Naomi Campbell Meets Kim Jones | British Vogue

Para a segunda parte da série, a editora colaboradora da Vogue britânica Naomi Campbell senta-se com Kim Jones, a nova diretora artística de roupas masculinas da Dior.

O estilista britânico discute sua visão para a marca, aproveitando ao máximo seus ateliês de alta costura, e o impacto da cultura contemporânea em seu trabalho.

Empresas abandonam ‘influenciadores digitais’ com seguidores falsos

Unilever diz que quer ver “mais transparência” no marketing dos influenciadores digitais
Por Mary-Ann Russon

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Chicago, Illinois


A gigante de bens de consumo Unilever decidiu se insurgir contra “influencers” —ou influenciadores digitais— que falsificam sua relevância nas redes sociais para ganhar dinheiro promovendo produtos.

Será o começo do fim da lua de mel entre empresas e “campeões de curtidas” no Instagram?

Todos já ouvimos falar de estrelas do YouTube, Facebook e Instagram que ganham uma fortuna promovendo marcas nas suas páginas das redes sociais. Alguns desses expoentes têm mais de um milhão de seguidores e chegam a ganhar US$ 20 mil por post.

Mas parece que alguns deles estão burlando o sistema para ganhar dinheiro, comprando exércitos de seguidores de empresas que usam bots (robôs) automáticos para criar contas falsas e simular interações.

O engajamento com outros usuários de redes sociais e a quantidade de seguidores são as principais métricas de avaliação dos influencers.

A multinacional Unilever disse que quer ver “mais transparência” na indústria de marketing dos influenciadores digitais. O temor é que, por causa das trapaças para obter “curtidas”, os consumidores deixem de confiar nos donos desses perfis e nas marcas associadas a eles.

O Instagram diz que bloqueia milhões de contas falsas todos os dias e trabalha “duro” para construir o relacionamento entre marcas e influenciadores digitais.

Mas alguns dos verdadeiros influencers temem ser atingidos no fogo cruzado. “Eu sou contra os bots”, diz a moradora de Nova York Olivia Rink, 27, uma blogueira de moda e estilo de vida que já foi líder de torcida (cheerleader).,

“É desencorajador competir com inlfuencers que usam bots para criar engajamentos falsos.”

Rink já trabalhou com mais de 600 marcas e diz que dedica quatro horas por dia à audiência do seu blog.

“Eu trabalho duro para criar um conteúdo único e autêntico, que sei que vai agradar ao meu público.”

MOVIMENTO CRESCENTE

A Unilever não é a única marca insatisfeita com os rumos do mercado de influenciadores digitais- algumas redes de hotéis disseram à revista The Atlanticque não querem mais trabalhar com influencers.

Eles afirmam que recebem uma enxurrada de pedidos de hospedagem e despesas gratuitas, mas o retorno desses investimentos não é nada tangível.

Outros resorts passaram a implementar um processo de análise e seleção para garantir que os influenciadores realmente possuem engajamento real e orgânico com o público, sem o uso de bots.

Em outro sinal de desencanto, parece que agências de marketing estão dispensando os influencers de suas estratégias de ação, segundo a agência de marketing baseada no Reino Unido Zazzle Media.

A empresa, que tem 10 mil influencers na sua lista, se surpreendeu ao descobrir que nenhuma das empresas de marketing britânicas que responderam a um levantamento planejavam investir em influencers nos próximos 12 meses.

“Acreditamos que há duas razões para isso. Uma delas é a dificuldade de medir como os influencers realmente afetam as vendas. E há a questão dos bots”, diz Simon Penson, fundador e diretor-executivo da Zazzle Media.

Natascha Glock, 25, uma influencer de beleza e estilo de vida que mora em Frankfurt, na Alemanha, diz que não é “justo” o uso de bots. “É difícil evitar que isso aconteça. Mas é mais eficiente e você se sente melhor quando seus seguidores são reais, porque você recebe atenção e feedback verdadeiros.”

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Ela tem mais de 51 mil seguidores – a maioria homens e mulheres entre 18 e 25 anos, na Alemanha- e já trabalhou com 200 marcas, inclusive a Dove, que é da Unilever.

O trabalho como influenciadora digital garante uma boa remuneração, diz a jovem. Mas ela precisou de dois anos para conquistar um público grande o suficiente para atrair as marcas.

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Tropicana Ibiza Suites

Toula Rose, uma blogueira de moda que mora em Londres diz que a “a pressão por audiência” faz com que alguns influenciadores recorram aos bots.

