Com YouTube Space no Rio, Google quer profissionalizar youtubers

1502116754021.jpgProdução. Espaço do Rio de Janeiro será o segundo maior YouTube Space do mundo


Em um espaço de mais de 3 mil metros quadrados no Porto Maravilha, região portuária do Rio de Janeiro, o Google ergueu uma nova “casa” para os youtubers brasileiros. O espaço, que será inaugurado hoje, é o segundo maior YouTube Space do mundo, perdendo apenas para a unidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. Embora a empresa não revele o montante investido no local, o esforço mostra a preocupação do Google em profissionalizar os criadores brasileiros de vídeos – um passo essencial para o avanço dos negócios da plataforma de vídeos no Brasil.

O YouTube é, atualmente, o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo, com mais de 1 bilhão de usuários ativos. Diariamente, mais de 1 bilhão de horas de vídeo são assistidas no site. Os brasileiros só ficam atrás dos americanos quando o assunto é tempo gasto no YouTube. Mas não é só a audiência que não para de crescer: o número de canais também tem se expandido rapidamente no Brasil. Segundo levantamento da Snack, uma das principais redes de youtubers no País, o número de canais nacionais na plataforma passou de 290 mil, em agosto de 2016, para os 460 mil atuais – um crescimento de 58% em um ano.

“Os youtubers estão sempre famintos para aprender a melhorar seus vídeos”, disse o diretor global do YouTube Spaces, Lance Podell, em entrevista exclusiva ao Estado. “Com esse novo espaço, nós queremos ajudá-los a liberar esse potencial.”

O Space do Rio é o segundo espaço do tipo inaugurado pelo YouTube no Brasil – o primeiro foi aberto em outubro de 2014 na região do Bom Retiro, centro de São Paulo. Por lá, passam 3 mil pessoas por trimestre, segundo o Google. Para Podell, a experiência em São Paulo ajudou a equipe a entender as necessidades dos youtubers brasileiros. [Claudia Tozetto – O Estado de S. Paulo]

Engenheiro do Google diz que faltam mulheres no setor tecnológico por diferenças biológicas

google hq 1457350595_24099652431256dd66c09bbae.jpgO Google está no centro de uma polêmica envolvendo a discussão de gêneros após um engenheiro de software fazer um memorando interno argumentando que as diferenças biológicas entre homens e mulheres poderia explicar a escassez de representantes femininas em posições técnicas e de liderança no Vale do Silício, em São Francisco, onde estão localizadas as principais empresas de tecnologia do mundo.

A existência do documento foi revelada pelo site “Motherboard”. Segundo o jornal britânico “Financial Times”, o documento, que somava três mil palavras, gerou críticas de diversos funcionários do Google. Um dos trechos diz que “a aptidão dos homens para o pensamento sistemático torna mais provável que se tornem programadores”. Em outro momento, a carta diz que “as mulheres são mais inclinadas aos sentimentos e a estética do que a ideias”. Por isso, conclui o engenheiro, elas ocupam vagas “ligadas a área social e artística”.

O documento fez com que os funcionários pedissem uma resposta mais dura da empresa, cobrando uma política para encorajar a criação de uma política de diversidade ideológica. Embora o documento represente a opinião de apenas um funcionário, o Google vem sendo investigado pelo Departamento de Trabalho por diferença de salário entre os gêneros. O Departamento do Trabalho vem exigindo que o Google divulgue mais dados sobre as práticas de pagamento.

-Infelizmente, há mais pessoas que, assim como esse engenheiro, pensam que as mulheres são menos qualificadas que os homens – disse um dos funcionários do Google ao criticar o documento.

Após o episódio, Danielle Brown, vice-presidente da Google para diversidade e inclusão, enviou uma carta aos funcionários dizendo que o memorando do engenheiro traz “suposições equivocadas sobre gênero” e que “não é o ponto de vista que eu ou a companhia aprove ou incentive”.

O vice-presidente do Google, Aristotle Balogh, também escreveu um post interno criticando o memorando do funcionário, dizendo que “estereótipos e pressuposições nocivas” não podem fazer parte da empresa.

