Dezenas de modelos acusam fotógrafos Mario Testino e Bruce Weber de abuso sexual

‘New York Times’ revela denúncias de investidas dos fotógrafos a jovens heterossexuais

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Mario Testino e Bruce Weber: ícones de moda são acusados

NOVA YORK – Ícones dos mais renomados no mundo da fotografia de moda, o peruano Mario Testino e o americano Bruce Weber foram acusados de assédio sexual por vários modelos masculinos, que contaram suas alegações com exclusividade ao “New York Times”. Testino é um dos mais célebres fotógrafos de moda da atualidade, tendo clicado os principais nomes da indústria e outras celebridades. Já Weber, que dirigiu algumas das campanhas de moda mais marcantes das últimas décadas, já havia sido acusado por um outro modelo, em dezembro.

Quinze modelos que já trabalharam com Weber — marcado por ensaios e campanhas como as da Calvin Klein e da Abercrombie & Fitch — descreveram ao “NYT” uma rotina de usos dele de nudez e comportamento coercitivo sexual, principalmente em ensaios. O principal momento, segundo eles, seria quando Weber pedia a eles que se despissem e fizessem exercícios de respiração.

— Lembro dele botando os dedos na minha boca e agarrando minhas partes íntimas. Nunca fizemos sexo nem nada, mas houve muito toque, molestação — afirmou o modelo Robyn Sinclair, com quem Weber trabalhou para a Ralph Lauren.

‘Ser Brucificado’
Segundo o “NYT”, já existia no meio dos modelos um termo para quem fosse se reunir em privado com Weber, que pedia privacidade para seus ensaios: “ser brucificado”. As principais acusações são de que ele apalpava a genitália dos modelos durante os exercícios de respiração.

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Bruce Weber dirige ensaio da Abercrombie & Fitch – Bruce Weber

— A primeira coisa que me disseram sobre Bruce é que ele bota pessoas em situações realmente precárias — disse Terron Wood, que foi fotografado por ele várias vezes entre 2007 e 2010.

Em dezembro, um modelo acusara Weber de assédio sexual e discriminação, alegando “práticas de teste do sofá”. No relatório de um processo obtido pela “ABC News”, Jason Boyce afirma que, durante uma sessão de fotos ocorrida em dezembro de 2014, ele foi “submetido a uma série de práticas diferentes de tudo o que ele havia experimentado até então”. Segundo o processo, o fotógrafo teria retirado a cueca do modelo e o forçado a tocar em seu pênis:

“Horrorizado e enjoado, Boyce fechou os olhos, esperando que Weber parasse”, afirma o texto. “Weber colocou seus dedos na boca de Boyce. Chocado, Boyce abriu os olhos. Weber pediu que ele mantivesse os olhos fechados, e manteve seus dedos na boca de Boyce. ‘Se você fosse mais confiante, iria mais longe’, Weber sussurrou. ‘O quão longe você quer chegar? O quão ambicioso você é?’. Boyce não respondeu.”

Depois da experiência, sentindo-se “intensamente assustado” com a ideia de rever Weber, o modelo foi para a sua casa, na Califórnia, e nunca mais modelou em Nova York, onde teria ocorrido o incidente.

Testino, ‘Queridinho das celebridades’
No caso de Testino, famoso por seus trabalhos com top models como Gisele Bündchen e estrelas em ascensão, 13 modelos o acusaram. A principal alegação é a de que ele os colocava nus no Chateau Marmont, badalada mansão-hotel nos arredores de Los Angeles, e depois fazia investidas explícitas. Segundo Ryan Locke, fotografado por Testino para a Gucci, o fotógrafo chegou a expulsar a equipe que o acompanhava e o seduziu na cama onde o fotografava, dizendo que “eu sou a menina e você é o garoto”.

— Ele era um predador sexual — afirmou Locke. — Quando ia me encontrar com ele, todo mundo fazia piada, dizendo que ele era notável: ‘Aperte os cintos’.

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Mario Testino (Foto: Berwerd van der Plas/ Divulgação)

Questionado sobre o comportamento de Testino, o então designer da Gucci, Tom Ford — que se tornou diretor de fotografia e posteriormente de cinema, mais conhecido pelo longa “Animais noturnos” (2016) — disse que não estava presente no episódio citado por Locke.

Mas outros assistentes de Testino disseram que ele teria o padrão de contratar jovens modelos heterossexuais e tentar seduzi-los. Até assistentes de fotografia o acusaram: Hugo Tillman afirmou que Testino o deixava desconfortável, pedia para massageá-lo e depois tentou beijá-lo em encontros privados em quartos de hotéis. Um outro ex-assistente, sob anonimato, afirmou que Testino se masturbou em cima dele.

