Vlogger de beleza Jackie Aina acusa Kylie Jenner de ignorar as influencers negras

Com tanta visibilidade na Internet, Kylie Jenner também está mais exposta a polêmicas. O seu último lançamento da Kylie Cosmetics, por exemplo, ganhou uma super repercussão nas redes sociais – para o bem e para o mal.

As primeiras reclamações na web foram quanto aos preços e a qualidade dos novos pincéis e corretivos. Agora, a vlogger de beleza Jackie Aina, que tem mais de 743 mil seguidores no Instagram, levantou outra questão: a marca não estaria dando a atenção necessária para os influenciadores que não são brancos.

Em vídeo no YouTube, Jackie apontou que a Kylie Cosmetics não teria enviado produtos para as blogueiras e vlogueiras negras testarem, apesar da nova linha de corretivos ter ótimos tons para as peles mais escuras. Ela ressaltou que a influencer negra Shayla, do MakeUpShayla, com mais de 2 milhões de seguidores, teve que comprar os produtos para fazer seu review. A blogueira Nyma Tang também teria comprado.

Jackie também entrou no Instagram da marca e afirmou que há poucas modelos não-brancas nos posts. A Kylie Cosmetics ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto, nem divulgou exatamente para quem teria mandado os produtos para teste. [Gisele Navarro]

Minimal artesanal + glamour pé no chão: use tramas naturais e tênis no look de festa

Dobradinha é aposta certa para o visual do final de ano

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À esquerda, vestido Coven (R$ 2.050) e bolsa Glorinha Paranaguá (R$ 1.100). Acima, vestido (R$ 6.281) e top (R$ 2.590), ambos Giuliana Romanno, brincos Adriana Valente (R$ 485), bolsa Glorinha Paranaguá (R$ 1.600) e sandálias Marcela B. na Casa 190 (R$ 1.290) (Foto: Reprodução Vogue Uk Setembro de 2017, Imaxtree e Divulgação. Styling: Alexandra Benenti)

Peças de tramas naturais, palha, linho e franjas de seda transparecem um desejo de ser leve e elegante de um jeito bem brasileiro. Para adotar da praia aos salões!

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À esquerda, vestido Isabella Narchi (R$ 5.100) e bracelete Carla Amorim. No centro, vestido TIG (R$ 2.290), brincos Vanda Jacintho (R$ 1.362), bolsa Ellus (R$ 729) e tênis Dior (R$ 3.800). À direita, saia e top, ambos Prada, brincos Amsterdam Sauer, bolsa Jimmy Choo (R$ 3.580) e tênis Paula Torres (R$ 699). Tapete Rodrigo Ohtake para Punto e Filo (Foto: Reprodução Vogue Uk Setembro de 2017, Imaxtree e Divulgação)

Glamour pé no chão 
As plumas retornam à cena e aparecem em vestidos com glamour retrô, combinadas a franjas de contas, paetês e tecidos de acabamento acetinado. O truque de styling para adotar o decorativismo de maneira cool é pontuar o look com tênis.

Beleza: Carla Biriba
Produção De Moda: Vinicius Coni

Delilah Belle | Vogue Japão Fevereiro 2018

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Delilah Belle by Morelli Brothers

Model(s): Delilah Belle
Photographer: Morelli Brothers
Stylist: Tsuyoshi Noguchi

Décor do dia: mix de cores vibrantes na cozinha

Amarelo, azul, verde e vermelho compõem o ambiente assinado pelo R2 Studio

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R2 Studio Architects

Olhando assim ninguém imagina que esta cozinha vibrante e colorida faz parte de uma construção do século 19 em Londres. O projeto do escritório de arquitetura inglês R2 Studio privilegiou a criação de um espaço acolhedor, onde a família passa boa parte do tempo. Por isso, os arquitetos evitaram o uso de materiais frios e superfícies brilhantes. Os armários amarelos dialogam com os gabinetes azuis, enquanto o piso recebe um tom de verde greenery que ilumina todo o cômodo. Banquetas vermelhas complementam o jogo de cores primárias. Para não pesar, luminárias brancas pendem sobre a bancada. [CV]

O lado obscuro da era dos algoritmos

Usados pela maioria dos serviços digitais, eles têm o poder de disseminar preconceitos e aumentar a desigualdade, alertam pesquisadores
Por Claudia Tozetto e Mariana Lima

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Algoritmos estão no núcleo de serviços online

Era para ser uma noite diferente. O rapaz chegou em casa, pegou o um pedaço de pizza e correu para a frente da TV para assistir a uma comédia no seu serviço de streaming favorito. Mas, poucos minutos depois, lá estava ele assistindo a outro filme de ação, como em todas as noites anteriores. Seria só uma coincidência? Na verdade, é mais um triunfo de uma sequência de linhas de código, repleta de complexos cálculos matemáticos, que é chamada de algoritmo. Eles viraram o núcleo dos serviços digitais na última década.

