Duas horas diabólicas: por que “Hereditário”, de Ari Aster, é o filme mais assustador do ano

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Toni Collette em cena de “Hereditário” || Créditos: Divulgação

Quem aí assistiria um filme que está sendo descrito pelos críticos como “o melhor sofrimento que você vai passar no cinema neste ano” (Jamie East, The Sun), “uma obra de arte carregada de sustos que contém uma verdade cruel” (Alonso Duralde, TheWrap.com), “as duas horas mais diabólicas que alguém pode viver” (Chris Nashawaty, Entertainment Weekly) e “um salto assombroso em direção ao inferno” (Matthew Norman, London Evening Standard), só para citar os “mais mais”?

Exibida no Festival de Sundance no começo do ano e em cartaz no hemisfério norte desde o último dia 8, a produção em questão é “Hereditário”, dirigida pelo estreante Ari Aster e estrelada por Toni Collette, que está fazendo o maior sucesso por abordar de maneira inteligente e extremamente assustadora o fato cada vez mais real de  que a sociedade em que vivemos pode ser auto-ameaçadora.

A trama se desenrola a partir da morte de Ellen, a matriarca da família Graham, que deixou como herança um drama familiar cheio de segredos aterrorizantes e que no fim revela um destino cruel para os herdeiros dela. Tudo isso dentro de casa, um truque usado por veteranos da sétima arte como Alfred Hitchcock para expor que o lar muitas vezes deixa de ser um santuário para se tornar uma fortaleza em ruínas e a causa de muitos problemas do mundo.

Rodado com um orçamento de meros US$ 10 milhões (R$ 37,5 milhõs), o filme tem sido descrito por Aster não como um terror, mas uma tragédia da vida real que se transforma em pesadelo. Fã confesso de clássicos como “O Bebê de Rosemary”, “Carry” e “Psicose”, ele usou elementos desses e outros longas que marcaram época para escrever um roteiro poderoso que prende o espectador do começo ao fim.

O resultado foi o melhor possível, como “Hereditário” desde já sendo considerado como um forte candidato ao Oscar de 2019, principalmente pela direção de Aster e pela atuação pontual de Collette, cujo último grande papel na telona foi no mesmo gênero – “O Sexto Sentido” – que até rendeu a ela uma indicação à estatueta como Melhor Atriz Coadjuvante.

Filmes de horror “para adultos” estão em alta em Hollywood, com “Corra!” sendo indicado a quatro Oscars neste ano e “Um Lugar Silencioso” despontando desde já como um dos prováveis grandes destaques na próxima temporada de premiações de lá, mas “Hereditário” se destaca entre todos. “É uma história de casa assombrada que vai assustar muitas gerações ainda”, escreveu Joe Morgenstern, do “The Wall Street Journal”, sobre lançamento cult do momento. [Anderson Antunes]

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