— Já o vi com as mãos nas calças de outras pessoas ao menos umas dez vezes — contou Thomas Hargreave, produtor que trabalhou com Testino por anos, até 2016. — A maior parte se comportava como se fosse uma brincadeira.

Testino fotografou as famílias de várias celebridades, como o casal William e Kate, Madonna, além de modelos como Gisele e Alessandra Ambrosio. Em 2014, recebeu a Ordem do Império Britânico. Recentemente, o jogador Neymar também foi clicado por ele. Marcas de peso, como Michael Kors, Burberry e Dolce & Gabbana, também tiveram Testino fotografando.

Acusados questionam credibilidade
Outros vários modelos citados pelo “NYT” afirmaram não estar prontos para declarar publicamente. E os dois fotógrafos responderam:

“Estou completamente chocado e entristecido pelas alegações ultrajantes feitas contra mim, que nego completamente”, afirmou em nota Weber.

Já a firma de advocacia que representa Testino, Lavely & Singer, questionou a credibilidade dos acusadores:

“Falamos com vários ex-empregados que se demonstraram chocados com as alegações e que não podiam confirmá-las.”

Condé Nast cria código de conduta para prestadores de serviço

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Condé Nast International

Diante das recentes alegações de assédio sexual em diversas áreas, como no cinema e na moda, a Condé Nast e a Condé Nast International buscaram uma resposta imediata para a questão com a criação de um código de conduta para prestadores de serviço a fim de estabelecer ambientes mais seguros e positivos para todos com quem as duas empresas trabalham. Desde outubro passado, a Condé Nast procura soluções para enfrentar o problema unindo esforços com representantes do setor, em discussões profundas e honestas. A ideia é que este código de conduta seja concluído até o fim deste mês e se torne uma referência para toda a indústria, reunindo as melhores práticas de trabalho. Essas conversas incluíram bookers, relações-públicas, agentes, fotógrafos, modelos e stylists, além dos próprios editores. Estas já são algumas das decisões:

1. Todos os modelos que aparecem em editoriais de moda devem ter pelo menos 18 anos de idade. As únicas exceções serão matérias em que menores de 18 anos apareçam como eles próprios, em perfis ou reportagens de cunho jornalístico – nestes casos, será obrigatória a presença de um acompanhante com eles em todos os momentos.

2. O álcool não é permitido nos sets de fotos da Condé Nast, assim como o uso de drogas recreativas.

3. Fotógrafos não podem usar um set da Condé Nast para qualquer outro trabalho que não seja o comissionado ou aprovado pela Condé Nast.

4. Qualquer sessão de fotos envolvendo nudez, transparência, lingerie, roupa de banho, simulação do uso de drogas ou uso de álcool ou poses sexualmente sugestivas deve ser previamente aprovada pelo sujeito envolvido.

Assim que completas, as diretrizes serão divididas com editores, parceiros, prestadores de serviço e agentes para que todos façam sua parte para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso.

Dior relembra Claude Cahun, precursora do gênero fluido

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Pré Outono-Inverno 2018/19 da Dior 

pré outono-inverno 2018/19 da Dior segue a sequência de homenagens a artistas mulheres que a estilista Maria Grazia Chiuri parece ter tomado como uma de suas bandeiras na direção criativa da marca. Mas dessa vez ela vai no cerne da questão de gênero via Claude Cahun, que nasceu Lucy Schwob e, meio que como uma precursora de Cindy Sherman, assumiu a persona sexualmente ambígua Claude a partir de 1917 tirando autorretratos que usufruíam de símbolos de masculinidade justamente questionando esses limites. Claude era homossexual e tinha uma nítida preferência por roupas “de homem“; isso é traduzido na coleção com uma profusão de terninhos, especialmente no Petite Taille originalmente criado por Hedi Slimane na Dior Homme. Como ela é associada ao surrealismo, também aparecem outras referências: bordados à desenhos de Jean Cocteau; bolsa com o slogan do movimento surrealista francês “se você ama o amor, você vai amar o surrealismo” estampado. Marlene Dietrich, que foi cliente da Dior, também entra no rol de inspirações mas em sua versão sedutoramente travestida, imortalizada nas telas do cinema.

