6 fashionistas com sobrenomes poderosos e bombados perfis no Instagram

Clara McGregor, Sistine Stallone, Lady Kitty Spencer, Lori Harvey, Corinne Foxx e Maria-Olympia param a Times Square em shooting para Vogue Brasil
Por Nô Mello

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Da esquerda para a direita, Sistine Stallone, Lady Kitty Spencer, Lori Harvey, Corinne Foxx e Maria-Olympia da Grécia e Dinamarca posam na Times Square, em Nova York, vestindo roupas e acessórios da coleção de verão 2018 da Dolce & Gabbana (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Donas de sobrenomes poderosos e bombados perfis no Instagram, seis jovens que já se destacam na moda e no entretenimento param a Times Square e vestem peças do verão e do pre-fall da Dolce & Gabbana.

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Vestido drapeado de seda (R$ 10.900), colar (R$ 7.500) e ankle boots de renda (R$ 3.300) da coleção pre-fall 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Clara Mcgregor
Moradora do distrito de Greenpoint, reduto máximo dos hipsters da região do Brooklyn, em Nova York, Clara, 22, é filha do ator escocês Ewan McGregor com a designer e maquiadora francesa Eve Mavrakis. Ela escolheu a Big Apple como endereço fixo há quatro anos, quando se mudou para a cidade para estudar cinema na New York University, curso que acaba de concluir. A opção pela sétima arte, assume, veio pela proximidade familiar com o assunto. “Meu pai sempre me deu ótimos conselhos, é ele quem me ajuda a manter a sanidade nesse ambiente tão complicado que é a indústria do entretenimento.”

Clara prefere rechear o closet com “roupas confortáveis, mas ao mesmo tempo diferentes, quase esquisitas”. Na carreira, porém, não quer saber de conforto. “Pretendo atuar, escrever, dirigir e, acima de tudo, poder contar histórias sobre mulheres fantásticas.”


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Vestido bordado com cristais Swarovski da linha The Secret Show, brincos (R$ 3.900), colar (R$ 4.200) e sandália de couro (R$ 4.200) da coleção de verão 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Corinne Foxx
Não é de hoje que Corinne vem fazendo barulho na moda: filha do astro Jamie Foxx, fez seu début formal no tradicional Bal des Débutantes, de 2014, em Paris, e desde então emplacou trabalhos para Ralph Lauren, Kenneth Cole e Wet n Wild Cosmetics. Também já riscou as passarelas da New York Fashion Week em 2016 para a Yeezy, do rapper Kanye West. Além disso, estrela atualmente a série Big Shazam (da Fox) ao lado do pai e diz que ainda sobra tempo para o ativismo: Corinne, que tem distúrbio de ansiedade, é embaixadora da NAMI (National Alliance for Mental Illness) e membro da Girl Up!, fundação da ONU que leva educação para mulheres carentes. “Quero ajudar pessoas no mundo todo.”


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Vestido de seda (R$ 19.500), brincos (R$ 1.750), colar (R$ 6.400) e pulseira (R$ 4.500) da coleção de pre-fall 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Lady Kitty Spencer
Fruto do primeiro casamento do conde Charles Spencer, irmão mais novo da princesa Diana, com a ex-modelo Victoria Lockwood, Kitty Spencer, 27, já desfilou para a Dolce & Gabbana e protagonizou a campanha da coleção verão 2018 da label, fotografada em Veneza, mas seu foco na vida são as causas humanitárias. “Acho muito importante ter equilíbrio entre esse mundo glamoroso e as coisas que são realmente relevantes”, desabafa.

A sobrinha de Lady Di, criada na Cidade do Cabo (África do Sul) e hoje vivendo em Londres, é desde 2013 patrona da ONG Give Us Time, que tem como objetivo ajudar famílias de veteranos de guerra, e também embaixadora da Centrepoint, que busca levantar fundos para milhares de jovens sem-teto da Inglaterra. “Essa é minha verdadeira paixão!”


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Vestido de cetim de seda com ilhoses e amarrações (R$ 10.900), colar (R$ 4.700) e ankle boots de renda (R$ 3.300) do pre-fall 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Lori Harvey
Dona de um perfil no Instagram que hoje passa dos 645 mil seguidores, a filha mais nova do comediante e apresentador de TV americano Steve Harvey gosta de peças one of a kind e de tecidos nobres – “por isso amo tudo o que a Dolce & Gabbana faz.