Embora a vida tenha ficado mais fácil desde que eles apareceram – basta lembrar de como era pesquisar sobre qualquer assunto sem o Google –, há indícios de que esses softwares não sejam tão neutros e inofensivos quanto parecem.

“Os algoritmos têm um grande papel nas escolhas das pessoas hoje em dia”, diz o professor de Ciências da Computação da Universidade de Washington, Pedro Domingos. “Eles determinam o que vemos no Google, escolhem três quartos dos filmes assistidos no Netflix e sugerem um terço de tudo o que é comprado na Amazon.”

Isso não seria um grande problema, se todo mundo soubesse como os algoritmos funcionam (ver gráfico ao lado) e que, dependendo de quem o desenvolveu, eles podem apresentar resultados enviesados. Contudo, hoje eles são como segredos industriais. “Os algoritmos são feitos para beneficiar quem está por trás deles”, alertou, em entrevista ao Estado, a matemática norte-americana Cathy O’Neil, autora do livro Weapons of Math Destruction (Armas de Destruição Matemática, em tradução livre). “Eles têm sido usados para separar vencedores de perdedores na internet.”

Viés. Nos Estados Unidos, os exemplos de algoritmos “viciados” se acumulam. Em 2016, a agência de notícias Bloomberg revelou que a Amazon não entregava produtos no mesmo dia em bairros predominantemente negros. A empresa negou que seu algoritmo levasse em conta a raça dos clientes.

Outro caso envolve o uso da tecnologia por juízes norte-americanos para determinar penas. Uma investigação da organização sem fins lucrativos ProPublica mostrou que negros tinham o dobro de chances de receberem uma pena mais longa que brancos. Há também casos de sites de emprego que não mostram vagas com altos salários para mulheres e de financeiras que cobram taxas mais altas de quem mora na periferia.

“Os algoritmos aprendem com os dados que são oferecidos a ele”, explica Júlio Monteiro, doutorando em Ciências da Computação na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). “Se quem está por trás é preconceituoso, ele pode manter esse perfil.”

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, o uso intensivo de algoritmos prejudica a sociedade, pois limita o acesso à web. “A regulação algorítmica melhora a democracia? Acredito que não”, defende o pesquisador. “É o acesso pleno a todos os conteúdos da rede que me ajuda a ampliar os pontos de vista.” Essa curadoria automatizada é o que tem provocado o “efeito bolha” nas redes sociais, em que as pessoas só veem conteúdos que reforçam suas crenças.

Solução. Especialistas consultados pelo Estado são unânimes em defender que é preciso criar órgãos independentes para auditar os algoritmos. “Imagino um futuro em que decisões são tomadas por eles”, diz Cathy. “Mas é preciso poder pedir explicações.”

Por enquanto, esse tipo de garantia só está prevista na União Europeia, onde o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) deve entrar em vigor em maio de 2018. A nova lei, que representa a maior mudança na área de privacidade online em 20 anos, prevê que cidadãos possam exigir explicações às empresas por trás dos algoritmos.

Apesar de apresentarem riscos, esses programas são considerados um mal necessário no mundo digital. “Antes, a TV decidia o que veríamos, mas na internet passamos a escolher livremente o que consumir”, diz Edney Souza, professor da ESPM. “A maioria não estava pronta para este salto. O algoritmo está no meio do caminho.” /COLABOROU BRUNO CAPELAS

 

 Vivien Solari | Vogue Turquia Janeiro 2018

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Vivien Solari| Vogue Turkey January 2018

Model(s): Vivien Solari
Photographer: Tom Craig

Bilheteria EUA: Star Wars: Os Últimos Jedi, Jumanji: Bem-Vindo à Selva, A Escolha Perfeita 3, O Rei do Show, O Touro Ferdinando

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Star Wars: The Last Jedi 

Mesmo com um crescimento nas bilheterias, Jumanji: Bem Vindo à Selva não conseguiu desbancar Star Wars: Os Últimos Jedi na liderança dos cinemas norte-americanos.

O oitavo filme da fantasia espacial já ultrapassou a marca do bilhão no mundo todo e, nos EUA, continua na liderança há três semanas consecutivas. Mais de quatro mil salas de cinema ao redor do país estão exibindo o filme e nenhum lançamento consegue superá-lo no momento. Os Últimos Jedi já é o segundo filme da saga com maior bilheteria nos EUA; perdendo apenas para O Despertar da Força.

Já Jumanji: Bem Vindo à Selva ainda não estreou na maioria dos países, mas — apenas nos EUA — o longa já conseguiu dobrar seu investimento de produção arrecadando US$ 185 milhões em duas semanas. O filme estrelado por The Rock teve um orçamento de US$ 90 milhões e chega no Brasil no próximo dia 4.