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Depois de se divorciar de Harvey Weinstein, estilista e cofundadora da Marchesa Georgina Chapman volta ao batente

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Estilista Georgina Chapman

Depois de acertar as contas com Harvey Weinstein, com quem chegou recentemente a um acordo milionário para colocar um ponto final em uma união de quase dez anos, Georgina Chapman está de volta à ativa. Cofundadora da Marchesa e da Marchesa Notte junto com Keren Craig, a estilista e sua sócia começaram a divulgar nessa semana algumas das peças que farão parte das coleções pré-outono 2018 de ambas as marcas por meio de um preview publicado pelo “Women’s Wear Daily”, com 38 novos looks que revisitam as ‘garden parties’ noturnas, com silhuetas dramáticas e repletas de cores e, no caso da Notte, “peças inspiradas no reinado tipo fantasia tropical da última princesa herdeira do Havaí, Ka’iulani”, conforme explicaram em um comunicado.

Muita gente achava que Georgina iria optar por uma pausa no trabalho, sobretudo em razão da atenção que recebeu por causa do escândalo sexual protagonizado por seu agora ex marido, mas ao que parece ela não cogita essa possibilidade. Ainda assim, esta foi a primeira vez em anos que a Marchesa e a Marchesa Notte promoveram suas roupas na grande mídia sem programar encontros com representantes da imprensa. Tudo para evitar perguntas indesejadas, claro, até porque as duas marcas que sempre brilharam no tapete vermelho estão enfrentando o boicote de várias famosas nesta temporada de premiações.

E por falar no processo de divórcio da estilista e de Weinstein, que foi oficializado nessa semana, parece que o produtor já foi atrás dela pedindo um tempo para honrar o valor entre US$ 15 milhões (R$ 48,1 milhões) e US$ 20 milhões (R$ 64,1 milhões) que se comprometeu a pagá-la, já que está gastando dinheiro desenfreadamente com advogados e estaria praticamente falido. Isso sem falar que a primeira mulher dele, Eve Chilton, deu entrada em um processo contra o produtor a fim de garantir o pagamento de US$ 5 milhões (R$ 16 milhões) que ele lhe deve ainda da época do fim do casamento deles, em 2004. [Anderson Antunes]

Facebook muda algoritmo e reduz alcance de notícias

Mudança deve entrar em vigor nas próximas semanas e gerou reação entre empresas de mídia, que terão de se adaptar à nova realidade

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Em um comunicado publicado no fim da noite de quinta-feira, 11, Mark Zuckerberg afirmou que agora o algoritmo do Facebook vai priorizar conteúdos publicados por amigos.

Ao calibrar seu algoritmo para priorizar postagens de amigos e família no feed de notícias, a rede social Facebook fez a sua maior mudança em anos. A alteração, justificada pelo Facebook pelo interesse em aumentar a interação entre as pessoas, é apontada por especialistas como uma tentativa de combate ao fenômeno das notícias falsas (fake news). A nova diretriz, contudo, provocou um importante efeito colateral: vai reduzir o alcance de conteúdo distribuído pela imprensa no site a partir das próximas semanas. Na prática, os mais de 2 bilhões de usuários vão ler menos notícias na rede social.

O anúncio gerou forte reação de veículos de comunicação nos Estados Unidos. “O Facebook está redesenhando radicalmente seu negócio em resposta ao seu primeiro grande risco existencial (as notícias falsas)”, disse o editor executivo global da Vice Media, Derek Mead, no Twitter. “E a mídia é o efeito colateral.”

“Eu mal posso dizer como o Facebook está prejudicando nossa operação e a democracia repetidamente”, afirmou a editora chefe do jornal norte-americano San Francisco Chronicle, Audrey Cooper, em seu perfil também no Twitter.

Hoje, grande parte dos veículos de imprensa tem no Facebook um dos principais canais de distribuição das notícias publicadas em seus sites. Com a mudança promovida por Zuckerberg, captar a audiência presente na rede social deve ficar mais difícil – e mais caro.

“A mudança é um esforço legítimo e louvável do Facebook em reparar o dano causado pelas notícias falsas”, diz ao Estado o jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas.”Mas é irônico que isso vá prejudicar o jornalismo, que é justamente o antídoto contra essa doença.”

Para Caio Túlio Costa, professor de comunicação digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e fundador da plataforma de monitoramento digital Torabit, o efeito das mudanças é perverso para empresas jornalísticas. “Ao mesmo tempo em que a mudança coíbe notícias falsas, ela pune as empresas que publicam notícias corretas.”

Tempo ao tempo. Ambos os especialistas, porém, consideram que só o tempo vai mostrar os efeitos práticos da medida. “Ainda não está claro se isso vai inibir as notícias falsas”, diz Costa, “porque sua disseminação está ligada ao comportamento dos usuários, não às notícias em si.”

