Blumarine Verão 2017

blumarine-verao-2017-2Blumarine Verão 2017
Model: Sara Sampaio
Fotografia: Luigi e Iango

ELLE Fevereiro 2017 Valery Kaufman by Paola Kudacki

elle-february-2017-valery-kaufman-by-paola-kudacki-1-2Fotografia: Paola Kudacki
Styled by: Samira Nasr
Hair: Romina Manenti
Makeup: Fulvia Farolfi
Model: Valery Kaufman

Estudo revela as mulheres que são invisíveis para a publicidade

15401200_10154109343743461_75438787_n-960x598.jpgUm dos pilares da publicidade é apresentar nossos desejos, o aspiracional, e colocá-lo ao nosso alcance através dos produtos oferecidos. É portanto a arte de não representar, mas mostrar tudo o que não somos, o que nos falta, aquilo que nos faria desejáveis, felizes, plenos.

Há algum tempo essa indústria vem sendo questionada sobre o impacto social dessa premissa, ao invisibilizar minorias e contribuir assim para perpetuar um ciclo de opressão e violências. É um processo lento de autocrítica e responsabilização que pode ser visto como a cobrança e pressão do público por sustentabilidade em outras indústrias. Somos responsáveis não apenas pelo que produzimos, mas também pelo subproduto, os resíduos gerados.

Na esteira desse movimento, a 65|10 lançou hoje com o Grupo ABC o report “Mulheres Invisíveis”. Ele revela as mulheres que não são retratadas pela publicidade: Negras, gordas, crespas, lésbicas e transexuais.

O que se vê ainda é o reforço de estereótipos da beleza idealizada em corpos brancos, magros, altos, de cabelos lisos e hipersexualizados. Não é a toa que 65% das mulheres dizem não se identificar com o que vêem nas propagandas e menos de 20% dos comerciais contribui para a equidade de gênero e raça no Brasil.65O relatório mostra que apesar da diversidade ter entrado em pauta, ser tópico de discussão de festivais e conferências, a prática ainda está distante de mudanças significativas.

Para além de diagnosticar o problema, como podemos mudar essa realidade? Para todo problema complexo sempre há uma resposta simples, clara, óbvia e errada. Estamos atravessando o momento de conscientização ainda, quando mostrar o espelho continua sendo importante. Depois de anos de reforço, de normalização, é difícil pro peixe enxergar o aquário. Mas já existe a necessidade de ir além.15417739_10154109345488461_1953144010_o-920x643Quando se propõe uma mudança para o modelo de identificação em detrimento do aspiracional é importante que se embase a aposta com estudos comparativos que mostrem resultados dos pioneiros que investiram nesse caminho. Natura, O Boticário, Avon, e até (quem diria) Skol, mudaram a comunicação para ser mais inclusivo nas últimas campanhas. Qual foi o resultado? A água tá quentinha?

Comunicação é negócio. No final do dia para além de engajamento e imagem de marca precisamos conquistar mercado, vender mais, fechar aquela linha da planilha. Então no fim, a mudança depende menos de publicitários com o coração no lugar e mais de evidências. Quando se provar que atenção e relevância, conexão do público com a nossa mensagem, e diferenciação no meio do barulho incessante é o resultado de verdade, autenticidade e representatividade, as campanhas vão mudar e os relatórios não mostrarão mais um universo gigantesco de consumidores invisíveis. []

“La La Land”, um musical entre sonho e realidade

la-la-land-cover-ryan-gosling-emma-stone.jpgFavorito na temporada de premiações, filme dirigido por Damien Chazelle busca resgatar a magia dos musicais sem perder de vista as ambições de seus protagonistas

⚠️ AVISO: Contém spoilers

“La La Land: Cantando Estações” se sustenta no constante embate entre sonho e realidade. Em diversas ocasiões ao longo do último ano, ao comentar o projeto, o diretor Damien Chazelle mencionou o desafio de equilibrar essas duas forças. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que continua a explorar a temática, central para seus longas anteriores, “Guy and Madeline on a Park Bench” e “Whiplash”, ele constrói uma atmosfera bastante específica a partir de um mosaico de referências dignas de fantasia.

