Joan Smalls, Imari, Karen Elson | Tom Ford S/S 2018

tumblr_p43p2wurjh1vstnjqo8_1280101fb07ca502c96da672f82b55a82911_thumbModel(s): Joan SmallsImariKaren Elson
Photographer: Steven Klein
Stylist: Carine Roitfeld

O CEO Evan Spiegel do Snapchat não está nem aí se você não gostou do novo visual do app

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 Evan Spiegel

Não existe fúria maior que a de um grupo de adolescentes reclamando do novo visual de um aplicativo. E parece que foi exatamente isso que aconteceu no último update do Snapchat, fazendo mais de um milhão de usuários assinarem uma petição em protesto contra as mudanças. Mas, de alguma maneira, o CEO Evan Spiegel está considerando essa bronca como um sinal de sucesso.

Durante a conferência de tecnologia da Goldman Sach’s nesta quinta-feira (15), Spiegel disse que a companhia está “animada com o que tem visto até então”, em resposta a como a comunidade tem reagido à mudança. Ele continuou:

“Mesmo algumas das reclamações parecem reforçar a nossa filosofia. Por exemplo, uma das reclamações que recebemos foi que, poxa, eu costumava sentir que essa celebridade era minha amiga e agora eu não sinto como se ela fosse mais a minha amiga. E, bem, exato. Ela não é sua amiga.

Então, para nós, algumas das frustrações que estamos vendo realmente validam essas mudanças. E levará algum tempo para as pessoas se ajustarem. Mas, para mim, tendo usado a atualização por alguns meses, sinto que estou mais ligado e investido no serviço do que antes”.

Apesar de ser verdade que existe um período entre os usuários xingando muito as mudanças de um aplicativo e aprendendo a aceitá-las, o ressentimento com o último update do Snapchat parece ter superado os níveis normais de descontentamento. Até o fechamento deste texto, mais de 1.1 milhão de pessoas votou na petição que pede para o Snapchat voltar ao que costumava ser, antes da nova atualização de 2018. Julgando pelos comentários de Spiegel, um retorno ao design antigo não vai acontecer. Mas em vez de zombar dos usuários, o CEO talvez queira considerar alguns de seus problemas. Pode ajudar a tirar a empresa do buraco. [Melanie Ehrenkranz]

[Bloomberg]

Fluide, marca de maquiagem sem gênero está conquistando o mercado

Conheça a ‘Fluide’, que além de fazer maquiagem com muito glitter, doa parte de seus lucros para instituições de apoio LGBTQ+.

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fluidebeautyAll glammed up with everywhere to go ⚡️ shots from the Fluide launch 📸 @goldenpolaroid #fluidebeauty#makeuptherules

O carnaval já passou, mas o encantamento do glitter não vai embora tão cedo. E se depender da marca americana Fluide, não importa o gênero: o brilho está aí para quem quiser usá-lo. O slogan da marca já indica sua visão: “o futuro é fluido.”

A label está sob os highlights do momento não apenas por produzir maquiagens divertidas e repletas de cor — mas também por doar parte de seus lucros para organizações que lutam pelos direitos LGBTQ+. E o momento é propício: nessa semana, a Burberry também anunciou seu apoio a essas instituições! Suas campanhas também tem muita diversidade, representando grupos que muitas marcas de beleza ignoram.

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fluidebeautyBlink once if you’re down to make out 😉 | @toiletpapermagazineofficial
#makeuptherules #lgbtquties

Algumas das instituições beneficiadas pela label estão o centro de saúde Callen-Lorde e o Sylvia Rivera Law Project, que luta para proteger os direitos de pessoas não-binariás.

Os consumidores que tiverem ideias de centros que precisam de recursos financeiros também são estimulados a enviar sugestões.

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fluidebeautyA little Liquid Lip goes a long way | @ak49820 is wearing our Q-Train Liquid Lip as a killer eye shadow

Entre os produtos de destaque da marca estão um batom líquido — feito sem crueldade animal e com duração de 24h— , pigmentos repletos de glitter e esmaltes brilhantes. Que tal? [ELLE]

Apple determina prazo para que todos os aplicativos se adaptem ao iPhone X

Apps também deverão ser desenvolvidos com o SDK do iOS 11 ou posterior

Todos os novos aplicativos também deverão ser desenvolvidos utilizando a SDK do iOS 11. Desta forma, os programadores poderão aproveitar algumas novidades do kit de desenvolvimento como o ARKit, para realidade aumentada; o SiriKit, para ativar funções da Siri em aplicativos de terceiros; e também novas funções de câmera graças a uma nova API.

