Harper’s Bazaar Brasil Maio 2018 Cris Lopes by Ivan Erick Menezes

Sem título.jpgPhotography: Ivan Erick Menezes. Styling: Rodrigo Yaegashi. Beauty: Helder Rodrigues. Retouch: Philipe Mortosa. Model: Cris Lopes

Harvey Weinstein deve se entregar à polícia nesta sexta-feira, diz CNN

O produtor foi acusado por dezenas de mulheres de assédio, abuso e estupro desde novembro do ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias

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O produtor de filmes e seriados norte-americanos, Harvey Weinstein 

Harvey Weinstein deve ser acusado por má conduta sexual e espera-se que ele se entregue nesta sexta-feira à polícia de Nova York, segundo o site TMZ e a rede CNN. O produtor foi acusado por dezenas de mulheres de assédioabuso e estupro desde novembro do ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias. Procurado pela CNN, o advogado de Weinstein se recusou a comentar a informação.

Weinstein é investigado por crimes sexuais em Nova York, Los Angeles e Londres. Fontes da polícia afirmaram ao TMZ que a acusação está relacionada ao caso de ao menos uma vítima, Lucia Evans, que afirma que o produtor a forçou a fazer sexo oral nele em 2004.

Weinstein foi acusado por várias mulheres que trabalharam com ele ao longo dos anos. Atrizes como Cate Blanchett, Gwyneth Paltrow e Lupita Nyong’o foram algumas das mulheres que acusaram o produtor. Com as alegações e investigações, Weinstein caiu em desgraça: deixou a companhia que leva seu nome e desapareceu.

As denúncias estimularam outras pessoas a falar sobre assédio sexual, o que acabou culminando no movimento #MeToo. As acusações implicaram várias figuras de sucesso da indústria do cinema e da TV, como Kevin Spacey, Dustin Hoffman, Louis C.K. e Jeffrey Tambor.

Meghan Markle terá seis meses de treinamento com a secretária da rainha

Ela terá de aprender todas as suas funções como duquesa de Sussex e membra da família real britânica

meghan_markle.pngEntrar para a família real britânica exige seguir uma série de protocolos e tradições, que não acabam com a oficialização do casamento.

Após casar-se com príncipe Harry no dia 19 de maio e ser nomeada duquesa de Sussex, Meghan Markle agora terá de passar por um treinamento. As informações são do The Sun. 

Durante seis meses, Meghan vai passar por uma espécie de curso intensivo para aprender todas as suas funções, desde detalhes sobre eventos oficiais até regras de comportamento e etiqueta. E, para isso, ela vai contar com a tutoria de Samantha Cohen, secretária particular da rainha Elizabeth II.

A rainha ‘emprestou’ Samantha, que trabalha com a família real há 17 anos, por ser uma das assessoras de maior confiança dela. “O escritório [de Harry e Meghan] vai ficar bastante ocupado”, disse uma fonte ao The Sun.

Vestido de noiva “igual” ao de Meghan Markle é vendido por R$ 1,5 mil por start up brasileira

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À esquerda, vestido de Meghan Markle. À direita, releitura do vestido à venda na internet por R$ 1,5 mil || Créditos: Getty Images/Divulgação

Ninguém vai conseguir superar tão cedo a visão de Meghan Markle chegando a seu casamento com o príncipe Harry… O vestido minimalista com cortes retos criado por Clare Waight Keller da Givenchy para a cerimônia religiosa arrancou suspiros do mundo todo.

Pois o modelo Real, avaliado em 300 mil libras (R$ 1,5 milhão), acaba de ganhar versão “inspired” e está disponível virtualmente por R$ 1,5 mil – 0,1% do valor do original. Batizada Vestido Real, a releitura foi feita pela startup gaúcha O Amor é Simples. “Ele não é uma cópia do que foi usado por Meghan e sim uma criação que tem o nosso DNA, nossa matéria prima. É um vestido real para noivas reais”, explica Laís Ribeiro, uma das sócias da empresa. A produção rápida do modelo contou com ajuda de Gabi Chanas, correspondente do Glamurama no casamento Real, que enviou fotos do vestido usado por Meghan em tempo recorde às empresárias. Em menos de cinco dias, o genérico já estava à venda.

