Uma Dobra no Tempo | Cartazes animados apresentam as personagens

Uma Dobra no Tempo, novo filme da Disney, ganhou uma série de cartazes animados introduzindo as personagens de Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Kailing no longa. Veja:

O livro escrito por Madeleine L’Engle conta a história da família Murry, cujo pai (Chris Pine) pesquisava a possibilidade de viajar no tempo quando desapareceu misteriosamente. Assim, Meg (Storm Reid), seu amigo Calvin e seu irmão Charles precisarão viajar para outros pontos do tempo e do espaço para que Meg resgate seu pai.

Na aventura, o trio enfrenta forças do mal, conhece novos seres e planetas e descobre o que é tesseracto – a tal dobra no tempo. A Sra. Which, personagem interpretada por Oprah, é uma das entidades supernaturais que ajudam a garota. A estreia é prevista para 9 de março de 2018.

O longa revelou também um novo comercial de TV:

America Ferrera anuncia que está grávida e pede ‘mais beijos’ em 2018

Atriz publicou uma foto com o marido e uma roupinha de bebê: ‘Teremos mais um rostinho para beijar’

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America é casada com o ator Ryan Piers Williams

America Ferrera aproveitou a virada do ano para anunciar sua primeira gravidez. A atriz, conhecida principalmente pelo papel de protagonista na série Ugly Betty, publicou uma foto do casal usando óculos comemorativos de 2018 e segurando uma roupinha de bebê.

No pequeno body cinza, está escrito em espanhol: “Más besos (por favor)”.

America anunciou na legenda: “Vamos dar as boas-vindas a mais um rostinho para beijar em 2018! Desejando a vocês #MásBesos no ano novo!”

Ryan Piers Williams, marido da atriz, também publicou a foto em seu Instagram e escreveu: “Abrindo espaço para coisas novas e belas que virão em 2018!”

Para cada Gisele, há milhares de mocinhas sem nome

Em sua coluna Visões de Vivi, a editora da ELLE discute os assuntos mais relevantes do momento na moda.

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(Colagem Victor Magalhães/ELLE)

Na batalha dos lifestyles, a vida de operário não faz a cabeça do hype. O bom é ser estrela, celeb, patrão, influencer, diretoria, aquele 1%. A questão é que o mundo e a moda são feitos pelos outros 99%. Para cada criador, existem costureiras, bordadeiras, modelistas, motoristas, jornalistas, modelos. Gente que trabalha muitas horas por dia para criar as imagens que estão nas revistas, nos desfiles, nas lojas, brilhando na TV, no cinema, nas redes.

Modelo, por exemplo, virou sinônimo de glamour. A moça que nasce bonita, ganha dinheiro por ser o tipo de linda que o mercado elegeu. Mas nada é bem assim. Para cada Gisele, são milhares de mocinhas sem nome, mais um rostinho na fábrica de lindas em que tantas moças são operárias.

Recentemente, essas moças começaram a se unir. Nos EUA e na Europa estão em curso discussões sobre novas leis para proteger a categoria. Com nomes fortes, como Cameron Russell e Adwoa Aboah, à frente, a coisa tomou forma. Mas foram as denúncias de centenas de new faces sobre assédio sexual e moral, racismo e jornadas exaustivas que deram força ao movimento.

A ideia é afastar da indústria assediadores, proteger especialmente as menores de idade e regulamentar a profissão com mais limites. As mais novas são as mais expostas a situações de risco. O jogo de poder é muito desigual, e o poder vem mesmo da união.

As costureiras também estão se organizando. Os trabalhadores das indústrias têxteis, aliás, têm um histórico mundial de revolta contra condições de trabalho precárias e destrutivas. No Brasil, movimentos como o slow fashion e a moda transparente (que abre suas contas, mostrando quanto e como paga seus funcionários) estão liderando uma nova visão, mais humanista da indústria, que lida com denúncias de trabalho escravo.

A luta contra o racismo na moda também ganhou força, especialmente com coletivos negros ganhando espaço nas semanas de moda. Trabalhos como o do estilista Apolinário, da Cemfreio, na SPFW, e as apresentações de Isaac Silva e do Brechó Replay na Casa de Criadores são exemplos disso. São discursos protagonizados por criadores negros, que usam a própria voz para contar suas histórias e demandas.

Entenda este texto como uma releitura da obra Operários, de Tarsila do Amaral. No quadro, rostos anônimos de trabalhadores aparecem à frente de uma fábrica em operação. Sua disposição segue as chaminés da indústria, como se dessem forma à construção. Pense em cada imagem de moda que você já viu e imagine o rosto de todos que as transformaram em realidade. São muitos.

