David Lynch inspira a decoração ousada destes ambientes

Veludo azul, vermelho, verde, rosa…….os personagens do diretor brilham entre tecidos nobres, geometrias, surrealismos e um clima de filme noir
Texto: Paula Jacob I Estilo: Ana Camus I Produção: Amaya de Toledo I Fotos: Alfonso Ohnur I Produção Ainhoa Serrano

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Da esq. para a dir., cadeira Autoprogettazione (1974), design Enzo Mari para Artek, na Micasa; sobre ela, cavalo de Murano, na El Transformista. Sofá sueco (anos 1950), na Tiempos Modernos. Banco de troncos, da Zara Home. Em primeiro plano, rádio (anos 1950) e piteira vintage, ambos na Living Retro. Fotografia Noticias de um naufragio (2011), de Isabel Flores, e gravura n. 19 Ya no hay tiempo, da série Los desastres de la guerra (1810-1814), de Francisco de Goya, ambas na Ogami Press. Tapete Takto 330, da Alfombras KP. Ao fundo, cortina Titania, da coleção Midsummer, da Pepe Peñalver. Luminária de piso (anos 1960), na Modernario. Veludo Villamayor (na parede), da coleção Lorenzo Castillo, da Gastón y Daniela, na Safira Tecidos. Arandelas italianas, na Modernario. O coelho veste costume e sapatos Massimo Dutti. (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)

David Lynch surpreendeu, chocou e intrigou o mundo com uma sequência de produções de tirar o fôlego de qualquer um. Dune (1984), Blue Velvet (1986), Zelly & Me (1988),Wild at Heart (1990) e Twin Peaks (1990-1991) usaram o surrealismo e o inconsciente para retratar suspenses dos mais mirabolantes. Uma estética narrativa única, que teve ajuda da proposta visual e artística característica de Lynch para tornarem-se clássicos da indústria cinematográfica. O nome voltou aos holofotes depois de quase 10 anos parado, com a terceira temporada de Twin Peaks, seguida do documentário David Lynch: A Vida de um Artista, ambos lançados em 2017.

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Cortina Dallas, da coleção Texas, da Gastón y Daniela, na Safira Tecidos. Tapete da Leroy Merlin (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)
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Poltronas (anos 1950), na Los Gusano. Luminária de piso francesa (anos 1970), na Tiempos Modernos. Sofá italiano, na Jon Urgoiti; sobre ele, almofada Nelson, design Gabrielle Soyer para Lindell & Co, na Pez. Mesa de centro italiana (anos 1970), de Willy Rizzo, na IKB 191; sobre ela, bandeja (anos 1960) atribuída a Piero Fornasetti, na Schneider Colao. Mesa lateral (ao fundo), na El Transformista; sobre ela, plantas, na Los Peñotes. Bar (ao fundo), na Vintage 4P. Mesas de apoio (em primeiro plano), na Décadas; sobre elas, piteira e telefone vintage, ambos na Living Retro. Tapete Takto 130, da Alfombras KP. Na parede, tecido Bering, da coleção Artic, da Gancedo. Litografia de Victor Vasarely, na Décadas. Arandelas, na El Transformista. Brianda usa vestido Antonio García e anel Wempe (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)
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Papel de parede Paloma Dark Emerald, da coleção Oxygen, da Khrôma, na Wallcovering. Rádio (anos 1950), na Tiempos Modernos. Brianda usa vestido Zara. (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)
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Sofá sueco (anos 1950), na Tiempos Modernos. Cadeiras (anos 1970) de Willy Rizzo e mesa (anos 1970), tudo na Rue Vintage 74; sobre a mesa, pires e xícara da Zara Home, corvo empalhado, na David Puente, chaleira (1909), design Peter Behrens para AEG, na Schneider Colao, prato American Red Start, design John Derian para Astier de Villatte, na Pez, com pássaro de acervo, e jarro de Murano, na Décadas. Luminária pendente (anos 1970), de Gaetano  Sciolari, na L.A. Studio. Ao fundo, arandelas italianas, na Modernario. Veludo Villamayor (na parede), da coleção Lorenzo Castillo, da Gastón y Daniela, na Safira Tecidos. Espelhos, na Décadas. Brianda veste camisa Prada (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)

A marca registrada de suas viagens inconscientes é o uso abundante de texturas na composição dos sets, cores fortes e o mix de formas geométricas. As combinações causam viagens sensoriais únicas, que enaltecem o poder do maximalismo. Muitas de suas sequências de cenas são ambíguas, dando margens infinitas de interpretação e colocando seus filmes em um patamar mais artístico do que comercial – inclusive, obras de arte consagradas são uma fonte inesgotável de inspiração para o cineasta. Não seria de se estranhar, portanto, que David Lynch fose a base para a criação de ambientes ousados para um editorial de decoração.

