Edie Campbell – Vogue Paris Março 2018 2018 by Ethan James Green

Vogue Paris March 2018 4À Fleur De Peau
Vogue Paris March 2018
www.vogue.fr
Photography: Ethan James Green
Model: Edie Campbell
Styling: Anastasia Barbieri
Hair: Cyndia Harvey
Make-Up: Petros Petrohilos
Manicure: Adam Slee
Set Design: Julia Wagner

Passarela diversificada: a nova geração de modelos para ficar de olho

Depois de uma NYFW marcada pela diversidade nas passarelas, grifes italianas apostam em nova geração de modelos para dar continuidade ao diálogo em Milão

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Modelo sudanesa Anok Yai abriu o desfile da Prada na Semana de Moda de Milão

Depois de uma semana de moda de Nova York que se firmou como a mais diversa de toda a sua trajetória, a Prada marcou a semana de moda de Milão com outro momento histórico: a sudanesa Anok Yai se tornou a primeira modelo negra a abrir um desfile da marca desde Naomi Campbell, em 1997.

A modelo, que tem contrato de exclusividade com a Prada, comemorou o feito em seu Instagram: “Isso é algo que só poderia acontecer nos meus sonhos”, escreveu, agradecendo a toda equipe pela oportunidade. “Não consigo acreditar que sou a primeira modelo negra a abrir para a Prada desde a rainha Naomi Campbell, eternamente grata”, comemorou na rede social.

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Missoni (Foto: ImaxTree)

Mas não foi só a casa de Miuccia Prada que mostrou capricho e sensibilidade ao abraçar a causa da diversidade na moda: temos visto muitos desfiles com castings que primam por um olhar mais inclusivo, como a Missoni, a Roberto Cavalli e a Versace.

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Versace (Foto: ImaxTree)

Entre essa nova geração de modelos negras que está brilhando nessa temporada, vale ficar de olho em nomes como a americana Adesuwa, que já vinha desfilando há pelo menos dois anos mas estourou nessa temporada (cruzando passarelas de nomes estabelecidos e novatos promissores como o britânico Matty Bovan), a angolana Blesnya Minher, que vem dominando os castings da temporada, e a sudanesa Adut Akesh, que com pouco tempo de passarelas e campanhas já se firma como um grande nome no meio. [Mariana Inbar]

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Roberto Cavalli (Foto: ImaxTree)
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Prada (Foto: ImaxTree)

Bilheteria EUA: Pantera Negra, A Noite do Jogo, Pedro Coelho, Aniquilação, Cinquenta Tons de Liberdade 

black-panther.jpgPantera Negra continuou na liderança da bilheteria americana em seu segundo fim de semana de exibição. O longa arrecadou US$ 108 milhões entre os dias 23 e 25, somando US$ 400 milhões no país. No mundo, o filme já arrecadou US$ 704 milhões. Com isso, Pantera Negra é atualmente o segundo filme com a maior bilheteria da segunda semana de exibição, atrás apenas de Star Wars – O Despertar da Força (que fez US$ 149 milhões na época).

Além de Chadwick Boseman no papel principal, o longa conta com Michael B. Jordan Forest WhitakerDanai Gurira vive Okoye e Lupita Nyong’o interpreta Nakia, as duas principais Dora Milaje do filme. Com direção de Ryan CooglerPantera Negra está em cartaz nos cinemas.

O segundo lugar da semana ficou com a estreia A Noite do Jogo, filme protagonizado por Rachel McAdams e Jason Bateman. A produção teve a bilheteria de US$ 16 milhões.

Na trama, Max e Annie adoram noites de jogos entre casais e essa rotina fica mais interessante quando o carismático Brooks organiza uma festa de assassinato e mistério. Mas Brooks é sequestrado de repente e os jogadores não sabem mais o que faz parte do jogo e o que pode ser um perigo real. O lançamento no Brasil está marcado para 10 de maio.

Pedro Coelho, mistura de live-action e computação gráfica da Sony Pictures, caiu para o terceiro lugar em sua terceira semana nos cinemas americanos. A arrecadação no fim de semana foi de US$ 12 milhões e o total no país chega a US$ 71 milhões. A produção chega aos cinemas nacionais em 22 de março.

