A rua é o tapete vermelho na era do Instagram

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Uma selfie no Instagram, Christian Classen disse, pode ser “dez vezes mais importante” do que o tapete vermelho. (Emily Berl para The New York Times)

Lá vai ela, exibindo-se como ela sabe. A roupa perfeita para a ocasião: a bolsa ainda não está disponível nas lojas. E o flash da câmera.

É o tapete de quatro metros que vai da porta do hotel à porta do SUV.

Para as casas de moda que esperam explorar o poder estelar das celebridades, o santo graal foi por muito tempo o tapete vermelho. Equipes especiais das principais marcas cortejaram as atrizes, seus assessores e seus estilistas durante anos para vestir suas clientes mais importantes e gastar dezenas de milhares de dólares, senão mais, para criar roupas especialmente para elas. Um sucesso podia fazer literalmente uma marca ou consolidar o seu status, e pagar dividendos pelos anos futuros.

Isto acontecia antes.

Com a chegada da mídia social, agora há uma nova passarela para as estrelas, e um exército de estilistas trabalhando a fim de vesti-las para pisarem nela. É a calçada. É o pulinho na Starbucks para um café.

Para essas mulheres cujos seguidores acompanham febrilmente cada um dos seus movimentos e cada selfie — as Hadids (Gigi e Bella); as Kaia Gerbers (sósia da filha da modelo Cindy Crawford); as Emily Ratajkowskis; Selena Gomez, a rainha do Instagram (a pessoa mais seguida da plataforma) — qualquer momento pode ser o momento. Sua presença é um evento. Elas não precisam de tapete, elas são o tapete.

“Há cinco anos, o mais importante era o momento no tapete vermelho”, segundo Christian Classen, 31, um estilista de Selena Gomez e de outras jovens celebridades. “Uma selfie no Instagram com algumas pessoas pode ser dez vezes mais importante”.

Quando Classen começou a fazer sucesso como estilista em 2015, as marcas protegiam suas lojas, e emprestavam suas roupas somente para determinadas ocasiões no tapete vermelho. “Agora, a roupa para usar na rua ou para ir ao aeroporto, elas a dão imediatamente para mim”, disse Classen.

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Mimi Cuttrell, mais conhecida por vestir sua amiga Gigi Hadid, em seu estúdio em Manhattan. (Peter Garritano para The New York Times)

Não que o tapete vermelho tenha desaparecido. Ele permanece, pronto sempre que necessário para os Oscars, para as estreias.

“Muita gente provavelmente acha que elas escolhem no seu armário a roupa que usam todos os dias”, disse Mimi Cuttrell, 26, estilista que trabalha com Gigi Hadid e Kaia Gerber. “Às vezes, há trajes que são totalmente planejados da cabeça à ponta do pé”.

As grandes marcas não estão imunes ao charme do momento do ‘traje para a rua’, e mandam ‘press releases’ com fotos que vendem as mercadorias dos seus estilistas em qualquer lugar do mundo, no Aeroporto Internacional de Narita, no Japão, ou “na loucura de trabalho em casa e fora de casa em Los Angeles”.

E as marcas e os que gostam de estardalhaço também cooptaram as ruas como se fossem deles: a nova campanha de anúncios de Balenciaga mostra as modelos escondendo-se dos paparazzi quando saem escoltadas por seguranças; Kanye West exibiu sua mais recente coleção de Yweezy, o tênis da Adidas, com uma série de amigos famosos nas fotos de falsos paparazzi.

Mas o momento é particularmente frutífero para as marcas talentosas. Alexia Elkaim, fundadora da Miaou, cujos jeans de cintura alta se tornaram o uniforme das estrelinhas da era digital, mal tinha saído da porta quando um par dos seus jeans foi ao encontro de Bella Hadid, em 2016.

“Foi quase como se isto certificasse a minha marca como uma marca de verdade”, disse Alexia. Logo em seguida veio uma encomenda de Bergdorf Goodman.

Emma Jade Morrison, 27, deixou o emprego na revista “Vogue”, no fim do ano, para começar a criar para Emily Ratajkowski.

