Lana Del Rey | Polícia prende homem por tentativa de sequestro da cantora

Michael Hunt havia feito ameaças no Facebook

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Lana Del Rey 

A polícia de Orlando prendeu Michael Hunt por tentativa de sequestro da cantora Lana Del Rey na última sexta-feira. A informação é do The Wrap.

Depois de uma denúncia, a polícia considerou críveis as ameaças publicadas por Hunt nas redes sociais. Ele foi preso próximo ao Amway Center, onde a cantora se apresentava, e carregava consigo o ingresso para o show e uma faca.

Lana Del Rey, que atualmente está em turnê com o álbum Lust for Life, tocará no terceiro dia do festival Lollapalooza, em 25 de março em São Paulo. [Natália Bridi]

Quem são as vozes emergentes da arquitetura em 2018, segundo a Architectural League of New York?

Por  Traduzido por Eduardo Souza

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Bruma House; Estado de México, Mexico, 2017 / Fernanda Canales + Claudia Rodríguez. Photography: Rafael Gamo. Image © Fernanda Canales

A Architectural League de Nova York anunciou os destinatários dos prêmios 2018 Emerging Voices, destacando indivíduos e escritórios “com diferentes vozes de projeto e potencial para influenciar as disciplinas de arquitetura, paisagismo e urbanismo”.

Fundada em 1982, o programa anual de Vozes Emergentes identificou mais de 250 práticas jovens que passaram a desenvolver carreiras influentes. Alguns vencedores do passado incluem: Steven Holl (1982); Morphosis (1983); Coleman Coker and Samuel Mockbee (1990); Toshiko Mori (1992); Deborah Berke (1993); Enrique Norten (1994); Brad Cloepfil of Allied Works (1996); Michael Maltzan (1998); Marion Weiss and Michael Manfredi (1997); James Corner of Field Operations (2001); SHoP Architects (2001); Lewis.Tsurumaki.Lewis Architects (2002); Jeanne Gang (2006); Teddy Cruz (2006); Amale Andraos and Dan Wood of WORKac (2008); Tatiana Bilbao (2010); and Elena Brescia and Kate Orff of SCAPE / LANDSCAPE ARCHITECTURE (2012).

Este ano, os portfolios enviadas por aproximadamente 50 empresas foram revisadas por um júri em duas etapas para estreitar a lista para um grupo de finalistas e, em seguida, os 8 vencedores.

“O grupo de vencedores deste ano é unificado pela intensidade de seu compromisso socia, impulsionado pelo ato de repensar as abordagens tradicionais de projeto, materiais e construção”, afirmou a Diretora do Programa da Liga, Anne Rieselbach.

2018 Emerging Voices

Ersela Kripa, Stephen Mueller / AGENCY; El Paso, Texas

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Photograph from “Border Dispatches” showing New Mexico’s Otero County Processing Center / AGENCY. Image © AGENCY

AGENCY foi fundada em 2010. Os parceir sócios Ersela Kripa e Stephen Mueller usam pesquisa, publicação e design para explorar questões abrangentes, como ecologia material, política governamental e ética. Projetos recentes incluem Fronts, um projeto de pesquisa e um livro enfocando a relação entre doutrina militar e urbanismo informal; Breach, que explora os ambientes simulados desenvolvidos para treinar forças militares e de segurança; e Border Dispatches, uma série de artigos de jornal do arquiteto sobre a fronteira entre os EUA e México.


Fernanda Canales; Cidade do México 

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Terreno House; Estado de México, Mexico, 2018 / Fernanda Canales. Photography: Rafael Gamo. Image © Fernanda Canales

Fernanda Canales cresceu na Cidade do México, onde sua firma homônima foi fundada. Ela acredita que “a arquitetura é sobre a criação de conexões entre pessoas, territórios e história”. Projetos recentes incluem Bruma House (com Claudia Rodríguez), uma residência dividida em diferentes módulos organizados em torno de um pátio central, cada local com base em pontos de vista, orientação e vegetação; Salas de leitura, espaços comunitários flexíveis que podem ser construídos por moradores de bairros de baixa renda; e a Escola de Monterrey de Ensino Superior em Design, um novo campus na periferia da cidade.