A trama mostrará que a rivalidade entre Rabbit (dublado no original por James Corden) e o Sr. McGregor (Domhnall Gleeson) atinge outros níveis, já que eles começam a disputar a atenção de Bea (Rose Byrne). O elenco de dubladores têm ainda Margot RobbieElizabeth Debicki e Daisy Ridley. O filme foi dirigido por Will Gluck, conhecido por Amizade Colorida e A Mentira.

Aniquilação, filme estrelado por Natalie Portman, conquistou o quarto lugar da bilheteria em sua semana de estreia. O valor arrecadado nos três dias é de US$ 11 milhões. O filme chegará ao Brasil pela Netflix, no próximo dia 12 de março.

Baseado no livro de Jeff VanderMeer, o longa conta a história de uma bióloga que embarca em uma expedição de quatro mulheres para um local chamado de “Área X”, que é totalmente isolado da civilização. Lá ela precisará enfrentar uma misteriosa contaminação, o desaparecimento de colegas e um animal mortal chamado de Crawler, enquanto procura pistas sobre o desaparecimento do marido.

Cinquenta Tons de Liberdade fechou o top 5 da semana nos EUA, registrando queda de 60%. A bilheteria do fim de semana foi de US$ 6,9 milhões, com US$ 89 milhões arrecadados no total.

Na trama, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) estão casados e, embora pareçam ter tudo, os dois precisam se adaptar: ela para não perder sua identidade no mundo do marido e ele para dominar seu impulso controlador. James Foley comanda o longa.

Michelle Obama anuncia que lançará livro de memórias

Michelle-Obama-Wearing-Black-Sheer-Rodarte-Blouse-2018.jpgMichelle Obama anunciou que lançará seu primeiro livro de memórias. Intitulada de Becoming, a publicação tem lançamento marcado para 13 de novembro (via Deadline):

“Escrever Becoming tem sido uma profunda experiência pessoal. Eu falo sobre as minhas raízes e como uma garota de South Side encontrou sua voz. Espero que minha jornada inspire leitores para encontrar a coragem de ser quem quer que eles aspirem ser. Mal posso esperar para compartilhar minha história”, escreveu no Twitter.

Segundo a editora Penguin Random House, a ex-primeira dama dos Estados Unidos fará uma turnê mundial para divulgar a publicação e um milhão de cópias serão doadas para a ONG educacional First Book.

Deadline também ressalta que o ex-presidente Barack Obama também está escrevendo sua autobiografia, que deve ser lançada em 2019. [Camila Sousa]

Exposição reconta a história da moda na Itália

Desde o primeiro desfile que aconteceu a Milão até a moda pré-9/11 estão por lá.

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Christy, Linda and Helena- Anúncio vintage da Versace. (Versace/Divulgação)

Até o dia 6 de maio, quem está em Milão terá a oportunidade de rever — por meio de uma exposição incrível — a história da moda italiana. Junto da professora, crítica e curadora Maria Luisa Frisa, o diretor da revista W Stefano Tonchi concebeu uma mostra com 130 looks de diferentes marcas do país e os distribuiu em nove cômodos, cada um com um tema.

Eles são: identidade, democracia, logomania, a Itália dos objetos, laboratório de projetos, bazar, diorama, pós-produção e glocal. “A moda italiana é um sistema complexo e único no mundo. Ao mesmo tempo, ele é coletivo: todos precisam colaborar para que ele continue existindo. É isso que queremos mostrar na exposição”, declarou Frisa ao WWD. Não à toa, Giorgio Armani, Romeo Gigli, Gianfranco FerréGianni Versace e Costume National são algumas das grifes presentes.

“A mostra fala sobre a criatividade italiana e a sua industrialização, com uma linha completa e bem desenvolvida de produção. A passagem dos negócios de família para um novo esquema internacional de finanças e como o mundo se inspira no estilo italiano também são alguns dos tópicos que ficam evidentes ali”, disse Carlo Capasa, presente de Câmara da Moda Italiana. Tudo no Palazzo Reale! Não deixe de visitar se estiver por Milão.

