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Natalie Portman revela ter sofrido ‘terrorismo sexual’ aos 13 anos

Atriz fez um discurso durante a Marcha das Mulheres em Los Angeles neste sábado

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Natalie Portman discursa durante Marcha das Mulheres em Los Angeles, ao lado das atrizes Eva Longoria (esquerda), Constance Wu (centro) – MARK RALSTON / AFP


LOS ANGELES — Durante a Marcha das Mulheres neste sábado, Natalie Portman revelou ter sofrido um “terrorismo sexual” aos 13 anos causada por um fã. A atriz israelense marcou presença no protesto contra a desigualdade de gêneros realizada um ano após posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos.

A vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por “Cisne Negro” contou que sentiu a necessidade de cobrir o corpo e inibir expressões após ter se sentido objeto de uma fantasia de estupro na adolescência. Por causa desse episódio, ela chegou a desistir de vários papéis em que teria que gravar cenas de beijos. Com isso, ela disse ter preferido encarnar personagens com base na liberdade que ela como atriz teria em cena. Além disso, o figurino também era uma questão a ser levada em conta em sua escolha.

Portman, de 36 anos, dirigiu seu discurso a cerca de 500 mil pessoas que participaram da manifestação em Los Angeles, segundo a emissora americana “CNN”.

“Aos 13 anos, a mensagem da nossa cultura foi clara para mim: eu senti a necessidade de cobrir meu corpo e inibir minha expressão e meu trabalho para enviar minha própria mensagem para o mundo de que eu sou alguém que merece segurança e respeito”, disse Portman. “A resposta a minha expressão, de pequenos comentários sobre meu corpo para declarações deliberadamente mais ameaçadoras, serviram para controlar meu corportamento em um ambiente de terrorismo sexual”, completou.

Após o lançamento do filme “O profissional” (1994), gravado quando a atriz tinha 12 anos, ela disse ter ficado muito animada quando recebeu a primeira carta enviada por um fã. No entanto, o conteúdo do texto era uma “fantasia de estupro” que um homem lhe escreveu.

“Eu entendi muito rapidamente, até mesmo como uma adolescente de 13 anos, que se eu me expressasse de forma sensual eu não me sentiria segura e que homens poderiam se achar no direito de falar sobre meu corpo e objetificá-lo, o que me deixaria desconfortável”, contou, frisando ainda que críticas do filme daquela época comentaram seus seios que estavam crescendo.

Também em Los Angeles estiveram celebridades como Scarlett Johansson, Viola Davis, Eva Longoria, Lesley Ann Warren, Marcia Gay Harden e Constance Wu.

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Atriz Viola Davis fala para milhares de pessoas na Marcha das Mulheres em Los Angeles neste sábado – MARK RALSTON / AFP


Marcha das Mulheres contra Trump no aniversário de posse
Milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos neste sábado para a segunda “Marcha das Mulheres”, a fim de manifestar o seu repúdio ao presidente Donald Trump no dia em que ele completa o primeiro aniversário na Presidência.

Com seu epicentro em Washington, as marchas esperavam ser muito mais modestas do que há um ano, quando uma estimativa de três milhões de pessoas em todo o país protestaram contra a chegada do empresário à Casa Branca.

Mas as manifestações deste fim de semana esperam manter a chama da resistência com a mensagem “Power to the Polls” (Poder às urnas), com o objetivo de estimular a votação e potencializar a participação das mulheres nas eleições de meio de mandato de novembro, na qual uma cifra recorde de mulheres disputam um cargo.

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Mulheres também tomaram as ruas de Nova York no dia que marca um ano da posse do presidente Donald Trump – GABRIELA BHASKAR / REUTERS


Os manifestantes se reuniram em Washington, Nova York, Chicago, Denver, Los Angeles e outras cidades americanas neste sábado, muitos vestindo os famosos gorros cor de rosa com orelhas de gato, conhecidos como “pussy hats”, uma referência à fala sexista de Trump – registrada em uma gravação – de que era capaz de “pegar pela xoxota” (by the pussy, no original em inglês) impunemente as mulheres que desejava.

“Fomos à primeira marcha das mulheres, mas sentimos que nosso trabalho não está terminado e que há muito mais que precisamos conquistar”, disse Tanaquil Eltson, de 14 anos, que foi ao protesto em 2017 e retornou neste sábado em Washington com sua mãe.

Milhares de manifestantes seguravam cartazes com mensagens que incluíam “Brigue como uma menina” e “Lugar de mulher é na Casa Branca”.

Mais de 300 povoados e cidades estão organizando marchas e protestos pelo aniversário da posse de Trump, embora nem todos estejam relacionados entre si.

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