Decoração de apartamento mistura elementos simples e sofisticados

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MORADORA | Ana Strumpf tem nas mãos print assinado por ela da capa da revista Time para a galeria BG27. Atrás, sofá e poltrona da ABC Carpet, com pufe da Moroso sobre o tapete da Ikea. Na parede, neon de Kleber Matheus, quadros de Marcio Banfi, Felipe Morozini, Patrick Townsend, Donald Robertson e gravura de Gabriel Giucci. Dica: a ajuda da paisagista Dani Ruiz na escolha de plantas realçou e deu vida à decoração (Foto Victor Affaro / Editora Globo)

Um criador nato busca redesenhar seu mundo sempre. No caso da designer Ana Strumpf, esses traços são reais na vida, no trabalho e em casa – esta, uma esfera que conta sua história. Em 2010 surgiu um irrecusável convite a se reinventar, e ela partiu para Nova York a fim de acompanhar o marido, o cineasta Dennison Ramalho. A dupla levou apenas algumas malas. Na volta, após os quatro anos previstos, eles trouxeram os gêmeos Noah e Max, que nasceram lá e fizeram três anos no começo do mês, muitas inspirações, um projeto novo e um contêiner cheio de móveis garimpados.

A busca por um lugar parecido com o estilo de vida que tinham os levou a fincar os pés em Higienópolis, São Paulo, onde encontraram este apartamento antigo, de 180 m². “Aqui faço tudo a pé, e me apaixonei pelo pé-direito alto, pelos janelões e os tacos originais. Não precisei fazer reforma”, conta. Por ali, os móveis se ajeitaram em um caminho natural para Ana, o do hi-lo. Depois de decorar três apartamentos de amigos e este, ela assumiu mais essa frente de trabalho. Tudo fica melhor com a parceria da mãe, a arquiteta Regina Strumpf, do RSRG Arquitetos. “Não penduro um quadro sem perguntar a ela”, diz.

Na casa, ela se expõe colorida. “Gosto de misturar estilos. Aqui tem achados de flea markets, coisas que fiz, peças de design, obras de artistas novos. As paredes estão sempre crescendo. Jamais serei minimalista.” Dos três quartos amplos, um é o escritório onde ela multiplica sua marca: há o décor, as ilustrações e o desenvolvimento de produtos. O desenho impulsionou tudo. “Desde criança eu preferia desenhar a brincar de boneca”, ri. Foi assim que, sem pretensão alguma, começou a fazer intervenções em capas de revistas em Nova York, um projeto autoral que ganhou o mundo, chamado Re.Cover. “Nunca imaginei que viveria das ilustrações, mas é real. Incrível isso”, ela conta sobre os contornos que já criou para diversas marcas – hoje, a maioria de fora do Brasil.

Da linhagem de mulheres fortes, como a avó Thereza, que borda almofadas para outro projeto dela, o Pillow Talk, Ana carrega o talento de recriar coisas e sua morada muito viva. A efusividade só dá trégua quando ela encontra seu lugar preferido: “O quarto, debaixo dos coqueiros, sob o edredom, vendo Netflix com a família”. Que fique bem claro… coqueiros que levam o traço dela. Criador e “criatura” realizados.

Memória. Na farmácia da Ikea, Ana guarda peças “quebráveis” pelas crianças. Ao lado, busto comprado na Evolution de Nova York, luminária de piso criada por ela para a Bertolucci. Na parede, bordado da prima Monica Figueiredo (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)MEMÓRIA | Na farmácia da Ikea, Ana guarda peças “quebráveis” pelas crianças. Ao lado, busto comprado na Evolution de Nova York, luminária de piso criada por ela para a Bertolucci. Na parede, bordado da prima Monica Figueiredo (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Família. Sobre o sofá da Ikea, revestido de veludo verde, estão Noah (à esq.), Ana Strumpf e Max (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)FAMÍLIA | Sobre o sofá da Ikea, revestido de veludo verde, estão Noah (à esq.), Ana Strumpf e Max (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Canto do estar Ao lado da poltrona da extinta Formatex, revestida com toile de jouy, estante da Design Within Reach, tapete comprado no Brooklyn, luminária Jielde e, na parede, arte de Mariana Tassinari (no alto, à esq.); fotografias de Camila Guerreiro  (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)CANTO DE ESTAR | Ao lado da poltrona da extinta Formatex, revestida com toile de jouy, estante da Design Within Reach, tapete comprado no Brooklyn, luminária Jielde e, na parede, arte de Mariana Tassinari (no alto, à esq.); fotografias de Camila Guerreiro (no alto, à dir.) e Marcio Simch (embaixo, à dir.); e print de Mickaelene Thomas (embaixo, à esq.) (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