Jesica Amescua and Mariana Ordóñez Grajales / Comunal: Taller de Arquitectura; Cidade do México

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Social Production of Housing. Exercise I; Tepetzintan, Sierra Nororiental de Puebla / Comunal: Taller de Arquitectura. Photography: Onnis Luque. Image © Comunal: Taller de Arquitectura

Fundada em 2015, a Comunal: Taller de Arquitectura da Cidade do México fornece serviços de projeto para comunidades desatendidas. Seu trabalho centra-se em cinco eixos metodológicos que eles consideram fundamentais para “desenvolver projetos inclusivos, participativos e contextuais”. O trabalho recente inclui Casas de parto, projetos para espaços de trabalho de parteira informados por um amplo diálogo com uma comunidade indígena de Chiapas; e Território e Habitante, um projeto de pesquisa para uma casa que poderia ser construída em Yucatán por menos de US $ 10.000.


Stephanie Davidson and Georg Rafailidis / Davidson Rafailidis; Buffalo, Nova Iorque

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He, She & It; Buffalo, NY / Davidson Rafailidis. Photographer: Florian Holzherr. Image © Davidson Rafailidis

Stephanie Davidson e Georg Rafailidis estabeleceram Davidson Rafailidis em 2008. Ambos são membros da faculdade de arquitetura da Universidade de Buffalo e também ensinaram na Universidade RWTH Aachen na Alemanha e na Universidade de Toronto. Projetos recentes incluem He, She & It, uma estrutura com três espaços de trabalho distintos para um casal de Buffalo; Café Fargo, um café em uma antiga loja de canto também em Buffalo; e Mirror, Mirror, o vencedor de um concurso destinado a reimaginar barracas de festivais de rua.


Luis Aldrete / Luis Aldrete Estudio de Arquitectura ; Guadalajara, México

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Pilgrim Route Shelters; Jalisco, México 2010 / Luis Aldrete. Image © Francisco Pérez

Desde que estabeleceu sua empresa em 2007, Luis Aldrete projetou residências, instalações hospitalares e culturais, onde trabalha com artesãos locais para empregar técnicas de construção desenvolvidas ao longo de gerações. Projetos recentes incluem BF Residence, uma casa em Guadalajara ; Complexo Residencial Rinconada Margaritas, um empreendimento de alto nível em Guadalajara que responde a uma ravina adjacente; e Pilgrim Route Shelters, uma rede de infraestrutura de abrigos projetados com outros colaboradores para apoiar uma peregrinação anual a Jalisco.


David Seiter / Future Green Studio; Brooklyn, Nova Iorque

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41 Bond; Manhattan, NY / Future Green Studio + DDG Partners. Image © K. Taro Hashimura

David Seiter estabeleceu o Future Green Studio em 2008 como uma empresa de arquitetura paisagística que reconhece uma “integração profunda” entre arquitetura e paisagem com ênfase na pesquisa, fabricação e horticultura. Projetos recentes incluem um local de performance de Queens com uma atmosfera descontraída e parecida ao parque; Spontaneous Urban Plants: Weeds in NYC, um livro que promove os benefícios estéticos e ecológicos das ervas daninhas; e Half Street, uma praça de pedestres em Washington, D.C., que usa infraestrutura verde para gerenciar o escoamento das águas pluviais.


Helen Leung and Elizabeth Timme / LA-Más; Los Angeles, California

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Watts Community Studio; Watts, South Los Angeles, CA / LA-Más. Image Courtesy of LA-Más

O grupo de design urbanístico sem fins lucrativos LA-Más concentra-se em bairros subdesenvolvidos de Los Angeles. Colabora com membros da comunidade, agências governamentais e desenvolvedores com o objetivo de expandir cidades de forma equitativa através de projetos e iniciativas políticas. O trabalho recente inclui a Go Avenue 26, aprimorando o acesso público perto de um grande viaduto na East Los Angeles; e “Backyard Basics: uma história alternativa para a unidade de alojamento acessório”, uma proposta conceitual explorando como unidades de habitação acessórias desenvolvidas coletivamente poderiam servir de modelo para habitação a preços acessíveis ao longo do rio LA.


Chris Baribeau, Josh Siebert, and Jason Wright / modus studio; Fayetteville, Arkansas

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University of Arkansas Art + Design District: Sculpture Studio; Fayetteville, Arkansas / modus studio. Image © Timothy Hursley

Fundada em 2008, o modus studio funciona em uma variedade de escalas, desde o design de móveis até o master planning. O estúdio baseia-se na ideia de que “a arquitetura relevante e inspiradora pode ser obtida a partir de experiências simples e cotidianas”. Projetos recentes incluem Green Forest Middle School, uma reinterpretação do design escolar tradicional para uma pequena comunidade agrícola; Eco Modern Flats, uma renovação de quatro edifícios de apartamentos Fayetteville datados para melhorar a estética, o desempenho e a sustentabilidade; e uma transformação de um armazém em um aterro sanitário em um estúdio de escultura da Universidade de Arkansas.

