Cannes 2018: 82 mulheres protestam por igualdade de gênero na indústria

O grupo afirmou que fará mais protestos.
Por Julia Mello

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 (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Oitenta e duas mulheres que trabalham na indústria cinematográfica — incluindo Cate Blanchett, Ava DuVernay e Jane Fonda — protestaram no tapete vermelho de Cannes sobre a falta de diretoras mulheres no festival.

O protesto foi organizado pelo coletivo 5050×2020, que quer escancarar a disparidade de gênero da indústria cinematográfica. O grupo afirmou que o número de participantes (82) é proposital: esse é o numero total de mulheres e diretoras cujos filmes já concorreram a prêmios nos 71 anos dos festival. Nesse mesmo tempo, 1.645 diretores homens já tiveram seus filmes exibidos, e Jane Campion continua sendo a única mulher a ganhar o prêmio mais importante do festival, a Palme D’Or. A faísca para o protesto, no entanto, fica por conta da edição atual do evento: nesse ano, entre os 21 filmes exibidos, apenas 3 são dirigidos por mulheres.

O grupo, que também contava com Kristen Stewart, Patty Jenkins e Salma Hayek , andou silenciosamente pelo tapete vermelho antes de parar na metade dos degraus, que ficam na entrada do Palais des Festivals, o centro de conferências onde acontecem os evento. De acordo com elas, o gesto significava as dificuldades com as quais as mulheres têm que lidar ao “subir a escada social e profissional”.

No final do protesto, Blanchett e a veterana do cinema e da arte Agnes Varda leram um pedido coletivo do grupo que pedia que a indústria fornecesse condiçõees melhores e mais seguras de trabalho para as mulheres, e para que os governos pressionem as leis de pagamento igualitário para homens e mulheres.

“As mulheres não são minoria no mundo, e, mesmo assim, o estado atual da nossa indústria diz o contrário”, começou a fala. “Como mulheres, temos nossos próprios desafios, mas nos unimos hoje nessas escadas como um símbolo de nossa determinação e comprometimento com o progresso.”

De acordo com o 5050×2020, mais protestos virão por aí — juntamente com representantes do movimento Time’s Up, que impactou os tapetes vermelhos no começo desse ano após denúncias de assédio sexual.

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(Getty Images/Getty Images)
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