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Da esq. para a dir., biombo art déco (anos 1930), mesa de jantar, e castiçais (anos 1970), tudo na Décadas. Cadeiras italianas, na Rue Vintage 74. Aparador (anos 1970), na La Brocanterie; sobre ele, luminária Quadrifoglio (anos 1960), design Gae Aulenti para Guzzini, na Rue Vintage 74, blocos de papel Als Ob, de Pedro Luis Cembranos, na Ogami Press, e telefone, na Living Retro. Poltrona Adam e sofá Paradise (anos 1950), designs Kerstin Hörlin-Holmquist para Nordiska Kompaniet, ambos na Tiempos Modernos. Mesa de centro, na El Transformista; sobre ela, bandeja de Marianne Brandt, na Schneider Colao. Cadeira verde francesa (1937), design Paul Follot, na El Transformista. Luminária de piso italiana, na L.A. Studio. Cortinas de veludo Rubino 2.0, design Nya Nordiska, na Macarena Saiz. Tapete Takto 330, da Alfombras KP. A coelha veste suéter Comptoir des Cotonniers e sandália Bimba y Lola, e o coelho, costume Massimo Dutti (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)
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Da esq. para a dir., em primeiro plano, mesa de centro tcheca (anos 1960), na IKB 191; sobre ela, rádio (anos 1950), na Tiempos Modernos. Sofá (anos 1950) e cadeira italiana (1970) com design Willy Rizzo, ambos na Rue Vintage 74. Mesa lateral, na L.A. Studios; sobre ela, luminária vintage, na El Transformista. Ao fundo, luminária de piso Alberello (anos 1950), da Stilnovo, na L.A. Studio. Arandela (anos 1960), na Los Gusano. Biombo Brick Screen (1922-1925), design Eileen Gray para Classicon, na Casual Móveis. Litografia de Victor Vasarely, na Décadas. No piso, papel de parede Paloma Dark Emerald, da coleção Oxygen, da Khrôma, na Wallcovering.(Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)
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Biombo Brick Screen (1922-1925), design Eileen Gray para Classicon, na Casual Móveis. Sofá (anos 1950), design Willy Rizzo, na Rue Vintage 74. Mesa lateral, na L.A. Studios; sobre ela, luminária vintage, na El Transformista. Brianda usa vestido Loewe, sapatos Pura López e pulseiras e brincos Pez. (Foto: Alfonso Ohnur | Assistentes de estilo: Alex Fernández, Ismael Gil, Roger Vargas e Veronica Dichy | Assistentes de fotografia: Andrea Galea, Amets Iriondo e Daniel Carretero)

ThirdLove, marca de lingerie faz barulho em Nova York com campanha que celebra as mulheres ‘reais’

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“To Each, Her Own” nova campanha da ThirdLove || Créditos: Divulgação

ThirdLove, marca de lingerie americana, de venda apenas online, anunciou nesta segunda-feira o lançamento da sua primeira campanha de alcance nacional intitulada “To Each, Her Own” (Para cada um, você mesmo). Do tipo ‘pé na porta’ a ação dominou os metrôs e enormes outdoors na Times Square, em Nova York, e se transformou em um dos assuntos mais comentados do dia. Com fotos e um comercial de TV, a ThirdLove (anote este nome, pois é uma das empresas que mais cresce no universo online) rompe com os padrões antigos de beleza e abraça a feminilidade moderna com modelos de todas as idades, etnias e fases da vida.

“To Each, Her Own” se concentra em capturar a força de mulheres reais, ao mesmo tempo em que mostra as vulnerabilidades de cada uma em depoimentos. Dirigida e filmada por mulheres, a campanha traz uma autenticidade raramente vista na publicidade. “Ninguém deve dizer a uma mulher o que é sexy, bonito ou certo. Cabe a ela decidir. Queremos que olhem para a nossa campanha e se vejam representadas”, afirmou Heidi Zak, que fundou a marca em 2013 após se frustrar com a falta de peças que se encaixassem em seu corpo.