Eles chegaram: tudo sobre Galaxy S9 e S9+, os novos top de linha da Samsung

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O Galaxy S9 e Galaxy S9+, com telas que variam entre 5,8 polegadas e 6,2 polegadas, em exibição em Barcelona

A Samsung acaba de apresentar em seu evento pré-MWC 2018 os novos Galaxy S9 e S9+, seus top de linha para o ano de 2018. Os aparelhos seguem essencialmente o mesmo estilo de design que a marca trouxe com o Galaxy S8, mas agora com bordas um pouco mais finas e com o leitor de digitais no lugar certo. Além disso, o hardware foi atualizado, mas não estamos falando apenas de núcleos da CPU e quantidade de memória RAM. Os smartphones da coreana trazem especialmente câmeras melhoradas e capazes de tirar fotos ainda mais bonitas.

Falando em fotografia, esse é o grande pilar dos novos aparelhos da empresa neste ano. O Galaxy S9 comum tem apenas uma câmera traseira, enquanto o S9+ vem com duas. O mais interessante, contudo, é que o sensor principal de cada aparelho tem um recurso que ainda não tínhamos visto nos top de linha das grandes marcas que chegam ao ocidente: sensor com abertura variável.

Isso quer dizer que a câmera principal do S9 e do S9+ poderá mudar sua abertura mecanicamente conforme a necessidade do usuário. Se você for fotografar durante o dia — em uma praia, por exemplo, onde há muita luz —, o celular vai usar a abertura menor f/2.4. Caso você queira fazer uma foto noturna, o sensor terá a opção de mudar para impressionantes f/1.5. Essa é a maior abertura disponível em uma câmera de smartphone atualmente. Apenas o LG V30 chega perto disso, com sua f/1.6.

Junto com essas capacidades de hardware, a Samsung está oferecendo uma série de recursos interessantes, como modo retrato e também uma versão própria do que a Apple chama de Animoji. A diferença é que a opção da coreana é consideravelmente mais útil, sendo que pode ser compartilhada em qualquer lugar facilmente.

Tela e som

A tela do Galaxy S9 e do S9+ são essencialmente as mesmas dos modelos anteriores. Os painéis foram construídos com a tecnologia Super AMOLED da Samsung e medem 5,8’’ para o modelo menor e 6,2’’ para o maior. A resolução é 2960×1440 em ambos os casos, o que torna o display do aparelho menor um tanto mais interessante por conta da densidade de pixels.

Seja como for, o que realmente muda na questão do consumo de mídia com os top de linha da Samsung é a questão do som. Ambos os celulares agora possuem som estéreo com dois alto-falantes distintos. Um deles continua no mesmo lugar, na parte inferior da moldura, e o segundo foi embutido na parte frontal acima da tela, onde também fica a saída de som para ligações. A Samsung explica que a AKG — sua subsidiária para tecnologia de áudio — foi a responsável pelo som nesses novos celulares.

Novo chipset

Neste ano, a Samsung continua com a sua dobradinha de processadores. Nos EUA, os celulares da empresa chegam ao mercado com o Snapdragon 845 por conta das redes CDMA que ainda operam no país, o que pode acontecer eventualmente também na China. No resto do mundo, o Galaxy S9 e S9+ terão o chipset Exynos 9810 desenvolvido pela própria Samsung. De acordo com a fabricante, o desempenho será idêntico em ambos as versões.

