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Neurocientista, estrela Mayim Bialik de ‘Big Bang’ lança guia para garotas

Mayim Bialik fala sobre mudanças no corpo, estereótipos sociais e empoderamento em novo livro, misturando ciência com experiências pessoais

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Capa do livro “‘Girling Up’ – Como se tornar uma mulher saudável, esperta e espetacular”, da atriz americana Mayim Bialik (Primavera Editorial/Divulgação)

A atriz Mayim Bialik, famosa por dar vida à neurobióloga Amy na sitcom americana The Big Bang Theory, não é inteligente apenas nos papéis que interpreta na TV. A artista exibe com orgulho um PhD em neurociência pela renomada Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos. Com 42 anos e dois filhos, a americana acaba de lançar seu terceiro livro, um guia sobre puberdade voltado para jovens mulheres.

Publicado com o título de Girling Up – How to Be Strong, Smart and Spectacular(“Girling Up – Como se tornar uma mulher saudável, esperta e espetacular”, Primavera Editorial, 155 páginas, 34,90 reais), o livro fala sobre as mudanças físicas e hormonais no corpo das meninas do ponto de vista da neurociência, trazendo explicações científicas de forma compreensível. Além disso, a obra também discute estereótipos sociais e saúde mental feminina, trazendo experiências da vida pessoal de Mayim. Ela estrelou na televisão com apenas 14 anos, na série americana Blossom.

Em entrevista a VEJA, a atriz fala sobre seu novo livro, maternidade, feminismo e ciência.

 

No livro, a senhora fala sobre como lidar com o que acontece com o nosso corpo física e psicologicamente durante a puberdade. Qual importância de discutir isso com as meninas?
Eu acho que nós vivemos em uma sociedade que é muito dominada pela opinião dos homens. Na maior parte da história da humanidade, as mulheres confiaram umas nas outras para obter apoio e aprender em conjunto. Por isso, encorajar as jovens a compreender como ocorrem essas mudanças e o desenvolvimento do organismo é o primeiro passo para que meninas e mulheres reconquistem o direito sobre seus corpos – coisa que todas nós merecemos.

Por ter começado a atuar cedo, a senhora viveu quase toda a puberdade na mira do público. Isso influenciou de alguma forma sua passagem pela adolescência? 
Crescer em frente aos olhos do público foi um grande desafio. Acabei me tornando consciente dos padrões impostos às mulheres na nossa sociedade ainda muito nova, principalmente por causa do meio em que trabalhava. Naquela época, gostaria de ter dito a mim mesma que talvez nunca me encaixasse na sociedade da maneira que acreditava que deveria me encaixar, mas tudo bem, porque isso ficaria menos doloroso de aceitar com o tempo. Felizmente, sempre fui tratada muito bem dentro do set de filmagem e minha equipe tinha muito respeito por mim. Acredito que crescer e aprender os benefícios e malefícios do mundo dos negócios me fez amadurecer mais rápido.

Quando surgiu o interesse por ciência? 
Eu tive um professor de biologia quando tinha 15 anos que despertou em mim o amor pela ciência. Terminei de gravar Blossom quando eu tinha 19 anos, naquela época já havia acabado o Ensino Médio há dois anos. Meus avós, imigrantes, tinham uma tradição muito forte de fazer faculdade. Então, quando eu terminei o programa na TV, pensei que essa seria a oportunidade ideal para ingressar em uma graduação – neurociência.

Alguém duvidou da sua capacidade de se tornar uma neurocientista? 
Muitas pessoas duvidam das mulheres, por todos os tipos de motivos. Para mim, foi muito difícil ser uma minoria nas minhas aulas de ciência. Eu tive meu primeiro filho durante a graduação e recebi meu doutorado com oito meses de gravidez do segundo. E, apesar de ser muito bom ser mãe, ficou incrivelmente difícil equilibrar tudo aquilo. Mas tive vários exemplos de pessoas fortes na vida e isso me fez querer ter certeza de que estava estudando muito para acompanhar todos os outros estudantes.

Como mãe de dois meninos, a senhora acredita que homens também têm um papel importante no combate à desigualdade de gênero? 
Feminismo é, por definição, uma crença no fato de que as mulheres têm certas habilidades que ultrapassam as distinções de raça, classe social e gênero. Homens e mulheres, juntos, podem apoiar essa missão. Meninos podem ser feministas, assim como meninas. E, sim, homens e mulheres podem não ser iguais, mas é necessário que as pessoas entendam que eles precisam ser igualmente respeitados e apreciados por todas as coisas especiais que possuem. [Leticia Fuentes]

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