Admiradora da supermodel britânica Naomi Campbell e da popstar Rihanna (“são meus ícones fashion, me inspiro muito nelas”), Lori, 21, também pratica equitação e está buscando seu lugar ao sol no universo da beauté: atualmente é o rosto oficial da britânica Pat McGrath Labs. Também avisa que pretende conquistar seu espaço na TV. “Ainda não posso falar muito, mas esperem me ver nas telas este ano.” Mesmo assim, ainda se mostra surpresa diante do assédio dos seguidores. “Acho surreal!”


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Blazer de organza (R$ 10.700), calça de organza (R$ 3.900), top de seda e renda (R$ 2.300), colar (R$ 4.700) e ankle boots de renda (R$ 4.900) da coleção de verão 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Sistine Stallone
Acostumada desde pequena a caminhar pelos red carpets de Hollywood ao lado do pai, o ator Sylvester Stallone, Sistine, 19 anos, já desfilou para Dolce & Gabbana, Chanel (duas vezes), Topshop e também é presença assídua no front row da New York Fashion Week – Ralph Lauren, Michael Kors, Prabal Garung e Tom Ford, só para citar algumas marcas. “Sempre estive na mira das câmeras por causa do meu pai. Então, quando as pessoas me paravam na rua, eu ficava achando que era por causa dele”, conta. “Mas agora vejo que se aproximam por minha causa e acho o máximo!” Dona de um estilo camaleônico, Sistine gosta de usar bolsas poderosas com peças mais casuais, ou o contrário: “uma camisa statement que possa levantar o astral de todo o resto do look”.


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Top bordado com pedrarias (R$ 7.800), saia (R$ 4.900) e ankle boots de tule (R$ 5.500) da coleção pre-fall 2018 (Foto: Luca e Alessandro Morelli)

Maria-Olympia da Grecia e Dinamarca
Filha do príncipe Pavlos da Grécia com Marie-Chantal Miller (herdeira do magnata inglês Robert Warren Miller), Olympia é neta por parte de pai de Constantino II da Grécia e de Ana Maria da Dinamarca, que foram os últimos rei e rainha da monarquia grega, extinta em 1973. Atualmente, Olympia se divide entre seus jobs como modelo, a faculdade de marketing de moda na New York University e o estágio no programa Good Morning America, da ABC. “Ainda não sei o que vou fazer da vida, mas tenho tempo, né?”, diverte-se. Nas horas vagas, a princesa aproveita para curtir com a família a gastronomia multicultural nova-iorquina. A campeã atual no radar de Olympia é a cozinha mexicana. “Simplesmente amo tacos!”, diz a princesa.

Direção criativa: Donata Meirelles
Cabelo: Danielle Priano
Maquiagem: Georgi Sandev
Direção executiva: Marcus Chang (Batu Projects)
Produção executiva: Clark Hassler
Assistentes de fotografia: Patrick McLain e Spencer Wohlrab

 

O lado sombrio de ‘Star Wars’: seus fãs racistas e misóginos

Atores negros, estrangeiros e mulheres são alvo de ataque e uma petição que exige a retirada de ‘Os Últimos Jedi’ da saga superou as 100 mil assinaturas
AFP

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Star Wars: Os últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi)

Além dos sabres de luz, do hiperespaço e da eterna luta do bem contra o nal, os últimos episódios de Star Wars buscaram romper com o padrão que caracterizava a saga galática.

Sucessos de bilheteria como O Despertar da Força Os Últimos Jedi deram destaque a papéis como o de Rey e Finn – uma mulher e um homem negro – para lutar no mesmo nível com os tradicionais heróis brancos.

Mas essa política de inclusão que começou com a trilogia mais recente – em 2015 foi lançado o episódio VII – tem o próprio lado obscuro: o comportamento vil de uma minoria de fãs que assegura nas redes que a sua “vaca sagrada” foi roubada.

“Seria injusto e muito geral dizer que Star Wars tem um problema de fã clube. Quem têm um problema são os fãs homens e brancos”, disse a roteirista Kayleigh Donaldson.

Este subgrupo de devotos, que se relacionam com a extrema direita e a comunidade virtual incel (do inglês para “celibato involuntário”), está incomodado porque sente que os filmes já não são dirigidos a eles. Mesmo com Star Wars estando longe de ser um exemplo, na era Disney, da equidade de gênero e de uma maior diversidade que muitos em Hollywood exigem.

Inclusive em Os Últimos Jedi, que pode ser considerado o mais feminino, as mulheres aparecem menos da metade do tempo que os homens, enquanto em O Despertar da Força os homens têm dois terços dos diálogos.

