O “tênis feio” da Balenciaga fará a marca faturar US$ 1 bi ao ano

O Triple S é o maior hit da marca em anos e transformou a etiqueta na empresa que mais cresce dentro do grupo Kering que também detém a Gucci.

SnapCrab_NoName_2017-12-12_22-16-44_No-00.png
 (Balenciaga/Divulgação)

Desde que Demna Gvasalia entrou na direção criativa, a história da Balenciaga tem sido pautada por polêmicas muito similares. Funciona mais ou menos assim: o estilista — que também comanda a Vetements (igualmente polêmica) — recria uma peça que, à princípio, não tem conexão nenhuma com o mundo do luxo. Quem aqui se lembra da sacola da IKEA que virou uma bolsa caríssima nas mãos do designer?

Este é também o caso dos tênis da grife. Esqueça modelos refinados que tentam, de alguma forma, disfarçar a sua origem street esportiva. O Triple S vai contra tudo e contra todos com sua estética “suja” e pesada. Não à toa, ele foi apontado como o pioneiro na volta dos dad shoes: esses sapatos que pessoas jovens, supostamente, jamais usariam por serem “antiquados” demais.

Mesmo assim, alguma coisa estranha acontece e esse tênis está entre os mais desejados pelos millennials sneakerheads ao redor do mundo. Resultado? A Balenciaga, segundo François-Henri Pinault, o CEO do grupo Kering que detém a empresa, vai faturar mais de US$ 1 bilhão neste ano por causa do acessório. Dá para acreditar?

O modelo, no exterior, sai por US$ 895, e chega aqui no Brasil pela Farfetch na faixa de R$ 5 720. “Não tem um jantar que eu vá em que alguém não me diga: ‘por favor, pare de fazer esse tênis, a gente não aguenta mais gastar tanto dinheiro em sapatos!’ O que me deixa, particularmente, muito feliz”, disse Cedric Charbit, CEO da Balenciaga em uma conferência do Financial Times em Veneza, na Itália. “Os millennials representam 60% do público deste tênis, mas os homens têm mostrado um interesse especial nos nossos pares.”

As vendas garantiram o posto de empresa mais lucrativa do grupo Kering — passando a italiana Gucci de Alessandro Michele que também faz parte do conglomerado. Nem mesmo a decisão controversa de transferir a produção do modelo da Itália para a China desmotivou os consumidores. Mais um sinal de que o streetwear é o que há de mais desejável no luxo de 2018.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s