Seus personagens principais são imagens desse desejo-a-realizar: Mia (Emma Stone) é uma barista que se esforça para ser atriz; Seb (Ryan Gosling), um pianista que planeja abrir um clube de jazz. Os sonhos estão em todo lugar, da atmosfera de fantasia da sequência no observatório ao conteúdo de um de seus números musicais mais decisivos (“Um brinde aos sonhadores”, recado aos tolos que ousam imaginar, é também seu verso mais marcante). A batalha por um final feliz não é simples, no entanto.

Como em seus outros trabalhos, muitos dos percalços enfrentados pelos protagonistas parecem colocados no caminho por eles mesmos. Em seu primeiro longa, é Guy quem toma as decisões que levam ao fim do relacionamento cujo término irá lamentar adiante; no segundo, o papel de complicador cabe à arrogância de Andrew, incapaz de conciliar suas ambições musicais e um relacionamento estável com a família e a namorada. De modos distintos, os dois são sujeitos que, levados ao limite, precisam priorizar suas paixões e, conscientemente, optam pela carreira em detrimento do romance.

lala3.jpgO trabalho de Chazelle com os personagens é mais exigente nesse musical. Também assinado pelo cineasta, o roteiro busca ser igualmente generoso com seu casal de artistas aspirantes, dividindo a atenção entre eles. Ainda assim, “La La Land” não consegue capturar muito da garota e do rapaz para além da superfície antes de colocá-los para cantar e dançar. Em “Guy and Madeline”, por exemplo, o diretor demonstrava um interesse menos passageiro pelo cotidiano e, pintando retratos apurados da vida e da arte de um homem e uma mulher, buscava entender suas individualidades.

Não se trata de ausência de esforço. Curiosamente, o problema é de falta de imaginação. A esfera profissional da vida de Mia é observada de maneira exageradamente econômica, orientada apenas pela eficiência. A fim de fazer a trama fluir, a direção apresenta seus elementos mais rotineiros com a mesma agilidade de “Whiplash” e, em três ou quatro instantes (um latte sendo preparado, uma interação com uma cliente famosa, uma discussão com a chefe), resume parte significativa da árdua jornada da atriz em busca de oportunidades.

O cenário não é muito diferente no campo artístico. As audições a que a protagonista comparece são tão burocráticas quanto a maneira como Chazelle as enquadra. À semelhança de pequenos esquetes de comédia, o filme investe em transições rápidas e na expressividade de Watson. Para além dos números musicais e do charme irresistível da produção, o que mais chama a atenção em sua atuação é a capacidade de fazer tanto com tão pouco, de transformar dez segundos ao som de “I Ran” ou alguns minutos sozinha com a própria voz em performances tão distintas e igualmente cativantes.

Embora saiba aproveitar talentos específicos da intérprete (a habilidade para dublar músicas, por exemplo), o diretor-roteirista não parece dominar por completo o desenvolvimento de sua personagem. Entre as horas de ensaio na cafeteria e os testes de elenco, Mia vive uma sequência interminável de “manhãs seguintes”. Ela é um projeto de atriz que dorme sob a imagem de Ingrid Bergman e passa a noite fantasiando com o sucesso, com a oportunidade de ser descoberta por “alguém na multidão”, como uma faixa anuncia. “Você é a estrela” é o nome do mural pelo qual ela passa após ter o carro guinchado e imediatamente antes de conhecer Seb. Irônico, sim; sutil, jamais.lala4.jpgSe por um lado a intenção de acompanhar apenas de passagem essa fase pouco frutífera do início de carreira se realiza, por outro é frustrante que um filme que assume uma proposta tão centrada se contente em não investigar mais a fundo seus protagonistas. Além disso, por mais interessante que seja ver uma filmografia cheia de potencial se expandir para incluir uma figura feminina com motivações e questões próprias, ainda há um desequilíbrio flagrante entre as duas partes do casal.

Não é difícil notar que Chazelle possui mais proximidade com o universo do personagem masculino. O problema é que, embora beba de ambas as fontes (por ter uma carreira em cinema e uma inclinação ao mundo da música), o diretor acaba oferecendo um material mais amplo para Gosling. Seus diálogos com familiares existem em maior variedade e ocupam maior tempo de projeção, (ainda que o marketing superestime a importância dos coadjuvantes). Ainda que efetivamente não faça muito, aos olhos do filme ele ao menos parece fazer. É verdade que ele também se divide entre empregos provisórios, mas ao menos seu ofício ganha contornos mais detalhados no que diz respeito à preparação e execução — Seb aparece praticando piano em casa, traçando objetivos, depois provocando o chefe.