Na parte de visual, os apps deverão ser adaptados à tela do iPhone X.  A Apple tem um guia que mostra todos as resoluções, áreas seguras e margens. Vale a pena dar uma olhada se você é designer ou desenvolvedor.

O iPhone X trouxe uma das maiores mudanças nos dez anos do smartphone. Além de não ter o botão Home, o modelo conta com uma detalhe que envolve a câmera frontal, criando um espécie de topete, com chifres ou orelhas – ou outro nome que você queira chamar.

O ‘defeito’, zoado até pela Samsung, foi uma forma encontrada pela Apple de incluir os sensores para o Face ID em uma tela que cobre quase toda a parte frontal. As orelhas escondem menus invisíveis, como a central de notificações.

O problema é que o detalhe visual fez com que os aplicativos tivessem que ser repensados, seja pela ausência do botão físico, ou pelo novo elemento presente na tela. O ‘topete’ atrapalha a visualização e, em alguns apps não adaptados, o jeito era conviver com as barras pretas provocadas pelo redimensionamento.

A exigência da Apple também pode ser um sinal de que novos iPhones com o novo tipo de tela sejam lançados. Há uma expectativa de que pelo menos três novos aparelhos com o mesmo tipo de display cheguem ainda em 2018. [Gabriel Ribeiro]

Menina se oferece para ser modelo de linha masculina de marca espanhola

Com apenas 7 anos, Eliza Brichto confessa que prefere a sessão masculina da Zara

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Eliza enviou algumas fotos suas com seus looks da sessão masculina para mostrar suas habilidades de modelo Foto: Jess Brichto

Eliza Brichto, uma menina inglesa de apenas 7 anos, escreveu uma carta para a Zara, se oferecendo para ser modelo da coleção masculina da marca espanhola. Ela admite que a oferta é “um pouco estranha”, mas conta que ama a linha masculina da rede de fast-fashion. Junto com o pedido escrito à mão, ainda enviou algumas fotos dos seus looks preferidos com roupas masculinas.

“É o único lugar em que eu faço compras. Eu sou a fã número um, por favor, aceitem a minha oferta de ser modelo para a Zara meninos”, escreveu Eliza. Sua mãe, Jess Brichto, contou para o jornal The Independent que ficou orgulhosa da atitude da filha: “Depois que eu a forcei a usar um vestido de dama de honra, aos três anos, ela decidiu que nunca mais irá usar vestidos. Eliza sempre se interessou por roupas, mas nunca sentiu que as mais femininas combinam com ela”. “Ela quer encorajar outras meninas a usarem as roupas da sessão masculina também”. A Zara ainda não respondeu para a menina.

Marie Kondo terá série sobre organização na Netflix

Autora do best-seller ‘A Mágica da Arrumação’ fez o anúncio nas redes sociais

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Marie Kondo, expert em arrumação, anuncia série na Netflix Foto: Instagram/@mariekondo

Se você é uma pessoa desorganizada, já deve ter ouvido falar sobre o método KonMari, desenvolvido pela japonesa Marie Kondo.

A autora do livro ‘A Mágica da Arrumação’ fez o anúncio da parceria com a Netflix, na última quarta-feira, em seu Instagram.

“Estou muito animada por esta oportunidade de inspirar uma organização consciente e compartilhar o método KonMari de organização. Até agora, no meu caminho, à medida que cresci e a minha paixão por arrumar se aprofundou, minha missão se desenvolveu, arrumando meu quarto, as casas dos meus clientes, crescendo pelo Japão e, agora, pelo mundo. Ajudar as pessoas a transformarem suas vidas e compartilhar o processo por meio desta parceria com a Netflix é uma maneira emocionante de compartilhar a magia de arrumar com mais pessoas”, escreveu.

Ainda sem data de estreia, o programa irá acompanhar o trabalho de Marie Kondo enquanto ela ajuda as pessoas a colocarem a casa e a vida em ordem.

“Eu acredito que a arrumação permite que você redescubra o que realmente importa para você, seja na sua casa, vida ou relacionamentos”, explicou.

