Microsoft tem valorização histórica nesta sexta-feira

Impulsionada por bons resultados em computação em nuvem, Office e divisão de games, empresa colhe frutos de nova visão implementada pelo presidente executivo Satya Nadella

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Satya Nadella é o presidente executivo da Microsoft

A Microsoft teve uma valorização histórica na manhã desta sexta-feira, 20: as ações da empresa chegaram a ser negociadas com alta de 5%, o que levou a avaliação de mercado da empresa para a casa de US$ 841 bilhões durante o pregão na bolsa de valores Nasdaq. No final do dia, a alta recuou para 1,87%, fazendo a companhia fundada por Bill Gates encerrar a semana cotada em US$ 816 bilhões. O impacto positivo é reflexo dos bons resultados da companhia, divulgados na última quinta-feira: no último ano fiscal, sua receita subiu 14%, superando a marca de US$ 110 bilhões no ano.

O momento reflete o sucesso da gestão de Satya Nadella, que assumiu a presidência da empresa em 2014 e redirecionou a gigante de software para novos negócios em nuvem. O bom momento da Microsoft é visto como reflexo do crescimento do Azure, seu serviço de computação em nuvem. Enquanto a receita desse serviço aumentou 89%, a unidade central de negócios da Microsoft, que inclui o conjunto de software Office 365, subiu apenas 13,1%.

A empresa também está investindo pesado para impulsionar o crescimento dos negócios em nuvem para alcançar a Amazon Web Services (AWS), da Amazon, atual líder do mercado. Segundo a empresa de pesquisas Canalys, a Microsoft está em segundo lugar na preferência do setor, mas cresce mais rapidamente que a AWS. A Microsoft também concorre com a Alphabet, a IBM e a Alibaba.

“Nossos investimentos iniciais na nuvem inteligente estão valendo a pena, e continuaremos a expandir nosso alcance em mercados grandes e em crescimento com inovação diferenciada”, disse Nadella em uma teleconferência na quinta.

Os analistas esperam que os investimentos compensem a longo prazo e tragam dividendos aos acionistas, permitindo que a Microsoft rivalize com a Apple e a Amazon na corrida para ser a primeira empresa a valer US$ 1 trilhão. Pode, no entanto, não haver tempo suficiente para isso – há a expectativa de que a Amazon possa ultrapassar a marca na próxima semana, quando divulga seus resultados financeiros para o período entre abril e junho de 2018. Se eles forem positivos, a empolgação dos investidores pode pesar.

Resultados.  Ao todo, a empresa teve crescimento de dois dígitos em todas as suas divisões no ano fiscal compreendido entre julho de 2017 e junho de 2018. Além das áreas de computação em nuvem e Office, também se destacaram a divisão de games e a rede social LinkedIn. A primeira teve faturamento anual superior a US$ 10 bilhões na história, puxada pelo bom desempenho da rede de jogos online Xbox Live; já a segunda superou US$ 5 bilhões em receitas.

O lucro da Microsoft, porém, caiu na comparação com o ano passado, fechando em US$ 16,6 bilhões – a queda de 35%, no entanto, se deve especialmente às mudanças tributárias promovidas pelo presidente americano Donald Trump, que impactaram a empresa em US$ 13,7 bilhões. Sem as alterações, o lucro da Microsoft teria sido de US$ 30,2 bilhões, em crescimento de 17%. [Reuters]

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