Kate Spade sofria de depressão severa, afirma marido da estilista

Andy Spade disse que ela tinha acompanhamento médico e estava feliz na noite anterior à morte

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Foto tirada em 13 de maio de 2004 mostra a designer Kate Spade posando com bolsas e sapatos da sua coleção (Foto: Bebeto Matthews/AP Photo/Arquivo)

SÃO PAULO – Em comunicado divulgado nesta quarta (6), o marido da estilista Kate Spade afirmou que ela sofria de depressão severa e informou que eles estavam vivendo separadamente nos últimos dez meses.

Kate Spade, 55, foi encontrada morta em seu apartamento em Nova York na manhã de terça (5). A polícia trabalha com a hipótese de suicídio. Um empregado encontrou o corpo e um bilhete, cujo teor não foi divulgado.

Em seu primeiro pronunciamento público após o anúncio da morte da mulher, Andy Spade afirmou que não havia planos de divórcio.

Com seu marido e parceiro de negócios, Kate Spade transformou a marca que leva seu nome, inicialmente dedicado a bolsas, em um negócio bilionário.

Andy Spade afirmou que a mulher sofreu de ansiedade em alguns momentos do casamento, mas os episódios mais sérios da depressão surgiram cerca de seis anos atrás, quando ela tinha 49 anos.

“Kate sofreu de depressão e ansiedade por muitos anos. Ela procurou ajuda e teve acompanhamento médico para tratamento. Ela parecia feliz na noite anterior à morte. Não havia indicação nem aviso do que ela poderia fazer”, afirmou Andy Spade. “Foi um completo choque. Ela estava lutando com demônios pessoais.”

Kate e Andy  Spade se casaram há 24 anos e iniciaram a marca Kate Spade em 1993.

Segundo Andy, eles mantinham apartamentos separados a poucos quarteirões um do outro e continuavam a tirar férias juntos. A filha deles, Frances Beatrix, morava um pouco com cada um dos pais.

Ela estava com Andy na noite da morte da mãe.

Andy Spade também afirmou que nem ele nem ninguém da família viu o bilhete deixado por Kate, mas que soube do documento pela mídia.

Marc Jacobs: a ascensão e a queda do designer número 1 dos EUA

O que, afinal, aconteceu com o estilista e sua marca, cujos desfiles estavam entre os mais aguardados da temporada
Steven Kurutz – The New York Times

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Marc Jacobs, em frente ao hotel Four Seasons em Nova York, em maio de 2015. Sua companhia vem sofrenmdo finaceira e criativamente levando analistas a avaliarem sua situação como bastante delicada Foto: Landon Nordeman/The New York Times

Segunda-feira à noite, quando alguns dos maiores nomes da moda se reuniram no Brooklyn Museum para o prêmio anual do CFDA, o Conselho de Estilistas de Moda – frequentemente chamado de Oscar do mundo da moda – uma figura familiar foi lembrada: Marc Jacobs.

Houve um tempo em que ele identificou e atraiu uma nova mulher urbana, que misturava a atitude do centro e o glamour de Uptown. Sofia Coppola e celebridades como Winona Ryder incorporavam o look e não só usavam as roupas de Jacobs, como também se tornaram suas musas, eram as meninas “cool” do tapete vermelho.

Agora, há a sensação de que o estilista perdeu o rumo. Com um valor elevado e um designer que admite ele mesmo que não entende mais o que as clientes querem, a etiqueta produz hoje roupas e acessórios sem um ponto de vista atraente, deixando de gerar a excitação criada pelos colegas mais jovens, como Alexander Wang e Joseph Altuzarra.

Durante uma reunião com investidores em janeiro de 2017, ao responder perguntas sobre o ambiente de negócios durante a presidência Trump, Bernard Arnault, presidente do grupo LVMH, que detém uma participação na marca Marc Jacobs, disse: “Estou mais preocupado com Marc Jacobs do que com o presidente dos Estados Unidos”. Mais tarde naquele ano, Marc Jacobs apresentou uma das poucas performances negativas do grupo, levando a LVMH a fechar a linha masculina da etiqueta como uma medida de redução de custos.

Em uma entrevista recente, Luca Solca, chefe de pesquisa de produtos de luxo na Exane BNP Paribas, calculou que Marc Jacobs estava perdendo mais de 50 milhões de euros, ou cerca de R$ 225 milhões, nos últimos anos com receitas estáveis durante esse período.