Para Alves, os publishers terão de mudar para se adaptar à nova realidade. “O jornalismo que herdamos da era industrial é focado no consumo passivo”, diz ele. “Vamos ter de buscar estratégias para fazer um jornalismo mais interativo, que provoque essas interações entre usuários que o Facebook vai priorizar agora.”

Mais dinheiro. Ainda não está claro se o Facebook vai conseguir mitigar as notícias falsas. Do lado da receita, porém, a perspectiva é mais clara. Ao reduzir o alcance das publicações de páginas, a rede social “obriga” seus administradores a investir mais dinheiro para impulsionar publicações.

Não à toa, muitos analistas de mercado mantiveram seus bons prognósticos sobre o desempenho da rede social nos próximos trimestres, apesar da queda de mais de 4,47% nas ações ontem.

“Vejo isso como a decisão certa para o Facebook em longo prazo”, afirmou Samuel Kemp, analista da consultoria Piper Jaffray, em comunicado. “Não vejo evidências de que essa mudança terá impactos na receita e, ao longo do tempo, isso pode tornar a experiência dos usuários mais prazerosa.”

Para Justin Post, analista do Bank of America Merrill Lynch, a mudança não deve reduzir a receita do Facebook, já que os anunciantes não poderão auferir a queda nas métricas de engajamento da rede social.”É preciso observar no balanço se o Facebook terá queda no número de usuários ativos por dia após a mudança”, afirma o analista, em nota enviada à imprensa. [Claudia Tozetto – O Estado de S.Paulo]

Como usar saia e vestido midi

Veja inspirações para montar looks com casacos, saias e vestidos com o comprimento!

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(Fotosite/Agência Fotosite)

Nem longo, nem curto. Não é acima do joelho, mas também é um pouquinho mais para baixo. Poucos comprimentos são tão icônicos quanto o midi — que teve um revival há alguns anos e, desde então, nunca mais ficou de lado por levar elegância quase imediata aos looks.

Se antes ele era usado apenas nas saias rodadas, hoje em dia suas variações também sobem ao pódio fashion. Por exemplo: quem diria que um casaco com esse comprimento seria tão lindo — além de bem útil para o frio? Confira as inspirações e aproveite os outfits da melhor forma:

Maquiagens e penteados do Critics’ Choice Awards para se inspirar

Cinco das belezas mais marcantes do prêmio para inspirar a produção
Por Anita Porfirio (@NITAFP)

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Beleza: Critics’ Choice Awards 2018 (Foto: Getty)

Segundo red carpet da temporada 2018, o Critics’ Choice Awards teve a responsabilidade de suceder o emblemático Globo de Ouro tingido de preto contra o assédio sexual. Mais leves, as atrizes ousaram não só nos looks como na beleza – segundo Kate Bosworth disse ao WWD, é um momento que pode ser interpretado como a luz após a escuridão.

Aqui, elegemos cinco dos looks mais belos para inspirar sua produção.

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Margot Robbie prendeu o cabelo em um coque-nó e arrematou com uma longa fita preta. O charme retrô despretensioso foi complementado pelo gatinho espesso e pele ruborizada, mas natural.
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A atriz Saoirse Ronan , que recentemente adotou cabelos platinados, fez um belo contraste de cores ao escolher o batom vinho amarronzado. Com o drama focado na boca, os fios ficaram soltos e divididos lateralmente.
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A aposta de Alison Brie foi atualizar a tendência monocromática e compor uma maquiagem toda em tons de pêssgo: dos lábios à sombra. Os cabelos foram suavemente ondulados e meio-presos, dando ar romântico e etéreo.
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A palavra-chave do look de Kate Bosworth é a pele. Iluminada, hidratada, corada e muito fresh, a cútis da atriz é muito mais sobre skincare do que sobre maquiagem, mesmo assim, ela não dispensou o batom vermelho e a máscara de cílios. O cabelo preso e esticado deixa o rosto falar por si.
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Se há alguém que não tem medo de franja, este alguém parece ser Emma Roberts. A atriz debutou um bob de corte retíssimo e franjinha também precisa no evento, apelando para um visual moderno que beira o conceitual. Na maquiagem, quase nada além de batom nude e sobrancelhas reforçadas.