O júri de 2018 Emerging Voices incluiu:

Júri primeira rodada

  • Virginia San Fratello
  • Sebastian Schmaling
  • Wonne Ickx
  • Lola Sheppard
  • Marcelo Spina
  • Carlos Jimenez
  • Marlon Blackwell

Júri segunda rodada

  • Sunil Bald
  • Lisa Gray
  • Stella Betts
  • Jing Liu
  • Paul Makovsky
  • Tom Phifer
  • Chris Reed
  • Billie Tsien

Saiba mais sobre o prêmio aqui, e veja os vencedores do ano passado aqui. [ArchDaily]

Notícia via The Architectural League of New York

Estilistas que levam sua ancestralidade em suas criações

Paria Farzaneh, Manish Arora, Guo Pei e Isaac Silva são prova de que a beleza não-branca merece (e precisa) ser vista.
Por Pedro Camargo

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(Paria Farzaneh/Divulgação)

Um dos avanços mais importantes da moda do século 21 está no poder democratizante da Internet. Atualmente, já não existem pólos incontestáveis de informação. São milhões de vozes tentando conversar ao mesmo tempo e, nessa confusão, começa a surgir a desconstrução do nosso passado higienizado, branco e eurocentrado.

Assim, novos criativos aparecem mostrando que existe um mundo de belezas, imagens e conceitos muito mais plurais do que aqueles que são retratados na escola durante a vida toda. Vá além do chic parisiense, do Made In Italy, da austeridade alemã e do colorido arquitetônico espanhol, e dê uma chance para outras estéticas que foram invisibilizadas por tanto tempo. Aqui, recuperamos o trabalho de novos e de já consolidados designers que, de alguma forma, retomam a sua ancestralidade nas roupas que fazem — ainda que isso não seja tão bem aceito pelo circuito fechado do mundo da moda.


Paria Farzaneh
Nascida na Inglaterra, mas descendente de iranianos, a estilista recém-chegada ao line-up da Semana de Moda Masculina de Londres recupera os uniformes de trabalho e tecidos originais do país que foi berço da sua família em suas criações. Em recente entrevista à Dazed, ela explicou que o ocidente enxerga o Oriente Médio de uma maneira muito estereotipada.

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(Paria Farzaneh/Divulgação)

“Não é como se eu quisesse fazer um grande argumento político com a minha moda, mas a ideia é tentar normalizar esses corpos”, declarou a jovem que tem o músico norte-americano Frank Ocean entre os seus clientes. Por isso, meninos com traços árabes — que raramente estrelariam os anúncios de marcas de luxo ocidentais — tornam-se estrelas em seus lookbooks e campanhas em situações completamente naturais.


Manish Arora
O designer indiano foi o primeiro de seu país — uma das maiores potências asiáticas — a romper a barreira entre a Índia e mercado de moda europeu. Em 2009, inclusive, ele tornou-se membro da Chambre Syndicale, órgão francês que organiza as semanas de moda e auxilia os empreendedores do setor por lá. Já ganhou grandes exposições com seu trabalho e até dirigiu por um tempo uma das marcas mais importantes da história da moda europeia, a Paco Rabanne, em 2012.

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(FOTOSITE/Agência Fotosite)

Tudo isso por nunca ter desistido de levar os tradicionais bordados indianos para o resto do mundo por meio de sua leitura moderna, futurista e kitsch. “É o lugar de onde venho e a minha história que faz com que eu me sobressaia no que eu faço. Sem isso, meu trabalho não teria tanto sentido”, disse em entrevista à BBC.


Guo Pei
Muita gente conhece a chinesa apenas pelo “vestido-omelete” que Rihanna usou no MET Gala de 2015, no entanto, Guo Pei é muito maior do que isso. Antes da cantora pop usar uma de suas criações, ela já tinha uma carreira consolidada em seu país de origem e esse foi o último empurrão que ela precisava para conseguir se internacionalizar por completo.

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(FOTOSITE/Agência Fotosite)

Tanto que, depois disso, ela se tornou a primeira chinesa a fazer parte do line-up oficial da Semana de Alta-Costura de Paris sem nunca deixar de lado as suas raízes: Guo recupera técnicas de alfaiataria e bordados de diferentes dinastias chinesas e, não à toa, seus vestidos têm preços estratosféricos que giram em torno de 500 mil libras. Aliás, ainda neste ano, ela ganha um documentário sobre essa trajetória dirigido pela neo-zelandesa Pietra Brettkelly chamado Yellow is Forbidden.