Emma disse: “agora acho que uma roupa para o estilo da rua com um caráter realmente forte pode repercutir mais do que um traje para o tapete vermelho. Agora há um público consciente da moda. Ele sabe que as roupas para o tapete vermelho são feitas sob encomenda, que as joias são emprestadas”. [Matthew Schneier]

Versace | Backstage

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Gigi Hadid & Donatella Versace

Models: Kiki Willems, Kaia Gerber, Imari, Lexi Boling, Gigi Hadid

Gucci apoia marcha pelo controle de armas nos EUA

Grife acaba de anunciar doação de US$500 mil à Marcha Pelas Nossas Vidas, que acontece em Washington mês que vem

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Alessandro Michele é o responsável pelas criações do Inverno 2018 da Gucci (Foto: IMaxTree)

moda se mostra cada vez mais sintonizada com causas sociais importantes: menos de uma semana após a Burberry lançar sua coleção homenageando a comunidade LGBT e anunciando doações a três instituições de caridade que dão apoio a esses grupos, nesta sexta-feira (23.02) foi a vez da Gucci chamar atenção para outra causa urgente.

A casa italiana acaba de apoiar publicamente a luta pelo controle de armas nos Estados Unidos, que ganhou ainda mais força após o tiroteio na Marjory Stoneman Douglas High School em 14.02, em Parkland, na Flórida. A grife vai doar US$500 mil à Marcha Pelas Nossas Vidas, que levará estudantes e simpatizantes da causa às ruas de Washington no dia 24/03. “Nós apoiamos a Marcha Pelas Nossas Vidas e os corajosos estudantes ao redor do país que pedem que suas vidas e segurança se tornem prioridade. Todos nós fomos direta ou indiretamente impactados por essas tragédias sem sentido”, disse a Gucci em comunicado ao WWD.

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Gucci (Foto: Divulgação)

“Estou verdadeiramente emocionado pela coragem destes estudantes. Meu amor está com eles e estará junto com eles no dia 24/03. Estou com a Marcha Pelas Nossas Vidas e as jovens mulheres e homens em todo os Estados Unidos que estão lutando por sua geração e as que estão por vir”, disse Alessandro Michele sobre a Marcha, que deve levar mais de 500 mil pessoas tomem as ruas da capital norte-americana. [Mariana Inbar]

Margaret Howell Spring Summer 2018 Giedre Dukauskaite by Alasdair McLellan

Giedre-Dukauskaite-Margaret-Howell-SS18-+(3).jpgCampaign: Margaret Howell SS 2018. Photography: Alasdair McLellan. Stylist: Beat Bolliger at Art Partner. Hair: Shon Hyungsun Ju. Makeup: Sam Bryant. Model: Giedre Dukauskaite.

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Serviço de backup em nuvem Dropbox vai abrir capital

Companhia criada em 2007 tem mais de 500 milhões de usuários ativos pelo mundo

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Serviço de backup em nuvem Dropbox

O serviço de backup em nuvem Dropbox registrou nesta sexta-feira, 23, um pedido de oferta inicial de ações (IPO) na Securities and Exchange Comission (SEC) — órgão regulador equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil. A empresa pretende levantar US$ 500 milhões em sua estreia na Bolsa de Valores tecnológica Nasdaq, onde as ações serão identificadas pela sigla DPX. Trata-se de um dos IPOs mais esperados do Vale do Silício.

O Dropbox foi fundado em setembro de 2007 por Drew Houston e Arash Ferdowsi, dois estudantes do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e foi uma das apostas da Y Combinator, uma das principais aceleradoras do Vale do Silício. A startup ganhou status de unicórnio — empresa em estágio inicial que supera valor de mercado estimado de US$ 1 bilhão — rapidamente. Em sua história, a empresa fez oito rodadas de investimento, levantando US$ 1,7 bilhão.

O serviço de backup em nuvem nada mais é do que uma plataforma que permite que os usuários enviem arquivos para armazenar em servidores do Dropbox em uma localização desconhecida. O serviço oferece 2 GB de espaço gratuito para novos usuários, mas vende assinaturas do serviço com preço a partir de US$ 10 para 1 terabyte de dados armazenados na nuvem. Os arquivos podem ser sincronizados com múltiplos dispositivos.