Em 2015, a marca Marc Jacobs encerrou sua linha popular Marc by Marc Jacobs. A empresa fechou outras dezenas de lojas nos últimos anos, tanto na Europa como em Nova York, quase dizimando a extensão de Bleecker Street antes chamada de “Marcland” (terra de Marc) por causa da onipresença do designer em várias lojas. A marca de moda de Nova York por excelência agora não tem um carro-chefe na cidade além de uma butique modesta no SoHo, a Bookmarc, que vende livros e bugigangas de marca.

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Com apresentações impactantes, como essa do inverno 2013-2015, Marc Jacobs já foi o mais importante criador da temporada norte-americama. Hoje, seus desfiles ainda são aguardados, mas ele mesmo assume ter perdido a conexão com o hoje Foto: Josh Haner/The New York Times

No que diz respeito ao fechamento de lojas, a turbulência corporativa na etiqueta talvez seja mais preocupante. Houve a saída de Robert Duffy, amplamente considerado como a “força motriz” por trás da ascensão de Jacobs. Duffy conheceu Jacobs em 1983 no jantar de formatura do designer, na Parsons School of Design, quando Duffy era um jovem executivo da Reuben Thomas em busca de novos talentos. “Liguei para a escola no dia seguinte e pedi que nos colocassem em contato”, disse Duffy à revista Port em 2012. “Marc me ligou de volta e nos encontramos naquele dia, almoçamos e apertamos as mãos. No dia seguinte, começamos a trabalhar juntos”.

Nas três décadas seguintes, Duffy foi tanto parceiro de negócios de Jacobs como seu incansável defensor, e em 1997 orquestrou o investimento da LVMH em Marc Jacobs. Mas abriu mão de seu papel de comando em 2015, abandonando as tarefas do dia-a-dia. Um representante de Duffy, que permanece no conselho da empresa, disse que ele estava fora do país e indisponível para comentar o assunto.

A LVMH se recusou a liberar qualquer um de seus executivos para entrevistas, mas emitiu uma declaração. “A reviravolta está em curso na Marc Jacobs International e estamos vendo sinais muito encorajadores de progresso”, disse a empresa. “Estão sendo realizados alguns dos benefícios das ações mais difíceis de serem tomadas para direcionar corretamente os negócios”.

“No acumulado do ano, estamos vendo alguns sinais positivos de varejistas e clientes e uma melhora substancial nos resultados”, acrescentou. “A empresa precisa manter o foco, mas está indo na direção certa.”

Do grunge a Louis Vuitton
Por mais de duas décadas, desde que ele vestiu modelos em flanela para sua coleção grunge 1992 para Perry Ellis, que dividiu acentuadamente os críticos, Marc Jacobs tem sido considerado de longe como o mais excitante e talentoso designer dos EUA de sua geração, o único verdadeiro sucessor de Calvin, Donna e Ralph.

Em 1997, Jacobs assumiu o papel de diretor de criação da Louis Vuitton. Ele transformou a marca francesa criadora de malas e baús numa casa de moda contemporânea, criando desfiles sensacionais, trazendo colaboradores como o artista Takashi Murakami e quadruplicando os negócios. Simultaneamente, com o poderoso apoio da LVMH, Jacobs e Duffy tornaram a marca Marc Jacobs global, com vendas de cerca de US$ 300 milhões em 2006 e novas lojas em distritos de compras de alto luxo, de Paris a Tóquio.

“Eles criaram a excitação da moda. Não foi uma fórmula. Algo novo ia acontecer a cada temporada. Marc não estava em uma caixa como algumas marcas estão “, comenta Ron Frasch, um ex-executivo da multimarcas de luxo Bergdorf Goodman e ex-presidente da Saks Fifth Avenue, que atualmente trabalha com vestuário de luxo para um fundo de investimento privado.

Durante as Semanas de Moda de Nova York, fashionistas de todo o mundo esperavam ansiosamente pelo desfile de Marc Jacobs, em que seriam surpreendidos e teriam um vislumbre do zeitgeist da moda. Jacobs manteve isso, temporada após temporada. E continua a ter fãs leais e amigos em altos cargos – nas palavras de Anna Wintour, a toda poderosa editora da Vogue norte-americana, ele é “um ótimo, ótimo estilista”. Jacobs ainda agita o tapete vermelho: este ano Janelle Monáe o acompanhou ao Met Gala; em 2015, Cher era a sua parceira, mas ao longo do caminho, algo parece ter dado errado.

