Rotten Tomatoes anuncia mudanças para tornar painel de críticos mais inclusivo

Novidades incluirão mais críticos de diferentes gêneros e raças, além de outros formatos de análise
Por Matheus Fiore

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Recently added Tomatometer-approved critics (clockwise from top left): Clarisse Loughrey, Bernard Boo, Joelle Monique, Jacob Oller, Sandie Angulo Chen, Jane Crowther, Lorraine Ali, Robert Daniels

Gostando ou não, você já deve ter ouvido falar sobre o Rotten Tomatoes quando ouviu um podcast ou pesquisou sobre a repercussão de um filme na internet. O site é o principal agregador de críticas disponível online, criando médias para os filmes baseado nas opiniões de um grupo específico de críticos e jornalistas culturais.

O site, conhecido por seu sistema de classificação “Tomatometer”, que define um filme como “fresco” ou “podre” – como os tomates –, disse que está mudando seus critérios para incluir novas plataformas de mídia. Agora, podcasts e programas de streaming também serão selecionados para o “tomatômetro”, que antes considerava exclusivamente análises por texto.

No anúncio oficial, o Rotten Tomatoes afirma que a mudança passa por uma atualização de mídia. Desde a ascensão dos smartphones e a popularização do YouTube, as ferramentas de comunicação passaram por pequenas revoluções, fazendo com que novos meios de análise surgissem.

O site também incluirá redatores cujo trabalho pode ser feito em blogs pessoais ou outras plataformas, em vez de se concentrar apenas naqueles que publicam em veículos de formato específico, como grandes portais. Como parte da mudança, mais de 200 novos críticos aprovados pelo “Tomatometer” foram adicionados ao Rotten Tomatoes.

Diante das recentes discussões sobre a crítica cinematográfica ser dominada por homens brancos – um estudo recente, por exemplo, mostrou que há duas vezes mais homens do que mulheres exercendo a profissão – o Rotten Tomatoes parece ter se engajado na busca por se tornar mais inclusivo.

Ao observar como está a seleção de análises do site, é interessante perceber que, na página de “Procurando…” (filme que estreia em setembro no Brasil), por exemplo, há doze análises, que incluem comentários de cinco mulheres e três negros. É, sem dúvida, um passo importante para um cenário crítico de maior inclusão.

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