Com vestido transparente, Heidi Klum deixa lingerie à mostra

heidiA top Heidi Klum é figurinha já carimbada dos red carpets, onde costuma sempre roubar a cena. E neste Grammy não foi diferente. A modelo literalmente brilhou no tapete vermelho com um mini prateado, mas traída pelos flashes acabou deixando a calcinha e o sutiã à mostra.

heidi-1Heidi Klum (Foto: Getty Images)

Bilheteria EUA: LEGO Batman – O Filme, Cinquenta Tons Mais Escuros, John Wick – Um Novo Dia para Matar, Fragmentado, Estrelas Além do Tempo

legobatman.jpgDepois de liderar a bilheteria nos EUA por três fins de semana consecutivos, Fragmentado (Split), novo longa de M. Night Shyamalan, perdeu o primeiro lugar no fim de semana de 10 a 12 de fevereiro. As estreias de Cinquenta Tons Mais Escuros e de LEGO Batman – O Filme não decepcionaram e mexeram bem no top 5 de Valentine’s Day no país.

Aproveitando-se ainda do recesso escolar, apesar da neve em diversas cidades, a animação foi bem com o público infantil e deve encerrar o domingo em primeiro lugar, com US$ 55,6 milhões – número abaixo do desempenho de fim de semana de abertura de Uma Aventura LEGO, que estreou com US$ 69 milhões em fevereiro de 2014.

LEGO Batman – O Filme deriva de Uma Aventura LEGO e reinterpreta a história do Homem-Morcego, que adota acidentalmente um menino órfão, que acaba se tornando o Robin, e com ele combate o crime em Gotham e tenta capturar o Coringa. O longa já estreou no Brasil.

Embora projeções indicassem que o novo 50 Tons ficaria na faixa dos US$ 35 milhões, o longa teve um desempenho acima do esperado, e deve fechar o fim de semana com US$ 47 milhões de renda – número bem abaixo do fim de semana de abertura do primeiro longa, que fez US$ 85 milhões nos EUA em fevereiro de 2015.

Na continuação de Cinquenta Tons de Cinza, Anastasia Steele retoma seu relacionamento com Christian Grey mas se vê cercada por ameaças. O filme já está em cartaz no Brasil.

John Wick – Um Novo Dia para Matar, a continuação de De Volta ao Jogo, estreou em terceiro lugar, com US$ 30 milhões, um rendimento 100% acima do desempenho do primeiro longa, de 2014. É um ganho raro na indústria para um filme fora do gênero das comédias, e os números devem se manter no próximo fim de semana.

Keanu Reeves retorna na continuação, mais uma vez dirigida por Chad Stahelski (que havia assinado o primeiro longa em parceria com David Leitch). Na trama, John Wick tenta retomar sua aposentadoria, mas uma dívida com um chefe de máfia italiana o força a voltar a matar. O lançamento está marcado para 16 de fevereiro no Brasil.

Fragmentado caiu para a quarta posição, com US$ 9,3 milhões, e já ultrapassou a marca de US$ 100 milhões – é o quinto longa de Shyamalan a alcançar esse patamar. No longa, seguimos um homem com múltiplas personalidades (James McAvoy) que rapta três garotas, ao mesmo tempo em que visita uma terapeuta para discutir seu transtorno. O filme estreia em 23 de março no Brasil.

Vice na semana passada, quando estreou, O Chamado 3 caiu direto para a sétima posição, o que permitiu que Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures) se mantivesse dentro do top 5. O filme indicado ao Oscar caiu apenas 21% em relação ao fim de semana anterior e fez mais US$ 8 milhões.

O longa adapta o livro Estrelas Além do Tempo e conta a história de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), uma matemática que, junto com suas amigas, foram o cérebro por trás de uma das maiores operações dos EUA – o lançamento do astronauta John Glenn em órbita e seu retorno em segurança. Octavia Spencer e Janelle Monáe completam o elenco principal, que tem ainda Kirsten DunstKevin Costner e Jim Parsons. O filme já está em cartaz no Brasil.

Lena Dunham diz que evitou ficar deslumbrada com a fama

lena Screen-Shot-2017-02-12-at-11.01.04-AM-750x467.jpgA sexta e derradeira temporada do seriado “Girls”, criado pela escritora, atriz e cineasta Lena Dunham, estreia hoje nos EUA e na madrugada de segunda (13) no Brasil. A HBO Plus exibe o primeiro episódio à 1h da manhã. Fiz uma entrevista com Dunham, na sede da HBO, no centro de Nova York, para a Ilustrada, publicada hoje. Abaixo a segunda parte da entrevista. [Marcelo Bernardes]

Quando decidiu que era o momento de encerrar o seriado?
Lena Dunham – Quando começamos a preparar a quarta temporada. Concordamos que teríamos material para mais duas. Na primeira temporada, você dá tudo de si, pois teme que a segunda pode não rolar. Acho que nossa primeira temporada foi a melhor de todas, seguida das quinta e desta derradeira. Acho que ao escrevermos as duas últimas, a gente renovou nossos votos com a série e demos tudo de si, como no início.

