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Babado, tumulto e confusão na porta do desfile da Off-White!

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Virgil Abloh no fim do desfile – ele disse no backstage que só soube do que aconteceu naquele momento posterior


Aqui no Brasil estamos acostumados com uma porta de desfile bombando – principalmente quando a atração Gisele Bündchen na Colcci formava uma multidão, mesmo sem convite, a se espremer ali na esperança de entrar na sala e ver as passadas mais admiradas da passarela. Só que na Semana de Moda de Paris e nas outras temporadas internacionais de peso o negócio é outro: tudo organizadinho sem tumulto. Quer dizer… isso se a gente não contar o fenômeno Off-White, que causou o maior babado ontem, 1/03, no seu desfile de outono-inverno 2018/19.

Virgil Abloh, o nome por trás da Off-White, é superpop: já foi diretor criativo de Kanye West e ainda trabalha com ele esporadicamente; faz parcerias com a Nikeque evaporam das prateleiras; tem uma nova fragrância com a Byredo; dá palestras em Harvard e Columbia; cria peças que são hits instantâneos no street style do Instagram. E, bom, pros fãs ávidos (é tipo um séquito, meio Beatlemania mesmo!) descobrirem onde e quando era o desfile na era digital e conectada… Millennialssabem muito bem como achar esse tipo de informação. O resultado foi uma rue Cambon (aquela mesma da mítica loja-ateliê da Chanel) abarrotada e profissionais da moda com medo de sua integridade física…

O resultado é que a confusão durou cerca de meia hora (!!) com gente de idade no meio do tumulto. A jornalista ganhadora do Pulitzer Robin Givhan, do “Washington Post“, foi atingida no rosto. Segundo a polícia (sim, a polícia), uma pessoa desmaiou. Os textos a respeito do desfile, quase todos, falam mais do empurra-empurra que das roupas em si. Há um boato de que o lançamento do novo tênis Virgil Abloh x Air Jordan 1 que aconteceu um pouco mais cedo ali na Nous, loja de concept sneakers no número 48 da mesma rua, foi um dos responsáveis pelo começo da coisa toda. A Nous de Sébastien Chapelle e Marvin Dein, ex-funcionários da multimarcas queridinha dos fashionistas Colette que fechou recentemente, é o novo point dos colecionadores de tênis e agregados.

E as roupas na passarela? Bom, o tema equestre aparece por causa de uma referência obscura mas ao mesmo tempo bem instigante. Sir Alfred Munnings era um cavaleiro e artista especialista em paisagens com cavalos que se opunha ferozmente contra o modernismo – ele nasceu em 1878 e morreu em 1959. Talvez as suas críticas sejam mais famosas que sua obra em si. A Off-White mistura os cavalos no jacquard em Bella Hadid, que abriu a apresentação, com um macacão superjusto em tecido tecnológico no qual se lê “modern”. Looks mais pra tapete vermelho ao lado de outros mega esportivos. Ironia hipster!

Quanto ao tumulto, os fashionistas podem ter torcido o nariz mas os fãs com certeza vão seguir prestigiando. Uma prova é a exposição em cartaz na Gagosian Gallery, em Londres, que traz obras feitas a quatro mãos por Virgil Abloh e Takashi Murakami, um dos nomes mais pop da arte, que lançou bolsas que foram fenômeno de venda com Marc Jacobs na Louis Vuitton (a linha batizada multicolore, por exemplo, de fundo branco e monograma colorido). Virgil encara todas essas parcerias, coleções e projetos como parte de uma mesma coisa, manifestações estéticas de sua autoria que usam muita colagem e itens ressignificados, fora do seu contexto original. A “Future History” fica em cartaz até 7/04, caso você queira enfrentar uma filinha… [Lilian Pacce]

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