“E algumas marcas só olham para o número de seguidores, sem se importar com o engajamento. Agora, obviamente que não é correto e é injusto (usar bots), mais injusto ainda para as marcas, se elas trabalharem com alguém e não receberem nada por isso.”

Todas as três mulheres com quem esta reportagem conversou destacam que o Instagram não se resume a fotos bonitas – leva horas para produzir e estilizar as fotos, planejar e criar conteúdo, engajar o público e propor ideias às marcas.

“Eu trabalho pelo menos 70 horas por semana no meu perfil”, diz Olivia Rink.

JOIO DO TRIGO

Apesar da preocupação, a Unilever não está dispensando os influencers por completo. Na verdade, a empresa considera que esse tipo de marketing tem se tornado uma “parte cada vez mais importante” das estratégias gerais de comunicação.

“A ideia de usar personalidades para reforçar produtos não é nova. Vem de anos e anos atrás, quando estrelas de Hollywood, como Rita Hayworth e Lana Turner, apareciam nas nossas campanhas de sabonete”, diz o chefe de marketing da Unilever, Keith Weed,

“Os influenciadores digitais acrescentam uma nova e complexa dinâmica. Queremos trabalhar para desenvolver relacionamentos significativos com influencers que são tão apaixonados pelos seus públicos quanto nós somos pelas pessoas que usam nossos produtos no dia a dia.”

Mas a empresa admite que é difícil verificar o exato impacto dos influencers em relação a outras formas de publicidade. Algumas marcas acreditam que qualidade não é quantidade e que esse pensamento é “chave” quando se fala em rede social.

Por exemplo, a Melissa, marca brasileira de sapatos, que tem 270 lojas pelo mundo, diz que prefere trabalhar com influencers que tenham públicos menores, mas bastante interação com os seguidores.

“Preferimos lidar com micro influencers, que têm entre 2 mil e 10 mil seguidores, mas que sejam realmente influentes nas suas comunidades”, diz Raquel Scherer, diretora de marketing da empresa.

“Não nos interessa se você tem 100 mil seguidores, se essas pessoas não interagirem com o conteúdo.”

Embora a competição nesse mercado esteja cada vez maior, Toula Rose diz acreditar que ainda há espaço para quem quer criar conteúdo original.

“Eu não me sinto ameaçada. Isso só me motiva a continuar a trabalhar enquanto o Instagram ainda estiver por aí. Nós não sabemos como será o futuro para os blogueiros. As coisas mudaram muito nos últimos anos.”

BBC NEWS

A moda não mudou depois do #MeToo segundo este modelo

Kenny Sale diz que fotógrafos abusadores como Mario Testino e Bruce Weber ainda são bem vistos pelo mercado.

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(Instagram: @kennysale/Reprodução)


Kenny Sale tem apenas 27 anos, mas também foi uma das vítimas do fotógrafo de moda Mario Testino que foi exposto — ao lado de Bruce Weber — em uma reportagem do jornal The New York Times. No artigo em questão, Vanessa Friedman — editora de moda que assina o texto — coletou uma série de relatos de modelos que, assim como Kenny, foram assediados sexualmente por algum desses dois profissionais.

O tempo passou e, para ver como expor os abusadores funcionou ou não para as vítimas, o jornal voltou a falar com elas a respeito do #MeToo — movimento que luta pelo fim do assédio especialmente em ambiente de trabalho. No caso de Kenny, infelizmente, ele sente que as coisas ainda não mudaram como deveriam.“Eu não acho que essa movimentação toda conseguiu chamar atenção suficiente das pessoas famosas. Tem gente que diz ser um ativista e até uma parte do #MeToo que ainda se associam com os fotógrafos acusados”, disse.

O processo não é simples. Mesmo enquanto vítimas, muitas pessoas ainda são culpabilizadas pelos crimes cometidos contra elas. “Por alguma razão, meu pai ficou muito decepcionado comigo”, relembra. “Fiquei um tempo sem dormir direito e me senti muito inseguro na época.”

Apesar de terem sido banidos de algumas publicações, os dois fotógrafos ainda recebem apoio dos profissionais do mercado via redes sociais e continuam negando todas as acusações. [ELLE]

Não conseguimos parar de ouvir o novo disco da Florence + The Machine

Com músicas confessionais que abordam de feminismo a Patti Smith, “High as Hope” foi lançado nesta sexta (29) .
Por Mariana Rudzinski

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 (Florence + The Machine/Divulgação)


Florence Welch nunca pareceu tão humana. A cantora inglesa à frente do Florence + The Machine, que explodiu na cena musical em 2009, com o aclamado Cerimonials passou três anos sem lançar música nova. Agora, além de um livro de poesias a caminho e da recente parceria com a loja Liberty London para uma coleção de pijamas, ela está de volta com um disco inédito, mais sincero e vulnerável do que nunca. Ela liberou, nesta sexta-feira (29), High As Hope, álbum coproduzido por ela e também o mais pessoal até agora.  Florence usa as dez faixas do trabalho como formas de se livrar de fantasmas, pedir desculpas e falar sobre as pequenas coisas que a tornaram quem ela é – sua cidade natal, sua luta para ficar sóbria, os momentos bons e também os mais desafiadores.