A dramática transformação física de Jacobs, descrito em 2008 como um desajustado de óculos escuros e transformado em alguém musculoso e bronzeado, parecia o presságio de uma nova era, uma que nem todos os fãs abraçaram. Em 2011, Jenna Sauers, uma escritora do site Jezebel, declarou ao The New York Times que sentia falta do “antigo” Marc. “Havia algo nele que era tão cativante”, disse Sauers. “Ele era meio que desajeitado e você se sentia amado pelo trabalho dele. Eu tenho muito carinho por esse Marc.”

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Uma das grandiosas apresentações dos áureos tempos de Marc Jacobs na Louis Vuitton, a do outono-inverno 2012-2013 teve até um trem na cenografia Foto: Benoit Tessier/ Reuters

Jacobs se irritou com essas críticas. “Se a minha infelicidade estava criando inseguranças e é disso que as pessoas sentem falta, sinto muito”, respondeu naquele artigo. “Mas sou a mesma pessoa, apenas mais forte e mais positivo agora.”

Enquanto isso, seu histórico de comportamento errático – Incluindo os anúncios de que estava se internando para reabilitação, um relacionamento muito público com um ex-ator pornô e, acidentalmente, postando uma foto de seu traseiro no Instagram – continuaram a levantar preocupações sobre sua capacidade de administrar uma grande empresa, dúvidas que nunca desapareceram. (Embora aos 55 anos, o designer parecia finalmente estar se estabelecendo; ele foi notícia em abril ao pedir em casamento seu noivo, Char Defrancesco, num Chipotle)

Em 2014, Jacobs deixou seu cargo na Louis Vuitton, depois de 16 anos, para se concentrar em sua própria etiqueta antes do anúncio de uma planejada oferta pública na bolsa de valores. Falando ao New York Times na época, Michael Burke, um dos principais executivos da Louis Vuitton, disse que a etiqueta “não era tão organizada quanto deveria ser” sob Jacobs. Ela passou a criticar o tipo de abordagem do estilista, caótica e cara, para apresentar uma coleção. E o IPO? Mal foi mencionado desde então, e os problemas atuais o tornam improvável, pelo menos no futuro próximo.

Perdendo a magia
Os problemas se estenderam do lado criativo também. Durante anos, Jacobs parecia saber exatamente o que as pessoas queriam e, de repente, parecia não saber mais. Talvez o desvio criativo seja atribuível à saída de Duffy, que não só era parceiro de negócios de Jacobs, mas mantinha o designer nos trilhos, sentando ao seu lado nas semanas que antecediam seu desfile. Outros dizem que a empresa há muito tempo não tinha um diretor criativo forte, alguém que pudesse traduzir a visão de Jacobs em expressão real para a equipe de design. Esse papel foi ocupado com sucesso por Venetia Scott, que supervisionou a Marc by Marc em seu auge, mas que deixou a empresa em 2015.

Quanto ao próprio Jacobs, ele parecia desinteressado em canalizar a cultura moderna. No ano passado, fotografado rodeado por lendas do hip-hop dos anos 1980, como Biz Markie e Salt-N-Pepa para revista In Style, Jacobs disse à Vogue que “não se identificava com o que realmente parece ser o hoje” – uma admissão surpreendente para um designer de moda responsável por uma marca global.

Mesmo assim, seus desfiles ainda são muito esperados. Mesmo com ar pungente de irrelevância. Suas roupas parecem desconectadas do mercado e, na verdade, raramente são promovidas no site de comércio eletrônico Marc Jacobs. A apresentação mais recente, em fevereiro, foi realizada no Park Avenue Armory, sem produção e, ao com de uma música barroca sombria. A crítica Cathy Horyn comparou o desfile a um “funeral suntuoso”, e a crítica do The New York Times, Vanessa Friedman, escreveu: “Ele é um dos nossos grandes talentos. Mas isso ainda pode não ser suficiente.”

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Um dos mais recentes desfiles da marca, inspirado na cultura de rua e hip hop dos anos 80 em Nova York Foto: Eduardo Munoz/ Reuters

Uma mudança aconteceu independentemente de tudo isso. Enquanto Jacobs continua a projetar luxo pronto para usar e ser reconhecido pela CFDA, a marca Marc Jacobs não é mais vista como uma marca de luxo pelos consumidores. Está mais de acordo com os etiquetas contemporâneas de “luxo acessível”, como Coach e Kate Spade.

No site de e-commerce do Marc Jacobs, o preço total de novos produtos caiu de quase US$ 700 em média em 2015 para cerca de US$ 350 em 2017, segundo a pesquisa compilada por uma empresa de tecnologia de varejo. A estratégia de preços aumentou as vendas. Há uma sensação de que as finanças da empresa podem estar se estabilizando, se não se virando, disse Solca.