A sala mostra a parede com raquete de Felipe Morozini, skate de Vavá Ribeiro, seta e gabinete garimpados em flea markets de NY.  No estar, pufe revestido com bordados antigos needlepoint, tapete latino-americano. Abajur e, sobre o sofá, almofadas (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)SALA | Neste ângulo, a sala mostra a parede – “que só cresce”, segundo Ana – com raquete de Felipe Morozini, skate de Vavá Ribeiro, seta e gabinete garimpados em flea markets de NY. No estar, o pufe que Ana herdou foi revestido com bordados antigos needlepoint, comprados em NY, de onde vem também o tapete latino-americano. Abajur de Ana Neute e, sobre o sofá, almofadas de Jonathan Adler e The Rug Company. Dica: a sala enorme foi dividida em dois ambientes. Sugestão da arquiteta Regina Strumpf, mãe de Ana, para dar mais aconchego (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Sala de jantar. Mesa da Restoration Hardware com cadeiras garimpadas em feiras flea market do Brooklyn e, sobre a composição, luminária de George Nelson comprada na Design Within Reach, em NY. Atrás, papel de parede com passarinhos de porcelana (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)SALA DE JANTAR | Mesa da Restoration Hardware com cadeiras garimpadas em feiras flea market do Brooklyn e, sobre a composição, luminária de George Nelson comprada na Design Within Reach, em NY. Atrás, papel de parede da Anthropologie, com passarinhos de porcelana da Bordallo Pinheiro, dados por uma amiga (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Detalhe. A coleção de pratos de porcelana tem itens que contam a história de vida da moradora. “Tem o que fiz com a Seletti, para uma vitrine em Milão, outro que criei com a Tok & Stok e os herdados da minha avó, que são os mais especiais.” (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)DETALHE | A coleção de pratos de porcelana tem itens que contam a história de vida da moradora. “Tem o que fiz com a Seletti, para uma vitrine em Milão, outro que criei com a Tok & Stok e os herdados da minha avó, que são os mais especiais.” Dica: o apartamento estava em bom estado, mas precisava de um up. As paredes ganharam papel de parede e coleções de objetos interessantes, que desviam o foco de qualquer imperfeição, sem gastar muito (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Escritório. A parede tem o organizador Uten.Silo, da Vitra, luminária da Ikea, mesa da Oppa, cadeira da Atec e tapete da ABC Carpet, de Nova York (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)ESCRITÓRIO | A parede tem o organizador Uten.Silo, da Vitra, luminária da Ikea, mesa da Oppa, cadeira da Atec e tapete da ABC Carpet, de Nova York (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Quarto dos gêmeos. A parede ganhou pintura azul royal até a metade. Cortina feita com tecido da Marimekko, camas e organizadores da Ikea. A cabana foi presente de uma amiga (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)QUARTO DOS GÊMEOS | A parede ganhou pintura azul royal até a metade. Cortina feita com tecido da Marimekko, camas e organizadores da Ikea. A cabana foi presente de uma amiga (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Canto do quarto. A poltrona de família ganhou novo revestimento. Na prateleira, Mickeys da ONG Orientavida e quadros de Gisela Gueiros, amiga e madrinha do Max. Luminária e mesa amarela da Ikea (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)CANTO DO QUARTO | A poltrona de família ganhou novo revestimento. Na prateleira, Mickeys da ONG Orientavida e quadros de Gisela Gueiros, amiga e madrinha do Max. Luminária e mesa amarela da Ikea. Dica:
Ana adora marcenaria, mas como o apartamento é alugado, não queria investir para deixar para trás. Peças soltas e pequenas dão um charme aos cantos do imóvel sem desperdiçar dinheiro. “O bom é que adoro mudar as coisas de lugar, então essa opção me dá liberdade.” (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Quarto do casal. A cama tem mix de colcha da ABC Carpet com West Elm, ambas londrinas, criado-mudo da Ikea e cômoda que Ana herdou dos pais. Abajur de Jonathan Adler e, atrás, papel de parede desenhado por Ana Strumpf para a Branco Papel de Parede (Foto: Victor Affaro / Editora Globo)QUARTO DO CASAL | A cama tem mix de colcha da ABC Carpet com West Elm, ambas londrinas, criado-mudo da Ikea e cômoda que Ana herdou dos pais. Abajur de Jonathan Adler e, atrás, papel de parede desenhado por Ana Strumpf para a Branco Papel de Parede. Dica: os ganchos fazem parte de uma estética urbana e deixam tudo mais prático, à mão. “Adoro ganchos. Não teria closet, e sim mais ganchos”, diz a moradora (Foto Victor Affaro / Editora Globo)


Texto: Carol Scolforo I Realização: Nuria Uliana

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