Com letras muito mais diretas – “acredito que usava muitas metáforas em álbuns anteriores para tentar esconder o que eu queria falar de verdade”, disse à emissora de rádio norte-americana NPR – ela mostra que é gente como a gente. Em “Big God”, o último single que ganhou um clipe incrível em que um grupo de dançarinas que levitam no ar é liderado – e coreografado – por Florence, a inspiração é uma série de mensagens que enviou para alguém e que foram ignoradas. Já em “Patricia”, ela canta para uma de suas maiores referências, a escritora e mãe do punk rock, Patti Smith.

Há momentos ainda mais confessionais, como em “Hunger”, em que ela fala pela primeira vez sobre ter lidado com distúrbios alimentares na adolescência, e a feminista “100 years”, em que manda a real sobre a necessidade de fazer barulho sobre os problemas do mundo.

High As Hope tem tudo para agradar aos fãs e também àqueles que ainda não acompanhavam o trabalho da cantora. Confira!

Atriz Tessa Thompson de ‘Thor: Ragnarok’ assume ser bi e revela estar apaixonada pela cantora Janelle Monáe

Tessa Thompson, de 34 anos, afirmou que ela e a cantora Janelle Monáe, de 32, “se amam profundamente” e que “vibram na mesma frequência”

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Tessa Thompson, de 34 anos, afirmou que ela e a cantora Janelle Monáe, de 32, se amam profundamente


A atriz americana Tessa Thompson abordou abertamente, em entrevista à “Net-A-Reporter”, sua bissexualidade e falou sobre rumores de que ela e a cantora americana Janelle Monáe seriam mais do que amigas.
A estrela, que interpretou a Valquíria em ‘Thor: Ragnarok’ e participa da série ‘Westworld’ com o brasileiro Rodrigo Santoro, confirmou que as duas têm um relacionamento amoroso. Tessa, de 34 anos, afirmou que ela e Monáe, de 32, “se amam profundamente” e que “vibram na mesma frequência”.

Na entrevista, a atriz afirmou que sai com parceiros dos dois sexos. “Sou atraída por homens e também por mulheres”, disse ela, destacando que prefere não tratar do assunto em público. “É complicado, porque Janelle e eu gostamos de privacidade.”
Ela acrescentou que sua família tem aceitado bem sua bissexualidade.

Tessa disse ainda que não se incomoda com o fato de as pessoas ficarem especulando sobre o relacionamento delas.

No início deste ano, a cantora Monáe se definiu como pansexual (que sente atração por pessoas, independentemente do sexo ou identidade de gênero), em uma entrevista à revista “Rolling Stone”.

Carol Trentini vai participar da próxima temporada de ‘Popstar’

A modelo promete soltar a voz no show de talentos da TV Globo

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Carol Trentini deve cantar sucessos da MPB no programa


A modelo Carol Trentini será uma das integrantes da segunda temporada do programa PopStar, da Rede Globo, ao lado de nomes como Fafy Siqueira e Samantha Schmutz. O reality show, que reúne atores, jornalistas e personalidades em uma competição musical, tem estreia prevista para setembro deste ano, e será apresentado por Taís Araújo.

Uma das modelos mais icônicas do cenário nacional, Carol promete soltar a voz no show de talentos: “Eu cantava quando era bem pequena, no coral da minha cidade, Panambi. Depois disso, só de brincadeira”, conta ela. Fã de Marisa Monte, Ana Carolina e Maria Gadú, a top gaúcha deve dar destaque a sucessos nacionais em suas apresentações.

A primeira temporada da atração contou com nomes como Mariana Rios, Rafael Cortez, Fabiana Karla e André Frateschi, vencedor da disputa.