Para completar esse pacote do hardware, os novos celulares da empresa terão opções de 4 e 6 GB de RAM, bem como de 64 e 128 GB de armazenamento, com possibilidade para expansão via micro SD. No Brasil, esses produtos serão também Dual-SIM. Confira o restante das especificações:

Samsung Galaxy S9

  • Tela: 5,8’’ QHD+ Super AMOLED (570 ppi)
  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 845 nos EUA e Samsung Exynos 9810 no resto do mundo
  • RAM: 4 6 GB
  • Armazenamento: 64GB, 128GB ou 256 GB
  • Conectividade: Bluetooth LE, NFC, USB-C, 4G LTE Cat 18
  • Câmera traseira: 12MP (f/2.4 – f/1.5, 52mm, 1/3.6, 1 µm, AF), estabilização óptica, PDAF, zoom óptico de 2x, flash LED
  • Câmera frontal: 8 MP (f/1.7, 25mm, 1/3.6, 1.22 µm), foco automático, 1440p@30fps, “dual video call”, Auto HDR
  • Sensores: leitor de íris, “sensor 3D”, leitor de digitais traseiro, acelerômetro, giroscópio, sensor de proximidade, bússola, barômetro, leitor de batimentos cardíacos, SpO2
  • Bateria: 3.000 mAh, USB-C, Quick Charge 2.0, carregamento wireless Qi
  • Recursos adicionais: Samsung DeX, ANT+, Bixby, som estéreo AKG

Samsung Galaxy S9+

  • Tela: 6,2’’ QHD+ Super AMOLED (529 ppi)
  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 845 nos EUA e Samsung Exynos 9810 no resto do mundo
  • RAM: 6 GB
  • Armazenamento: 64GB, 128GB ou 256 GB
  • Conectividade: Bluetooth LE, NFC, USB-C, 4G LTE Cat 18
  • Câmera traseira: 12MP (f/2.4 – f/1.5, 52mm, 1/3.6, 1 µm, DualPixel, AF) + 12 MP (f/2.5, 52mm, 1/3.6, 1 µm, AF). Estabilização óptica, PDAF, zoom óptico de 2x, flash LED
  • Câmera frontal: 8 MP (f/1.7, 25mm, 1/3.6, 1.22 µm), foco automático, 1440p@30fps, “dual video call”, Auto HDR
  • Sensores: leitor de íris, “sensor 3D”, leitor de digitais traseiro, acelerômetro, giroscópio, sensor de proximidade, bússola, barômetro, leitor de batimentos cardíacos, SpO2
  • Bateria: 3.500 mAh, USB-C, Quick Charge 2.0, carregamento wireless Qi
  • Recursos adicionais: Samsung DeX, ANT+, Bixby, som estéreo AKG

E a câmera reimaginada?

Com design similar e hardware apenas atualizado, o que realmente pode fazer os consumidores ficarem ansiosos para experimentar o S9? Bem… A câmera é a resposta. O S9 continua com apenas uma câmera, mas o S9+ agora tem duas lentes na parte traseira. Os aparelhos contam com câmera com abertura que pode ser controlada manualmente, permitindo que isso fique em f/1.5 ou f/2.4 (somente essas duas opções). Com isso, as fotos podem ter até 28% mais luz na captura — em relação ao S8.

 Mais do que isso, os novos S9 também têm sensores com a nova geração do autofoco dual-pixel, o que deve garantir mais velocidade e menos ruídos nas imagens capturadas.Para quem gosta de vídeos: o S9 agora grava vídeos em câmera lenta com até 960 frames por segundo (com resolução de 720p).

Vale dizer que a câmera frontal também tem novidades: Emoji AR.  Trata-se de um sistema muito parecido com o que vimos no iPhone X e os Animojis. A diferença aqui está no fato de que os consumidores podem criar facilmente os seus próprios personagens para que as interações fiquem bem personalizadas.

Extras

A Bixby continua sendo parte importante dos celulares da Samsung. Contudo, neste ano, a assistente digital está mais poderosa. Ela agora tem uma nova ferramenta de tradução que usa realidade aumentada para converter frases de uma língua para outra. Para isso, o usuário poderá simplesmente apontar a câmera do celular para uma tela, cartaz ou livro para que o smartphone faça a tradução. Isso será uma das novas funcionalidades da Bixby Vision, que é algo bem parecido com o que o Google Tradutor já faz.