“O vestido que criamos é dedicado às noivas reais do Brasil, portanto, tem um valor acessível e, ao mesmo tempo brinca com as particularidades típicas do estilo da realeza. É uma peça sofisticada com materiais acessíveis, utilizados em um design uniu a inspiração do vestido de Meghan sem perder a essência da simplicidade que temos no nosso DNA”, explica Évelin Bordin, outra sócia do site.

Ficou interessada? É só entrar no site da marca, e pode ser parcelado em até 5x (sem juros) ou 12X, com frete grátis. O prazo de entrega é de 60 dias.

‘8 mulheres e um segredo’ pode ser o filme fashion de 2018

Joia da Cartier também foi feita especialmente para o longa.

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 (Warner Bros./Divulgação)

Com joias da Cartier, vestidos de alta-costura e oito mulheres com estilo reconhecido, pode ser que o filme “Ocean’s 8” (Oito mulheres e um segredo, em português), dirigido por Gary Ross, seja um daqueles filmes de moda inesperados. É que mesmo que ele não fale diretamente sobre moda, a presença de Sandra Bullock, Cate Blanchett, Rihanna, Mindy Kaling, Awkwafina, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway e Sarah Paulson já está elevando o longa ao status fashion do momento.

O filme só será lançado no dia 7 de junho, mas o tema também tem chamado a atenção: as 8 mulheres roubam juntas um colar de diamantes que vale mais de U$ 150 milhões. A peça foi feita em parceria com a Cartier, que produziu a réplica de um colar de 1931, feito por Jacques Cartier para a realeza indiana Maharaja de Nawanagar.

“Os joalheiros das oficinas de Alta Joalheria situados em Paris conseguiram esse feito em não mais que 8 semanas”, conta a marca. Mas quando ele foi feito originalmente, também foi um tributo à Jeanne Toussaint, diretora criativa da marca nos anos 1930, que estabeleceu a identidade da label. Além disso, a Cartier Mansion, que ficam em Nova York, ficou fechada por dois dias para que seus salões fossem transfiramos em sets de cinema.

De acordo com a estilista Sarah Edwards, ela criou um estilo único para cara uma das atrizes, focando naquilo que era seu talento especial ou característica única. “É importante que todo mundo seja reconhecido instantaneamente, já que, em um roubo, tudo acontece muito rápido”, explicou ao Hollywood Reporter.

Debbie Ocean, interpretada por Sandra Bullock, é “calma e arrumada com seu irmão”, Danny (George Clooney), e usará roupas de estilo minimalista, como Stella McCartney, Alaia e Prada. Já Lou, interpretada por Cate Blanchett, tem estilo mais agressivo. “Tentamos traduzir Keith Richards para uma personagem feminina”, conta a estilista. A Burberry foi a marca escolhida para que ela encomendasse ternos de veludo sob medida, além de gravatas da Saint Laurent.

Já Rihanna vai de encontro ao tipo diva, e interpreta Nine Ball, uma hacker caribenha. “Ela tem um senso de estilo pessoal incrível, e coloquei jeans largos, botas e jaquetas army, o que ela amou completamente”, contou a estilista.

Um dos grandes momentos do filme é o roubo durante o tapete vermelho — para o qual as 8 mulheres se vestirão de forma impecável, é claro. A estilista pediu peças sob medida para grandes casas, e já se sabe que Sandra usará Alberta Ferretti, Blanchett um Givenchy, Hathaway Valetino, Bonham Carter um Dolce and Gabbana floral e Rihanna vestirá Zac Posen.