“A mera inclusão de mulheres e atores não brancos é suficiente para que chorem e afirmem que estão ‘tomando o controle’ da franquia”, acrescentou Donaldson em um texto para o site SyFyWire.

Os Últimos Jedi, em particular, foi acusado de acabar com legado de Star Wars, destruindo uma mitologia construída cuidadosamente por décadas para promover políticas liberais.

Enquanto Mark Hamill (Luke Skywalker), Adam Driver (Kylo Ren) e Domhnall Gleeson (General Hux) não foram alvo de ataques, Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn) e Kelly Marie Tran (Rose Tico), de ascendência vietnamita, não podem dizer o mesmo.

As duas atrizes desativaram as suas contas no Instagram. No caso de Tran pelos constantes ataques sexistas e racistas de uma legião de “trolls”, usuários que se dedicam a fazer provocações e insultos em comunidades virtuais.

A sua página no site de referência da saga Wookieepedia foi atacada por esses provocadores, mudando o nome da atriz por “Ching Chong Wing Tong”. Também foi descrita como “estúpida, autista e retardada”.

Ridley, por sua vez, teve que fazer terapia para lidar com o estresse, enquanto o diretor Rian Johnson recebeu ameaças de morte, e Boyega tem sido acusado de “sacrilégio” desde que saiu a notícia de que interpretaria um Stormtrooper negro.

Uma petição que exige a retirada de Os Últimos Jedi da saga superou as 100 mil assinaturas, enquanto outra que exige uma desculpa de Johnson superou as 10.000.

Mas esta cultura tóxica antecede a era do “politicamente correto” da Disney, que comprou a Lucasfilm por quatro bilhões de dólares em 2012.

Jake Lloyd e Hayden Christensen, que interpretaram Anakin Skywalker quando criança e jovem, deixaram Hollywood após as chacotas implacáveis por suas atuações nos prequels (filmes que contam uma história anterior) do criador do universo galático, George Lucas.

Mas esses haters que também criticaram os prequels e as mudanças que Lucas fez nos filmes originais são os mesmos que agora lhe imploram que “salve” a franquia da Disney. E sustentam que seu movimento, principalmente pelo Twitter, levou o spin-off sobre Han Solo ao fracasso.

A Disney ainda não respondeu o pedido da AFP de comentários sobre a questão.

Por enquanto, David Opie escreveu na revista on-line Highsnobiety, citando Rose em Os Últimos Jedi: “Ao invés de brigar contra o que odiamos, a melhor forma de ganhar é ‘salvando o que amamos'”.

“Nada captura mais o espírito rebelde do que celebrar as coisas que mais nos importam e tratar os demais com respeito. Enquanto continuarmos fazendo isso, o lado obscuro dos fãs de Star Wars se manterá para sempre”, disse.

Novos Titãs | Site Splash Report afirma que série de TV será sombria e violenta

Postagem explica trama do seriado como algo inédito para a DC

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Novos Titãs | Robin em nova foto da série de TV live-action

Por mais que o elenco já esteja completo e fotos – oficiais e dos bastidores – tenham sido divulgadas, ainda não há muitos detalhes sobre a série de TV de Novos Titãs. Agora, o site Splash Report afirma ter assistido ao piloto e traz informações sobre a primeira série original do DC Universe. Vale ressaltar que, nesse ponto, nada foi oficialmente confirmado, então leve como especulações.

O site começa explicando o tom do programa: drasticamente diferente dos demais programas, “muito mais sombrio do que qualquer coisa que a DC já fez na TV“, com violência gráfica – “ossos quebrando, tiros, pessoas queimadas e multiladas” – e palavrões. Assim, a série deve ser voltada para o público adulto – mas ser realista, e sim combinando ação pé-no-chão com fantasia.

O piloto, com mais de 50 minutos de duração, deve acompanhar Dick Grayson (Brenton Thwaites), Estelar (Anna Diop) e Ravena (Teegan Croft), focando-se nos dramas individuais antes de reunir os Titãs. Robin, o primeiro, será um adulto amargurado por seu tempo com o Batman e com traumas da infância que foge de Gotham City para São Francisco, onde atua como detetive.