O caso ocorre pouco tempo depois da polêmica envolvendo o Uber. Uma ex-funcionária da empresa revelou que foi assediada por seu chefe na internet e disse que a companhia tolerava assédios. Como o caso gerou repercussão, o episódio levou a renúncia de seu presidente Travis Kalanick. [O Globo]

Bilheteria EUA: A Torre Negra, Dunkirk, Emoji – O Filme, Girls Trip, Kidnap

torre.jpgA Torre Negra, longa dirigido por Nikolaj Arcel, com o roteiro baseado na obra de Stephen King, estreou no topo da bilheteria norte-americana, jogando o longa de guerra Dunkirk, já há duas semanas no topo, para segunda posição – ainda que a diferença entre as duas arrecadações tenha sido de apenas US$ 2 milhões. A Torre Negra arrecadou US$ 19,5 milhões em seu primeiro final de semana – pouco menos de um terço de seu custo, US$ 60 milhões.

O elenco de A Torre Negra tem Idris Elba como Roland, o Pistoleiro, Tom Taylor como Jake Chambers e Matthew McConaughey como Walter Padick, o Homem de Preto. Na história, o Pistoleiro – que busca a lendária Torre Negra há anos – encontra o menino Jake, cujos poderes especiais começam a se manifestar do nada, e descobre que o Homem de Preto está maquinando um esquema para destruir os mundos de ambos protagonistas.

Dunkirk, o filme de guerra dirigido por Christopher Nolan, se manteve no topo da bilheteria americana por dois fins de semana, mas desceu para a segunda posição. Em seu terceiro fim de semana, o longa arrecadou mais US$ 17,6 milhões, totalizando, até agora, uma arrecadação de US$ 133,5 milhões.

Com uma queda de apenas 33.9% em relação a semana anterior, Dunkirk superou seu custo – o longa de Nolan desembolsou US$ 100 milhões. O filme é baseado na história da Operação Dínamo, que conseguiu resgatar mais de 330 mil homens da cidade que dá nome ao filme, durante a Segunda Guerra Mundial.

Emoji – O Filme, que foi bombardeado de críticas negativas e ainda assim conseguiu fazer US$25 milhões em sua estreia, continuou caindo e foi para a terceira colocação. Com uma queda de 49,7% em relação à semana anterior, a animação conseguiu arrecadar US$ 12,35 milhões. Contudo, o filme está perto de alcançar seu valor de produção: Emoji – O Filme custou US$ 50 milhões e, até agora, conseguiu arrecadar US$ 49,45 milhões.

A trama se passa dentro da cidade de Textopolis, a terra secreta dos emojis que fica dentro dos smartphones, e acompanha a história de Gene, um emoji com múltiplas expressões que embarca em uma viagem para se tornar um emoji normal. A estreia no Brasil está marcada para 31 de agosto.

Quem também continuou caindo no ranking foi a comédia Girls Trip. Vice há dois fins de semana, caiu para a terceira posição no anterior e agora chega ao quarto lugar. Neste fim de semana, o longa arrecadou mais US$ 11,4 milhões, totalizando até agora US$ 85,4 milhões – um ótimo resultado para o filme que custou US$ 19 milhões. Com Regina HallQueen Latifah e Jada Pinkett Smith no elenco, o filme segue um grupo de amigas que viaja para Nova Orleans (EUA), para o Essence Festival, e se divertem dançando e bebendo.

O quinto lugar ficou com a estreia de Kidnap, thriller de perseguição estrelado por Halle Berry. O longa estrou em cerca de 2.300 salas – pouco mais da metade de Dunkirk e Emoji – O Filme – e arrecadou US$ 10,21 milhões.

No filme, Halle Berry interpreta uma mãe que não mede esforços para recuperar seu filho sequestrado. Robert Walker (Stranger Things), Dana Gourrier (Os Oito Odiados), Lew Temple(31) e Christopher Berry (Um Estado de Liberdade) também estão no elenco do longa dirigido por Luis Prieto.

Rihanna inova no visual usando uma peruca azul

Sem título.png55.jpgDepois de arrasar com os looks na première de seu mais novo filme, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, Rihanna aparece, mais uma vez, com um visual incrível. Não é novidade para ninguém que Riri sempre acerta em suas escolhas e nós já estamos acostumados com a ousadia tão presente nas produções da cantora.

Desta vez, a estrela de Barbados postou em sua conta no Instagram uma foto usando uma peruca azul e um boné branco da Balenciaga. Para completar, ela apostou em uma jaqueta jeans da parceria entre a Supreme e a Louis Vuitton. Riri ainda investiu na cor de esmalte azul para combinar com o resto do look. Amamos!  [ELLE]

Lone Wolf by Richard Dowker

Lone-Wolf_fy2Lauris, Simon, Ted e Wilf da Wilhelmina Models clicados por Richard Dowker e styled by Alex Kessler com peças da Loewe, Acne Studios, Antonio Vattev, Patrick Cox e mais, exclusivo para Fucking Young! Online.