Jeremy Scott assina coleção para M.A.C

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Jeremy Scott e M.A.C lançam coleção inspirada nos anos 80 e 90

O estilista Jeremy Scott, conhecido pelas criações ousadas e extravagantes, assina uma coleção de maquiagem para M.A.C inspirada nos anos 80 e 90! São 3 paletas: uma de batom, com 9 cores, uma de sombras, com 29 tons, e a última com iluminador, pó pra contorno e blush. As embalagens são incríveis e simulam CDsfita cassete e boomboxes. Os preços vão de US$ 35 a US$ 75 (cerca de R$ 115 a R$ 247) e a previsão da chegada da linha no Brasil é pra esse semestre.

Dinheiro digital tem queda, e falhas vêm à tona

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Moedas virtuais são sujeitas a pouca regulação. Em Hong Kong, um anúncio de computadores usados para negociá-las. (Alex Hofford/European Pressphoto Agency)

SAN FRANCISCO — Não é preciso ter aversão à tecnologia para temer que a vertiginosa valorização das moedas virtuais dos doze meses mais recentes encobrisse problemas.

A escala desses problemas começa a ficar clara num momento em que as moedas digitais chegaram a perder mais de 50% do seu valor máximo no início de janeiro. Hackers drenando recursos de bolsas online. Pirâmides financeiras. Reguladores do governo incapazes de acompanhar a ascensão das chamadas criptomoedas. Os sinais de problemas surgiram em quase todos os níveis da indústria.

Nas semanas mais recentes, as duas principais agências reguladoras dos Estados Unidos que supervisionam essa tecnologia, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), apresentaram casos de grande envergadura, mas os funcionários da indústria dizem que o impacto das agências foi pequeno.

Alguns defensores das moedas virtuais dizem que os problemas não são diferentes daquilo que se observou na bolha da internet dos anos 1990. Mas até eles dizem que o design das moedas virtuais tornou o mau comportamento mais comum.

“As criptomoedas são quase um veículo perfeito para as fraudes”, disse Kevin Werbach, professor de ética de negócios da Universidade da Pensilvânia. “A combinação de compradores crédulos e obstáculos escassos estava destinada a produzir muitas fraudes, quando o volume de dinheiro começasse a crescer. O fato de esse crescimento ter ocorrido quase de um dia para o outro, antes de serem criados bons modelos de regulação e até autorregulação, só agravou o problema.”

No início do mês passado, autoridades reguladoras no Texas e na Carolina do Norte emitiram ordens de desistência para a BitConnect, uma operação que tinha crescido até valer US$ 3 bilhões. A BitConnect recolhia centenas de milhões de dólares de pessoas do mundo todo, apesar de ser descrita como pirâmide financeira por muitos na indústria das moedas virtuais. Também em janeiro, a CFTC fechou a My Big Coin, esquema fraudulento que tinha atraído US$ 6 milhões.

Mas a maioria dos esquemas ousados que proliferaram no ano passado foi atacada por hackers, ou simplesmente fechada pelos próprios operadores depois de captar algum dinheiro.

Um dos desafios enfrentados pelas autoridades reguladoras é o fato de não se saber ao certo até que ponto elas podem controlar as atividades enganosas. Alguns grupos online tentam abertamente manipular os preços das moedas digitais em esquemas conhecidos como “inflar-e-despejar”. Os esquemas parecidos que envolvem ações são ilegais, mas os operadores desses grupos disseram não saber que as mesmas regras se aplicavam a eles.

Muitos esquemas fraudulentos foram capazes de se expandir rapidamente porque não usam contas bancárias e, portanto, não precisam da aprovação de instituições já estabelecidas. Em vez disso, eles conseguem usar “carteiras” de moedas virtuais sem nenhuma aprovação. E as transações de moeda virtual não podem ser revertidas, como ocorre com as transferências bancárias normais e até com o PayPal.

Para os investidores, parte da origem da preocupação está nos negócios fidedignos criados às pressas. A Coincheck, que era uma das maiores bolsas do tipo no Japão, anunciou no dia 26 de janeiro que tinha perdido quase meio bilhão de uma moeda virtual chamada NEM, no que pareceu ser o maior episódio de hacking a atingir a indústria. Os negociantes se mostram particularmente preocupados com a maior bolsa de Bitcoin do mundo, Bitfinex, uma operação não regulada que divulga poucos detalhes do seu funcionamento.