“Normalmente um vestido desses demora um ano para ser feito, mas pedimos para que eles ficassem prontos em um mês. E pedimos que eles participassem da nossa história. Tivemos que explicar: você não pode fazer esse vestido assim porque a Rihanna tem que poder passar pela porta de um carrinho de lanches com ele.” Ansiosas? [ELLE]

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Fall 2018 Ready-to-Wear Campaign – Behind the Scenes with Jennifer Lawrence

Nos bastidores com Jennifer Lawrence para as filmagens da campanha de outono de 2018.

Maio de 1968: a primavera das mulheres

A revolução social que eclodiu pelas ruas de Paris, e completa 50 anos este mês, marcou para sempre o papel feminino na sociedade. E espalha, até hoje, seus ideais na maneira de reivindicar nossos direitos, clamar pela igualdade entre os sexos e usar a moda como forma de manifesto

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Universitárias tomam as ruas da cidade em maio de 1968 (Foto: AFP Photo)


Em nenhum outro momento da história 30 dias foram tão intensos e capazes de promover tantas mudanças sociais e comportamentais quanto maio de 1968. As manifestações do período – que começaram com os protestos da classe estudantil de universidades parisienses como Sorbonne e Nanterre e culminaram com a maior greve geral da França e até hoje de toda a Europa – mudaram para sempre o curso da humanidade.

No epicentro de todas as reinvindicações estavam, é claro, as mulheres. Juntas, elas saíram às ruas, enfrentaram as barricadas e a fúria dos policiais do então conservador governo do presidente Charles de Gaulle. Era preciso mostrar ao universo o descontentamento com o sistema social vigente. Inspiradas em obras de escritoras feministas como Simone de Beauvoir, reivindicavam a liberdade sexual, a igualdade no mercado de trabalho e o fim da ideia de ter como único propósito de vida o lar.

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Réplicas dos cartazes que marcaram os protestos decoram o cenário do desfile de outono-inverno 2018-2019 da dior, no último mês de fevereiro (Foto: Divulgação)


Cinquenta anos após o feito, as reinvindicações da célebre data seguem ecoando pelo planeta com a força de um tufão, e com o empurrão extra e potente das redes sociais. Um dos desdobramentos recentes mais importantes foi a Women’s March, a marcha que mobilizou em janeiro 5 milhões de pessoas só nos EUA. Unidas na luta por ideais, de certa forma, semelhantes, como a igualdade entre os gêneros, a equiparação salarial, o fim da cultura do assédio e do governo misógino do presidente Donald Trump.

Militância fashion
Grandes revoluções sempre geram mudanças comportamentais intensas, refletidas também na maneira de vestir. Se após o período de escassez da Segunda Guerra Mundial as mulheres voltaram a desejar itens cheios de feminilidade, como vestidos rodados e batons vermelhos, após maio de 1968 o anseio por mudanças no vestuário foi abrupto. Com a recém-criada pílula anticoncepcional, liberada no início da década, elas estavam dispostas a desfrutar de sua sexualidade e exibir o corpo sem grandes pudores. Também se sentiam fortalecidas para vestir looks masculinizados, já que entre os anseios estava disputar de igual para igual postos de trabalho antes restritos aos homens. “As explosivas minissaias inventadas pelo francês André Courrèges tornaram-se peças-chave, assim como a calça comprida do terninho criado por Yves Saint Laurent”, explica João Braga, professor de história da moda da Faap.

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No topo, desfile da chanel, primavera-verão 2015: gisele bündchen pede direitos iguais para as mulheres. abaixo, a minissaia criada por andré courrèges na década de 60. à dir., as atuais camisetas de grife com frases de protesto.  (Foto: Divulgação / Imaxtree / Getty Images)


Esse comportamento continua a reverberar entre as tendências. Em seu eterno exercício de olhar para o passado para pensar o futuro, a moda contemporânea do século 21 foi até maio de 1968 para encontrar inspirações. O jeans, símbolo máximo da igualdade de gênero, tornou-se, por exemplo, o material-chave da última coleção Dior, assim como o comprimento mínimo, grande aposta da passarela. “Estou aqui para dar poder às mulheres. Para mostrar ao mundo que podemos decidir o que vestir e o que fazer para estarmos bem com nós mesmas. Não somos passivas”, disse Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da casa, à Marie Claire Brasil. Essa coleção, entretanto, não foi a primeira a exaltar o poder feminino. As camisetas do verão 2017 – com dizeres como “We should all be feminists” [em português, “todos devemos ser feministas”, uma referência ao livro homônimo da feminista Chimamanda Ngozi] – ganharam o mundo e foram replicadas por centenas de marcas.

