Usuários vão poder saber se seus dados foram usados, diz Zuckerberg

Em entrevista à emissora de televisão americana CNN, presidente do Facebook disse que novas tecnologias serão lançadas antes das eleições no Brasil

Sem títuloO presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, disse durante uma entrevista à emissora americana CNN na noite desta quarta-feira, 21, que a rede social criará uma ferramenta para permitir que usuários verifiquem se seus dados foram usados pela Cambridge Analytica. A entrevista aconteceu horas depois de Zuckerberg publicar o posicionamento da empresa em seu perfil na rede social.

“Uma das coisas mais importantes que acho que precisamos fazer é ter certeza de que contamos para todos os usuários afetados que seus dados foram usados”, disse o executivo. “Vamos criar uma ferramenta onde qualquer pessoa pode ver se os dados deles foram usados”.

Na entrevista, Zuckerberg também disse que a rede social irá auditar “milhares de aplicativos” que atualmente usam muitos dados do Facebook, na tentativa de evitar que aconteça outro uso errado de informações privadas de usuários.

O fundador da rede social também comentou que pretende acelerar a criação de tecnologias de inteligência artificial para identificar perfis falsos e tentativas de manipulação que estejam disponíveis antes de grandes eventos este ano, como as eleições presidenciais no Brasil. A declaração é divulgada horas depois da abertura de inquérito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) que investigará se a Cambridge Analytica também teve acesso a dados de usuários brasileiros por meio de sua sócia no País.

Zuckerberg se esquivou de falar sobre temas importantes para o mercado de tecnologia com se irá ao Congresso americano para responder às dúvidas dos parlamentas ou se ele acredita que redes sociais precisam sofrer regulações.

Entenda o caso. A empresa de análise de dados Cambridge Analytica colheu informações privadas de mais de 50 milhões de usuários do Facebook, em um esforço para beneficiar a campanha eleitoral do presidente americano, Donald Trump, em 2016, de acordo com reportagens publicadas pelos jornais The New York Times e The Observer, de Londres, no último sábado.

A empresa britânica de inteligência digital coleta e relaciona dados para ações de marketing digital feitas por companhias e políticos. No caso em questão, ela usou o método para desenvolver ações para influenciar o cenário político americano e favorecer Trump.

Atingir o objetivo só foi possível graças a uma parceria com outra empresa, a também britânica Global Science Research, liderada por Aleksandr Kogan, pesquisador da Universidade de Cambridge. Ele criou um quiz online, chamado This is your digital life (Esta é sua vida digital), que exigia que as pessoas conectassem sua conta do Facebook para ser acessado. Isso permitiu que o quiz de Kogan obtivesse informações pessoais dos usuários da rede social e de seus amigos.

Os dados obtidos por meio do teste foram vendidos pela Global Science à Cambridge Analytica, numa clara violação aos termos de uso do Facebook. Isso permitiu que a empresa de inteligência cruzasse dados com outras fontes e chegasse a um perfil preciso das pessoas, usado para enviar mensagens direcionadas – incluindo notícias falsas – para influenciar votos.

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