“De uma mãe em sua cozinha servindo cereais para os filhos até uma senhora de sessenta e poucos anos praticando yoga na sala de estar, queríamos destacar todas as mulheres e celebrar cada corpo. Optamos por algo novo e fresco com representantes únicas”, finaliza.

Ainda na tentativa de inovar e abraçar o público, a label está convidando mulheres de todos os lugares do mundo para celebrar sua singularidade compartilhando imagens de si mesmas com a hashtag #ToEachHerOwn. Aperte o play para conferir o comercial.

Em NY, Jeremy Scott mistura Pokemon, motos, grunge e selfies

Superpop, designer tem um trabalho descomplicado que diz muito sobre a moda de hoje

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O verão 2019 de Jeremy Scott, desfilado na Semana de Moda de Nova York Foto: Caitlin Ochs/Reuters

Mais divertida moda dos estilistas norte-americanos, a de Jeremy Scott é do tipo vibrante, jovem e carregada de referências pop. Quadrinhos, revistas, logos e cultura de massa são elementos recorrentes nas suas criações, que fazem sucesso entre um público que não faz carão nem leva roupa e elegância a sério.

Em seu verão 2019, desfilado na última quinta, 6, ele olha para o próprio passado, especialmente sua juventude, transformando polaróides suas de época em estampas, e misturando a isso motociclismo, grunge, Pokemon, NBA e um militarismo colorido, um caldeirão que é a sua cara.

“Da perspectiva de uma crítica, é difícil amar [a moda de] Scott porque suas formas são básicas e constantes. Alguém como Martin Margiela, por exemplo, buscou desfazer a noção de luxo num momento em que a indústria estava começando a desfalecer sobre marcas de artigos de luxo”, escreve a crítica Cathy Horyn, do site The Cut. “Scott nunca fingiu ser dessa ‘liga’. E a verdade é que a época para esse tipo de talento visionário provavelmente já passou. É muito intelectualizada, difícil de processar num deslizar de dedos. Não há consumidores de moda em escala suficiente para fazê-la se pagar”, analisa.

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Um vestido com reproduções de fotos da juventude do designer, com diferentes cortes e tonalidades de cabelo Foto: Caitlin Ochs/Reuters

Despretensiosa e comercial, a moda de Jeremy Scott é naturalmente assim. E o verão 2019 confirma sua preferência por shapes descomplicados em vestidos curtos e justos, calças, shorts e jaquetas aparentemente comuns, que tem como diferencial as brincadeiras com o couro matelassado dos motoqueiros, a explosão de xadrezes juntos e misturados, assim como os vários emblemas dos times de basquete da liga norte-americana aplicados numa mesma peça.

Na cartela de cores, reinam preto, branco e os neons vibrantes, que são tendência da hora – além do azul de recortes de jeans em diversas lavagens. Entre as criações, destaca-se uma bota-macacão afrontosa, com um zíper que a divide ao meio e permite usá-la com decotes de profundidades diversas, além das roupas com estampas e aplicações inspiradas em cartoons, que gritam “shock”, “sex”, “resist”, “power” e “peace”.

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A bota-macacão afrontosa, um dos destaques da coleção que chega às lojas em meados do ano que vem Foto: Caitlin Ochs/REUTERS
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Despretensiosa em termos de silhuetas, a moda de Jeremy Scott vai ao encontro do desejo por roupas descomplicadas Foto: Caitlin Ochs/Reuters

Will Vendramini Costume Magazine Setembro 2018 with Tanya Kizko

Sem título.jpgPhotographer: Will Vendramini. Stylist: Kristine Halken Hair: Amber Duarte. Makeup: Mia Yang. Model: Tanya Kizko at Ford Models.

Netflix anuncia trailer da série ‘Elite’ com atores de ‘La Casa de Papel’

Produção mostra conflitos de classes sociais entre alunos bolsistas e abastados de um colégio de alto padrão na Espanha; desentendimentos culminam em um assassinato

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Série mostra o confronto entre jovens pobres e ricos em um colégio de alto padrão na Espanha. Foto: Reprodução do trailer da série ‘Elite’ (2018) / Netflix

Netflix lançou nesta segunda-feira, 10,  o trailer da série espanhola Elite, que estreia na plataforma em cinco de outubro deste ano.

A obra mostra o drama dos estudantes do colégio Las Encinas, conhecido como a melhor e mais elitizada instituição de ensino da Espanha. Três estudantes pobres de uma escola pública são encaminhados para lá depois de receberem uma bolsa.