Na obra de Tarsila, em meio aos operários, ela pintou os rostos de Mário e Oswald de Andrade, um statement sobre o lugar do artista. Para cada sucesso comercial, milhares de atores, bailarinos, compositores, pintores estão na batalha. O artista não precisa ser panfletário ou partidário, mas, como diz a canção, deve ir aonde o povo está. O mesmo vale para os criadores de moda.

Isso não quer dizer fazer demagogia nem voto de pobreza. É uma questão de união e de uma visão mais sofisticada do mundo. A palavra está nas ruas, nos birôs de trends, nas cooperativas, nas empresas sustentáveis: o único novo luxo possível virá do combate à exploração. [Vivian Whiteman]

Carol Trentini entrega seu guia do verão 2018

A estação mais quente do ano para a top é fun, básica e cheia e de amor próprio
Por Carolina Belleze (@CBelleze)

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Caroline Trentini Greets Summer, Lensed By Fabio Bartelt For Marie Claire Spain

Dois filhos, uma vida em família afastada da cidade grande e uma carreira de sucesso: estas são algumas das conquistas de Carol Trentini ao longo de seus 30 anos. Em um bate-papo descontraído com a Vogue, a top entregou o seu guia do verão 2018 e ainda lançou uma boa lição de autoestima. Confira!

Música do verão: “Meu filho mais velho e o mais novo consequentemente, gostam muito de reggaeton. Então é isso: um bom reggaeton!”

No nécessaire não pode faltar: “Água termal é fundamental, protetor solar para o rosto e pós-sol, porque a gente sempre dá aquela queimadinha”

Acessório da estação: “Óculos de sol, uma boa saída, da Água de Coco de preferência, uma caixinha de bluetooth para colocar música”

Uma tendência: “Boias, muitas boas! O pessoal ama boia e eu estou adorando. Trouxe uma de abacaxi de Miami agora e lá em casa está fazendo o maior sucesso”

Para a beleza: “Bochecha rosada, make natural, boca rosada, um brilhozinho… eu gosto muito de a gente estar nessa vibe de algo mais natural. Olha o cabelo que eu estou agora, estou me sentindo bonita, natural. Teve uma época em que nós nos montávamos muito, que é algo legal, mas mais para o ‘evening’. A tendência é realçar sua própria beleza”

Tratamento do momento: “Eu estou muito por fora, porque lá [em Balneário Camboriú] eu não faço. Mas academia, alongamento, água, piscina… tudo junto! Isso nunca falha”

Meu destino queridinho: “Qualquer lugar do litoral do nosso Brasil, porque nosso País é muito maravilhoso”

Minha musa do verão: “A musa do verão é a mulher brasileira, somos eu, minha irmã, minhas amigas, minha mãe, a fulana e a beltrana que estão em casa, que se amam, que gostam do seu corpo, que estão com uma autoestima legal. Cheguei em uma fase em que sinto muito isso, que quando a pessoa está para cima, ela desperta isso nas pessoas. Já tiveram pessoas que despertaram isso em mim e trabalho muito esse lado da energia para passar energia boa para as pessoas. A musa do verão é você, todas nós!”

Décor do dia: cozinha minimalista rosa e preta

Ambiente assinado pelo Crosby Studios leva clima escandinavo a Moscou

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Foto: Sight Unseen

A arquitetura clássica romana e mestres japoneses como o designer Shiro Kuramata estão entre as influências do Crosby Studios, que assina esta cozinha localizada em um pequeno apartamento em Moscou. Tanto o minimalismo do mobiliário quanto a composição de cores – paredes pretas e gabinetes rosa – em nada lembram a Rússia, a não ser pelo tapete floral sobre fundo negro estrategicamente posicionado sob a pia. Para finalizar, o concreto aparente presente no teto quebra a doçura da cor pink, trazendo equilíbrio a um espaço que se integra organicamente ao restante da casa.

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Foto: Sight Unseen

Algumas coisas boas aconteceram em 2017 no mundo da tecnologia

Apesar de o ano ter sido repleto de escândalos, algumas empresas e pessoas ligadas à tecnologia fizeram ações para beneficiar a sociedade
Por Kevin Roose – The New York Times

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Susan Fowler, que mexeu com as estruturas do Vale do Silício após denunciar os assédios sexuais que sofreu enquanto trabalhava como engenheira no Uber. 

Para muitos no Vale do Silício, 2017 pareceu um ano contínuos escândalos e pecados. Houve o declínio do Uber, que se afundou em uma sucessão de erros, incluindo relatos de assédio sexual desenfreado e má conduta de executivos. Houve também problemas no Facebook, que se tornou um para-raios por não conseguir tornar sua plataforma livre de propagandistas russos e extremistas de todo mundo. O Twitter e o YouTube também passaram boa parte do ano tentando limpar suas plataformas de neonazistas, exploradores de crianças e outros tipos indesejáveis.