Em termos simples, o rapaz tem mais agência do que Mia, e mesmo as atividades corriqueiras em cena dão mais liberdade ao ator. Quando ele a motiva a agir, a decisão é consciente (o primeiro passo para que ela escreva a própria peça, por exemplo, é dele); quando o contrário ocorre, muitas vezes o estímulo é quase acidental (uma conversa dela entreouvida no telefone faz com que ele decida se juntar a uma banda). Em certo sentido, é como se a paixão dos personagens fosse importante por esse impulso inicial, não necessariamente por apontar para algo duradouro — “All that I need is this crazy feeling”, no fim das contas.

Basta analisar outros casos para tornar essa ideia mais clara. Quando eles se separam, ela surge sozinha, mas pouco se vê sobre seu processo de criação. Quando chega seu maior teste, ela narra as aventuras de uma tia, presa a uma história de um passado que sequer viveu. Já no epílogo, surpreendentemente, o filme continua sem nada a mostrar sobre sua carreira além de uma visita deslumbrada ao antigo café e um pôster com seu rosto na parede. Não se dizia nada autêntico ou pulsante sobre ela antes; não se diz cinco anos depois.lala5.jpg

A visão de Chazelle sobre os personagens e esse desfecho é discutível e, assim como a forma como o diretor encara determinados fracassos e sucessos, parece mais ou menos cínica e ressentida dependendo de onde se observa. Esse é outro debate. De qualquer forma, o contraste é claro: a realização de Mia se materializa em filho e marido, enquanto a de Seb segue os rumos mais ou menos esperados.

Apesar dos percalços, o fato de que as duas metades do casal lidam com a mesma sensação de inadequação faz o filme funcionar. No curto diálogo em que consideram continuar juntos ou seguir separadamente, a referência usada para introduzir o assunto é de deslocamento: “Onde nós estamos?”, ela pergunta, referindo-se ao relacionamento. “Griffith Park”, ele responde, sugerindo uma reação leve e bem humorada à separação aparentemente inevitável. O esquema é parecido no instante em que Mia desperta do tédio da própria vida. No jantar com o então namorado, ela se vê fora de lugar, sem saída, antes de decidir fugir para encontrar o pianista.

O alerta é musical: a salvação ganha forma na melodia de “City of Stars”, que invade o restaurante por uma caixa de som. Quando investe nessa ideia e a incorpora à estrutura, fazendo com que as canções deem suporte às trajetórias dos personagens, Chazelle encontra sua maior força. As composições de Justin Hurwitz, especialmente o tema principal, criam um ritmo que ganha força em momentos pontuais, acelerando ou freando a trama quando necessário.
Além disso, todo acontecimento em “La La Land” antecipa o próximo. Em uma cena, Mia derruba café em uma blusa branca; na seguinte, encara um teste vestindo uma jaqueta de inverno. Em outro momento, Seb se despede da garota dizendo “Nos vemos no cinema” (“I’ll see you at the movies”), referindo-se ao trabalho dela como atriz, e o que vemos a seguir são os dois juntos em uma sessão de “Juventude Transviada” no antigo Rialto.

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Mesmo em termos mais amplos, é possível notar como o verão, quando o casal vive seus dias mais felizes, já antecipa certos ruídos capazes de provocar esse distanciamento. Eles efetivamente se afastam, mas acabam reunidos por um telefonema, um vestígio da relação que ainda não havia desaparecido inteiramente. Há um senso de consequência muito bem construído aqui e, embora não dê tanta substância a suas figuras centrais separadamente, Chazelle demonstra ter atenção para enquadrar o relacionamento entre elas.
Por todos esses desequilíbrios, a sensação é de que o filme repete seus personagens e fica sempre entre o sonho e o cotidiano, a fantasia e a realidade, ensaiando mergulhos que só se concretizam em seu momento mais decisivo. A troca de olhares final é o que há de mais real e tocante na produção, e a sequência inspirada em “Sinfonia de Paris”, o que há de mais mágico. Para tratar de trechos como esse, porém, é preciso analisar mais atentamente a construção visual do longa.

