Vice-presidente de recursos humanos do Uber, Liane Hornsey pede demissão após investigação sobre racismo

Liane Hornsey, chefe do departamento de recursos humanos, era uma das principais porta-vozes da empresa sobre assuntos de diversidade e discriminação

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Liane Hornsey era a vice-presidente de recursos humanos do Uber

A vice-presidente de recursos humanos do Uber, Liane Hornsey, comunicou sua saída da empresa em um e-mail enviado à equipe nesta terça-feira, 10. O fato ocorreu após uma investigação sobre a postura da executiva em relação a alegações de discriminação racial na empresa: há acusações sobre Hornsey ter rejeitado queixas internas de racismo. Algumas alegações chegam a apontar comportamentos racistas praticados pela própria executiva.

Hornsey não apresentou o motivo para sua demissão e não respondeu a pedidos por comentários sobre a investigação. A executiva ocupava a posição há cerca de 18 meses, período em que a empresa foi abalada por queixas sobre discriminação de gênero e assédio sexual.

Quem fez as alegações contra a executiva e o departamento de recursos humanos foi um grupo anônimo que alega ser de funcionários negros do Uber. Eles afirmaram que Hornsey fez comentários discriminatórios sobre o chefe global do Uber para diversidade e inclusão, Bernard Coleman, e que ela difamou e ameaçou a ex-executiva do Uber, Bozoma Saint John, que saiu da empresa em junho.

“Essa pessoa foi no final das contas a razão por trás da saída (de Bozoma) do Uber”, disseram os funcionários anônimos em um email, referindo-se a Hornsey.

O presidente executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, escreveu um e-mail aos funcionários informando a saída da executiva, mas não fez nenhuma menção à investigação sobre racismo. Khosrowshahi inclusive elogiou a chefe de recursos humanos. “Liane é incrivelmente talentosa, criativa e trabalhadora”, disse. “Ela tem sido um membro valioso da minha equipe de liderança e eu desejo tudo de melhor para ela.”

Racismo. A saída da executiva acontece semanas depois da divulgação de um outro caso de racismo em empresas. No mês passado, o presidente executivo da Netflix, Reed Hastings, demitiu o responsável pela área de comunicação da Netflix, Jonathan Friedland, por uso de palavras racistas.

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