Como a fama conquistada por “Girls” mudou você?
Dunham – Somente um sociopata pode diz que se sente preparado para a fama. De minha parte, desde o começo, achei que seria muito importante eliminar o deslumbramento. Sou grata de ter chegado onde cheguei, mas, ao mesmo tempo, preciso continuar trabalhando. Também cai em várias armadilhas, fui criticada publicamente e tive que aprender a lidar com isso.Screen-Shot-2017-02-12-at-10.53.07-AM-750x498.jpgLena Dunham em cena com o ator Matthew Rhys (do seriado “The Americans”), que participa do terceiro episódio da temporada final de “Girls” (Foto: Divulgação)

Como lidou com os detratores?
Dunham – Principalmente depois da eleição presidencial, tenho me protegido muito mais a respeito do conteúdo que leio na imprensa ou nas mídias sociais. Não posso ter minha opinião alterada por pessoas que não me conhecem ou que nunca assistiram o meu programa mas, mesmo assim, encontram tempo livre para formar uma opinião negativa a meu respeito.

Muita gente culpa a nova geração por ter ficado ausente das urnas durante a eleição presidencial americana, facilitando a volta do conservadorismo na política. Concorda com essa tese?
Dunham – Os millennials são uma das gerações mais politicamente ativas dos últimos anos. Mas a maioria do ativismo antes da eleição presidencial estava vindo de jovens negros, que possuem total entendimento das injustiças em nosso país. É por isso que vimos movimentos como o “black lives matter”; é por isso que vimos as pessoas na Dakota do Sul fazendo passeatas contra a construção de um duto que nativos norte-americanos dizem que vai profanar a terra sagrada e poluir a água. Muitos millennials brancos acreditaram que seus pais, em décadas passadas, já haviam feito todo o trabalho para eles de protestar. Mas é errado também generalizar. Vi muitos millennials brancos apoiando Bernie Sanders, ou se acabando, fazendo campanha para a Hillary Clinton. Acho que agora as pessoas entenderam que é muito importante votar. A conversa que realmente temos que ter é que uma grande porcentagem de jovens mulheres brancas votaram para Trump. Ao o apoiarem, elas votaram contra os interesses de suas irmãs negras, de suas irmãs transgêneros, de suas irmãs latinas. Meu entendimento é que muitas dessas pessoas pertencem a famílias predominantemente patriarcais. Se não tivesse sido criada por mãe feminista, e sim por um pai que diz que aborto é pecado, ou tendo um irmão que não respeita a santidade de meu corpo, não sei para quem eu teria votado.Screen-Shot-2017-02-12-at-10.59.28-AM-750x523.jpgNo episódio de estreia da sexta temporada de “Girls”, Lena Dunham tem várias cenas de sexo com o ator e rapper inglês Riz Ahmed. (Foto: Divulgação)

Uma de seus objetivos em “Girls” era o de criar uma discussão a respeito da aceitação do corpo feminino em suas mais variadas formas. Acha que obteve êxito?
Dunham – Acredito ter feito parte de um momento maior, em que ter problemas ou esconder o verdadeiro corpo de uma mulher, são coisas do passado. Vejo a indústria de modelos “plus size”, que cresce neste país, como algo bem positivo. Mas fato é que essas pessoas ainda são modelos, assessoradas por maquiagem e boas roupas. O que a gente precisa normalizar é o corpo das mulheres que não pertencem a esse time, que não possuem o sutiã perfeito, e que não têm ajuda especializada para maquiagem ou fazer highlights no cabelo. Mas não quero tirar o mérito das modelos plus size. Adoro a Ashley Graham e a Tara Lynn. Mas é bastante legal ver no Instagram mais mulheres posando sem maquiagem ou não escondendo a celulite em poses ridículas. Isso é poder.

“Girls” ficou famoso pelas cenas de sexo inusitadas. O que acha de cenas similares mostradas em filmes de Hollywood?
Dunham – Sempre me pareceu bastante confuso ver uma mulher usando négligé na tela do cinema, fazendo sexo com um homem gostoso, que não tem o menor interesse em despi-las. As pessoas começam a beijar, entra uma música, a cena meio desfocada… Isso nunca funcionou para mim, pois sempre criou uma expectativa irreal de como o sexo ia ser na verdade.

Você disse que tem se protegido bastante com o que material que lê hoje em dia. Quem tem oferecido um bom insight sobre a situação política?
Dunham – O que me deixa esperançosa é que até revistas como a “Teen Vogue” têm feito reportagens políticas hoje em dia. É bom ter também jovens escrevendo sobre políticas em vez de velhos jornalistas americanos. É uma distinção bem legal.