A etiqueta também tem uma nova bolsa de sucesso, a “Snapshot”, de 295 dólares, com sua alça de câmera colorida. A Marc Jacobs Beauty, uma linha de maquiagem que é comercializada com destaque na Sephora, vem crescendo de forma constante, especialmente entre as mulheres jovens. Mas a mudança do mercado de luxo para um mais popular também levou confusão ao consumidor e os produtos que levam seu nome foram desvalorizados.

Perguntado se Jacobs pode recuperar seu sucesso anterior, Frasch foi cauteloso. “É mais difícil. Certamente muito mais difícil do que era”, afirma ele. “E isso depende de Marc, do grupo LVMH e de quais suas projeções para a marca.” Fern Mallis, ex-diretora executiva do CFDA, e agora uma consultora do setor, afirmou que muitas pessoas ainda parecem acreditar em Jacobs, apesar de suas recentes lutas. “Marc é alguém que você nunca pode descartar. Seu talento é muito grande. Ele assume riscos. Ele não se importa. E isso é fabuloso”.

Tradução de Claudia Bozzo

‘Cambridge Analytica foi injustamente destruída por falsas acusações’ diz ex-presidente

Alexander Nix prestou depoimento nesta quarta-feira no parlamento europeu e disse que Christopher Wylie mentiu sobre vários assuntos
Por Agências – Reuters

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Alexander Nix é ex-presidente da Cambrigde Analytica

O ex-presidente executivo da Cambridge Analytica Alexander Nix disse que a sua empresa foi “injustamente destruída por falsas acusações” e que o ex-funcionário da empresa Christopher Wylie mentiu. As acusações foram feitas por Nix nessa quarta-feira, 6, durante depoimento aos parlamentares da Câmara dos Comuns, na Inglaterra. Este foi o primeiro depoimento do executivo depois que a empresa fechou às portas, em maio deste ano.

Nix argumentou que Wylie era um ex-funcionário “amargo e ciumento” e que fez falsas acusações sobre a Cambridge Analytica. Segundo ele, Wylie “mentiu sobre muitas questões” e disse que a empresa havia sido vítima de um “ataque coordenado e eficaz da mídia liberal global”.

O executivo acusou ainda a imprensa de publicar falsas reportagens que prejudicaram a companhia. Segundo Nix, a cobertura contrária a ele foi impulsionada por jornalistas que queriam desacreditar o Bexit e que queriam pressionar o governo para realizar um segundo referendo.

Nix disse que Wylie mentiu ao dizer que Cambridge Analytica desempenhou um papel fundamental no Brexit. Segundo o executivo, as acusações são infundadas e as investigações futuras vão concluir que sua empresa não tinha envolvimento na campanha do referendo.

Repetente. Essa é a segunda vez que o executivo é convocado a prestar esclarecimentos ao comitê que investiga o impacto das notícias falsas da Câmara dos Comuns. Ele já tinha deposto no começo do ano, mas foi chamado de volta depois de membros do parlamento terem duvidado de algumas de suas evidências.

Nix pediu desculpas aos parlamentares por ter dito, na primeira audiência, que a Cambridge Analytica nunca armazenou dados do Facebook coletados por meio de um aplicativo de testes de personalizados conduzido pelo pesquisador Aleksandr Kogan, da Universidade de Cambridge. Hoje, o executivo disse que a empresa mantinha os dados, mas que deletou as informações.

“Algumas de minhas respostas poderiam ter sido mais claras, mas garanto que não pretendia enganá-lo”, disse ele. “Na época, não tínhamos motivo para acreditar que ele tivesse sido coletado de maneira inadequada.”

O executivo também negou que teria retirado US$ 8 milhões da Cambridge Analytica pouco antes do colapso, informação anteriormente publicada pelo Financial Times.

Schön! Magazine Junho 2018 Tess Hellfeuer by Danilo Hess

large-1527756530-c5c4b0d711b222c64e3a5c554c7a3f87.jpgPhotographer: Danilo Hess. Fashion Stylist: Stacey Cunningham at See Management. Hair Stylist: Netty Jordan. Makeup Artist: Colby Smith. Model: Tess Hellfeuer.