Preço e disponibilidade

Os novos S9 e S9+ vão chegar ao mercado dos Estados Unidos nas próximas semanas. O modelo S9 vai chegar a partir de US$ 720 e o S9+ a partir de US$ 840. Os dois já estão em pré-venda e devem começar a ser vendidos no dia 2 de março.  | @leowmuller

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Nos Estados Unidos, tanto o S9 como o S9+ serão lançados em 16 de março; já a pré-venda começa nesta sexta-feira, 2. Os aparelhos não tem data para chegar ao mercado brasileiro
Lá fora, o S9 será vendido por preços a partir de US$ 720; já seu irmão mais luxuoso começa na faixa de US$ 840. A Samsung ainda não divulgou o preço dos aparelhos no País. 

Vício em smartphone não existe, diz Samuel Veissière, pesquisador da Universidade McGill, no Canadá

De acordo com novo diagnóstico, é a interação social que causa dependência. E nos smartphones está disponível de forma ilimitada

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Vício em smartphone (IStock/Getty Images)

Há um novo veredito no mundo da tecnologia. De acordo com Samuel Veissière, pesquisador da Universidade McGill, no Canadá, e especialista em antropologia cognitiva, as telas não criam um vício em tecnologia, mas sim em contato social.

Para ele, estar conectado com outros seres humanos é um desejo evolutivo. Foi necessário que essa característica prevalecesse para que a espécie continuasse a sobreviver.

Assim, ele revisou dezenas de estudos a respeito do vício em smartphones e concluiu que a ‘nomofobia’ — termo que descreve a dependência destes aparelhos — é criada através dos aspectos sociais dos aparelhos. Logo, os celulares funcionam como uma adaptação das necessidades primitivas e a tecnologia é apenas o aspecto secundário. “Gostamos de nos comparar, de saber dos outros, de competir”, disse. “O problema dos smartphones é que a tecnologia dá acesso excessivo a algo que desejamos muito”, completa.

Em seu artigo publicado no último dia 20 na revista científica Frontiers in Psychology, ele afirma que a disponibilidade constante é um problema geral da vida humana, não somente em redes sociais. “No mundo pós-industrial onde os alimentos são abundantes e estão sempre disponíveis, nossos desejos por gordura e açúcar, que surgiram durante a nossa longa evolução, podem ficar facilmente sobrecarregados e levar a obesidade, diabetes e doenças cardíacas”, explica.  “As necessidades e recompensas das relações sociais podem ser igualmente comparadas em um ambiente onde precisamos construir um perfil virtual para continuar interagindo”, afirmou. E o vício, claro, é o resultado.

Mas há controvérsias. De acordo co um estudo realizado na Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado em dezembro de 2017, a dependência de smartphones pode ser, sim, considerada um vício. Passar horas em frente a tela produz alterações químicas no cérebro, com reações e síndrome de abstinência semelhantes ao que acontece com dependentes de drogas. E não somente isso. Alista de efeitos negativos dos celulares só aumenta: metade dos adolescentes americanos são considerados adictos  e o uso do Facebook já se mostrou a causa de transtornos de ansiedade em alguns casos.

Por isso, até mesmo investidores da Apple se mostraram preocupados e pediram para a empresa fazer algo a respeito. [André Lopes]

16 formas de usar o kitten heel e atualizar o “saltinho”

Veja como usar o sapato de forma descolada e renovada!

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 (wgsn/WGSN)

2018 é o ano do kitten heel. Quer dizer, o ano do retorno do sapato, já que ele foi queridinho de ninguém menos que Audrey Hepburn nos anos 1950. Só que agora ele volta renovado, e foi transformado em bota, estampado e ganhou adereços.

Nas passarelas a Dior, a Gucci, Vetement e Prada desfilaram suas versões, e no street style as formas de usar o kitten heel são tanto para quem gosta de um estilo ousado quanto para quem prefere um bom jeans.

Algumas versões atuais contam com tiras na parte de trás (também conhecido como slingback) — mas a maioria deixa o calcanhar livre, leve e solto. Quem quer elegância, pode apostar nas versões de seta e cetim em cores escuras. Confira as inspirações abaixo e desça alguns centímetros do salto!