Já Ravena será uma adolescente problemática cuja família torna-se alvo de um misterioso assassino de aluguel. Estelar, por fim, não tem seu passado revelado mas é mostrada como uma mulher com diversos passaportes e capaz de falar diferentes línguas, sendo caçada por um grupo não-identificado. A fonte do Splash Report também explica as controversas fotos de bastidores, afirmando que o visual de Estelar nas fotos são de um momento onde a heroína deixa uma festa com temática discoteca dos anos 70 – e que o uniforme não será dessa forma.

A publicação não entra em muitos detalhes para evitar spoilers, mas garante que o programa tem potencial para ser algo único – ainda mais quando comparado com as demais séries da DC.

Considerando as imagens promocionais – que tomaram uma abordagem mais sombria – o relato até pode ser verdadeiro.Por enquanto, o jeito é esperar até a San Diego Comic-Con 2018, onde a DC dará mais explicações sobre o programa.

A série, prevista para estrear em 2018, reunirá os justiceiros Robin (Brenton Thwaites), Estelar (Anna Diop), Mutano (Ryan Potter), Ravena (Teagan Croft) e a dupla Columba (Minka Kelly) e Rapina (Alan Ritchson).

O programa, previsto para estrear em 2018, é de autoria de Greg Berlanti, produtor de ArrowThe FlashSupergirl Legends of Tomorrow, e também terá Akiva Goldsman (Uma Mente BrilhanteStar Trek: Discovery) e Geoff Johns na equipe de roteiristas dos 13 episódios. Brad Anderson (FringeThe Wire) dirigirá o piloto.

Ainda não há data de estreia definida, mas a transmissão acontecerá pelo serviço de streaming DC Universe. [Arthur Eloi]

Uma chuva de estrelas aterrissou no desfile da Miu Miu

Atrizes e modelos veteranas dividiram o casting com novos nomes da moda.

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A atriz de Stranger Things Sadie Sink (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Com trilha de Alex Turner, o desfile da Miu Miu neste sábado em Paris trouxe os diversos hits da marca para a passarela, como as plumas, as sobreposições, pedrarias e misturas do esportivo com a lingerie.

O que chamou mais atenção, no entanto, foi a concentração de estrelas que Miuccia conseguiu reunir. Veteranas da passarela como Naomi CampbellAlek WekLiya Kebede e Adriana Lima surgiram ao lado das garotas que andam chamando muita atenção agora, a exemplo de Kaia Gerber, filha de Cindy Crawford.

Alexa Chung também se juntou ao casting e as atrizes Kate BosworthChloë Sevigny e Uma Thurman, fechando o desfile de forma teatral, deixaram ele ainda mais interessante. Uma das surpresas foi o talento mirim Sadie Sink, de Stranger Things.

Confira abaixo:

Disney desenvolve robôs para substituir dublês

Robô é capaz de pular e voar como fazem os super-heróis nos filmes

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Logo da Disney na Times Square, em Nova York, originalmente, achava-se que computação gráfica poderia substituir atuações mais difíceis (Foto: Drew Angerer/ Getty Images)

Se alguém apostasse qual tecnologia iria substituir o trabalho dos dublês, provavelmente a resposta seria a animação gráfica. Mas a Disney está mostrando que esse não será necessariamente o caminho. A empresa está criando robôs que conseguem voar e pular da mesma forma que os personagens de super-heróis nos filmes. O objetivo inicial é usá-los nos parques temáticos, mas a tecnologia pode acabar sendo usada em filmagens no futuro.

Um relatório do TechCrunch mostra os avanços que a empresa fez na robótica. Os engenheiros da Disney conseguiram desenhar robôs humanoides. Equipados com sensores internos, eles são capazes de ajustar sua posição em pleno voo, mantendo poses clássicas de super-heróis.

Morgan Pope, um dos cientistas envolvidos no projeto Stuntronic (uma brincadeira com a palavra stunt – dublê, em inglês), afirma que, de perto, alguns robôs não se parecem realistas o suficiente e nem obviamente falsos. Em movimento, no entanto, isso muda. Tony Dohi, um dos desenvolvedores, explica: “percebemos que muitos dos nossos personagens estão fazendo cenas muito ativas, sejam os de Star Wars, da Pixar ou os da Marvel, mas ainda não temos isso representado nos parques de diversão”.

Confira o vídeo:

Autoral e mais acessível

Em momento de expansão, Breton convida 12 estúdios para assinar sua nova linha
Roberta Cardoso – O Estado De S.Paulo

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Banco Shelter, desenhado também por Jahara, leva linguagem moderna às áreas externas da casa. Foto: Ruy Teixeira

A valorização e o reconhecimento do design nacional passa, obrigatoriamente, pelo aval do mercado, o que depende, em última análise, de sua acessibilidade frente aos consumidores. Atenta a esse movimento global, a Breton convidou 12 estúdios de design para compor sua nova coleção, que objetiva suprir algumas das lacunas contemporâneas.