Facebook admite que compartilhou dados de usuários com fabricantes chineses

Ao menos quatro empresas da China tiveram acesso às informações; além delas Apple, Microsoft, Samsung e Amazon integram a lista
Por Agências – Reuters

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Mark Zuckerberg é presidente do Facebook

O Facebook voltou a ser criticado por membros do Congresso americano depois que a rede social confirmou que ao menos quatro empresas chinesas tiveram acesso a dados pessoais de usuários da plataforma. A constatação acontece em um momento que o governo dos Estados Unidos alega espionagem da China por meio de produtos de telecomunicações de empresas chinesas.

Segundo o Facebook, a Huawei, Lenovo e as fabricantes de smartphones OPPO e TCL fazem parte da lista de 60 companhias de tecnologia que tiveram acesso a informações de usuários da rede social. A rede social confirmou que a Amazon, Apple, HTC, Microsoft e Samsung Electronics também tiveram acesso aos dados. A quantidade de usuários afetados e o tipo de informação coletada não foram divulgados.

Presente na lista, a Huawei, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, foi recentemente investigada por agências de inteligência americanas que argumentam que as empresas chinesas de telecomunicações oferecem uma oportunidade para espionagem e ameaçam infraestruturas de segurança dos Estados Unidos. Tanto o governo chinês quanto as empresas negam.

Em resposta à pressão, o Facebook disse que encerraria o acordo com a empresa nesta semana e que irá concluir a parceria com as demais parcerias chinesas. A empresa disse ainda que já finalizou metade das parcerias com as 60 empresas, mas evitou dizer quais.

O Ministério das Relações Exteriores da China não quis comentar os acordos entre as empresas.

Novo escândalo. Os holofotes se voltaram para a empresa de Mark Zuckerberg depois que o jornal The New York Times publicou uma reportagem sobre como empresas de tecnologia tinham acesso a informações pessoais de usuários do Facebook. Segundo o jornal, a própria tecnologia da rede social permitia o compartilhamento e a empresa sabia que repassava as informações.

O Facebook negou que se trata de um novo escândalo de uso indevido de dados e disse que o acesso a informações era para permitir que seus usuários acessassem alguns recursos em dispositivos móveis.

Em uma carta divulgada na última terça, o Comitê de Comércio do Senado pressionou o Facebook por mais informações e questionou os motivos que levaram Zuckerberg a não contar sobre a coleta desses dados durante seu depoimento no Congresso, realizado em abril deste ano. O Facebook disse que enviará respostas aos membros do Comitê de Comércio.

A rede social está na mira de governos do mundo inteiro depois que falhou em proteger os dados de cerca de 87 milhões de usuários que foram compartilhados com a agora falida empresa de dados políticos Cambridge Analytica.

Plataforma oferece livros feministas para ler online e de graça!

A Cita Press, iniciativa independente, edita e disponibiliza trabalhos de escritoras mulheres que estejam em domínio público.
Por Mariana Rudzinski

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Capas dos livros disponíveis para leitura e impressão na Cita até agora. (Cita Press/Divulgação)

Tente se lembrar dos livros mais celebrados da literatura mundial e os primeiros que virão à cabeça provavelmente serão de escritores homens. Ainda que autoras mulheres sempre tenham produzido muitas obras importantes – e que várias estejam em domínio público, ou seja, podem ser encontradas gratuitamente -, elas são menos lidas e divulgadas. Com o objetivo de promover e dar destaque ao trabalho das escritoras mulheres, foi lançada a Cita Press, uma editora independente e digital que cria novas edições de livros escritos por mulheres que estejam em domínio público e os disponibiliza em seu site para leitura online ou impressão sem nenhum custo.

“A Cita tem como propósito principal facilitar o acesso à literatura feminista e celebrar o trabalho dessas mulheres que foram pioneiras em tratar a inequidade de gênero nos livros”, diz à ELLE Juliana Castro, designer gráfica colombiana e criadora da plataforma. Atualmente a Cita conta com seis títulos – todos em inglês -, que além do texto original trazem prefácios inéditos escritos por autores contemporâneos que explicam a relevância da obra nos dias de hoje.

Um dos trabalhos disponíveis é o famoso ensaio On the equality of the sexesescrito em 1790 pela ativista norte-americana Judith Sargent Murray. Ela defende a igualdade de gênero tendo como base a industrialização e o fim da vantagem concedida pela força física. “Escolhemos textos que falem sobre as dificuldades que as mulheres têm enfrentado por séculos e também sobre as oportunidades de mudança”, conta Juliana.

