Müur Studio, o novo hotspot de arte em Pinheiros

O estúdio especializado em fotos é aposta da dupla Caio Oliveira e Bruno Contin

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Uma das obras expostas no Müur Studio (Foto: Bruno Cocozza)

badalado bairro de pinheiros, na zona oeste de São Paulo, acaba de ganhar mais uma galeria fotográfica. O Müur Studio foi inaugurado no dia 31.01 com a exposição fotográfica Groü Project. A empreitada é do arquiteto e artista plástico Caio Oliveira em parceria com o fotógrafo Bruno Contin.

Por lá, espere encontrar fotos do próprio Contin além de cliques de Bruno Cocozza e Alê Virgílio. Durante a visita, não deixe de conferir as imagens com intervenção da ilustradora mineira Marcela Ghirardelli. A mostra funciona com hora marcada até o final de fevereiro.

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A área interna da nova galeria fotográfica de São Paulo, Müur Studio (Foto: Bruno Contin)

Além de vender as obras expostas, o estúdio também elabora projetos fotográficos e intervenções em paredes feitas sob medida de acordo com o briefing do cliente. O trabalho, feito em parceria com arquitetos, é uma boa opção para incrementar o décor da casa ou escritório. O nome do espaço, inclusive, foi pensado exatamente devido ao mix de serviços oferecidos: “Müur” é uma palavra holandesa que significa muro ou parede.  [Laís franklin

Müur Studio, Rua Mateus Groü, 362 S, Pinheiros, São Paulo. Tel. (11) 96329-6329.

ELLE UK Março 2018 Luz Pavon by Clay Stephen Gardner

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ELLE UK Março 2018

Photography: Clay Stephen Gardner. Styled by: Robert Rydberg. Hair: Dimitris Giannetos. Makeup: Melanie Inglessis. Model: Luz Pavon. 

La Casa de Papel: 5 motivos para assistir a série mais comentada do momento

A produção estreou na Netflix e conta o desenrolar de um assalto à Casa da Moeda Espanhola
Por Juliana Beukers Ruiz

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Tóquio, interpretada por Úrsula Corberó, na série mais comentada do momento “La Casa de Papel”, com seus companheiros usando máscara de Dalí (Foto: Divulgação)

Entre um bloquinho e outro, Vogue indica o melhor programa para os momentos no sofá: “La Casa de Papel”, série espanhola da Netflix que está dando o que falar. Cheia de tensão e reviravoltas, ela tem como pano de fundo um grande roubo à Casa da Moeda Espanhola, elaborado por um intrigante personagem que se intitula Professor (Álvaro Morte).

Para isso, ele escolhe a dedo 8 pessoas – cada uma com qualidades criminosas essenciais para a execução do plano – para formar uma quadrilha. Aqui, cinco motivos para começar a assistir a série já!

1. O plano (quase) perfeito
Chamado de Professor, o chefe do crime é um homem nerd e muito sedutor, que surpreende o espectador com sua inteligência. O que no início parece ser um simples assalto até para os reféns, torna-se um plano elaboradíssimo e bastante ambicioso.

2. Afinidade com vilões e mocinhos
Já nos primeiros episódios, você se identifica com as atitudes dos personagens, sejam elas boas ou ruins. Paralelamente ao assalto, a série revela a trajetória de cada um deles, o que os aproxima do espectador. A fim de manter seus discípulos focados no roubo, o Professor impõe que não existam relações entre eles (o que, claro, não é seguido!) e os proíbe de revelar entre si até mesmo seus verdadeiros nomes. Para que se comuniquem, eles escolhem nomes de cidades, a exemplo da protagonista Tóquio, interpretada por Úrsula Corberó, ou Rio (Miguel Herrán) – cidade que faz parte da lista de destinos que o grupo almeja ir depois do plano ser executado.

3. A força feminina
As mulheres são o ponto alto de todos os núcleos da série. Já no primeiro episódio, os espectadores descobrem que Tóquio perdeu seu grande amor em um assalto malsucedido. A personagem, além de sexy e divertida, dita as regras em diversos momentos durante a operação, mesmo não sendo a líder. Preste atenção também em Nairóbi, interpretada por Alba Flores, outra mulher forte e carismática que tem um importante motivo para participar do assalto. E em Raquel Murillo (Itziar Ituño), a inspetora policial que, de uma tenda instalada em frente à Casa da Moeda, comanda a negociação com os sequestradores e o resgate dos reféns, além de se envolver num caso de amor eletrizante.

4. Ótimo figurino, que vai inspirar seu Carnaval
Não estranhe se uma das máscaras mais usadas neste Carnaval tiver a cara do pintor surrealista Salvador Dalí. É que é esse o acessório usado pelos assaltantes para não serem reconhecidos durante todo o tempo que eles estão na Casa da Moeda.

5. Out of Hollywood
A série dá voz à produção europeia e é uma ótima opção para quem quer fugir um pouco do circuito hollywoodiano que domina o streaming.