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Peças com estampas de heroínas do show primavera-verão 2018 da prada (Foto: Imatrix)


Na coleção Primavera-Verão 2018, outra italiana, Miuccia Prada, uma antiga entusiasta do movimento (ela própria uma militante socialista e feminista nos anos 1970), falou sobre empoderamento sem precisar escrever mensagens literais. Convidou oito artistas mulheres, do universo dos quadrinhos, para colorirem bolsas e casacos com imagens de heroínas. “Quando a sociedade descreve uma mulher que parece forte, ela é chamada de masculina. Por que isso? Ela não é masculina. Ela é só uma mulher forte”, disse ao jornal britânico The Guardian. Mesmo caminho traçou a Chanel, maison fundada por uma feminista célebre, Coco, e hoje comandada por Karl Lagerfeld. A marca seguiu o legado de sua criadora e, no desfile de Primavera-Verão 2015, colocou literalmente a boca no trombone – em uma versão, digamos assim, revisitada das manifestações dos anos 1960. Gisele Bündchen protagonizou a cena, desfilando com megafone em mãos e pedindo liberdade e igualdade para as mulheres, ao lado de uma legião de modelos. Assim como maio de 1968 ficou para sempre na história da contracultura, esse desfile fez o mesmo na trajetória da moda. [Camila Lima]

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Acima e à esq., a feminista carioca Leila Diniz, nos anos 60. Acima, as ruas de Chicago, em janeiro deste ano, durante a women’s march. À dir., a ativista americana Angela Davis. À esq., a feminista francesa Simone de Beauvoir. Abaixo, cartazes dos filmes que evocam os manifestos de 1968: os sonhadores, de 2003, de Bernardo Bertolucci, e a chinesa, de Jean-luc Godard (Foto: Divulgação / Getty Images)

Renner lança linha de jeans feitos de fios reciclados

Iniciativa da Renner, que reaproveita sobras de tecidos, já está à venda

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Peças são feitas com tecido produzido a partir de sobras de fios Foto: Breno da Matta/Renner/Divulgação


Atenta aos debates de consumo consciente e upciclying, a Renner lançou na quarta, 23, uma nova linha, batizada de Re – Moda Responsável, que nasce como a veia sustentável da marca. A primeira novidade, a Re Jeans, coloca em prática o conceito de moda circular. Com tecnologia desenvolvida por eles, a marca coleta sobras de fios e resíduos jeans de seus fornecedores, as transformam em um novo tecido, que é devolvido aos fabricantes para virarem novas peças.

O resultado são calças, shorts, blusas e vestidos, com preços entre R$ 39,90 (top) e R$ 119,90 (calça flare), que estão à venda em lojas selecionadas e no e-commerce da empresa. “Esta é mais uma iniciativa da Renner para incentivar o consumo de roupas que tenham apelo de moda, qualidade e sejam produzidas com componentes menos impactantes ao meio ambiente”, explica o presidente da empresa, José Galló. “Estamos engajados em avançar cada vez mais neste propósito.”

Desde 2017, a Renner está colocando em práticas iniciativas que agridam menos o meio-ambiente, entre elas a produção de peças com fios feitos a partir de garrafas PET recicladas, e traçou objetivos sustentáveis para 2021: ter 80% dos produtos feitos com matérias-primas e processos menos impactantes, ter 75% do consumo corporativo de energia proveniente de fontes renováveis, reduzir em 20% as emissões absolutas de gás carbônico (CO2) e ter 100% dos fornecedores certificados por entidades internacionais.