Isaac Silva
“Em minha marca, eu faço uma pesquisa sobre o Brasil“, diz o estilista que se apresenta há quatro temporadas na Casa de Criadores. “Uso tecidos daqui ou de origem africana como as capulanas senegalesas, com as quais trabalhei em meu último desfile.” Jovem, Isaac já tem em sua lista de clientes nomes como a influencer Magá Moura, a pensadora e arquiteta Stephanie Ribeiro, a rapper Preta Rara e tantas outras figuras célebres do movimento negro.

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(Thomas Rera/ELLE)

Não à toa, são musas como elas que inspiram suas criações: a cantora Elza Soares, a guerreira Dandara e muitas outras figuras já ganharam homenagens em suas peças. “Daqui a dez anos, a moda brasileira não terá a cara que sempre teve“, aposta ao falar sobre recorte racial.

Atriz Uma Thurman detalha abuso sexual de Harvey Weinstein

Estrela de ‘Kill Bill’ revela como foi assediada pelo produtor

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Uma Thurman de Tom Ford

A atriz Uma Thurman revelou, em entrevista ao New York Times, como Harvey Weinstein a assediou. “O complexo sentimento que eu nutro por Harvey é sobre as mulheres que foram abusadas depois de mim”, conta a estrela, que se considera culpada por não ter denunciado o caso à época. “Eu sou um dos motivos pelos quais uma garota entraria no quarto dele sozinha, como eu fiz.”

Thurman lamenta que Quentin Tarantino, diretor de Kill Bill Vol. 1 e Vol. 2, protagonizados por ela, tenha usado Weinstein como produtor executivo. Para ela, o filme “simboliza empoderamento feminino”.

Desde que a enxurrada de acusações de estupro e assédio sexual começou a ser despejada sobre o produtor de Hollywood Harvey Weinstein, em outubro de 2017, diversas atrizes se manifestaram relatando como o predador havia se comportado.

Estrela de Pulp Fiction, Uma Thurman havia rompido o silêncio em novembro, afirmando que “Weinstein não merece nem um tiro”, mas até hoje não havia dado detalhes do que de fato se passou entre ela e o executivo.

“Ele me empurrou para baixo; Ele tentou se lançar sobre mim. Ele tentou se expor. Fez todo tipo de coisa desagradável”, conta a atriz. “Era como um animal se contorcendo, um lagarto. Eu estava tentando fazer o que eu podia para levar o trem de volta aos trilhos. Aos meus trilhos, não aos dele”, completou.

Exposição traz o ‘contemporâneo sublime’ de Andreas Gursky

Mostra em Londres faz retrospectiva do fotógrafo alemão
The Economist

German photographer Gursky attends news conference at opening of his exhibition at Museum Kunstpalast in Duesseldorf
O fotógrafo alemão Andreas Gursky em frente a um de seus trabalhos Foto: Ina Fassbender/Reuters

Ele passou sua infância sentado no sofá colocado no estúdio de fotos comerciais de seu pai. Imerso na estética publicitária e cercado por “equipamentos fotográficos em todo o canto, com embalagens de papel vermelho brilhante da Agfa e laranja e amarelo da Kodak de e um cheiro de produtos químicos”, Andreas Gursky diz que costumava vasculhar o “depósito de tesouros” em busca de “qualquer coisa que parecesse ser divertido de brincar com ela”. Com um avô que era fotógrafo de retratos, também não é surpreendente que Gursky mais tarde tenha declarado que sua vocação não foi “uma decisão consciente”.

Na década de 1980, ele estudou na renomada Academia de Düsseldorf sob Bernd e Hilla Becher. Uma dupla alemã de arte conceitual, eles filmaram edifícios industriais e os arrumaram em grades, como o tipo de imagens que você encontra se estiver fazendo a classificação científica de uma espécie de planta. Esses anos de formação estimularam uma nova perspectiva sobre a questão artística, e Gursky rapidamente se tornou um mestre do Hiper Realismo. Seus trabalhos passam a impressão de que ele documenta a realidade como ela é, mas em vez disso, ele recorre a truques e habilidades técnicas para encaixar detalhes mínimos – mais do que o olho humano poderia perceber em uma única piscada. Rhein II (1999), a fotografia mais cara vendida em leilão (por US$ 4,3 milhões em 2011) é um exemplo óbvio. A foto engenhosamente manipulada faz com que o rio alemão se pareça com uma pintura abstrata, suas múltiplas camadas preenchidas por cores vibrantes. Não há caminhantes com seus cães para serem vistos; uma desagradável usina elétrica foi editada, tirada da foto.