Trata-se de Bossa Nossa Breton Brasil, que reúne 40 peças para áreas residenciais, internas ou externas, criadas sob inspiração do tema ‘ vida em família’. “Convidamos profissionais de diferentes Estados e estágios de carreira, e demos a eles total liberdade para eles criarem. O resultado surgiu na forma de uma coleção abrangente e ainda assim acessível e coerente com a realidade dos cliente de hoje”, conta Anette Rivkind, diretora da marca.

Responsável por criar três móveis da nova linha, o designer carioca Brunno Jahara vê a iniciativa com bons olhos. “Me agrada que a Breton passe a tomar o design como um fator diferencial em seus produtos. Acredito que investir em um time de profissionais como esse, comprometido com trabalhos mais autorais e independentes e, de certa forma, fomentar esse cenário é uma experiência que acrescenta ganhos não só para a marca, mas para o próprio design de interiores brasileiro”, diz.

Igualmente satisfeita, Bianca Barbato, outra convidada, e autora de duas novas peças para a Breton, acredita que a iniciativa fortalece a profissionalização do design brasileiro e aumenta a sua visibilidade. No caso, em escala nacional. “É importante nos firmarmos como uma marca plural, que represente o design brasileiro de todas as suas regiões, manifestando tanto sua identidade, quanto suas diferenças”, explica o diretor criativo da marca, Daniel Pegoraro. Segundo ele, a estratégia se alinha com o atual momento da empresa, que além de oito lojas já em funcionamento, busca ampliar sua penetração no País por meio de novas franquias.

“O trabalho do designer é também esse: trazer um olhar de fora para a empresa, renovando seus processos com a criatividade que ele possui. Uma associação que só pode resultar mesmo em produtos melhores”, conclui Jahara.

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Assinada pelo o estúdio Mula Preta, a mesa de centro Maremoto, com entalhes de madeira natural. Foto: Ruy Teixeira

Designer Rodrigo Edelstein apresenta peças de aço e estilo industrial na MADE

Em entrevista, designer comenta os processos de fábrica que dão origem a suas criações

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Rodrigo Edelstein, designer e fundador da MEJI Foto: Alex Batista

Tudo começou em uma pequena metalúrgica no Ipiranga, onde atuando como assistente de seu avô, o jovem Rodrigo Edelstein travou seu primeiro contato com aquela que viria ser sua matéria-prima primordial, o aço. “Quando ele morreu a empresa se transferiu para Cotia e eu me afastei um pouco. Tempos depois, olhando aquele universo, fiquei com vontade de diversificar a produção e assim surgiu a MEJI”, conta o hoje designer autodidata, que hoje explora outros universos criativos. “Além de novos materiais como o mármore, que surge incorporado às nossas peças de aço, apresentamos tapeçarias inéditas para uso em pisos ou paredes”, como ele afirmou nesta entrevista exclusiva ao Casa.

Seu trabalho se liga ao chamado ‘estilo industrial’, atualmente em alta na decoração. De alguma forma isso o influenciou?
Confesso que conheci o estilo ‘industrial’ depois que minhas primeiras peças ficaram prontas. Acredito que, como todos os modismos, em algum momento eles tendem a se perder no tempo ou se adaptarem em outro contexto. O desenho que produzo está mais ligado a traços brutalistas, minimalistas, a características atemporais, além de representar um resgate afetivo, pois surgiu da convivência com meu avô. Muito antes de pensar no desenho, eu já convivia com o material que iria usar. Sempre admirei a forma como as peças eram desenvolvidas na metalúrgica, e isso se liga intrinsecamente ao que faço hoje, já que me agrada atuar no chão de fábrica.

Qual o processo de produção das peças?
O aço chega aqui em Cotia (SP), semiacabado. A partir daí, me envolvo diretamente na produção, do conceito ao acabamento das peças, executando pessoalmente ou com o auxílio da nossa equipe. Esse metal não é um material comum na produção de mobiliário, então ele chega até nós passando por um tratamento bruto, pois está exposto a diferentes processos na metalúrgica como umidade, calor, riscos. Assim como os marceneiros preservam a textura da madeira, eu respeito essa característica natural do aço, mas acrescento o devido carinho quando o temos em mãos. Temos uma assinatura específica, na parte da interna das peças, em ouro 24k. Nosso acabamento segue características de finalizações fabris, ou seja, tem tons de cinza e azul.