A.L.C. Spring 2018 Steffy Argelich by Ungano + Agriodimas

d3de9f58ad67e7da8ae89560e12c7d8c.jpgCampaign: A.L.C. Campaign Spring 2018. Photography: Ungano + Agriodimas at See Management. Hair: Rick Gradone. Makeup: Noseph Trinh. Casting Director: Anita Bitton. Model: Steffy Argelich at IMG.

Pantera Negra | “Suei a camisa para fazer jus ao universo feminino na África”, diz Lupita Nyong’o

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Lupita Nyong’o na première de Pantera Negra (Foto: Getty Images)

Filmar Pantera Negra rendeu muito músculo dolorido e muito suor derramado a Lupita Nyong’o a cada aula de jiu-jitusu e outras técnicas de luta a que ela foi submetida para construir a figura de Nakia. Sua personagem é o objeto da paixão (mas também da cautela) do Rei T’Challa (Chadwick Boseman) na Wakanda cinematográfica construída pelo diretor Ryan Coogler (de Creed – Nascido Para Lutar).

“Suei a camisa: era luta, era maromba… tudo para parecer uma mulher forte, que fizesse jus ao universo feminino da África”, disse Nyong’o ao site Omelete.

Na trama, a cautela de T’Challa com ela se refere não apenas ao rompimento passado deles, mas ao fato de ela ser uma superagente, que se envolve na guerra para preservar o Vibranium – o metal mais poderoso das tramas da Marvel Studios, que ainda não descobriram o Adamantium – das garras sônicas de mercenários como Ulysses Klaue (Andy Serkis), um dos vilões desta produção agendada para estrear no dia 15. Ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2014 por 12 Anos de Escravidão, a atriz encara batalhas em diferentes momentos do filme, considerado um marco político na representação negra nas telas.

“Com Coogler no comando, temos a chance de fazer aqui um filme de super-herói diferente, engajado, plural… distinto da fórmula mascarado chuta bandido”, disse Nyong’o no sets, destacando seu interesse pelos clássicos do cinema africano. “Gosto muito do diretor Ousmane Sembene, que foi um dos pioneiros do continente”.

Aos 34 anos, a atriz, de descendência queniana conversou o site em Atlanta, nos bastidores das filmagens, que se concentraram nos estúdios da Screen Gems, uma subsidiária de grandes corporações cinematográficas, então a serviço da Disney. O papo com Nyong’o se deu numa mesa de cerca de dois metros e meio de comprimento, lotada de jornalistas de países distintos, num salão que servia de entrada para os escritórios do departamento de arte (lotado de desenhos de locação e de fotos de aeronaves, minas de vibranium e montes com estátuas gigantes) e do departamento de figurino. Nesses setores foi feita a concepção plástica de Wakanda.

“Eu olho pra tudo isso e penso em O Príncipe em Nova York, com Eddie Murphy, pois a maior referência pop que temos de uma África empoderada em Hollywood é a pátria de Zamunda, daquele delicioso filme. Mas a África é muito rica e muito ampla, podendo ser representada de muitas formas. Estamos buscando a nossa”, disse a atriz. “Gosto muito de filmes baseados em quadrinhos. Mas este aqui é um filme sobre afirmação de identidades”. [Rodrigo Fonseca]

Qualcomm rejeita nova proposta de compra pela Broadcom, mas aceita ‘conversar’

A fábrica de semicondutores Broadcom tentou comprar a concorrente por US$ 121 bilhões, mas teve a proposta recusada

qualcomm_kjuxA novela da aquisição da fábrica de semicondutores Qualcomm pela concorrente Broadcom pode estar perto do fim. Nesta sexta-feira, 9, a Qualcomm recusou a proposta de US$ 121 bilhões da rival, feita no início da semana. No entanto, a empresa sinalizou à concorrente que aceitava conversar para discutir valores – parte dos acionistas acredita que a transação poderia ser atraente para a companhia, mas temem que a empresa seja subvalorizada.

“Esperamos que a vontade da Qualcomm de nos encontrar reflita na intenção genuína de chegar a um acordo com respeito à nossa proposta de 5 de fevereiro”, disse o presidente executivo da Broadcom, Hock Tan, ao presidente executivo da Qualcomm, Paul Jacobs, em uma carta.

Ainda não há data definida para o encontro acontecer. A Broadcom divulgou que propôs uma reunião neste fim de semana, mas executivos da Qualcomm não possuem agenda disponível até a próxima terça-feira.

A Broadcom tem feito insistentes propostas para comprar a concorrente desde novembro do ano passado, quando sugeriu comprar a empresa por US$ 103 bilhões. Agora, a companhia diz que sua atual oferta foi a “melhor e última proposta” e que conta com o forte apoio aos acionistas da Qualcomm.