No entanto, o que parecia ser uma conquista, se tornou em um grande problema. O choque entre as classes sociais gera bullying contra os bolsistas, que culmina em um assassinato – que é investigado ao longo da trama.

A série conta com personagens de produções audiovisuais conhecidas no mundo cinematográfico, tais como Jaime Lorente, María Pedraza e Miguel Herrán, de La Casa de Papel.

Elite terá oito episódios na primeira temporada. Veja abaixo o trailer.

Oito brasileiros integram lista dos 500 mais influentes da moda

Edição 2018 da seleção do site Business of Fashion foca em nomes que vem promovendo inovação na moda

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O diretor de arte Giovanni Bianco, a CEO dos Edições Globo Condé Nast Daniela Falcão, a empresária Natalie Klein, da NK Store, e José Auriemo Neto, do grupo JHSF: quatro dos oito integrantes da lista dos 500 mais importantes da moda, segundo o site Business of Fashion Foto: Denise Andrade/Lu Prezia/Silvana Garzaro/Denise Andrade/Estadão

Com a ideia de apresentar os 500 nomes que vem ajudando a impulsionar a indústria e inovação na moda, o site Business of Fashion vem, desde 2013, apresentando a lista batizada de BoF500 e feita por meio de sugestões vindas de seus ex e atuais integrantes avalizadas pela equipe do site. Recém revelada, sua edição 2018 foi produzida com apoio da brasileira JHSF e da cadeia norte-americana Nordstrom  e traz oito nomes brasileiros (na de 2017 eram nove).

José Auriemo Neto, presidente do grupo JHSF (e dono do shopping Cidade Jardim, entre outras coisas) está de volta a ela depois de um hiato em 2017 (ele marca presença na lista desde a primeira edição), juntando-se ao time brasileiro que conta ainda com Alexandre Birman (Arezzo), Carlos Jereissati Filho (Iguatemi), Daniela Falcão (Edições Globo Condé Nast), Giovanni Bianco (‘Vogue’ Itália), Maria Prata (Globo News), Natalie Klein (NK Store) e Paula Cadematori (designer da marca homônima).

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Integrantes da edição 2018 da lista do site Business of Fashion, produzida a partir de sugestões de ex e atuais participantes da BoF500 Foto: Divulgação Business of Fashion

Da seleção nacional do ano passado, não entraram Camila Coutinho e Flávio Rocha (ex-presidente da Riachuelo). “Para este ano, focamos em agentes de mudança: aqueles que estão abordando os assuntos mais críticos da moda em um período de grande agitação na indústria e no mundo mais amplo”, explica o texto de apresentação da da lista, que conta representantes de 63 países diferentes – a mais diversa até hoje.

Entre os novos nomes estão o da modelo Anok Yai, egípcia com ascendência sudanesa que, entre outras coisas, foi a primeira negra a abrir um desfile da Prada; o designer italiano Francesco Risso, o jovem talento que vem chacoalhando a criação na Marni; o chinês Jack Ma, presidente do grupo Alibaba; o islandês Ingvar Helgason, líder de um projeto que vem criando couro em laboratório; e a argelina Ghizlan Guenez, fundadora do e-commerce The Modist, centrado em propostas de vestir luxuosas mas modestas.

No ranking de países, os Estados Unidos lideram a BoF500 2018 com 128 nomes, seguidos por Reino Unido com 78 representantes, França (47), Itália (43) e China (33). Confira a lista completa destes 500 nomes aqui.

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Uma seleção de personagens da BoF500 2018, que em sua sexta edição foca em inovação e diversidade Foto: Divulgação Business of Fashion

Acusado de assédio, presidente da CBS renuncia ao cargo

Les Moonves, à frente da emissora americana desde 2003, foi alvo de duas reportagens da revista ‘New Yorker’; casos começaram nos anos 1980 e seguiram até o início dos anos 2000

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Ex-presidente executivo da CBS, Les Moonves estava no cargo desde 2003

O presidente executivo e do conselho da emissora norte-americana CBS, Les Moonves, renunciou aos seus cargos nesta segunda-feira, 10. Moonves deixa os postos após uma sequência de acusações de assédio sexual, publicadas por reportagens da revista New Yorker, feitas por pelo menos uma dúzia de mulheres. As denúncias abrangem o período entre as décadas de 1980 e o início dos anos 2000 – em resposta à revista, Moonves disse que reconhecia três dos relacionamentos, mas que todos foram consensuais.

