Crítica I Com combates espetaculares, tudo funciona bem em ‘Liga da Justiça’

Resultado de imagem para cartaz liga da justiçaPôster do filme ‘Liga da Justiça’


THALES DE MENEZES
DE SÃO PAULO

LIGA DA JUSTIÇA (ótimo) 
DIREÇÃO Zack Snyder
ELENCO Ben Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill, Ezra Miller
PRODUÇÃO EUA, 2017
QUANDO pré-estreia na quarta (15); estreia na quinta (16)
Veja salas e horários de exibição

*

Batman em tom blasé de Ben Affleck? Mulher-Maravilha novamente com a beleza de Gal Gadot? Flash com o bom humor de Ezra Miller? Aquaman interpretado por Jason Momoa e bem diferente daquele dos quadrinhos? Superman morto, mas com chance de ressuscitar?

Não, nenhum desses. Os maiores heróis do filme da Liga da Justiça, o supergrupo dos gibis da editora DC, são mesmo Chris Terrio e Joss Whedon, roteiristas.

Terrio ganhou um Oscar de roteiro por “Argo”, vitorioso projeto de Ben Affleck. Whedon, criador da bem-sucedida série de TV “Buffy: A Caça-Vampiros”, tem experiência com grupos superpoderosos: ele dirigiu os dois longas dos Vingadores, da Marvel, “rivais” da Liga nas bancas há décadas.

Ele é creditado apenas como roteirista, mas dirigiu as muitas cenas adicionais gravadas para “Liga da Justiça” depois que o diretor Zack Snyder se afastou da produção em maio, abalado pelo suicídio da filha de 20 anos.

Terrio e Whedon dão o que fãs de quadrinhos pedem há tempos: um filme que não se preocupa em contar a origem dos super-heróis envolvidos.

Os pais de Bruce Wayne já foram mortos num beco em vários filmes do Batman. O bebê Super-Homem tem uma longa milhagem espacial nas muitas vindas de Krypton até a Terra. O Homem-Aranha já foi picado por um aracnídeo radioativo em filmes com três atores diferentes.

“Liga da Justiça” não perde tempo. Faz alguma graça aqui e ali, principalmente na primeira parte do filme, quando Batman reúne sua turma para enfrentar o megavilão Lobo da Estepe. Mas, quando a ação começa, exibe combates espetaculares.

Os heróis vão apanhar um bocado, e isso deixará claro que seus poderes, mesmo reunidos, podem não ser páreo diante do bandidão.

Daí a importância de tentar ressuscitar o Superman, morto no filme “Batman Vs. Superman” (2016), que tinha também a Mulher-Maravilha e foi introdução para este.

No balanço final, tudo funciona. Mulher-Maravilha confirma todo o apelo exibido neste ano em seu longa. Affleck é o melhor Batman de todos. O Aquaman cabeludão deixa qualquer um com vontade de ver seu filme solo, em 2018. E o Flash da série da TV é um bom escape cômico, com um inesgotável arsenal de piadas.

Uma cena extra após os créditos finais já anuncia o vilão do próximo filme da Liga. E uma fala da Mulher-Maravilha dá a entender que outros heróis vão reforçar o grupo. Será que pode ficar ainda melhor?


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