Confira as dez maiores bilheterias de acordo com o Box Office Mojo:

  1. Star Wars: Os Últimos Jedi US$ 52,66 milhões
  2. Jumanji: Bem Vindo à Selva US$ 50,35 milhões
  3. A Escolha Perfeita 3 US$ 16,8 milhões
  4. O Rei do Show US$ 15,55 milhões
  5. Touro Ferdinando US$ 11,4 milhões
  6. Viva – A Vida é uma Festa US$ 7,46 milhões
  7. Todo Dinheiro do Mundo US$ 5,6 milhões
  8. Despertar de Uma Nação US$ 5,4 milhões
  9. Pequena Grande Vida US$ 4,7 milhões
  10. Father Figures US$ 3,8 milhões

Livros de arquitetura e design para levar na mala nessas férias

Decoração, design e arquitetura são temas que podem proporcionar bons momentos de leitura durante as férias. Com opções para todos os gostos – e bolsos – conheça alguns lançamentos

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Decoração, design e arquitetura são temas que podem proporcionar bons momentos de leitura durante as férias. Com opções para todos os gostos – e bolsos – conheça alguns lançamentos  Foto: Marcelo Hermsdorf

Livros que contam a história de um época de ouro do design nacional, até um que foi pensado para presentear os amigos com criações.  Conheça oito lançamentos que irão proporcionar bom momentos para os olhos. [Marcelo Hermsdorf]

Facebook admite que seus moderadores não estão conseguindo definir discurso de ódio

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Daniel Villeneuve via Getty Images

Em uma nova reportagem da Pro Publica, o Facebook se desculpou pelo policiamento inconsistente de discurso de ódio em sua plataforma. Os repórteres da Pro Publica enviaram 49 amostras de posts de usuários que acreditavam que os moderadores haviam tomado a decisão errada, seja por remover uma expressão legítima de opinião ou por permitir que um discurso de ódio permanecesse online. Em 22 desses casos, o Facebook admitiu que seus revisores de conteúdo tomaram a decisão errada. Reconhecendo os erros, o vice-presidente da empresa, Justin Osofsky, prometeu dobrar o tamanho de sua equipe de revisão de conteúdo para 20 mil em 2018.

Quando uma dezena de pessoas sinalizou o grupo de Facebook “Jewish Ritual Murder” (“Assassinato Ritual Judaico”), o site alegou que não havia violação de seus padrões de comunidade. De modo parecido, quando um outro usuário sinalizou um meme com “muçulmano bom é muçulmano morto” escrito sobre o corpo de um homem que havia levado um tiro na cabeça, recebeu a seguinte mensagem automática: “Vimos a foto e, embora não vá contra um de nossos padrões de comunidade específicos, entendemos que ainda assim pode ser ofensivo para você e para outros”.

O Facebook mais tarde reverteu ambas as decisões, depois de a Pro Publica enviá-las à empresa, como parte de sua reportagem.

“Sentimos muito pelos erros que cometemos — eles não refletem a comunidade que queremos ajudar a construir”, Osofsky disse à Pro Publica, em um comunicado. “Precisamos melhorar. Nossas políticas permitem conteúdos que podem ser controversos e, às vezes, até mesmo de mal gosto, mas elas não cruzam a linha de discurso de ódio. Isso pode incluir críticas a figuras públicas, religiões, profissões e ideologias políticas.”

Uma reportagem perturbadora do Wall Street Journal na quarta-feira (27), perfilando os moderadores de conteúdo, descobriu que funcionários no Vale do Silício têm apenas alguns minutos para revisar itens sinalizados. Esse tempo pode não ser suficiente para que os moderadores desenvolvam uma lógica clara e consistente para discurso de ódio ou para claramente distinguir uma crítica a uma religião (o que é permitido) de um ataque (que não é permitido).

O Facebook, assim como Twitter e YouTube, entre outros, precisa confrontar dois problemas graves. O primeiro é a escala. Com dois bilhões de usuários, a quantidade de conteúdo sinalizado para se revisar é imensa. No momento, não existe um jeito sustentável de o site escalar seus esforços de moderação com o tanto de conteúdo que os usuários produzem. O Vale do Silício está se voltando para algoritmos em busca de ajuda, mas nada indica que as máquinas serão uma solução rápida.

Em segundo lugar, o Facebook há muito tempo valoriza a neutralidade de conteúdo, basicamente dizendo que as plataformas deveriam deixar as coisas correrem em questão de policiamento de conteúdo, a não ser que seja absolutamente necessário intervir. Isso leva a regras obscuras e vagas sobre discurso de ódio, porque são projetadas para desencadear o mínimo possível de intervenção direta da plataforma. E como é que a intervenção mínima funciona numa escala dessas? Não funciona, e o Facebook sabe disso. O debate de Charlottesville sobre a responsabilidade das plataformas foi a primeira vez que pararam para falar sobre as regras mal definidas sobre discurso de ódio, e reportagens como a da Pro Publica indicam que há muito mais por vir. []