Representatividade de LGBTs e deficientes não chega a 0,5% dos comerciais no Brasil

Pesquisa apurou publicidade em televisão e redes sociais; série histórica mostra aumento de citações para a causa LGBT e queda quanto aos deficientes

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Pesquisa identifica baixa na representatividade do público LGBT na publicidade brasileira.  Foto: Pixabay

A representatividade do público LGBT e de deficientes não chegou a 0,5% dos comerciais no último semestre de 2017, e poucas vezes foi superior a isso nos dois anos mais recentes, segundo a pesquisa TODXS, que avalia a representatividade na publicidade no Brasil. Para especialista, a incidência de comerciais inclusivos ainda é baixa, apesar de empresas já demandarem esse tipo de conteúdo. Quanto à representatividade de negros, uma melhora foi observada.

A jornalista Nathalia Barbosa, que é negra e lésbica, falou ao E+ que percebe uma melhora gradativa no conteúdo das propagandas. “As empresas estão começando a dançar a nossa música porque nós estamos falando mais sobre o tema”, avalia. Ela observa as pautas das produções televisivas:  “há uma onda que não é só na publicidade. Alcança também programas de TV, séries e novelas”.

Entre 2016 e 2017 a representatividade LGBT saiu de 0,00% para 0,47%. Mas no segundo semestre do ano passado, o percentual caiu para 0,33%. Ao todo foram estudados 5.834 comerciais na televisão e 1.183 no Facebook, segundo dados da pesquisa fornecidos pela agência de publicidade Heads, que organizou o estudo.

Para a publicitária Ira Berloffa Finkelstein, vice-presidente de Estratégia da Heads, a sociedade vive um momento de transição em que as empresas querer um material inclusivo, mas ainda não sabem como apresentá-lo. “Tem que ter coragem e estar preparado para o rebote”, comenta Ira ao citar o boicote feito à marca O Boticário após uma propaganda que incluía um casal de lésbicas em 2015. “O Boticário não ficou marcado porque tem verba para novas campanhas, mas uma empresa de menor porte pode não ter recurso ou equipe para novos comerciais”.

Nathalia fala que a questão é mais problemática que não ter um casal gay representado. “Por que precisa ter um hetero para justificar um gay [e não precisa de um gay para justificar a presença de um hétero]?”, questiona. “Não queremos a representação LGBT, até porque só o termo já é uma forma de segregação”.

A motivação das empresas para produzir conteúdo chamado inclusivo segue a evolução digital. “As marcas não têm mais saída. Estamos vivendo o tempo do propósito, e quem dita é o consumidor. O propósito passou a importar mais que a função do produto”, avalia Ira.

A publicitária lembra de mudanças nas linhas de propaganda de grandes marcas como Dove, que com no comercial Real Beleza representou mulheres brancas, negras e pardas e corpos mais magros e mais robustos. Já a Skol, que por anos valorizou a mulher magra e com seios grandes, foi criticada quando lançou o comercial Verão Skol. Viva a diferença. “Precisa estudar o quanto é pertinente e legítimo dentro do DNA da empresa, e saber se o momento é oportuno”, sugere.

Para os especiais, uma representatividade deficiente. A pesquisa identificou queda importante nas propagandas que incluem deficientes. Houve um boom no período da paralimpíada, em 2016. No último ano a representatividade caiu de 1,78% para 0,12% dos comerciais. “Minha leitura é que mesmo em época em que contexto favorece marcas a entrar com profundidade no assunto, isso não é feito”.

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A inclusão dos deficientes na pauta publicitária também é baixa, apesar de especialista da área identificar maior vontade das empresas de abordarem o assunto.  Foto: Pixabay

TV x Redes Sociais. Segundo Ira a pesquisa se preocupou mais com anúncios televisivos, embora as pessoas passem mais tempo na internet. “O Facebook como ferramenta comercial ainda está começando no Brasil. A TV já é um mercado mais sólido e ainda prestigiado”.

Nathália afirma que a TV é de fato um meio a ser conquistado pela causa LGBT. “A televisão vemos em qualquer lugar e não é filtrado com as preferências de cada um, tal como acontece nas redes sociais”. [Sara Abdo – O Estado De S.Paulo]

Décor do dia: sala de jantar escandinava em tons claros

Com ares minimalistas, tapete traz aconchego para o ambiente clean
Por Gabrielle Chimello I Foto Divulgação

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Cozinha e sala de jantar em cores naturais

Tons de madeira clara, linhas simples e limpeza das formas são os ingredientes para a formação desta sala de jantar com estilo escandinavo. Criada por Reveny, os diferentes tons de madeira presentes no ambiente, juntamente com as paredes brancas, trazem amplitude ao local. Sob a mesa, o tapete cinza escuro traz a sensação de aconchego. Para finalizar, o rodateto todo desenhado dá um toque de delicadeza.