Um sonho retrô
A estética de “La La Land” reflete essa relação entre o que se vive e o que se imagina. Se os números musicais são controlados e mantém os pés no chão (exceção feita literalmente a uma sequência), o dia a dia procura cores e movimentos mais expressivos, sempre um tom acima da realidade. As duas coisas se afetam mutuamente, e o filme se permite pequenos voos, mas logo retorna a suas bases mais estáveis. Chazelle propõe um esquema que favorece sua eficiência na direção: ele condensa o drama e se dedica a provocar imersão forjando uma aparência leve, mas rigorosamente controlada.A câmera segue a mesma lógica, dançando uma melodia particular e flutuando pelos cenários cuidadosamente desenhados, charmosos em sua simplicidade.

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As inspirações são várias, e o diretor assume o tom de homenagem, “a ideia de que você pode reimaginar esses filmes antigos”. Suas referências englobam desde os musicais animados dos estúdios Disney até as produções francesas dos anos 1960 (“Cinderella” é o primeiro filme de que ele tem memória; “Os Guarda-Chuvas do Amor”, seu favorito de todos os tempos), mas a nostalgia ganha forma mesmo em relação à Hollywood dos anos 30, 40 e 50.Ao voltar-se para essa atualização de época, o cineasta passa a enfrentar uma nova dualidade, agora entre o tradicional e o novo.

O processo é absolutamente natural e comum em vários experimentos de gênero — há diversos exemplos recentes, sobretudo de faroestes. Em “La La Land”, a incursão no musical deve tanto ao sapateado e às performances de Fred Astaire e Ginger Rogers quanto a uma legião de clipes de música pop e comerciais de televisão, que frequentemente incorporam recursos como planos longos e coreografias coletivas — uma receita conhecida, mas de execução complicada.Desde a abertura, é possível reconhecer algumas tendências no trabalho de Chazelle.

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A primeira delas é que o diretor procura criar fluidez em seu passeio pela trama, mas acaba sendo apenas ostensivo em várias ocasiões. Isso ocorre, por exemplo, quando o foco se alterna rapidamente entre Seb e Mia durante uma apresentação, chamando atenção para esse próprio movimento em vez de deixar que a ação e a música deem conta do recado. Acontece também na sequência na piscina, quando a câmera gira várias vezes em torno de si sem, de fato, registrar com clareza o que ocorre ao redor. Em outros momentos, como no número das quatro amigas em casa, a direção é mais suave, inclusive na maneira como interage com os espaços, e por isso encontra mais sucesso.A segunda marca desse resgate de uma fatia da história do cinema que não deveria ter sido deixada para trás é o olhar sobre Hollywood. Disfarçada no título do filme e vista durante a hora mágica como se fosse uma pintura, Los Angeles não chega a se tornar personagem, mas existe sempre como subtexto. Em diversas cenas, como aquela em que Mia conversa com um profissional da indústria durante uma festa, o roteiro esboça uma crítica vazia e um tanto deslocada ao funcionamento do show business, mas nunca passa disso. Felizmente, a maior parte dos comentários existe apenas como pano de fundo.No restante do tempo, Chazelle se mostra ciente de que, para cada sonho realizado, L.A. oferece também centenas de frustrações — ele, preocupado com o abandono das coisas queridas, do jazz e dos musicais, sabe disso. No entanto, seu desfecho parece confirmar LA como a cidade dos sonhos e das estrelas. O roteiro rompe o casal, mas o tempo e uma longa sequência musical proporcionam um reencontro que os apresenta realizados. Se por um segundo eles flertam com o que poderia ter sido caso permanecessem juntos, no seguinte acenam um para o outro e reconhecem ter alcançado seus maiores objetivos, os quais só poderiam se concretizar ali e daquela maneira, por meio de som e música.
A solução se mostra engenhosa e eficiente para uma história sobre ilusão e desilusão. Em uma só tacada, dá ao público o que se espera de um passeio nostálgico por um gênero tradicionalmente popular e sugere uma alternativa ensolarada para um romance que caminhava para a melancolia. O saudosismo do número final é o que garante seu sucesso, mas ele não é exatamente libertador. Ao se voltar mais uma vez para o cânone e insistir nessa lógica nostálgica, “La La Land” parece não se importar em ser mais do que homenagem para se estabelecer na mesma prateleira das obras que tanto reverencia. Assim, a sensação final é agridoce como os destinos dos protagonistas: o presente é ótimo, mas não encanta tanto quanto as experiências de outros tempos. []

Museu Sumida Hokusai de Kazuyo Sejima, pelas lentes de Vincent Hecht

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AD Editorial Team Traduzido por Romullo Baratto

Nesta série fotográfica, Vincent Hecht direciona suas lentes para o recém-inaugurado Museu Sumida Hokusai, projetado por Kazuyo Sejima, Pritzker de 2010 e sócia do escritório SANAA. Localizado no bairro de Sumida, em Tókio, a estrutura angular de quatro pavimentos abriga uma coleção de mais de 1.800 obras de renomado pintor Katsushika Hokusai, que viveu em Sumida há mais de 200 anos.