Como eu parei de reclamar e passei a amar os desfile de coleções cruise

Como você queira chamá-los. Resort? Pré-primavera? Que tal só ‘roupas boas’? As confissões de uma crítica de moda
Vanessa Friedman – The New York Times

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Modelo apresenta look da coleção de cruise 2019 da Christelle Kocher Foto: REUTERS/Jean-Paul Pelissier


Por anos, eu fui uma reclamona. Em maio (ou precocemente em abril), quando os e-mails sobre cruise – ou resort, ou holiday, ou primavera, ou pré-primavera, ou como você queira chamar as coleções que chegam às loja em novembro e ficam até março – começam a lotar minha caixa de entrada, eu tenho um reação quase que Pavloviana: vejo o texto, começou a choramingar. Esta temporada me deixa maluca.

Não me leve a mal, ela é muito importante. Estas roupas ficam nas prateleiras com o preço original mais do que qualquer outra coleção e, para muitas pessoas, fazem mais parte do seu guarda-roupas do que as peças das semanas de moda. As coleções resort são gigantes (na Carolina Herrera, Wes Gordon fez 14 camisetas brancas de algodão diferentes) e são responsáveis pelo lucro anual da marca mais do que qualquer outra estação.

Mas esta temporada também é totalmente desorganizada, dura pelo menos dois meses, se encavala com os desfiles de moda masculina e couture e nem no nome as grifes conseguem manter uma unidade, pelo amor de Deus!

Quer dizer: de um lado temos a Gucci, Chanel, Dior e Louis Vuitton, fazendo quase que um destination wedding em localizações distantes e remotas com um certo tom de misticidade. Clientes e empresas são levados até as localizações para o evento, com direito a uma experiência de passarela megalomaníaca e jantares glamurosos.

E também tem a Michael Kors.

Quando eu cheguei ao armazém cavernoso em downtown Manhattan onde ele iria apresentar sua coleção no começo do mês, encontrei um lugar vazio, com cadeiras enfileiradas e o estilista lá, parado. “Estou muito adiantada?” perguntei, confusa. “Não, é só você e o Matthew!”, respondeu ele, rindo feliz.

Então, eu e meu colega Matthew Schneier e sentamos lá, no espaço ecoante, enquanto Kors se jogou no banco ao lado ao nosso e 39 modelos desfilaram a coleção, incluindo uma camiseta com uma pintura muito cool e conjuntos de calças e camisas listradas, e alguns bordados estilo “Casino Royale” com pele de python e Birkenstocks com apliques de cristal. Kors arrasou. Foi um desfile em pequenas doses.

“Não são gêmeas – são trigêmeas!”, explicou ele sobre um conjunto de vestido, jaqueta e botas com estampa floral. Sobre um vestido de lamê dourado em camadas, ele disse “é o Jitney que virou glamuroso.”

Eu sempre sofri para estabelecer um padrão lógico, porque sinto que é meu trabalho, como uma fashionista adulta responsável, (1) servir de filtro entre as marcas e meus leitores e (2), contar as verdades sobre a indústria, deixando vocês saberem quando e o que eles estão fazendo não tem o mínimo senso para seus consumidores. E, seu eu não conseguia colocar os desfiles cruise dentro de uma estrutura, o que isso significa para todo o resto das pessoas?

Para mim, a resposta sempre foi caos. Mas eu também percebi que tem uma quantidade surpreendente de boas roupas. E essas coisas podem não ser relacionadas.

Justamente porque não existe aquela estrutura formal e o imperativismo corporativo que transformou as semanas de moda em uma fábrica de dinheiro e uma máquina de alimentar o Instagram, os estilistas estão mais relaxados. Eles brincam mais. Eles tentam coisas novas e dão de ombros para as polêmicas. E, às vezes, isso funciona muito bem. Mas às vezes… ops! Tá tudo bem. Pisque e isso já já desaparece.

“Têm menos ansiedade”, me disse Gordon, enquanto ele me contava sobre sua primeira coleção como designer solo da Carolina Herrera. Enquanto eu estava lá, também a Bergdorf Goodman fazia os seus pedidos, e eu dei uma espiada. Caso você esteja se perguntando: vestido de baile tequila sunrise e vestidos de verão, alguns com pequenos animais de madeira no lugar de miçangas.

“Eu posso arriscar ter um gosto duvidoso de vez em quando”, disse Gordon, mostrando uma capa de mink nas cores do arco-íris combinando com um manto com a mesma estampa, resquício do look que Lena Waithe usou no baile de gala do MET. “Chique não significa tenso. Essas são roupas felizes.”

Narciso Rodriguez disse basicamente o mesmo depois de seu mini-show (duas filas de araras em ambos os lados de uma sala estreita de seu escritório) de tops elegantes, calças e saias com alfaiataria assimétrica bem construída. “Eu estou tranquilo fazendo coisas que já fiz no passado, mas as tornando melhores e mais relevantes”, ele explicou enquanto as modelos aguardavam como se fossem filhotes de galgo sem nenhum lugar para ir.