Lupita N’yongo lamenta racismo no Brasil: ‘Vocês podem mais’

Criada no Quênia, atriz vencedora do Oscar interpreta a espiã Nakia no histórico ‘Pantera Negra’
Por Mariane Morisawa, de Los Angeles

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Lupita Nyongo – BAFTA Awards Red Carpet Fashion – Elie Saab Couture

Pantera Negra é um filme histórico por muitas razões. É a primeira produção dos estúdios Marvel com um super-herói negro (o rei T’Challa/Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman) e dirigida por um negro, Ryan Coogler (de Fruitvale Station – A Última Parada), com um elenco majoritariamente negro (à exceção de Martin Freeman e Andy Serkis), celebrando a cultura africana em figurinos e cenários. Wakanda pode ser um país fictício e futurista, mas suas raízes estão bem fincadas nas tradições do continente.

Além disso, é um longa-metragem em que as mulheres, normalmente relegadas a segundo plano nas adaptações de quadrinhos, ganham tanto destaque quanto os homens. Lupita N’yongo, vencedora do Oscar por 12 Anos de Escravidão, é a espiã Nakia, Danai Gurira (The Walking Dead) vive a general Okoye, líder do grupo de soldadas que protege o reino, Letitia Wright faz Shuri, a princesa adolescente que é um gênio da tecnologia, e Angela Bassett interpreta a rainha-mãe Ramonda.

Criada no Quênia e apoiadora de movimentos feministas como #MeToo e Time’s Up, Lupita N’yongo sabe da importância de Pantera Negra, e também da existência de racismo no Brasil, o que lamenta em entrevista a VEJA:

Sua personagem é uma espiã. Qual a coisa de que mais gosta nela?
Amei o fato de ela ser uma mulher independente, loba solitária e ainda assim leal a seu país. Ela tem esse senso profundo de responsabilidade com sua nação e luta pelo que acredita. Tem um poder silencioso, como espiã tem de ser camaleão-fêmea e passar despercebida. E isso foi legal de ver, especialmente no contexto das outras mulheres em Pantera Negra, por exemplo a general Okoye, que é mais durona. Shuri é brincalhona, tem a mente como arma. E a rainha (Angela Bassett), que é o legado de Wakanda. Foi maravilhoso ver as cores do poder, como elas se complementam e como apoiam um rei que precisa descobrir o caminho para a sua nação.

Teve de fazer um treinamento especial? 
Ah, sim. Fiz preparação física por uns quatro meses. Depois, fomos para um treinamento de seis semanas em que nos reunimos com a equipe de dublês e das cenas de ação. Eles nos ensinaram tudo o que precisávamos saber, tanto as nossas habilidades individuais como o trabalho em grupo. Nakia é descrita como uma agente secreta que conhece o mundo. Ryan a descreveu como “street”, uma garota que usa os meios que tem à disposição. Pode ser uma garrafa. Então, eu precisava ter essa versatilidade, saber tanto usar armas de fogo e conhecer suas características lâminas circulares, mas também copos e tal. Isso foi bem divertido e difícil.

O filme mostra a cultura africana de maneira positiva. Acha que num momento em que o presidente dos Estados Unidos chama os africanos de “países de m…” isso ganha ainda mais relevância? 
Como africana, sempre soube que o continente tem muito a oferecer. Sempre tive orgulho das minhas origens. É muito bacana ter um filme que enxerga isso. A hora de tratar a África com respeito foram e são todas. É sempre. Porque realmente somos um continente incrivelmente rico, de muita diversidade e bastante intrincado, e esse filme mostra isso. Embora Wakanda seja uma nação africana fictícia, sua estética, sua identidade, suas culturas derivam de países africanos. Espero que o filme demonstre isso e deixe as pessoas curiosas sobre essa diversidade cultural — e também com mais respeito por ela, com certeza.