Até por ser um material incomum, qual o perfil de seu cliente?
Em geral são pessoas mais jovens, em busca de um móvel menos convencional, mas também tenho clientes que podem ser considerados bem tradicionais. Em muitos casos vejo que minhas peças são utilizadas para criar relações de contraponto nos ambientes, levando um ar, digamos, brutalista a outros contextos. Além disso, como executo a maior parte das minhas peças sob medida, elas acabam tendo um toque de objeto único que atrai bastante. Este ano participo pela primeira vez da feira MADE, e isso me inspirou a expandir meu portfólio. Vou lançar uma linha de móveis corporativos, além de tapeçarias para piso e parede. [Marcelo Lima]

Do oriente ao ocidente: 4 mostras de decoração e arquitetura em SP

Japan House, Museu da Casa Brasileira, exposição de bonsai e mostra no D&D estão na agenda cultural

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Grife MUJI chega ao Brasil Foto: Japan House

Técnicas japonesas, design brasileiro e arquitetura francesa. Em uma viagem por diferentes culturas, separamos quatro mostras de decoração e arquitetura que ocorrem na capital paulista. Confira:

JAPÃO CONTEMPORÂNEO…
O piso térreo da Japan House sedia até 22/7 a loja temporária da descolada marca MUJI na América Latina. A grife nipônica oferece de objetos de decoração como pufes, almofadas e artigos de papelaria. Todos inspirados na cultura do país asiático. De terça a sábado, das 10h às 22h, e domingos até 18h. Na Av. Paulista, 52.

…E JAPÃO ANCESTRAL
Este domingo, 1, é o último dia para visitar a 6ª Exposição de Bonsai do Shopping Garden (Av. Salim Farah Maluf, 2211, Tatuapé). A mostra traz diversas variedades de técnicas de cultivo japonesa</IP></CO></CF></CO></IP>s, incluindo espécies com quase 50 anos. O evento conta ainda com uma palestra do bonsaísta Inar Mosca. Abre das 9h às 18h. Grátis.

ARTE DE DECORAR
Abre na próxima quinta, 5, e segue até 30/9 o primeiro Show Case do D&D Shopping. A mostra de decoração conta com 12 profissionais renomados, entre designers, estilistas, artistas plásticos, arquitetos e fotógrafos. Abre de segunda à sexta, das 10h às 21h, sábado até 20h e domingo, das 14h às 19h. Na Av. das Nações Unidas, 12.555, Brooklin.

CONCEITO ARQUITETÔNICO
O Museu da Casa Brasileira apresenta a mostra ‘Experimentando Le Corbusier’, com reflexões sobre o trabalho do arquiteto franco-suíço e também do modernismo brasileiro. Aberta até 12/8, de terça a domingo, das 10h às 18h. Na Av. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano. Entradas por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Grátis aos fins de semana.

O chapéu que confundiu o próprio Jacquemus

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O clique da discórdia: Bella Hadid pra “Vogue” México com o chapéu… que não é Jacquemus

chapéu de palha gigante de Jacquemus da coleção La Bomba, de primavera-verão 2018, fez a alegria das fashionistas que gostam de dar close no Instagram – e, claro, que podem comprar um. Mas aí teve um ensaio na “Vogue” México de julho com Bella Hadid (que também é capa da publicação) e, em uma das fotos, ela usa o chapelão. O próprio Jacquemus reinstagramou a foto que a modelo publicou, seminua na praia… Porém o chapéu era de outra marca!

Cópia? Não é bem assim. O da marca de Guadalajara Olmos y Flores é da coleção Ensenada, também lançada nesse mesmo período, e foi inspirado nas palapas das costas mexicanas (aqueles tetos de palha). Ele usa técnicas artesanais próprias do país em seu trançado, com as bordas em acabamento desfiado. Cada etapa dele veio de um lugar: a copa é de artesãos de Jalisco, a aba de Michoacán e o desfiado de San Luís Acatlán. Uma das inspirações é o icônico chapéu de Emiliano Zapata, líder da histórica Revolução Mexicana.

E com toda essa confusão, acabou que Simon Jacquemus tirou a foto do ar (assim como a própria Bella). E a gente está tentando entender até agora como o próprio estilista confundiu o seu chapéu, que não tem o desfiado. [Lilian Pacce]