Segundo fontes da agência de notícias Reuters, Moonves e acionistas da empresa chegaram a um acordo durante o último final de semana – os detalhes serão revelados ao longo desta segunda-feira, mas incluem doações ao movimento #MeToo, que surgiu no ano passado após denúncias a outro magnata da mídia e do entretenimento, Harvey Weinstein, da The Weinstein Company.

De acordo com a Reuters, Moonves pode acabar saindo sem nada da empresa, que vai destinar um pacote de US$ 100 milhões para lidar com possíveis processos. Diretor de operações da emissora, Joe Ianiello vai assumir o cargo de presidente executivo de forma interina, enquanto o conselho buscará um substituto em definitivo para Moonves.

Pela primeira vez, Miss America não tem competição de roupas de banho

Confira os melhores, piores e mais estranhos momentos do concurso
Emily Yahr – Washington Post

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Nia Franklin, a Miss Nova York, foi eleita a Miss America 2019 Foto: AP Photo/Noah K. Murray

Embora existissem muitos dramas cercando a organização do Miss America neste ano, no domingo, 9, a competição ocorreu quase sem controvérsias. A Miss Nova YorkNia Franklin, foi nomeada a vencedora, e ganhou 50 mil dólares em bolsas de estudos. A jovem de 24 anos, cuja plataforma social é pela defesa das artes, disse que irá investir em um doutorado em composição de música nas universidades de Princeton e Juilliard. Sua vitória foi o sétimo título de Nova York, o máximo de qualquer estado na história de quase 100 anos do evento. “Quero que a America veja que a música clássica ainda está viva e próspera, especialmente com uma mulher afro-americana cantando ópera”, disse. “Porque existem muito mais crianças lá fora que não sabem que eles podem fazer música clássica.”

Além da competição propriamente dita, todos os olhos estavam voltados para o Miss America depois da confusão de dezembro, quando dois executivos renunciaram seus cargos após a revelação de emails com comentários cruéis sobre as participantes. Gretchen Carlson, âncora da Fox News e Miss America 1989, assumiu o comando do evento e fez uma série de mudanças – que incluem a eliminação da competição de trajes de banho. As ações impulsionaram a saída de vários membros da diretoria e pedidos pela demissão de Gretchen.

A última ganhadora do concurso, Cara Mund, escreveu uma carta falando sobre seu ano infeliz trabalhando para a organização.

Aqui estão os melhores, piores e mais estranhos momentos do evento que, como o prometido, foi livre de biquínis.

Melhores: 

Miss Michigan imediatamente causou um momento viral
No começo do show, como sempre, todas as competidoras orgulhosamente apresentavam a si mesmas e os seus estados. As falas foram extremamente contidas, até ela chocar os espectadores ao falar sobre a crise hídrica de Flint.

“Do estado com 84% da água doce dos Estados Unidos, mas nada para seus moradores beberem”, disse ela.”Eu sou a Miss Michigan, Emily Sioma.”

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Miss Connecticut Bridget Mary Oei apresentou uma dança irlandesa no show de talentos Foto: AP Photo/Noah K. Murray

Miss Connecticut brilhou na competição de talentos
Algumas competidoras cantaram, outras tocaram piano, algumas recitaram monólogos – até que veio Bridget Oei, representante de Connecticut, que fez um número de dança irlandês com direito a moonwalk. Mas o passo não foi o bastante para ela sair vencedora, já que foi a vice-campeã da noite.

A resposta da Miss Flórida 
O Miss America agora possui duas rodadas de entrevistas, então existem mais possibilidades delas se tornarem virais por causa de respostas erradas. Miss Florida, Taylor Tyson, evitou esse destino, mesmo com uma versão da clássica questão “qual é a sua maior fraqueza?”. O jurado Bobby Bones pediu para ela nomear a “mais desafiadora e difícil falha.”

“Falha é uma palavra engraçada porque implica em derrota. E tive muitas adversidades em minha vida, mas acredito que cada revés é uma chance de recomeçar”, disse ela. “E cada turbulência que enfrentei, cada rejeição que sofri, transformei em algo que me trouxe aprendizado e me fez uma versão melhor de mim mesma.”

Piores

A promoção constante do Miss America 2.0
Mais cedo este ano, quando foi anunciada a eliminação da competição de trajes de banho,Gretchen declarou que “O Miss America irá representar uma nova geração de líderes mulheres, focando em educação, impacto social, talento e empoderamento.” Assim que a competição começou, as candidatas apareceram no telão usando frases prontas para descrever a si mesmas como a nova versão “empoderada” do concurso. “Inteligente. Confiante. Forte. Talentosa. Realizadora. Impactante. Diversa. Inclusiva”, e assim por diante.

