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Apartamento no topo do Copan tem sotaque industrial e móveis de design

O arquiteto Felipe Hess revisita um de seus primeiros projetos, no icônico edifício, de olho na paisagem infinita de São Paulo
Texto Dudi Machado I Fotos Maíra Acayaba/ Divulgação

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A vista de cair o queixo que se tem do 31º andar é antecedida pelo living aberto, onde se destacam uma poltrona Jangada, de Jean Gillon, na Passado Composto Século XX, outra amarela, do acervo do morador, e um tapete, na À La Garçonne, tudo  sobre piso de madeira de demolição


Em dos endereços mais simbólicos – se não o mais – de São Paulo, o Edifício Copan é o sonho de qualquer jovem arquiteto que se preze – ter um projeto ali pode significar muito para uma carreira bem-sucedida. No caso do paulistano Felipe Hess, isso aconteceu cedo, bem cedo. Há quase dez anos, então recém-formado, ele se juntou à arquiteta Renata Pedrosa na reforma de um apartamento de 140 m² para um profissional da área de marketing, localizado no bloco C, um dos seis do enorme complexo imaginado por Oscar Niemeyer nos anos 1950.

Menos de uma década depois, o ex-pupilo de Isay Weinfeld, hoje à frente de um escritório que leva o seu nome e conta com mais sete profissionais, foi convidado pelo proprietário do imóvel a revisitar aquela obra. A demanda: incorporar ao original uma nova unidade, de igual tamanho, vizinha a ele. Missão prontamente aceita por Hess, desta vez em conjunto com o arquiteto Lucas Miilher. “O projeto foi um acerto já naquela época, tem a cara do dono. Nesta volta, mantivemos a mesma intenção”, afirma.

Em defesa de um dos aspectos mais evidentes da morada, o look cru, com vigas, colunas e até paredes descascadas – um recurso muito em voga –, o arquiteto faz questão de frisar que o expediente não é mero acessório decorativo. “No escritório, nós procuramos sempre a melhor solução para cada contexto. Aqui, as estruturas expostas e a tubulação aparente fazem sentido para o local – não quisemos, em momento nenhum, acompanhar um modismo”, argumenta.

Em outro setor, uma espécie de varanda interna acolhe um jardim suspenso, criação do paisagista André Paoliello, cujo mote era incorporar ao máximo a vegetação tropical à aspereza do concreto, criando uma simbiose entre urbano e selvagem, que enriquece em muito a residência. Ilhas deste material se espalham por pontos estratégicos do apartamento, fazendo as vezes de mesas de some de escrivaninha. O piso de madeira de demolição, presente na primeira encarnação, foi estendido para a totalidade dos ambientes. Um detalhamento mais preciso e uma limpeza projetual maior tornam a casa ainda mais contemporânea do que ela era.

Exigência constante no trabalho de Hess, a ambientação dos interiores é algo indissociável da visão proposta para cada cliente. Neste âmbito, itens antigos, como uma poltrona amarela que pertencia ao proprietário, foram mantidos, combinados a novas aquisições de peso. Em comum com o arquiteto, o morador tem na música uma de suas grandes paixões – daí toda a estrutura erguida para abrigar o equipamento de some discotecagem, além de armazenar centenas de discos de vinil e CDs. Em função disso, foi desenvolvido até um isolamento acústico peculiar, embutido no piso. Mas nada supera estar no 31º andar do tradicional prédio no centro de São Paulo. “Acho o Copan um projeto fantástico, desde o comércio presente no térreo, que propicia uma integração especial com a cidade, até a sua forma e a implantação no terreno. Um primor”, conclui Hess, depois de imprimir a uma parte do cinquentenário edifício a expressão da metrópole dos dias de hoje.

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