Cola Jeans, R$ 308. Papetes, Ellus, R$ 598. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)À esq.: jaqueta, Nikelab para Cartel 011, R$ 900. Bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Megadose, R$ 90. Papete, Ellus, R$ 598. À dir.: maiô, Salinas, R$ 499. Bermuda, Quiksilver, R$ 219. Chapéu, R$ 349, e meias, R$ 59, tudo Salinas. Sandálias, PatBo, R$ 730. À esq.: jaqueta, Nikelab para Cartel 011, R$ 900. Bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Megadose. Papete, Ellus, R$ 598. À dir.: maiô, Salinas, R$ 499. Bermuda, Quiksilver, R$ 219. Chapéu, R$ 349, e meias, R$ 59, tudo Salinas. Sandálias, PatBo, R$ 730. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)Maiô, R$ 499, e bermuda, R$ 499, ambos Salinas. Brinco, Prada, R$ 1 250. Maiô, R$ 499, e bermuda, R$ 499, ambos Salinas. Brinco, Prada, R$ 1 250. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)À esq. camiseta, B. Luxo, R$ 148. Bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Asics, R$ 140. Papetes, Ellus, R$ 598. À dir.: body, Mormaii by Tainah Juanuk, R$ 500. Meias, Salinas, R$ 59.À esq. camiseta, B. Luxo, R$ 148. Bermuda, Osklen, R$ 267. Legging, Asics. Papetes, Ellus, R$ 598. À dir.: body, Mormaii by Tainah Juanuk, R$ 500. Meias, Salinas, R$ 59. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)À esq., top, Salinas R$ 599, sobre maiô, Cia. Marítima, R$ 208. Brinco, Prada, R$ 662. À dir.: camiseta, B. Luxo, R$ 148. Brinco, Prada, R$ 662. À esq., top, Salinas R$ 599, sobre maiô, Cia. Marítima, R$ 208. Brinco, Prada, R$ 662. À dir.: camiseta, B. Luxo, R$ 148. Brinco, Prada, R$ 662. (Gui Paganini (Fs.AG/ELLE)


Por Flavia Pommianosky e Davi Ramos

Haruki Murakami e Seiji Ozawa trocam experiências sobre música em novo livro

CADERNO 2Duas visões. Obra traz reunião de diálogos entre o escritor Murakami e o maestro Seiji Ozawa


A música clássica não é estranha ao escritor japonês Haruki Murakami. Sua trilogia 1Q84 começa com um personagem ouvindo a Sinfonietta de Janácek. Bach, Brahms e Debussy povoam as páginas de Norwegian Wood. Mozart está por toda parte em Dance, Dance, Dance. Em O Incolor Tsukuru Tazaki, são os Anos de Peregrinação de Liszt que acompanham a viagem do protagonista rumo a si próprio – e a narrativa que transforma a voz única de Tsukuru em um caleidoscópio de versões de si mesmo sugere que, mais do que tema, a música é em muitos casos forma na obra do escritor.

Mas faltava um livro de Murakami sobre música. E é isso que ele nos oferece em Absolutely on Music. Recém-lançada no mercado americano e europeu, a obra é uma reunião de diálogos entre o escritor e outro ícone da cultura japonesa, o maestro Seiji Ozawa. Nome estelar da regência, durante 30 anos diretor da Sinfônica de Boston, ele precisou diminuir o ritmo de apresentações há alguns anos por conta de um câncer no esôfago. Com o tempo livre, aceitou o convite de Murakami para essas conversas.

O mundo da música clássica costuma ser tão fechado em torno de si mesmo que é, de cara, interessante vê-lo dialogar com outras áreas, aqui por meio da conversa entre maestro e escritor. E Murakami não é, de qualquer forma, um interlocutor qualquer. O próprio Ozawa, a certa altura, se surpreende com a invejável coleção de CDs e LPs do amigo, mas ressalta que seu conhecimento não é enciclopédico ou superficial: cada peça, cada gravação parece ter sido ouvida e refletida à exaustão.

Não por caso, são interessantes passagens como aquela em que ambos discutem diferentes interpretações de Ozawa para o mesmo concerto ou a mesma sinfonia; ou então o modo como relacionam a música de diferentes autores: Beethoven, diz Ozawa, trabalha o diálogo entre as partes, enquanto Brahms coloca o todo acima da sonoridade individual do instrumento. Já entre Mahler e Strauss, a diferença é outra: o primeiro trabalha com sons crus, enquanto a sonoridade straussiana é mais “redonda”.

Da mesma forma, é estabelecido um contato entre as gravações do pianista Glenn Gould e o conceito de “ma” presente na música asiática: a importância da pausa na interpretação, dos “espaços vazios” onde você simbolicamente coloca a sua audiência e a torna parte da interpretação musical. Outra noção é a da aproximação com o repertório ocidental por meio de uma “melancolia” particularmente japonesa.

Há muitos insights como esses, assim como história de juventude (aluno de Leonard Bernstein e Herbert von Karajan, Ozawa conta, com honestidade saborosa, que mal falava outro idioma além do japonês e, por conta disso, não entendia quase nada do que lhe era dito por ambos). Mas Murakami é um escritor e está interessado em aspectos extramusicais, ou em uma interessante reflexão quase filosófica sobre o ato de fazer música. E é aqui que há um descompasso claro entre os dois personagens. Quando Murakami pergunta sobre a liberdade do intérprete ou arrisca uma análise psicanalítica de Beethoven, Mahler e a relação de ambos com a tradição germânica (no primeiro, ela se dá na superfície; no segundo, nos subterrâneos da mente), fica no vácuo.

Esse descompasso não é necessariamente um problema. O próprio Murakami se dá conta dele quando escreve, na apresentação, que Ozawa vive em um mundo que “transcende o pensamento racional, da mesma forma que um lobo só pode viver nas profundezas da floresta”. Nesse sentido, Absolutely on Music pode decepcionar, mas não completamente. Afinal, na dificuldade de se definir ou pensar a música em palavras há muito a se descobrir sobre a nossa relação com essa forma de arte tão particular e, ainda assim, universal. [O Estado de S. Paulo]

ABSOLUTELY ON MUSIC
Autores: Haruki Murakami e Seiji Ozawa
Editora: Knopf (352 págs.; R$ 93 (versão e-book: R$ 49)