Esta semana, uma retrospectiva das últimas quatro décadas do trabalho de Gursky foi inaugurada na Galeria Hayward em Londres, um edifício brutalista assumidamente pousado nas margens do Tâmisa. É a primeira exposição a ser apresentada na galeria desde a sua renovação, um extenso projeto que deixou o prédio fechado por quase dois anos. Algumas das reformas transformaram o espaço, particularmente o restauro de 66 luzes em forma de pirâmide no telhado. Projetadas por Henry Moore, um escultor, as luzes nunca funcionaram do jeito que deveriam, definhando por trás de um feio teto abandonado de plexiglas esfumaçado. Agora a luz inunda as galerias, o brilhante chão do terraço foi restaurado à sua antiga glória e as superfícies de concreto da galeria estão impecáveis, graças a um tratamento de látex especial que Ralph Rugoff, diretor da galeria, define como uma espécie de “depilação com cera”.

Muitas das fotografias de Gursky preenchem paredes inteiras deste elegante novo espaço. Obras como Dia de Maio IV (2000), de pessoas em uma rave, e Paris, Montparnasse (1993), de um bloco de apartamentos, estendem-se por mais de quatro metros. Essas enormes imagens geralmente são unidas digitalmente a partir de múltiplas fotos, permitindo uma improvavelmente alta definição.

E elas envolvem o espectador. Em 99 Cent (1999), sua foto icônica de uma reluzente loja de conveniência, o olho do telespectador se desloca entre KitKats perfeitamente embalados, Almond Joys e Patties de menta, todos bem alinhados como no sonho de um maníaco por limpeza. Um pacote de bagels dispersos ameaça tumultuar a perfeição, mas o olho rapidamente se move de volta ao fluxo de produtos perfeitamente apresentados, dando à fotografia uma qualidade meditativa. Nada é priorizado sobre qualquer outra coisa na imagem, de modo que o ato de olhar para um dos retratos pode se encaixar numa repetição perpétua. “Falando de uma forma figurativa o que eu crio é um mundo sem hierarquia”, diz Gursky. “Todos os elementos pictóricos são tão importantes, uns quanto os outros”.

Os críticos descreveram Gursky como árbitro de algo que eles chamam de “contemporâneo sublime”. No final dos séculos 18 e 19, a concepção romântica do sublime tomou a natureza como objeto, capaz de inspirar surpresa e admiração – “o estado da alma no qual todos os seus movimentos estão suspensos”, de acordo com Edmund Burke. O contemporâneo sublime, em vez disso, toma a tecnologia e o sistema capitalista-industrial como seu foco. Gursky trata coisas como bolsas de valores, arranha-céus, uma pista de corrida de Fórmula 1, o interior de uma loja da Prada e um armazém da Amazon com a mesma reverência que uma vista panorâmica do topo de uma montanha. “Ele faz multidões de pessoas parecerem minúsculas e incansáveis… num minuto, tranquilamente uma colônia de formigas”, diz Alix Ohlin, um escritor.

Untitled I (1993), que foca em um pedaço de tapete cinza, incita esse mesmo sentimento de assombro, essa maré de cores constantes estranhamente impressionantes em sua uniformidade. É aflitivamente semelhante à emoção evocada pelo trio de pinturas de JMW Turner. Gursky capturou em outra fotografia (astutamente pendurada na mesma sala da exposição, para permitir referências cruzadas). Grande parte de seu trabalho leva a esse tipo de expressionismo abstrato, em escala pictórica e épico em intenção.

O poder emocional das fotografias de Gursky fará da exposição um grande sucesso – como ela merece ter. Tanto na habilidade quanto tema, Gursky é um dos artistas mais importantes da era. Seu trabalho retrata os padrões subjacentes e sempre em expansão do nosso mundo, impulsionados pelas multidões que o povoam: uma declaração de intenções adequada da parte da Hayward.