Mas nem tudo foi ruim no mundo da tecnologia este ano. Como muitas das maiores empresas do Vale do Silício estavam causando estragos, inúmeras pessoas e organizações usaram a tecnologia para avançar em causas importantes e resolver problemas em larga escala.

Esses projetos nem sempre chegam até as manchetes, mas eles mostram o que é possível fazer quando os criadores de tecnologia usam seus poderes para o bem. Por isso, eu estou apresentando o primeiro “Prêmio de Tecnologias Positivas”, para enaltecer uma série de iniciativas que produziram benefícios reais para a sociedade este ano.

Vamos ter mais destes em 2018, e menos gigantes se comportando mal.

Para Aira e eSight, por usarem “vestíveis” para ajudarem pessoas com deficiência visual a enxergarem
Cerca de 10 milhões de norte-americanos são cegos ou possuem alguma deficiência visual, e até recentemente, as companhias de tecnologia não tinham muito que oferecer a eles. Mas isso está mudando, graças a startups como a eSight e a Aira, duas empresas que estão se aproveitando dos recentes avanços dos dispositivos mobile e imaginando tecnologias para ajudar deficientes visuais a navegarem pelo mundo.

Aira, uma startup de San Diego, oferece “intérpretes visuais” através de um serviço on-demand de assinaturas. Os usuários do serviço usam óculos com câmeras e conexão sem fio para compartilhar as imagens do seu entorno com pessoas que, em tempo real, descrevem o ambiente e os guiam durante tarefas complexas. A companhia levantou US$ 12 milhões numa rodada de investimentos no começo do ano e recentemente conseguiu uma parceria com a Lyft (principal concorrente do Uber nos EUA) para melhorar a acessibilidade do seu serviço de atendimento.

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Óculos da eSight ajuda pessoas com deficiência visual a enxergarem melhor detalhes e imagens à distância.

ESight, uma empresa de Toronto, está desenvolvendo uma tecnologia para ajudar pessoas que prejudicaram seriamente a visão, mas não a perderem totalmente. Este ano, a empresa lançou o eSight 3, a última versão do seu headset, que usa câmeras digitais e algoritmos de processamento de imagem — similares aos presentes em alguns sistemas de realidade virtual — para capturar e realçar o que os usuários veem. A imagem melhorada aparece em duas telas próximas aos olhos dos usuários, o que facilita para eles poderem ver detalhes pequenos ou distantes.

Essas tecnologias não permitem ainda que pessoas cegas dirijam ou façam outras atividades complexas, mas elas facilitam bastante o cotidiano e, para muitos deficientes visuais, elas foram uma benção.

Para a Human Utility, por manter o fornecimento de água
Três anos atrás, Tiffani Ashley Bell, uma programadora e membro da Code for America, soube que vários residentes de baixa renda de Detroit estavam tendo a água cortada por causa de contas não pagas. Por isso, ela e uma outra trabalhadora da área de tecnologia, Kristy Tillman, montaram o Detroit Water Project, uma plataforma online que conecta doadores voluntários com moradores de Detroit com contas de água para pagar.

A organização sem fins lucrativos, agora conhecida como Human Utility, entrou para o programa de aceleração Y Combinator e expandiu suas operações para Baltimore. Em 2017, os doadores pagaram mais de US$ 120 mil em contas de água para mais de 300 famílias. É um jeito simples, mas efetivo, de garantir que as pessoas tenham acesso a uma necessidade básica.

Para Bail Bloc e a Pineapple Fund, por usarem moedas digitais para o bem
É difícil argumentar que o boom das bitcoins no final de 2017, que dominou as conversas sobre tecnologia e gerou dinheiro para um punhado de investidores iniciais e especuladores, foi benéfico em larga escala para a sociedade. Mas dois projetos se destacaram por tentarem transformar a loucura por moedas digitais em uma força positiva.

Bail Bloc, um projeto criado pela revista online The New Inquiry, é um aplicativo que usa o poder de processamento não usado pelo seu computador para produzir uma criptomoeda chamada Monero, similar ao Bitcoin. As moedas Monero geradas pelo software são convertidos em dólares e doadas para a Bronx Freedom Fund, uma organização que ajuda a pagar a fiança de moradores de Nova York que foram acusados de crimes menores, para que eles aguardar o julgamento fora da cadeia. No primeiro mês, o aplicativo criou e doou mais de US$ 3 mil em Monero.