Marca Nuz aposta em roupas multiuso

260717-nuz-5-422x600Conheça a Nuz, a marca que já nasce com o conceito de ser versátil


Ainda melhor que transformar e reutilizar suas peças é quando elas já nascem com uma proposta multiuso – esse é o caso das roupas da Nuz, marca de Duda Cambeses. A carreira de Duda começou como stylist e figurinista, e foi daí que ela adquiriu a experiência em construir e desconstruir peças pra criar novos visuais e linguagens.

A Nuz traz uma moda autoral e atemporal para o guarda-roupa. As peças são criadas a partir de moulage, uma técnica de modelagem sobre o próprio corpo, e chegam a ter 8 maneiras de usar diferentes. A mais querida é a “O Nuz“, uma espécie de suéter que vira calça, vestido, saia e mais partindo das amarrações – além de tudo é unissex! A marca ainda não tem loja própria mas já é vendida em diversos pontos e feiras pelo Brasil. Abaixo os preços e as maneiras diferentes de usar!

Nuz: (51) 3237-2823

Símbolos femininos têm passado por um momento de ressignificação

Sem título.png224(Instagram @its_meandyou/Reprodução)


Há algumas temporadas, as semanas de moda passaram a dar ouvidos ao feminismo e, com isso, certa inspiração militante entrou para o repertório do alto luxo. Se por um lado, vozes importantes desse universo se levantam contra o sexismo, o racismo e as políticas absurdas do novo presidente dos EUA, elas não são também parte integrante de um sistema que oprime as mulheres com códigos de feminilidade restritivos, padronizados e preconceituosos?

“A feminilidade é um conceito muito amplo, mas, no senso comum, ela é o conjunto de elementos que compõem a ideia hegemônica do que, supostamente, seria ‘próprio’ da mulher, ‘natural’ a ela”, diz a antropóloga Carla Cristina Garcia, da PUC-SP. Como vivemos em um mundo machista, entre essas características estão a fraqueza, a submissão e certa alienação caricatural. Na moda, por muito tempo, isso foi representado pelo mundo cor-de-rosa de rendas, paetês, plumas, transparências, babados, clichês do sexy e por aí vai. Mas parece que o jogo virou.

New girl in town
Na batalha de criar novos significados para velhos modelos, designers como a britânica Molly Goddard estão dando vários tiros certeiros. Em 2014, com um desfile amador, ela conseguiu chamar a atenção de revistas como Dazed e i-D e logo caiu nas graças dos compradores mais cool do mercado. O trunfo de Molly está na maneira como ela trabalha o tule, tecido 100% ligado ao mundo da feminilidade, que, em suas mãos, ganha um novo significado.

Usando quase 30 m do material em cada peça, a estilista exagera tanto nas proporções do frufru que o resultado chega a ser irônico. Isso combinado a seu casting, em geral composto de suas amigas e pessoas que despertam seu interesse, é o que está fazendo meninas espertas ao redor do mundo investirem em roupas com a sua assinatura. Vale lembrar que, quando as transparências de Molly chegam às ruas, elas aparecem sobrepostas a calças jeans, camisetas com estampas de bandas de rock e outras combinações que colaboram para essa piada inteligente, que a designer faz com o estilo “girlie”.

rosa(Tristan Fewings/Getty Images)


O mesmo acontece com as fadas e bruxas da alta-costura da Dior de Maria Grazia Chiuri. A italiana se apropria de tecidos leves de modo a dar peso a eles e mostra que o mundo do sobrenatural, representado em suas coleções por elementos místicos e pela astrologia (atividades culturalmente ligadas às mulheres e, por isso, deslegitimadas), também tem seu valor.

O trabalho das meninas por trás da despretensiosa Me & You também merece crédito. Nascida em 2015, com suas calcinhas largas e camisetas divertidas com a palavra “feminist”, a marca das norte-americanas Julia Baylis e Mayan Toledano virou um hit no Instagram. “A maioria das lingeries é feita para agradar os homens. E isso está muito longe de ser uma de nossas preocupações”, disse a primeira ao The New York Times.

