‘Vingadores: Guerra Infinita’ é o mais ousado filme de super-heróis

Filme estreia nesta quinta-feira, 26

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Cena do filme ‘Vingadores: Guerra Infinita’  Foto: Marvel Studios

Quando escalou Robert Downey Jr. para o papel de Homem de Ferro, a pedido do diretor do filme do herói Jon Favreau, a ideia da construção de todo um universo cinematográfico baseado nas histórias em quadrinhos da editora Marvel era uma loucura. A começar pela própria escalação do ator, então de 43 anos e um histórico de problemas com drogas e álcool. Passando pelo personagem, que, embora fosse importante nos quadrinhos, não tinha o mesmo peso na cultura pop no fim dos anos 2000 – se comparado a Homem AranhaX-MenWolverine, entre outros.

Sem saída depois de se salvar da falência vendendo os direitos dos seus grandes personagens para outros estúdios, em 1990, Tony Stark e a versão de Downey Jr. era o que a Marvel tinha em mãos naquele ano de 2008. Numa união de timing (os filmes de heróis estavam, enfim, sendo aceitos após os sucessos de outros estúdios, como a trilogia de X-Men, da Fox, Homem-Aranha, da Sony, e Batman, da Warner), com uma dose de humor ainda não usada pela concorrência e a promessa, numa cena escondida depois dos créditos, de que a aventura se expandiria para formar o supergrupo Vingadores, o estúdio se estabeleceu como a principal força do segmento de super-heróis na tela grande.

Uma década depois, às vésperas da estreia de Vingadores: Guerra Infinita, a história é outra. Com um orçamento de aproximadamente US$ 300 milhões, segundo o Wall Street Journal, o longa é o segundo mais caro da história – atrás apenas de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, de 2011, cujo custo ultrapassou os US$ 378,5 milhões –, o terceiro filme de Vingadores também é o mais superlativo projeto dentre os longas dos personagens de quadrinhos.

São, pelo menos, 28 personagens de destaque – que tiveram seus próprios filmes solo ou eram importantes para seus núcleos.

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Cena do filme ‘Vingadores: Guerra Infinita’  Foto: Marvel Studios

Guerra Infinita, filme que estreia nesta quinta-feira, 26, nos cinemas brasileiros, é o resultado da união de personagens acumulados pela Marvel ao longo de 19 filmes – estes compõem o que se convencionou a chamar de Universo Cinematográfico da Marvel já que, como nas HQs, as histórias são correlacionadas.

E, tal qual nos quadrinhos, a união dessas figuras se dá diante de uma ameaça grande demais para qualquer um deles. O vilão da vez é Thanos, interpretado por Josh Brolin, uma ameaça ultrapoderosa vinda do espaço, cuja presença tem sido constante nos filmes da companhia. Alguns mais, outros menos, os filmes da Marvel giram em torno de seis pedras precisas chamadas Joias do Poder espalhadas pela galáxia. Quem dominar as seis terá poderes inimagináveis – e é o que Thanos quer.

“Vou comer essa melancia agora”, diz Chris Pratt, em São Paulo

Dentre vantagens de se ter tantos companheiros de cena, para Chris Pratt, o Peter Quill/StarLord de Guardiões da Galáxia, que passa a integrar também Vingadores neste filme, está a possibilidade de não precisar girar o mundo na promoção do filme. “Cada ‘vingador’ foi enviado para um país diferente”, brinca ele, na passagem por São Paulo, no início do mês. “Eu tive a sorte de vir para o Brasil. Depois daqui, vou direto para Los Angeles e só”.

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Chris Pratt, de Vingadores: Guerra Infinita, em encontros com os fãs brasileiros Foto: André Veloso

De fato, Pratt parece ter se divertido durante os dois dias nos quais esteve por aqui (leia mais abaixo).

Ele é o protagonista dos filmes dos Guardiões da Galáxia, um grupo de foras da lei de bom coração que percorrem o espaço e, mesmo pouco conhecido fora do nicho dos fanáticos por quadrinhos, tornou-se queridinho ao estrear nos cinemas em 2014. Foi durante as histórias dos dois filmes de Pratt e companhia que a ameaça de Thanos pode ser mais sentida.

Eles, Guardiões, formavam o “núcleo do espaço”, que acabou se unindo com o herói Thor, desde o seu terceiro filme, Ragnarok, lançado no ano passado. Tony Stark, o Homem de Ferro, lidera o que se entende como “núcleo terrestre” e principal alvo da busca de Thanos pelas tais joias.

“São grupos diferentes, mas que se unem para derrotar esse inimigo em comum”, explica Pratt.

Diante de um time tão inchado de heróis, contudo, há quem se preocupe com a falta de arcos próprios para tantos personagens. “Entendo essa questão”, defende Pratt. “Mas o que eu posso dizer é que sim, vamos ver a evolução desses personagens.”

Por dois dias em São Paulo no começo do mês, Pratt se encontrou com fãs na primeira noite. Fez piadas, respondeu questões e mostrou, em primeira mão, 20 minutos inéditos do longa. No dia seguinte, comeu feijoada, passeou por uma feira de rua (comeu um pastel) e comprou frutas (laranjas, meia melancia, entre outras).

Questionado sobre o que faria com elas, principalmente com a melancia, já que não poderia levar consigo, brincou: “Já que você falou, vou comer essa melancia agora!” Pedro Antunes , O Estado de S.Paulo

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