Em uma escala maior, a Pineapple Fund criou uma forma mais misteriosa de filantropia usando moedas digitais. A organização foi fundada em dezembro por um doador anônimo que se chama de “Pine” e afirma ser uma das 250 pessoas com mais Bitcoins no mundo. Seu projeto pretende doar US$ 86 milhões em Bitcoin e, até agora, já doou cerca de US$ 20 milhões em moeda digital para 13 organizações, entre elas o Water Project, que oferece água limpa para pessoas da África Sub-saariana, e para a Electronic Frontier Foundation, uma organização defensora dos direitos digitais. (Essas doações podem ser verificadas graças ao sistema digital da Bitcoin, que registra todas as transações em um banco de dados público). Quem quer que Pine seja, ele ou ela parece ter encontrado uma maneira de converter Bitcoins em algo realmente útil.

Para Pymetrics, por usar inteligência artificial para combater contratações enviesadas
A inteligência artificial obteve muito destaque em 2017, mas pouca atenção foi dada ao viés algorítmico – a tendência dos algoritmos para refletir os preconceitos dos programadores que os criaram.

Pymetrics, uma startup de Nova York, é uma das empresas que está usando algoritmos para tentar neutralizar o viés em vez de perpetuá-lo. A empresa faz softwares que ajudam as companhias a avaliarem os candidatos substituindo métodos tradicionais — como recrutação em grupo e currículos — por uma série de jogos baseados em neurociência, pensados para não serem discriminatórios.

O resultado desses jogos é analisado com algoritmos que comparam as habilidades dos candidatos com as dos empregados atuais da empresa. O resultado do algoritmo é então analisado e ajustado para garantir que nenhuma vantagem foi dada aos candidatos com base em gênero, raça ou experiência escolar. Essa é uma maneira de tornar o processo de contratação mais justo e de nivelar os candidatos educados de maneira não tradicional em pé de igualdade com o restante.

Grandes corporações, como Unilever e Accenture já estão usando o Pymetrics para diversificar seu pool de talentos. Este ano, a companhia levantou US$ 8 milhões para se expandir para outros mercados.

Para Visabot e Boundless, por ajudarem imigrantes a navegarem pelo labirinto legal
Com o controverso banimento de turistas e as questões sobre o futuro da imigração em xeque sob o governo do Presidente Donald Trump, 2017 fez a vida de muitos imigrantes e suas famílias mais difícil. Por sorte, muitas startups estão tentando ajudar.

Visabot, uma empresa de São Francisco, criou uma ferramenta autônoma para guiar imigrantes durante o processo de pedir extensão ou transferência do visto, green card e outros processos comuns de imigração. A ferramenta, um chatbot que funciona no Facebook Messenger, ajuda imigrantes a coletarem documentos e sugere melhorias nos pedidos. A companhia diz que mais de 100 mil pessoas usaram seus serviços, e recentemente eles lançaram versões em chinês, hindi e espanhol da ferramenta.

Boundless é uma startup de Seattle que simplificou o processo de solicitação de green cards por causa de casamento, o que costuma ser um processo frustrante para imigrantes e seus esposos. Em vez de preencher formulários complexos, os usuários são guiados passo a passo por uma série de questões, e suas respostas são revisadas por um advogado de imigração antes de serem enviadas. O serviço custa cerca de US$ 500 por pedido, o que é bem menos do que as taxas comumente cobrada por advogados.

Para Susan Fowler, por ter falado
A tecnologia que Susan Fowler usou para gerar efeitos positivos este ano — uma publicação de 2,9 mil palavras em seu blog pessoal em fevereiro documentando o assédio sexual que ela viveu como engenheira do Uber — está longe de ser de ponta.

No entanto, ela foi suficiente para chacoalhar o Vale do Silício, onde o comportamento inadequado de homens ricos e poderosos tem sido ignorado por décadas. O post de Fowler provocou uma indignação coletiva contra o Uber e desencadeou uma série de eventos que eventualmente levaram o executivo-chefe da empresa, Travis Kalanick, a sair.

O Uber agora está meio que se estabilizando sob nova liderança. Mas as palavras de Fowler continuarão a ecoar, e ela se tornou uma das primeiras e mais importantes vozes do movimento #MeToo, um tsunami de reconhecimento cultural que forçou indústrias inteiras, incluindo o Vale do Silício, a lidar com seus legados de discriminação e assédio contra as mulheres.

Fowler, que está transformando suas experiências em um livro e um filme, não poderia ter imaginado o que ela estava iniciando quando sentou e escreveu aquelas 2,9 mil palavras, mas com uma única publicação, ela forçou uma indústria inteira a se olhar no espelho.