Em estreia na bolsa, ações do Spotify fecham em alta de 12%

Serviço de streaming de música fez oferta pública direta de ações (DPO, na sigla em inglês) e entrou na lista das dez empresas de tecnologia mais bem cotadas na Bolsa de Valores

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Spotify sobre capital nos EUA com ações negociadas a US$ 132

O serviço de streaming de música Spotify abriu capital na bolsa de Nova York nesta terça-feira, 3, e as ações da empresa fecharam o dia sendo negociadas a US$ 149,01 alta de 12,89% em relação a preço estabelecido para o IPO de US$ 132, o que elevou o valor de mercado da companhia de US$ 23,5 bilhões para US$ 26,5 bilhões. A plataforma, que possui mais de 159 milhões de usuários gratuitos e 70 milhões de assinantes pagos em todo o mundo, teve sua última avaliação de mercado divulgada em 2015, durante uma rodada de investimentos, quando valia US$ 8,4 bilhões.

Serviço de streaming de música mais popular do mundo, o Spotify foi fundado em 2006 por Martin Lorentzon e Daniel Ek, que se mantém como o presidente executivo da empresa. Atualmente, o serviço está disponível em 61 países ao redor do mundo e enfrenta a concorrência de serviços de gigantes, como Apple Music e Google Play Música, assim como serviços independentes, como Deezer e Pandora.

Ao contrário do que costuma ocorrer, a startup fez uma oferta pública direta de ações (DPO, na sigla em inglês), na qual simplesmente colocou suas ações no mercado, sem o processo prévio de leilão pelo preço das ações ou preparação com bancos de investimento. É a primeira vez que uma manobra desse tipo é feita por uma empresa do porte do Spotify e a primeira vez que uma DPO é feita na bolsa de valores de Nova York.

“O Spotify não está levantando capital e nossos acionistas e empregados já podem negociar e comprar nossas ações por anos”, justificou Ek, no blog oficial da companhia, ontem. “Embora o que vai acontecer amanhã nos coloque em um outro nível, isso não muda o que somos ou como operamos.”

Os documentos entregues pelo Spotify no processo de IPO mostram que a empresa teve receita de quase US$ 5 bilhões e um prejuízo de US$ 1,5 bilhão em 2017. Além das perdas altas, a empresa também enfrenta a forte concorrência de diversas empresas, o que também é uma questão que os investidores estão avaliando. “A Apple está crescendo mais rápido que o Spotify e tem um modelo de negócios diferente, em que a música não precisa ser lucrativa”, afirmou o analista John Thinker, da consultoria Gabelli & Co, ao jornal americano The Wall Street Journal. A Apple tem, hoje, 36 milhões de assinantes pagos.

Segundo o Spotify, a empresa pretende chegar ao final deste ano com 96 milhões de assinantes pagos — uma adição de 26 milhões de assinantes pagos — e receita de US$ 6,6 bilhões, o que representa um crescimento de 30% em relação ao ano passado.

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