No documento entregue à SEC, a empresa revelou ter fechado 2017 com uma receita de US$ 1,11 bilhão, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. O prejuízo ficou em US$ 111,7 milhões, abaixo das perdas registradas em 2016, de US$ 201,2 milhões. No total, a companhia tem 500 milhões de usuários ativos, sendo 100 milhões ativos desde o início de 2017.

Fashion filme “La Bomba” vai te levar para o sul da frança

O curta que promove a coleção de verão 2018 de Simon Porte Jacquemus foi dirigido por Gordon von Steiner.

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 (Instagram: @jacquemus/Reprodução)

“La Bomba” é o título da coleção de verão 2018 do estilista Simon Porte Jacquemus, desfilada em Paris, na temporada passada. A apresentação, aliás, foi vista como um ponto fora da curva para o jovem designer que vinha galgando um belo caminho firmado sobre a alfaiataria desconstruída. Isso porque, no lugar de seus terninhos, essa coleção colocou vários vestidos na passarela. E, além disso, sempre curtinhos, drapeados e presos por alças finíssimas.

A inspiração, no caso, eram as lembranças que o estilista tem de sua mãe na praia. Por isso o “excesso” de pele à mostra. No entanto, o vídeo abaixo — que ele acabou de soltar com direção de Gordon von Steiner — da conexão entre as peças e o seu estilo autenticamente francês se conectam. Assista (e viaje!) pelo player abaixo.

A Jackie Kennedy reptiliana usa Moschino

moschino-outono-inverno-201819-04-400x600.jpgGeralmente os desfiles da Moschino tem uma pegada bem divertida e até escrachada, superpop. Nesse outono-inverno 2018/19 não foi tão assim. A ideia por trás até que é boa – existe a teoria da conspiração sobre a morte de Marilyn Monroe e JFK de que eles sabiam sobre a existência de alienígenas e por isso foram mortos. O estilista Jeremy Scottvai além e imagina uma realidade paralela na qual Jackie Kennedy, a então primeira-dama, é quem era a alienígena e responsável pelos assassinatos!

Só que o resultado, já que Jackie era mais clássica e sessentinha, fica menos pop que o usual pra marca. Apesar da imagem diferentona de uma Jackie com seu look básico de tailleur em cor forte e com a cor da pele diferente e contrastante (verde, azul etc.), a piada fica monocórdica e não se sustenta pelo desfile inteiro. Por outro lado, nos toques super Space Age à Courrèges só que em technicolor, talvez essa seja uma das coleções mais comerciais entre as criadas por Scott pra Moschino. Destacam-se também as listras verticais e os drapeados assimétricos com recortes cheios de brilho do fim do desfile.

Millie Bobby Brown e Paris Jackson estrelam campanha juntas

As duas se juntam à modelo Lulu Tenney na campanha #MyCalvins, da Calvin Klein

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Paris Jackson, Lulu Tenney e Millie Bobby Brown (Calvin Klein/Divulgação)

Millie Bobby Brown e Paris Jackson são as mais novas celebs a se juntarem ao elenco da campanha #MyCalvins, da Calvin Klein. Ao lado da modelo Lulu Tenney, as duas posaram no mesmo celeiro que foi cenário dos anúncios anteriores, que já contaram com Solange Knowles, Kaia e Presley Gerber e as irmãs Kardashian-Jenner.

A atriz de Stranger Things foi contratada pela marca em janeiro do ano passado. No novo ensaio, ela usa um look esportivo branco com detalhes em vermelho. “Nós fizemos esta campanha em um celeiro e acho que o cenário incorpora completamente a América, e também a moda”, contou ao site Refinery29. “Eu sou inglesa, e sempre admirei o estilo americano”.

Numéro Março 2018 Charlee Fraser by Jean-Baptiste Mondino

Sem título.png3.jpgPhotography: Jean-Baptiste Mondino. Fashion Editor: Babeth Djian. Hair: Odile Gilbert. Makeup: Tom Pecheux. Model: Charlee Fraser.