Caso o negócio se realize, a Broadcom conseguirá aliar seus chips de conectividade a liderança tecnológica da Qualcomm em banda larga e dados. Hoje, a Qualcomm também tem sido uma das pontas de lança do 5G, novo padrão de conectividade que está previsto para chegar ao mercado em alguns anos. [Reuters]

Didi e SoftBank se unem para lançar serviço de carona paga no Japão

Sem dar detalhes, as companhias planejam criar uma nova empresa de serviços de táxi; legislação japonesa só permite transporte em carro de passeio por taxistas credenciados

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Empresa chinesa Didi Chuxing está apostando na expansão de seus mercados

A empresa chinesa Didi Chuxing e o SoftBank decidiram se juntar para lançar até o fim do ano um novo serviço de transporte por aplicativo no Japão. O novo projeto faz parte do planejamento estratégico da Didi para expandir seus negócios tecnológicos para mercados potenciais fora da China. O SoftBank é um dos principais investidores da empresa chinesa.

Sem divulgar os detalhes de como será a próxima empresa, as duas companhias disseram nesta sexta-feira, 9, que devem fazer testes da nova plataforma no Japão até o fim do ano. O país é conhecido pelas rígidas leis que impedem motoristas não profissionais de oferecerem serviços de taxi. Os aplicativos existentes se limitam a atender frotas de táxis e usuários por meio da plataforma.

O movimento da Didi faz parte de uma corrida pela liderança dos mercados que aliam transporte e tecnologia. Nesse cenário, Didi e  Uber, bem como os fabricantes de automóveis tradicionais, estão expandindo seus mercados para além das fronteiras que as empresas surgiram.

“Dentro de um ano, se você for um viajante chinês em qualquer lugar que você vá você terá a opção de usar o Didi para encontrar um meio de transporte. E isso ajuda a empresa a proteger sua base de clientes existente”, disse Kirk Boodry, analista da New Street Research.

No início do ano a empresa chinesa comprou a startup brasileira 99 por US$ 1 bilhão, após um ano de investimentos na companhia. A Didi também tenta no mercado no México e expandir sua participação em Hong Kong e Taiwan. [Reuters]

Carolina Herrera deixa a direção criativa de sua própria marca

A estilista não fala em aposentadoria: vai tornar-se uma embaixadora global da etiqueta, enquanto Wes Gordon a substitui como designer.

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Carolina Herrera by Inez Vinoodh 

Trinta e sete anos depois de fundar a própria marca, Carolina Herrera deixa a direção criativa de sua etiqueta homônima. A venezuelana que é conhecida por seu DNA de estilo refinado e romântico, no entanto, não fala em aposentadoria. À Vanessa Friedman, do jornal norte-americano The New York Times, ela revelou que a partir da próxima segunda-feira (13.2) se tornará embaixadora global da etiqueta: um cargo que criou para designar às atividades diplomáticas que continuará fazendo em nome da grife ao redor do mundo.

Em seu lugar, fica o norte-americano nascido em Chicago e formado na Central Saint Martins, em Londres, Wes Gordon. O estilista — que tinha uma maneira bastante contemporânea de reinventar o que classicamente se entender por “chic” — estava trabalhando como consultor na empresa de Herrera por 11 meses, sem imaginar que, na verdade, ela estava planejando sua promoção. “Eu tomei essa decisão sozinha“, disse a designer quando colocada em frente ao cenário fragilizado das casas de alta moda estadunidenses que não tiveram sucesso na hora de encontrar um sucessor (a exemplo de Diane Von Furstenberg, que recentemente demitiu o britânico Jonathan Saunders da direção criativa de sua grife, ou Azzedine Alaïa que morreu sem deixar um sucessor)

Agora, Herrera terá mais tempo para aproveitar a sua família — são 12 netos e seis bisnetos –, mas ela não vai se despedir olhando para o passado. A coleção que vai apresentar na segunda-feira durante a Semana de Moda de Nova Yorknão é uma retrospectiva, mesmo assim, uma série de convidados ilustres estará na primeira fila para parabenizar a estilista por sua contribuição à história da moda nos Estados Unidos. Bianca Jagger e Calvin Klein já estão confirmados, por exemplo. Momento icônico! [Pedro Camargo]

Com Chadwick Boseman na capa, revista Time destaca como “Pantera Negra” é um marco para a representação negra na mídia

Aprovação em massa do filme já é considerada um marco cultural

time.jpgA última edição da revista Time traz o ator Chadwick Boseman, estrela do filme “Pantera Negra”, na capa. E a repercussão tem sido ótima.

artigo feito por Jamil Smith ressalta como o filme lançado pela Marvel não apenas conta a história de um super-herói negro, mas tem grande importância para a representação negra na mídia. “Ele carrega um peso que nem Thor nem o Capitão América poderiam levantar: servindo a uma audiência negra que há muito não foi representada“.

O jornalista resgata toda a história do personagem nos quadrinhos e o contexto de seu surgimento em 1966, época dos debates sobre os Direitos Civis nos Estados Unidos.

Smith ainda aponta como “Pantera Negra” tem sido aclamado pela crítica quase de forma unânime, e que esse sucesso comercial também ajuda a acabar com o mito de que os filmes negros só fazem sucesso ​​para pessoas negras.

O artigo também tem sido extremamente bem recebido, principalmente nas redes sociais. Diversos usuários têm compartilhado a capa da Time com Boseman não só elogiando, mas ressaltando o quanto toda essa repercussão, ou melhor, reconhecimento, é um marco cultural importantíssimo. [Soraia Alves]