Sem título.png09.jpg(Instagram @its_meandyou//Símbolos femininos têm passado por um momento de ressignificação/Reprodução)


No cinema, quem representa o movimento é a premiada Sofia Coppola. Em agosto deste ano, estreia no Brasil o remake de O Estranho que Nós Amamos. Se o filme de 1971 conta a história sob a perspectiva do soldado, na releitura de 2017 o que importa são as mulheres que resgatam tal homem. O figurino é todo de tons pastel, tecidos acetinados e estampas forais. A cartela poderia servir como disfarce, mas na verdade ajuda a desenhar a força e o poder dos desejos das personagens de Nicole Kidman, Elle Fanning e Kirsten Dunst.Esse ponto de vista millennial (que troca a necessidade da aprovação masculina pela identificação com outras meninas) vem também do coletivo fundado pela fotógrafa da vez, a canadense Petra Collins. Amiga de Alessandro Michele, da Gucci, a it-artista, conhecida por escolher temas relacionados ao corpo femininoem seus cliques, é a criadora do Ardorous, um compilado de projetos artísticos individuais ou coletivos feitos por e para mulheres. A dupla Me & You faz parte dele.

No cinema, quem representa o movimento é a premiada Sofia Coppola. Em agosto deste ano, estreia no Brasil o remake de O Estranho que Nós Amamos. Se o filme de 1971 conta a história sob a perspectiva do soldado, na releitura de 2017 o que importa são as mulheres que resgatam tal homem. O figurino é todo de tons pastel, tecidos acetinados e estampas forais. A cartela poderia servir como disfarce, mas na verdade ajuda a desenhar a força e o poder dos desejos das personagens de Nicole Kidman, Elle Fanning e Kirsten Dunst.

5947bf4bcbfc9.jpeg(Christopher Kane/Divulgação)

As coleções resort 2018 da Prada e da Valentino seguem essa linha. Elas quebram a delicadeza do pink, das transparências e dos brilhos com um toque esportivo. Enquanto Miuccia trabalha com tecidos aerodinâmicos do tipo performance, Pierpaolo Piccioli namora o hip-hop para alcançar um resultado parecido. Depois deles, Stella McCartney, Victoria Beckham, Marc Jacobs e Altuzarra também entraram na onda.

No fim das contas, o momento indica um convite não à volta da Barbie Girl, mas ao reinado da Imperatriz do tarô, o oráculo que é uma das grandes referências do trabalho de Maria Grazia na Dior. A carta número três desse baralho fala sobre o arquétipo positivo do feminino: a sensibilidade, a abundância, o contato com a natureza, a nutrição do belo, o apreço pela vida. A estratégia da moda para acabar com o inimigo, pelo visto, é rir da cara dele e se divertir mais consigo mesma. [Pedro Camargo]

Omega Preview / Factice Magazine #13 Summer 2017

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Dress, Zhenya Zhang. Earrings, Ben de Lisi.


Photographer: Kayt Webster-Brown | @verticallines
Stylist: Louise Hedblom | @louisehedblomo
Makeup: Christabel Draffin | @christabeldraffin using Bobbi Brown
Hair: James Oxley | @jamesoxleyhair using GHD and ColorProof
Set Design and Props: Amber Scarlett | @amber.scarlett
Model: Laura Murray | @_lauramurray at Models 1
Photographer Assistant: Chris Pastor | @chris_pstr
Stylist Assistant: Elin Schönfelder | @elinsch
Special Thanks: Kat Argent | @wallflowerpeckham at Wallflower Peckham

Make multicolorida: blush amarelo e iluminador vermelho são tendência

Sem título.png154Make monocromática: é hora de ousar (Foto: Reprodução/Instagram)


A onda das maquiagens monocromáticas (e ousadas!) veio para ficar — e é uma maneira fácil de alegrar a estação mais fria do ano! Como no universo da beleza o que vale é o combo diversão + invenção, que tal se inspirar nas tendências do blush amarelo e do iluminador vermelho para mudar o visual?

Parece estranho, mas o resultado é super cool. Vem ver!

O blush amarelo surge como um raio solar nas têmporas. Sim, essa é uma tendência ousada, mas que tal adaptá-la ao seu estilo? Aquela sombra amarela esquecida na sua necessáire pode ser utilizada como iluminador, como na foto abaixo….Um charme a parte!

ef2cc0f4a24492f4053b2b180f4b3f80.jpgMake monocromática: é hora de ousar (Foto: Reprodução/Instagram)


O iluminador vermelho é outro coringa: o produto cremoso da marca Rituel de Fille é quase translúcido e traz o calor para a sua pele. A tendência também lembra aquele efeito de pele queimadinha do frio.

Outra dica: use o amarelo na sombra e abra o seu olhar. Os delineados gráficos combinam super com a tendência. [Mariana Nogueira]