O museu conta com um espaço para uma exposição permanente que examina a relação entre o artista e a região, além de espaços para exibições temporárias, salas de leitura e seminários e área para oficinas que oferecerão a oportunidade de estudos mais aprofundados sobre a obra do artista.

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Fendas angulares na fachada reflexiva do edifício levam a luz natural para dentro das galerias, onde obras como A Grande Onda de Kanagawa serão expostas. As geometrias angulares se prolongarão nos interiores sob a forma de passarelas e aberturas.

AD Editorial Team Traduzido por Romullo Baratto

Grandes empresas dão impulso a fornecedores com certificado LGBT

Office_1482232346034_7407181_ver1.0.jpgO número de empresas que estão se identificando com a “certificação LGBT” triplicou nos últimos cinco anos porque companhias de grande porte, como Northrop Grumman e Major League Baseball, estão buscando maior diversidade entre seus fornecedores.

Mais de 900 companhias agora fazem parte do programa da National Gay & Lesbian Chamber of Commerce (NGLCC), que certifica que essas empresas pertencem a lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros, de acordo com Justin Nelson, presidente e cofundador do grupo, que divulgou o cálculo nesta quarta-feira. Em 2012, 300 empresas tinham o certificado.

“As corporações dos EUA estão afirmando: ‘Queremos fazer negócios com você – não apesar de você ser LGBT, mas porque você é LGBT’”, disse Nelson. “Vinte anos atrás, bastava patrocinar a parada do orgulho gay. Isso já não é mais suficiente.”

As empresas vêm ampliando suas políticas de diversidade, embora os legisladores dos EUA estejam paralisados em questões como direitos gay e remuneração igualitária. A Apple e o Facebook, que ajudaram grupos LGBT a combater leis estaduais consideradas hostis aos direitos civis desse grupo, também estão inserindo essas prioridades nos requisitos de compra.

A certificação LGBT imita o processo utilizado pelas companhias para certificar que uma empresa pertence a mulheres, a minorias, a veteranos e a outros grupos, disse Nelson. Cinquenta e um por cento da companhia precisam pertencer e serem controlados por um ou mais proprietários LGBT. A NGLCC foi formada em 2002 com parceiros como JPMorgan Chase e American Express, e o programa de certificação foi iniciado em 2004.

Os empresários estão tendo mais facilidade para se rotular como LGBT à medida que mais gente se identifica como parte do grupo e em meio ao crescente reconhecimento de seu amplo poder aquisitivo, que aumentou para US$ 917 bilhões em 2015, de acordo com um estudo anual realizado pela Witeck Communications, com sede em Washington. Cerca de 10 milhões de americanos se identificam como LGBT, em contraste com cerca de 8 milhões em 2012, de acordo com o Pew Research Center.

A Northrop Grumman, que subcontrata cerca de US$ 7,5 bilhões por ano a aproximadamente 9.500 fornecedores, adicionou um grupo de defesa e inclusão de fornecedores LGBT em 2015.

“A Northrop Grumman acredita que criar uma força de trabalho e um ambiente de trabalho que valoriza e incita a inclusão é essencial para promover a inovação e aumentar a produtividade e os lucros”, disse Jaime Bohnke, vice-presidente de cadeia de abastecimento global da Northrop Grumman, em um comunicado. “Apoiar nossos fornecedores LGBT é uma parte importante de nosso compromisso com a diversidade e a inclusão.”

Índice da HRC
Um terço das empresas Fortune 500 agora inclui a propriedade LGBT em programas de compra, de acordo com a NGLCC. A partir deste ano, as companhias que queiram manter uma pontuação perfeita no Índice de Igualdade Corporativa da Human Rights Campaign (HRC) terão que adicionar LGBT em suas compras, disse Nelson. A receita média das companhias LGBT é de cerca de US$ 2,5 milhões. A receita total foi de aproximadamente US$ 1,15 bilhão em 2015.