Existe um tipo de imprudência na tempora que é viciante. É difícil ficar presa a racionalidade quando todo mundo parece estar se divertindo. Especialmente porque, apesar de toda esta aleatoriedade das coleções que vi até agora, tem muitas roupas boas.

A Valentino, por exemplo, marca na qual Pierpaolo Piccioli parece estar melhorando a cada temporada, desta vez apontou para duas direções opostas, mergulhando nos anos 1970 para vestidos leves e trocando para alta boemia, com peças primaveris altamente elaboradas.

Ou então na Coach, na qual Stuart Vevers trocou um iate por uma viagem ao Viper Room, repleta de patchwork de veludo, jaquetas de tecido estofado e um decadente moletom com capuz rosa pálido que faria distinção entre o traje de escritório e um look athleisure irrelevante.

Teve um rumor, há alguns meses, sobre Alexander Wang estar tentando convencer o Conselho dos Designers da América (CFDA) a organizar uma “semana de moda pré-coleções” (então ele decidiu que sua pré-coleção seria o seu desfile principal), mas não ocorreu, por sei lá que razão. E espero que não ocorra.

Porque, o que eu aprendi depois de reclamar das coleções cruise é: não precisamos de outra semana de moda normal que exige que os membros da indústria viagem pelo mundo, vejam cada desfile através da tela de um iPhone e façam uma pausa na realidade até que a semana de moda tenha acabado (as ex-hypadas e agora decadentes semanas de moda masculina de Londres e Nova York são prova disso). O que temos já é demais.

Precisamos de mais oportunidades para conhecer os designers e entender o que passa na cabeça deles. Precisamos de estilistas com bagagens que, confiantes, fazem diferentes tipos de mulheres se sentirem seguras e acolhidas em quaisquer que sejam seus lugares no mundo. E se estas bagagens estão espalhadas pelo mundo, então nós também estaremos. E, no final das contas, não é nada estranho.

Rihanna inclui acessórios sexuais em sua linha de lingerie

Agora a Savage X Fenty tem algemas e chicotes.

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 (@savagexfenty/Reprodução)


A Savage X Fenty, linha de lingerie da Rihanna, já tinha inovado ao oferecer uma das mais amplas gamas de tamanhos, e agora tem mais uma novidade quente. A marca incluiu uma coleção de acessórios sexuais, a Savage Xcessories!

Entre as peças, há dois modelos de chicotes, algemas com plumas, faixas de cetim para prender os braços, máscaras para cobrir os olhos e até mesmo bicos para mamilos. Os preços são acessíveis, de US$ 18 a US$ 24. Confira:

Artista curitibano Butcher Billy faz ilustrações sobre a série Black Mirror para a Netflix

Foi uma frustração profissional que fez Billy Mariano abandonar a carreira de designer para se tornar Butcher Billy.

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Ilustrações de Butcher Billy sobre episódios da série Black Mirror


Cansado da rotina de agências publicitárias, o curitibano começou a fazer ilustrações em suas horas vagas e a postá-las na internet. Foi pelo Twitter que o roteirista inglês Charlie Brooker, criador da série Black Mirror, descobriu suas obras.

“Tão bom! Vou ter que encomendar impressões disso – como posso fazer isso?”, disse.

Não só as obras foram impressas como outras foram encomendadas para fazer parte do cenário de episódios da série.

“Eu trazia muitos elementos da cultura pop mas não sabia que estava criando uma arte. Descobri quando as pessoas começaram a nomear assim”, diz Billy.

Seu reconhecimento, no entanto, é mais estrangeiro que nacional. O artista já foi convidado a participar de exposições em cidades como Londres, Lisboa, Chicaco e Dubai, mas ainda não recebeu convites para expor no Brasil.

“Minhas referências também são muito internacionais. Gosto de Tim Burton, Tarantino, Andy Warhol, Bokowski, David Bowie…”, conta. Seu próprio nome artístico foi inspirado no seu tataravô, um açougueiro irlandês que tinha o apelido de “The Butcher” por participar de confrontos na Guerra da Independência da Irlanda, em 1919, empunhando cutelos.

“Eu não me inspiro só em desenhistas. Gosto de cruzar vários universos. Fui desenvolvendo esse estilo visual e conceitual de misturar ficção e realidade, clássico e contemporâneo, quadrinhos, games, música. É a isso que me dedico agora”, diz. [Serafina]