Aretha Franklin foi ícone do feminismo e do movimento pelos direitos civis nos EUA

Algumas músicas que ela gravou no fim da década de 1960 como ‘Respect’ foi hino para mulheres
aretha
Aretha Franklin canta no palanque presidencial ao lado do então presidente Barack Obama e primeira-dama MIchelle, durante cerimônia dedicada a Martin Luther King Jr. em Washington, em outubro de 2011 (Foto: Charles Dharapak/AP/Arquivo)

WASHINGTON – Aretha Franklin, além de rainha do soul, foi um ícone do feminismo e no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Canções que gravou no fim dos anos 1960, como “Respect”, “Do Right Woman – Do Right Man” e “Chain of Fools”, tornaram-se hinos para mulheres em todo o mundo. Em vez de sofredoras, eram agora fortes e indomáveis.

Os trechos de “Respect” — “Tudo o que eu peço é um pouco de respeito quando você chegar em casa” — não tratava apenas de como uma mulher desejava ser tratada pelo marido. Era também uma demanda por igualdade e liberdade.

A saber: o hit foi originalmente lançado pelo cantor Otis Redding em 1965. Aretha gravou uma nova versão da música.

“Nos témos o poder. Nós somos muito engenhosas. Mulheres merecem respeito. Acho que mulheres, crianças e idosos são os três grupos menos respeitados em nossa sociedade”, disse à revista Elle em 2016.

A rainha do soul foi a primeira mulher a entrar para o hall da fama do Rock and Roll, dois anos depois de ter sido criado. Até 2017, quando foi destronada por Nicki Minaj, foi recordista de músicas no Billboard Hot 100, lista que mostra os maiores sucessos dos Estados Unidos com base em vendas e número de reproduções.

O pai da cantora, C.L Franklin era membro da Igreja Batista e ativista pelos direitos civis. Em 1963, organizou a Caminhada pela Liberdade de Detroit, o maior movimento de direitos civis na história dos Estados Unidos até então. Dois meses depois, a Marcha sobre Washington assumiu o pódio.

C.L Franklin era amigo de Martin Luther King Jr, que lhe entregou uma versão preliminar de “I Have a Dream” durante o ato em Detroit. O célebre discurso foi proferido durante a marcha na capital do país.

Em 1968, pouco antes de ser assassinado, King entregou a Aretha um prêmio da organização que presidia, a Southern Christian Leadership Conference (Conferência da Liderança Cristã do Sul), que lutava pelos direitos civis dos negros. Durante o funeral do líder, a cantora interpretou “Precious Lord, Take My Hand”.

Democrata, Aretha se apresentou na posse de Barack Obama, em 2009, e em eventos antes das posses de Jimmy Carter, em 1977, e Bill Clinton, em 1993. Também cantou na Convenção Nacional Democrata, ocorrida em meio a protestos contra a guerra do Vietnã. [Júlia Zaremba]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s