Moda, design e arquitetura são uma questão de proporção

Sem títuloLouis Vuitton se inpira na obra curvilínea de Oscar Niemeyer para desfile em 2016 (Foto: Louis Vuitton)


A edição número 44 da SP Fashion Week aconteceu entre os dias 27 e 31 de agosto na capital paulistana. Minha observação dos vários estilos que desfilaram pelas passarelas no famoso evento inspirou o post de hoje a respeito de moda, design e arquitetura. Não é de hoje que estas disciplinas se associam: vestir e habitar sempre foram e serão necessidades básicas do ser humano e estarão baseadas em forma e sua função.

Como já definia a imortal Coco Chanel: “moda é arquitetura. É uma questão de proporções”. Para atingir um resultado, estes temas interelacionados passam por processos semelhantes: da ideia como conceito bidimensional no papel, passando para a produção no manequim ou maquete e chegando ao produto tridimensional. Todos envolvem criação e comunicação.

E esta ligação já pode ser percebida há um bom tempo… Partindo do movimento art nouveau, no início do século passado, momento em que houve uma ruptura na estética artística da época anterior, os ornamentos pesados e aparência rebuscada deram lugar às formas orgânicas expressadas pelo famoso arquiteto catalão Antonio Gaudí, refletidas também no vestuário fluido oposto aos trajes carregados do período antecessor.

Sem título.png1.jpgOs designers e irmãos Campana e sua criação para a Melissa (foto: Melissa)


Pouco mais de duas décadas depois, a inspiração art déco invadia as construções e guarda-roupas, com uma nova linguagem abstrata, linhas retas e muita geometria, muito bem ilustrada no Chrysler Building, em Manhattan, Nova York, e representada fielmente pelo estilista e designer Paul Poiret.

A limpeza das formas e adornos do arte déco foi o precursor para o movimento seguinte. No modernismo, a partir das década de 1950, volumes puros transmitidos por uma linguagem racional foram expressados pelas mãos de Le Corbusier e de Coco Chanel, com seu icônico tailleur.

O ponto de partida é sempre o corpo, passando pelo vestuário e, então, o abrigo, mas moda, design e arquitetura são atividades fundamentadas em composição e todos formam um conjunto resultante de proporção, equilíbrio e contraste, que podem enviar uma mesma mensagem em diferentes estruturas. [Anelisa Lopes @a81_design]

O estilista Hussein Chalayan defende a ideia de que moda e outras atividades criativas sempre andarão juntas, como neste desfile feito no início dos anos 2000


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