A plataforma, que foi oficialmente lançada em março deste ano, já está em processo de expansão. Em breve a Cita Press terá sua primeira obra em espanhol e há planos de parceria com novas autoras interessadas no acesso livre à literatura. “Dos 50 livros em domínio público mais lidos hoje no Goodreads – o maior site de recomendação de livros do mundo -, apenas cinco são de autoras mulheres. Isso precisa mudar”, defende Juliana. “Mulheres têm escrito há muito tempo e está na hora de lembrar e se orgulhar disso. E não há forma melhor de celebrar o trabalho dessas escritoras do que o lendo.”

Extinta há um ano, revista ‘L’Uomo Vogue’ é relançada na Itália

Nova encarnação do projeto se pretende mais internacional e focada em moda

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Duas das cinco capas do relançamento da ‘L’Uomo Vogue’: Pharrell Williams, fotografado por Brigitte Lacombe, em look Armani; e Aiden Andrews em foto de Annemarieke Van Drimmelen, de Valentino Foto: Fotos Brigitte Labombe – Annemarieke Van Drimmelen/ L’Uomo Vogue

Um anos depois de interromper sua circulação e prestes a completar cinco décadas de seu lançamento, a L’Uomo Vogue (espécie de Vogue para homens) ressurge revista e renovada em plena temporada de desfiles masculinos, que começa nesta sexta, 8 de junho, em Londres, e segue em Florença, Milão e Paris até dia 25.

No seu relançamento, a publicação ganha com cinco capas diferentes, uma estrelada por Pharrel Williams, e outras quatro com pelos modelos Aiden Andrews, Alton Mason, Kobe Delgado e Rogier Bosschaart. Entre os assuntos deste número 1 (eles zeraram a contagem de edições), uma série de ensaios assinados por fotógrafas mulheres sobre homens, “as 165 peças mais desejáveis da estação”, “pioneiros da moda masculina”, “ícones de estilo de agora” mais “histórias, opiniões e previews”.

L’Uomo Vogue deve circular duas vezes ao ano (em junho e outubro), mirando um mercado global com textos em italiano e inglês, focando mais em moda e deixando assuntos de lifestyle em segundo plano.

Masayuki Ino, da Doublet, recebe o prêmio LVMH de 2018

Ele ganhou 300 mil euros e uma mentoria anual com diretores de grandes marcas.

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Masayuki Ino, da Doublet, é o grande ganhador do prêmio LVMH 2018

Masayuki Ino, da Doublet, é o grande ganhador do prêmio LVMH deste ano. A premiação anual — que ano passado laureou a francesa Marine Serre —, oferece 300 mil euros para o ganhador, além de um processo de mentoria de um ano com o júri, composto por Karl Lagerfeld, Maria Grazia Chiuri, Marc Jacobs, Nicolas Ghesquière, Humberto Leon, Carol Lim, Jonathan Anderson e Clare Waight Keller.

O designer de 38 anos mora em Tóquio, e afirmou que ficará focado em continuar criando peças com qualidade e boas ideias. Um dos itens que conquistou o júri foi a “compression t-shirt”, uma camiseta que vem embalada em um copo parecido com os de macarrão instantâneo, cujas instruções são: “apenas adicione água.” Seus shorts estampados feitos de PVC e as jaquetas com inspiração do mundo do baseball inspiraram também comparações com seu conterrâneo Issey Miyake.

Foram mais de 1.300 candidaturas para o prêmio, e entre os sete finalistas estavam nomes como Eckhaus Latta e Charles Jeffrey Loverboy. “Para mim, [a vitória da Doublet] foi sobre o desenvolvimento de tecidos. Ele é muito experimental e pressiona as barreiras. Pode ter havido uma barreira de linguagem, mas ele tem muito a dizer e o que se sobressaiu foi sua paixão”, contou Clare Waight Keller, jurada pela primeira vez na premiação.

O outro laureado da edição foi Rok Hwang com sua Rokh, que em apenas um ano angariou muita atenção nas redes. Ele ganhou os 150 mil euros destinados ao prêmio especial de 2018, além de um ano de mentoria.

De acordo com Marine Serre, que venceu no ano passado, o prêmio permitiu que seu estúdio tivesse uma equipe de 16 pessoas (antes eram apenas duas), e que suas roupas chegassem em mais de 70 lojas diferentes.

Vogue Portugal Junho 2018 Luca Adamik by Angelo Lamparelli

Sem título.jpgPhotography: Angelo Lamparelli. Styling: Özge Efek at Les Artists. Hair style: Dora Roberti at Close Up Milano. Makeup artist: Letizia Morlè at Green Apple Italy.  Model: Luca Adamik at Why Not Models.