Admirável, é claro – para o show continuou se elogiando repetidas vezes com o título “Miss America 2.0” e forçando a narrativa de que o evento ainda é muito importante na cultura norte-americana.

E, caso você tenha perdido as notícias sobre a competição de biquíni, o evento enfatizou que o segmento está morto. Miss Alabama, Callie Walker, confessou que ficou chocada com a novidade, mas assegurou ao público que a mudança é para o melhor: “Ás vezes, mudar é difícil, mas é bom”. Em certo ponto, um dos apresentadores, Ross Mathews, entrevistou a Miss America 1948, que estava sentada na plateia, para lembrar que o evento está evoluindo, indo “de roupas da banho para programas educacionais.” Já entendemos!

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A resposta da Miss Nova York chamou atenção dos jurados Foto: AP Photo/Noah K. Murray

A resposta da Miss Nova York 
Nia Franklin ganhou a competição, então quem liga que a sua resposta não foi a melhor? Mas ainda assim, não conseguimos tirá-la da nossa cabeça. A juíza Laila Ali perguntou “Como ser uma candidata de Nova York a preparou para o trabalho de Miss America?”

E Nia respondeu com isso: “Eu tenho o estilo de Nova York. Eu mudei mais de cinco vezes por causa de sublocação. Em Nova York, achar um lugar para morar pode ser difícil, por conta do preço do aluguel, mas eu superei isso.”

Será que não existia melhor exemplo para “estilo”? Mas ela se apressou para consertar a resposta. “E também, como nova yorkina, entendo o que é trabalhar duro. Eu sonho com a bolsa de estudos pois sou artista. E estou ansiosa para compartilhar meus trabalhos, ter impacto social, lutar pela arte e me assegurar que todos os estudantes tenham direito a educação de qualidade.”

Mais estranho: 

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A Miss America 2018, Cara Mund, subiu ao palco para coroar a nova vencedora Foto: REUTERS/Carlo Allegri

Último desfile de Cara Mund como Miss America
Foi como se muitos dos espectadores não tivessem ideia de que ela acabou com a organização do evento em uma carta, dizendo que os líderes “me silenciaram, me reduziram, me marginalizaram, e essencialmente anularam meu papel como Miss America.”

Mas para aqueles que estavam ligados no drama, foi um momento estranho ver ela desfilando alegremente em direção ao palco no final da noite – e fez sua última declaração por um áudio pré-gravado. “A noite que eu consegui esse trabalho importante, sabia que poderia realizar qualquer coisa. Me abriu a porta para oportunidades sem fim.” Ela continuou dizendo que entrou na faculdade de direito e continua com o sonho de se tornar a primeira governadora mulher da Dakota do Norte. “O Miss America me deu a plataforma”, ela disse. “E eu estou só começando.”

Presença estrangeira e inovação tecnológica são destaques na High Design

Presença estrangeira e inovação tecnológica são destaques na High Design – Home & Design Expo

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Luminária Empire, feita em madeira maciça, do designer mineiro Leonardo Vanetti, inspirada no icônico arranha-céu nova-iorquino. http://www.leonardovanetti.com Foto: Leonardo Vanetti

A Feira High Design – Home & Design Expo, mostra âncora do DW! São Paulo, reuniu, em sua 3ª edição, 120 expositores dos setores de design e decoração. Este ano, a feira teve um crescimento de aproximadamente 30% de área expositiva, e trouxe como novidade a criação de um setor exclusivo dedicado ao desenho autoral de objetos, a High Design Objects.

Veteranos na mostra, a Sollos, marca dirigida pelo designer Jader Almeida, mais uma vez apresentou aos visitantes seus últimos lançamentos em móveis e luminárias; assim como a Itens, empresa especializada em iluminação que, em parceria com a designer Ana Neute, desenvolveu duas novas peças especialmente para o evento.

A presença de profissionais e empresas estrangeiras também aumentou. A italiana Nardi, representada aqui pela Brisa Casa, levou à mostra sua novíssima coleção de peças para áreas externas de polipropileno.

Outro destaque, a cadeira Cosm, do estúdio alemão 7.5, apresentada este ano em Milão, foi a aposta da tradicional norte-americana Herman Miller para atender, simultaneamente, aos mercados residencial e corporativo.

Em visita à feira durante os dias de DW!, o Casa selecionou alguns lançamentos.