Conheça o trabalho da designer nipo-brasileira Noemi Saga

Peças são produzidas a partir de mistura entre técnicas atuais e do passado

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A designer Noemi Saga, no ateliê de sua marca Foto: Marcos Cimardi/Divulgação

Integrante de uma equipe multidisciplinar de criação, a designer Noemi Saga nutria o desejo de criar seus próprios produtos. Até que, há cinco anos, convidou o arquiteto Fernando Ikeda para desenvolverem projetos conjuntos. Nascia assim a Noemi Saga Atelier. “Em nossos produtos, procuramos sempre combinar técnicas atuais com outras do passado, o que faz de cada um deles objeto único”, conforme afirmou a designer, nesta entrevista ao Casa. [Marcelo Lima]

Você se formou em Letras, trabalhou em um escritório de comunicação na área gráfica e estudou design de joias. Como e por que resolveu desenhar móveis? 
Sou formada em Letras e me especializei em design gráfico, de interiores e de joias, com extensão na Essec, Paris. Em 1999, fundei a Nomina Design, um escritório especializado em identidade de marca. Durante 14 anos na empresa, fiz parte de uma equipe multidisciplinar de arquitetos, designers e profissionais de marketing voltada para a construção de marcas, o planejamento de novos negócios e a criação de objetos e de ambientes corporativos e residenciais. Neste período, trabalhei muito na área de design de produtos, criando a partir de briefings das empresas. Assim, passei muitos anos criando para outras marcas, mas sempre alimentando o sonho de ter minha própria marca, até que em 2013 comecei a focar na criação de produtos autorais, abrindo tempo e espaço para esta área.

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Mesa Tepacê, com estrutura reproduzindo espinha de peixe Foto: Atelier Noemi Saga/Divulgação

Como as influências nipônica e brasileira aparecem nos seus trabalhos?
Este background se faz sentir, por um lado, no rigor do projeto e por outro, no caráter lúdico. Em comum, acredito que exista um componente poético, comum às s duas culturas. A mesa Tepacê foi inspirada na fauna brasileira. Tepacê na língua indígena significa espinha de peixe, e a estrutura da mesa reproduz essa forma. Já a cadeira Madeleine é carregada de saudosismo do Brasil dos anos de 1940 e 1950, um período rico na criação de mobiliário nacional.

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Cadeira nostálgica Madeleine, criação recente da marca Foto: Tomás Arthuzzi/Divulgação

Você tem obtido boas colocações em concursos. O quanto estas premiações têm ajudado a alavancar sua carreira de designer?
Em 2014, fomos premiados em 2º lugar no Museu da Casa Brasileira e terminamos finalistas no Prêmio Salão Design com o Biombo Conogó e, este ano, fui de novo finalista com a luminária Hermit. Ganhar um prêmio é gratificante pelo reconhecimento do nosso trabalho, mas, mais importante, é colaborar para mostrar ao mercado o valor do design brasileiro.

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