“As pessoas têm a ideia equivocada de que uma companhia LGBT é um estereótipo gay — você é um floricultor ou um designer, e todas essas empresas são ótimas”, disse Nelson. “Mas temos pessoas trabalhando no setor aeroespacial e temos gente na área de construção e de gestão de resíduos.” [Jeff Green – Bloomberg]

8 quartos brancos estilosos

Existe um truque simples para transformar um quarto em um refúgio de calmaria: pintá-lo de branco. O toque sereno de paredes brancas e tecidos confortáveis convidam o corpo e a mente à relaxarem sem distrações. Os ambientes abaixo seguem essa premissa, sem exagero de cores e com muito estilo:

1. Com fotografias1-8-quartos-brancos-impactantes

(Michael Moran/Architectural Digest)

Branco sobre branco compõe o décor deste duplex em Manhattan. Três fotografias em preto e branco de Christopher Beane quebram, ainda que levemente, o efeito monocromático. Ao pé da cama, um banco de Harry Bertoia, uma mesinha de centro redonda e um confortável sofá.


2. De artistas2-8-quartos-brancos-impactantes

(Simon Watson/Architectural Digest)

Pertencente à um casal de artistas, este quarto fica no mezanino de um apartamento e estúdio em Roma. O toque especial está na cortina vermelha e no guarda-corpo feito de peças de metal usadas originalmente como suporte do telhado do Louvre.


3. Iluminado3-8-quartos-brancos-impactantes

(Thomas Loof/Architectural Digest)

As janelas que ocupam toda a parede permitem que a luz natural entre no ambiente em abundância. Elas também valorizam a vista de um campo verdejante.


4. Sereno4-8-quartos-brancos-impactantes

(Tim Beddow/Architectural Digest)

Este outro quarto teve sua cama com dossel feita sob medida, inspirada em um design de 1970 de Maria Pergay. O sofá embaixo da janela é perfeito para tardes silenciosas de leitura.


5. Com cinza5-8-quartos-brancos-impactantes

(Michael Moran/Architectural Digest)

A cabeceira é feita do mesmo tecido usado na saia da cama. Um tapete grande cobre o piso de madeira, criando uma espécie de moldura em torno da cama. Paredes e teto cinza criam um cenário que ajuda a destacar os elementos brancos.


6. Tecido e textura6-8-quartos-brancos-impactantes

(Douglas Friedman/Architectural Digest)

Entre o branco dos móveis deste ambiente, há toques de outros neutros, como o cinza e preto da peseira de pelúcia da cama. O trunfo, em meio à neutralidade, é apostar em tecidos de diferentes texturas para enriquecer o décor.


7. Truques de destaque7-8-quartos-brancos-impactantes

(Richard Powers/Architectural Digest)

Em Londres, este quarto possui uma luminária de 1970 de Gaetano Sciolari. A cama é centralizada no quarto e chama ainda mais atenção devido ao contraste de preto e branco do dossel com seus outros elementos.


8. Orgânico8-8-quartos-brancos-impactantes

(Anita Calero/Architectural Digest/8 quartos brancos estilosos)

As linhas orgânicas trazem dinâmica à este quarto. A circunferência recortada no teto é replicada no piso, em tamanho maior. Dialogando com estes elementos, as cadeiras, pufes e cama também exibem traços arredondados. [Débora Fernandes]

Fonte: Architectural Digest

ELLE Espanha Fevereiro 2017 Gwyneth Paltrow by Xavi Gordo

elle-spain-february-2017-gwyneth-paltrow-by-xavi-gordo-1-1Fotografia: Xavi Gordo
Styled by: Inma Jimenez
Make up: Emma Lovell
Hair: George Northwood
Celebrity: Gwyneth Paltrow

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Ruby Rose The Edit Janeiro 19th, 2017 by Drew Jarrett

the-edit-19th-jan-2017-01
War Of The Rose
The Edit Janeiro 19th, 2017
www.net-a-porter.com
Fotografia: Drew Jarrett
Model: Ruby Rose
Styling: Tracy Taylor
Hair: Brant Mayfield
Make-Up: Pati Dubroff
Manicure: Stephanie Stone

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