O filme discute a importância da representação, as diferentes identidades existentes. E isso num momento em que os movimentos de empoderamento feminino estão com toda a força. Como acha que Pantera Negra se encaixa nessa discussão? 
O cinema tem esse potencial de nos mostrar quem fomos um dia, quem somos agora e quem podemos nos tornar. Wakanda é quem podemos nos tornar. Porque é um país autodeterminado, uma nação africana isolada, protegida do ataque que foi o colonialismo, uma nação que pôde evoluir sob seus próprios termos. Vemos que isso criou uma sociedade em que as mulheres têm permissão de desenvolver seu potencial pleno. Elas podem exercer seu poder ao lado dos homens, e esse poder não os diminui. Ambos podem ser poderosos ao mesmo tempo, tudo bem. E as mulheres são diferentes, então elas têm poderes distintos. Shuri é a chefe da tecnologia. Ela é inteligente e tem só 16 anos, e seu irmão, o rei, a convoca quando precisa de algo relacionado à tecnologia. T’Challa dá espaço a ela para liderar nessa área. Nakia, minha personagem, é uma espiã. Sua responsabilidade é informar Wakanda sobre o que se passa no mundo. E o rei T’Challa recorre a ela quando precisa tomar decisões, porque ela vê as coisas de maneira diferente, e os dois discutem. No fim, eles querem o melhor para seu povo. É uma imagem poderosa e idílica de se ter e de buscar.

Tem esperança de que caminhemos na direção de Wakanda? 
Espero que sim. Sei que a mudança não é um único evento, é um processo. Então, o fato de termos conversas em um nível que não existia fazia tempo, e por uma longa duração, é super importante. Também sei que o noticiário flutua, e agora este é o assunto do momento, mas espero que deste momento nasça uma motivação para a mudança. E que pessoas possam ser líderes mesmo quando o frenesi passe para vermos transformações sistêmicas acontecerem.

Que exemplo gostaria de ser para meninas? 
Não sei… Foco no meu trabalho e no que sinto ser importante para mim. Se isso ressoa com meninas e adolescentes, fico feliz. Escrevi um livro infantil que sai em 2019 que é meu sussurro para menininhas tentando influenciar seu senso de auto-aceitação. É um presente estar numa posição, como atriz, de ajudar garotas que sentem que ninguém as vê nem as escuta, e que não se acham bonitas, se sentirem melhor sobre si mesmas. Sinto um privilégio ser para as garotas essa pessoa que eu não tive quando era pequena.

No Brasil, cerca de 50% da população negra nem sempre se acha bonita. Eu sei! Fiquei sabendo da miss criticada por sua pele escura. Vocês podem ser melhores que isso!

Apesar das raízes africanas, você nasceu no México. Qual sua conexão com a cultura latino-americana? 
Bem, nasci lá, meu nome é mexicano e me remete ao país. Carregar um nome latino é prova do tipo de mulher que meus pais queriam que eu fosse quando crescesse. Eles queriam que eu fosse uma cidadã global. Outro dia estava conversando com minha mãe e perguntei: “Mamãe, me vê voltando para o Quênia um dia?”. E ela respondeu isso, que eu era uma cidadã do mundo. Era isso que ela queria, que nós pertencêssemos ao mundo. Que encontrássemos nosso lar e nosso pertencimento onde quer que fosse. Que buscássemos nosso senso de responsabilidade onde quer que estivéssemos. E acho importante reconhecer, é um tema de que Pantera Negra fala: “Quem sou eu e quem é meu povo?” Tudo bem para mim se o México me considerar deles. Tudo certo! E o fato de os quenianos sentirem orgulho de mim significa muito também. Porque, definitivamente, profunda e culturalmente me defino como queniana. Mas também sei que parte de mim foi afetada pelo nascimento no México.

Você fala espanhol? 
Falo!

Você tem um grande impacto quando surge no tapete vermelho. Sempre gostou de moda?
Sempre tive interesse em estilo. Acho minha mãe muito estilosa. Ela é o tipo de mulher que se veste bem para ir ao hospital. Não importa que ela tenha de colocar o avental, mas vai estar bem-vestida quando chegar lá. Ela me passou isso, acho. O vestido que usei na pré-estreia de Pantera Negra, por exemplo, achei lindo, feminino e poderoso. Não sigo tendências, gosto de me expressar pelo estilo. Adoro pensar no tema do que estou promovendo. Pantera Negra é afrofuturista, queria me vestir de acordo! (risos)