Novos apps de paquera analisam os genes dos usuários para encontrar o par perfeito

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O app Pheramor criou um teste genético para ajudar usuários a descobrirem a cara-metade.

No último Natal, eu e o meu namorado demos o mesmo presente um para o outro: um kit de teste genético. Esse tipo de teste é uma febre nos EUA. Basta comprar um kit, colher uma amostra de saliva e enviar pelo correio. Em algumas semanas, o usuário recebe um relatório com dados sobre a sua ancestralidade e insights sobre a sua saúde, como a predisposição genética para algumas doenças como câncer e Alzheimer.

Eu descobri, por exemplo, que 45% dos meus genes são da Península Ibérica, confirmando algumas informações desencontradas na família sobre antepassados de origem espanhola e portuguesa.

Mais recentemente, esses testes genéticos ganharam uma terceira função: ajudar a encontrar a cara-metade. Dois novos apps de paquera que tentam ganhar espaço nos EUA prometem encontrar o par perfeito com base no DNA.

O app Pheramor exige que os usuários façam um teste genético que a própria empresa criou e que custa US$ 19. O sistema é o mesmo usado por outras empresas que vendem testes genéticos: o usuário colhe uma amostra de saliva em casa e envia para a empresa. O Pheramor analisa 11 genes que são frequentemente associados com a atração sexual.

Enquanto aguarda o resultado, o usuário é convidado a responder um questionário sobre a sua personalidade e interesses. Quando o teste genético fica pronto, o app analisa os resultados dos dois testes e conecta o usuário ao seus parceiros ideais de acordo com a genética e a personalidade.

Como o foco é em qualidade em vez de quantidade, o app mostra apenas três potenciais “matches” por dia para cada usuário. A foto é borrada propositalmente para que o foco seja na compatibilidade do casal.

Já o DNA Romance permite que os usuários enviem os dados genéticos obtidos por meio de qualquer um dos populares kits de DNA dos EUA. Há, pelo menos, sete marcas diferentes no mercado. Com base nos resultados, o app mostra potenciais “matches” que tenham pelo menos 70% de compatibilidade genética.

Para aumentar as chances de sucesso, o app ainda adiciona o teste de personalidade Myers-Briggs como uma outra variável do seu algoritmo.

O DNA Romance é gratuito para os primeiros três “matches”. Depois disso, a empresa cobra uma taxa mensal pelo uso do app.

Pode um teste genético determinar a compatibilidade de um casal?

Quando se trata da genética do amor, os opostos definitivamente se atraem. As empresas explicam que estudos mostram que seres humanos sentem atração uns pelos outros por causa de características genéticas como o cheiro do suor, por exemplo. Quanto mais diferentes os sistemas imunes das duas pessoas, maior a atração. Pessoas resistentes a diferentes doenças, por exemplo, tendem a se sentírem atraídas uma pela outra — aquela tal química que todo mundo procura.

Não há consenso no mundo científico sobre esses estudos. Para alguns, trata-se de pura pseudociência. Mas para quem já cansou dos apps de paquera tradicionais, apelar para a genética pode ser um jeito de animar a vida.

Sozinho no próximo dia dos namorados? Talvez a genética possa resolver o seu problema. Por enquanto, porém, não há informações sobre a disponibilidade desses apps no Brasil. [Ligia Aguilar]

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