“Andreas Gursky” está em exposição na Galeria Hayward em Londres até o dia 22 de abril. / Tradução de Claudia Bozzo

Lady Gaga volta a cancelar apresentações por problema de saúde

Cantora, que sofre de fibromialgia, já havia deixado de participar do Rock in Rio em 2017

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LADY GAGA at Grammy 2018 Awards in New York 

A diva pop Lady Gaga anunciou, por meio de uma postagem em suas redes sociais, o cancelamento de shows da perna europeia de sua turnê, intitulada Joanne World Tour. A artista estaria sofrendo de fortes dores provocadas pela fibromialgia.

A cantora, que fez um show em Birmingham nesta quinta-feira, 1, realizaria outras apresentações na Inglaterra (Londres e Manchester), França (Paris), Alemanha (Berlim e Colônia), Suécia (Estocolmo), Dinamarca (Copenhague) e na Suíça (Zurique), mas não irá mais fazer esses shows.

Essa não é a primeira vez em que Lady Gaga fica incapacitada de cumprir a agenda. A artista, que era uma das atrações principais do Rock in Rio 2017, cancelou a participação no festival às vésperas de seu show, que seria no dia 15 de setembro, após ser internada com dores intensas. A banda Maroon 5 assumiu seu posto na programação.

Como criar um look repleto de estilo com saia jeans longa

Veja 12 formas de fugir do comprimento mini!

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(WGSN/WGSN)

É impressionante como a moda é capaz de pegar aquele item renegado do nosso armário, dar uma nova chance e criar maravilhas com ele, né? Esse é o caso da saia jeans. O comprimento preferido sempre foi o mini, mas há algumas temporadas, o tamanho mais longo, o mídi e até mesmo a saia jeans longa têm sido centro das (polêmicas) atenções.

É possível usar ela de forma elegante, sim! E as opções são muitas: a versão longa, lisa e mais justa ao corpo já é um clássico, mas você pode ousar adicionando estampas, tule, recortes especiais e, principalmente, brincando com o jogo de volumes entre a parte de cima e a de baixo.

Ela cai bem com moletom e regata, jaqueta e salto. Confira as inspirações:

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Com montagens nada óbvias, conta  @siduations no Instagram é a nova obsessão dos fashionistas

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Colagem criada pelo Instagram @siduations com looks do desfile de alta costura da Dior

Cobrir em tempo real uma semana de moda não é para qualquer um, mas se destacar no meio da multidão e se sobressair entre tantos bloggers, colunistas, posts e stories é para poucos. Que o diga Sidney Prawatyotin, o criador da conta @siduations, que vem ganhando cada vez mais espaço no feed do povo da moda. O que o diferencia dos outros? Postar imagens de modelos, seja na passarela, campanhas ou editoriais, em situações que vão muito além de onde foram clicadas originalmente.

O tom divertido fica por conta dos recortes que colocam modelos ou até mesmo fashionistas como Anna Dello Russo em situações cômicas – tudo feito por ele mesmo com a ajuda do Photoshop. De Nova York, Sidney se mudou para Los Angeles em 2015 e foi lá, por conta do tempo extra que tinha, que começou a manipular as imagens. A ideia deu tão certo que o que era feito por hobbie virou trabalho full time – empresas o contratam para que empregue seu ponto de vista lúdico em campanhas.

Seguindo essa linha editorial, Prawatyotin foi recrutado pelo portal “WWD” para dar vida para colagens com looks da temporada de verão 2018 de alta costura que terminou na última semana, em Paris. O resultado o site Glamurama entrega abaixo, além disso, é possível ver alguns dos posts que viraram hit. Para seguir já!

Estes pincéis rosé gold custam menos do que você imagina

O jogo completo é da marca norte-americana BH Cosmetics e eles entregam no Brasil!

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(Pinterest/Reprodução)

A gente bem sabe como não é fácil achar um jogo de pincéis por um preço legal atualmente. Em lojas de maquiagem profissional, um pincel pode, sozinho, chegar a custar mais de R$ 200, dependendo da marca. No entanto, a BH Cosmetics — marca norte-americana de produtos de beleza –, está resolvendo esse problema. E com muito estilo, diga-se de passagem.

O jogo de pincéis Metal Rose da marca vem com 11 deles, todos com cerdas sintéticas (funcionam para cremes e pós) e cruelty-free por apenas US$ 23! O melhor de tudo (além de serem todos metalizados em rosa millennial) é que eles ainda entregam no Brasil. Claro, com a taxa, o valor sobre para US$ 44. No entanto, na cotação atual, isso equivale a R$ 140 por todos eles.

Se interessou? Então, corra para o e-commerce deles antes que os estoques esgotem. Considerando a loucura das clientes estadunidenses por novidades por itens de beauté, é melhor ficar bem atenta.