Mas a maioria dos incidentes envolveu as ofertas iniciais de moeda, nas quais os empreendedores vendem moedas virtuais personalizadas para captar dinheiro para o software que estão desenvolvendo. Cerca de 890 projetos captaram mais de US$ 6 bilhões no ano passado, uma alta de 6.000% em relação ao ano anterior, de acordo com a Icodata.io, que rastreia essas ofertas.

A maioria dos projetos copia o design básico do Bitcoin, usando uma rede de computadores para manter seu registro e, assim, preceder de uma autoridade central. Esse design permitiu que as moedas virtuais crescessem rapidamente sem se importar com as fronteiras internacionais. Mas também permitiu a entrada de participantes mal-intencionados.

Fred Wilson, sócio da firma de capital de investimento Union Square Venture e um dos primeiros defensores do Bitcoin, disse: “É uma tempestade perfeita para o tipo de atividade fraudulenta que estamos observando, e não enxergo uma maneira óbvia de eliminá-la”. [Nathaniel Popper]

Blogueira de moda muçulmana Hoda Katebi é questionada sobre armas nucleares na TV e resposta viraliza

Hoda Katebi foi convidada pelo programa norte-americano Chicago’s WGN News para conversar sobre o seu novo livro de street style

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Após o ocorrido, Hoda questionou em seu blog: ‘Se eles trouxessem um chef de cozinha branco para o show, será que o perguntariam sobre Brexit ou seus pensamentos sobre o crescimento da supremacia branca?” Foto: Instagram/ @hodakatebi

A blogueira de moda Hoda Katebi, criadora do site JooJoo Azad, foi convidada por um programa de notícias de Chicago para contar sobre o lançamento de seu primeiro livro, Tehran Streetstyle, em que ela se propõe a discutir questões de moda sobre o “orientalismo ocidental” (pessoas que têm cultura oriental, mas vivem no ocidente) e os códigos de vestimenta do Irã. Hoda nasceu nos Estados Unidos, mas é muçulmana com descendência iraniana, e encontrou em seu blog uma forma de unir a moda com questões socioculturais de sua vida. Este era o assunto principal da entrevista, conduzida pelos âncoras do Chicago’s WGN News, Larry Potash e Robin Baumgarten.

Porém, após responder a algumas perguntas sobre a história da moda no Irã e o uso do hijab nos Estados Unidos, Potash mudou o assunto da conversa: “Vamos falar sobre armas nucleares. Alguns de nossos telespectadores podem dizer que não podemos confiar no Irã”. Hoda, que estudou relações internacionais na Universidade de Chicago, viralizou com a sua resposta bem articulada sobre o assunto: “Eu acho que nós não podemos confiar nesse país. Sou pacifista e não acredito em violência, mas também, quando olhamos para o legado do imperialismo e colonização no Oriente Médio, vemos o legado deste país e de toda a violência que ele, além de criar, também capacitou. Muitas das armas no Oriente Médio são trazidas dos Estados Unidos”.

A âncora Robin ainda rebateu: “Muitos americanos podem levar isso como uma ofensa. Você é norte-americana, mas não soa como uma”. E Hoda replicou: “É porque eu leio. É muito importante que olhemos através das narrativas simplistas que nos contam, não importa se sobre mulheres muçulmanas ou o legado deste país”. Então, o entrevistador voltou a comentar sobre o desfile de moda que a blogueira estaria organizando para o futuro.

Após o incidente, Hoda comentou em seu blog sua reação sobre o acontecido: “Eu honestamente deveria ter questionado o porquê de ele achar que foi ok fazer esse comentário ridículo e fingir que foi uma pergunta (mas acho que estava animada demais para responder à questão)”. Depois, ela comentou como a resposta “Você não soa como uma norte-americana” pode ser nociva para os julgamentos que fazem a mulheres muçulmanas no país, reforçando o estereótipo de estrangeira. Hoda ainda apontou a questão de preconceito no episódio: “O título que eles me deram no programa foi de ‘blogueira de moda’, mas ainda fui pedida para responder sobre armas nucleares. Se eles trouxessem um chef de cozinha branco para o show, será que o questionariam sobre Brexit ou seus pensamentos sobre o crescimento da supremacia branca?”. No Twitter, a blogueira também revelou que a jornalista Robin Baumgarten ligou para pedir desculpas pelo ocorrido. Assista à entrevista abaixo: