ELLE Rússia Outubro 2018 Joan Smalls by Xavi Gordo

Sem título.jpgPhotographer: Xavi Gordo at 8 Artist Management. Styling: Ekaterina Mukhina. Hair: Mickael Silva. Makeup: Patrick Ta. Model: Joan Smalls.

Lana Del Rey revela clipe de nova faixa; veja “Mariners Apartment Complex”

Música fará parte do próximo álbum da cantora

Lana Del Rey revelou hoje, dia 12, o clipe de sua nova música, “Mariners Apartment Complex”. Confira acima.

Produzida por Jack Antonoff, a faixa deve fazer parte do próximo álbum da cantora, previsto para 2019.

O último álbum de Lana, Lust For Life, foi lançado em 2017. A cantora esteve no Brasil recentemente, no Festival Lollapalooza.

Apple anuncia os novos iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR

Aparelhos têm tela de 5,8 polegadas, 6,5 polegadas e 6,1 polegadas, respectivamente e possuem tela ‘infinita’, quase sem bordas, seguindo o design do iPhone X, lançado em 2017; novato, iPhone XR é considerado versão “econômica” do dispositivo
Por Bruno Capelas e Giovanna Wolf Tadini – O Estado de S. Paulo

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iPhone XS Max e iPhone XS

A Apple anunciou nesta quarta-feira, 12, em um evento na sua sede na Califórnia, três novos modelos de iPhone, todos com tela “infinita”, quase sem bordas, seguindo o design apresentado em 2017 com o iPhone X. Os novos aparelhos são o iPhone XS, o iPhone XS Max e o iPhone XR – com telas de 5,8 polegadas, 6,5 polegadas e 6,1 polegadas, respectivamente.

Os dois primeiros são modelos topo de linha com tela OLED e custam US$ 999 e US$ 1099, respectivamente. Já o iPhone XR, com tela LCD, é a versão “econômica” do dispositivo e chegará ao mercado americano com o valor de US$ 749. Os aparelhos ainda não tem preço ou data de lançamento previstos para o Brasil.

Os dispositivos são à prova d’água – os modelos topo de linha têm um recurso mais avançado nesse sentido – e contam com o Face ID, sistema de reconhecimento facial lançado pela empresa no ano passado, com o iPhone X.

Os celulares também contam com um novo chip de processamento, o A12 Bionic, que traz núcleos dedicados para processamento computacional, gráfico e de redes neurais – segundo a Apple, ele é capaz de processar 5 trilhões de operações por minuto, enquanto seu antecessor, o A11 Bionic, presente no iPhone X, processava 600 bilhões de operações por minuto. Além disso, os três celulares serão equipados com recursos de aprendizado de máquina em tempo real, que pode ser aplicado para diversas finalidades.

Premium. Os iPhones XS e XS Max chegarão às lojas dos EUA em 21 de setembro, em três cores diferentes: ouro, prata e cinza espacial. Já a pré-venda dos dispositivos começa nesta sexta-feira, 14. Um dos diferenciais dos aparelhos será a fotografia. Em termos técnicos, as câmeras dos dois aparelhos não mudaram muito: no lado traseiro, são duas lentes de 12 MP (uma teleobjetiva e uma grande angular). Na frente, uma câmera de 7 MP, que funciona combinada ao sistema de reconhecimento facial do aparelho.

No entanto, com as duas lentes e a ajuda do A12 Bionic, os dois aparelhos terão um sistema capaz de captar diversos frames para reunir os melhores elementos em uma única fotografia. Além disso, será possível alterar a profundidade de campo de cada imagem – podendo focar ou desfocar o que há atrás de uma pessoa em um retrato – após a fotografia ser tirada, de forma semelhante ao que já era possível alterar o fundo de um retrato nos iPhones anteriores.

A bateria dos dois celulares evoluíram em relação à última versão do iPhone: o XS promete 30 minutos a mais de bateria, enquanto o XS Max promete um adicional de uma hora e meia. Haverá ainda três opções de armazenamento: 64GB, 256GB e 512GB.

Além disso, os dois modelos também aceitarão dois chips SIM diferentes, algo que é bastante comum em celulares de entrada e intermediários vendidos aqui no Brasil. Segundo a Apple, a ideia é auxiliar clientes que viajam bastante ou que utilizam um chip pessoal e outro do trabalho – a empresa fará ainda parcerias com operadoras para que seu software seja capaz de identificar qual chip deverá ser usado a cada momento.

Após desavenças, Henry Cavill não irá mais interpretar Superman nos cinemas

Warner estaria focando em filme sobre a história da Supergirl

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O ator Henry Cavill, em cena do filme “O Homem de Aço” 

SÃO PAULO – Henry Cavill, 35, que interpretou o Superman nos últimos anos para os filmes da DC Comics, pode ter rompido seu contrato com a Warner Bros. A revista americana The Hollywood Reporter afirmou que teria havido uma desavença do ator com a empresa enquanto negociava participação no filme “Shazam!”, que estreia em 2019.

De acordo com a publicação, Cavill não interpretaria mais o personagem em uma nova sequência de Superman. Ambos os lados ainda não confirmaram a informação oficialmente. O ator, porém, já gravou a continuação do filme “Liga da Justiça”, que estreia em 2019.

Dany Garcia, agente de Henry Cavill, escreveu em sua conta no Twitter para que as pessoas ficassem calmas e aguardassem novas informações    na tarde desta quarta (12). “Fiquem calmos, a capa ainda está no armário. @wbpictures tem sido e continua sendo nossa parceira no desenvolvimento do Universo DC. Aguarde um anúncio da Warner Bros hoje mais tarde.”

Por outro lado, Cavill já havia mencionado em entrevistas anteriores que deixaria o personagem em breve.  A revista ainda afirmou que a Warner não pretende lançar nenhum filme solo de Superman nos próximos anos, e que o estúdio estaria focando suas atenções em um filme sobre a história da Supergirl.

Uma fonte de dentro afirmou que “depois de um tempo, é preciso olhar para novos atores.” Cavill também não participará de “Shazam!” por falta de tempo livre, uma vez que ele acaba de assinar contrato para estrelar na nova série da Netflix, “The Witcher”.

Anteriormente, ele interpretou Superman nos filmes “O Homem de Aço” (2013), “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016) e mais recentemente, “Liga da Justiça” (2017). Também esteve em “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018).

Com cabelo natural, Naomi Campbell assiste ao desfile da Calvin Klein

Habituada ao uso de perucas, top sofreu calvície por conta do uso de apliques

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Naomi Campbell e seus cabelos naturais na chegada do desfile da Calvin Klein, na noite desta terça, 11, em Nova York Foto: Monica Schipper/Getty Images/AFP

Entre os convidados do desfile da Calvin Klein, que aconteceu na noite desta terça, 11, em Nova York, Naomi Campbell chamou atenção. Surgiu num look da grife numa rara aparição com cabelos naturais, curtos e cacheados.

O visual do cabelão longo e liso, boa parte das vezes uma peruca, por ora parece com os dias contados. “Todas as pessoas do mundo usam perucas. Não importa mais. Eu faço o que quero e o que o trabalho demandar”, declarou a top no ano passado.

Por conta do uso de apliques e tranças, ela havia perdido boa parte de seus cabelos, uma condição chamada de  alopecia cicatricial central centrífuga . “Tomo mais cuidado com meus cabelos hoje porque perdi ele todo com apliques”, disse à época. “Tomo mais cuidado e faço diferentes coisas”, explicou sobre sua nova rotina que deu ótimo resultado. “Graças a Deus!”, comemorou.

Sarah Jessica Parker diz que a série ‘Sex and the City’ não seria rodada hoje por falta de diversidade

Atriz disse que “seria ‘bizarro’ refazer a série com quatro mulheres brancas” atualmente

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Sarah Jessica Parker em Sex and the City (Foto: Divulgação)

Sarah Jessica Parker, de 53 anos, deu vida à escritora Carrie Bradshaw na série de TV e em dois filmes da HBO – e também atuou como produtora executiva – mas ela acha que seria “bizarro” refazer a série com quatro mulheres brancas.

Sarah – que estrelou ao lado de Kim Cattrall (Samantha Jones), Cynthia Nixon (Miranda Hobbs) e Kristin Davis (Charlotte Yorke) disse ao The Hollywood Reporter: “Você não poderia fazer [a série] hoje por causa da falta de diversidade na tela. Eu pessoalmente acho que seria bizarro”. A estrela também não acha que seria possível fazer o remake da popular série com um novo elenco, já que não seria a mesma coisa.

Ela admitiu: “Eu não sei se você poderia fazer isso com um elenco diferente. Eu acho isso radical e interessante, mas você não pode fingir que é a mesma série”. No entanto, Sarah acha que “valeria a pena” olhar para uma série totalmente nova baseado em quatro “diversas” mulheres.

Ela disse: “Não seria um reboot como eu entendo. Se você voltasse e fizesse seis episódios, teria que reconhecer que a cidade não é hospitaleira com essas mesmas ideias. Parece que você foi removido por gerações da realidade, mas certamente seria interessante ver quatro mulheres diferentes experimentando a cidade de Nova York… Seria interessante explorar, mas não poderia ser a mesma coisa”.

Sarah disse anteriormente que está curiosa para saber como estaria seu alter ego em Nova York agora, na sequência da ascensão do movimento MeToo e da iniciativa Time’s Up, admitindo que sua personagem – que ela interpretou de 1998 a 2004 e em dois filmes em 2008 e 2010 – foi um produto do seu tempo.

A atriz disse: “Eu acho que Carrie Bradshaw é um produto de sua geração e eu acho que suas conversas sobre política sexual e intimidade eram de acordo com aqueles anos. Como sempre, aqueles anos antes de ser um jovem adulto formam sua visão de mundo. Eu acho que ela teria muito a dizer sobre isso, e eu ficaria curiosa em ler a coluna dela se ela pudesse sentar e falar sobre isso. Essa cidade mudou – isso foi há 20 anos – esta cidade mudou muito politica, economica e socialmente e eu acho que seria uma série diferente, honestamente”.

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Sex and the City (Foto: Divulgação)

Conheça a multinacional Atento que emprega 1.300 transexuais no Brasil

Os números da Atento saltam aos olhos se consideramos a realidade brasileira, na qual 90% dos transexuais atuam na prostituição.
Por Mariana Desidério

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Bandeira gay: empresa emprega 1.300 transexuais no Brasil (nito100/Thinkstock)

São Paulo – A Atento, gigante do call center que emprega 78 mil pessoas no Brasil, tem uma pequena multidão de transexuais entre seus funcionários. São cerca de 1.300 pessoas. A grande maioria atua como atendente de telemarketing e ganha um salário mínimo.

O número salta aos olhos se considerarmos o contexto brasileiro: somos o país que mais mata transexuais no mundo – foram ao menos 868 travestis e transexuais mortos entre 2008 e 2016, segundo a ONG europeia Transgender Europe. Outro dado mostra que 90% dos trans ganham a vida se prostituindo por falta de alternativas, segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).

Com um quadro assim, empresas que estendam a mão para esse público cumprem um papel importante. No caso da Atento, a companhia não precisou de muito de esforço para atrair esses profissionais. “Muitas empresas contratam consultorias para aumentar a diversidade. No nosso caso não foi necessário. Nossas plantas ficam nas capitais, em geral nas periferias. Eles vieram naturalmente, atraídos por uma jornada de seis horas, numa função que exige apenas o ensino médio. É um perfil de primeiro emprego”, afirma Eliane Terceiro, superintendente de responsabilidade social da Atento Brasil.

No entanto, se a chegada desses trabalhadores foi natural, o processo para incluí-los exigiu um pouco mais.

A presença dos trans na Atento passou a ser notada em 2012, quando a empresa criou uma ouvidoria. “Começaram a chegar questões de pessoas trans que tinham que usar o banheiro do gênero com o qual não se identificavam”, lembra a executiva, que falou sobre a experiência da companhia durante o debate “Mercado em Transformação”, promovido pela KPMG e pelo escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe.

O tema foi discutido no conselho de ética da empresa, que decidiu ter uma atitude mais proativa. A batalha do banheiro foi a primeira. “Fizemos um comunicado sobre o uso dos banheiros de acordo com a identidade de gênero. Mas então começamos a receber reclamações, principalmente de mulheres incomodadas com transexuais nos banheiros femininos”, conta Terceiro. Para contornar o problema, foi necessário fazer uma campanha de conscientização sobre os valores da empresa e sua política de igualdade e inclusão.

A trincheira seguinte foi abrir a possibilidade para que os funcionários usassem o nome social no crachá e no e-mail corporativo, mesmo que no RG ainda constasse o nome de outro gênero. “Entendemos que não adianta muito ter o nome no crachá , mas não no e-mail. Tivemos vários entraves na área de segurança da informação por conta disso, inclusive trazidos por clientes. Mas hoje temos pouco mais de 1.300 transexuais e travestis que solicitaram nome social no crachá”, comemora.

O próximo passo foi promover ações para os transexuais que não trabalham na empresa. A companhia faz encontros esporádicos com esse público, com aulas de informática e dicas sobre como se portar numa entrevista de emprego. “Eles saem do curso com uma gratidão enorme. Muitos deles nunca tinham entrado numa empresa na vida, a maioria mora em abrigos e trabalha na prostituição”, relata a executiva.

Alguns dos transexuais que participam desses encontros passam a trabalhar na Atento. E, segundo a companhia, o turnover desses profissionais é menor que o dos demais, mesmo num setor como o de telemarketing, que tem altos índices de rotatividade. Na Atento, enquanto a rotatividade geral foi de 5,4% nos últimos três meses, no grupo de transexuais acompanhados pela empresa o número foi de 1,7%.

Agora, o principal desafio é a negociação com as operadoras de plano de saúde sobre temas como tratamento com hormônios e cirurgias. Há ainda casos como exames barrados por conflito entre o nome do paciente e o tipo de exame solicitado. “A pessoa é trans, usa um nome de mulher, mas ainda precisa fazer exames de próstata, por exemplo”.

Segundo Terceiro, o trabalho de inclusão e respeito aos transexuais no ambiente corporativo ampliou a visão de mundo da empresa. “Antes a Atento era uma empresa mais quadrada. E com os trans, criou-se também espaço para discutirmos o papel da mulher e outras questões ligadas à igualdade. Abriu-se uma porta”, diz.

Nova regra abre espaço para startups no setor de psicologia

A partir de novembro, CFP vai permitir sessões online; para especialistas, mudança exige adaptação e traz debate ético
Por Matheus Mans – O Estado de S.Paulo

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Startup Vittude, de Tatiana Pimenta, conecta psicólogos com empresas e pacientes

Uma nova norma do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que passa a vigorar em novembro deve abrir um novo mercado para as startups voltadas para a área no País. Sob a nova regra, psicólogos terão a possibilidade de realizar sessões de terapia online – antes, era possível apenas realizar 20 encontros, o que dificultava o trabalho das empresas iniciantes.

A mudança ocorre após um ano de estudos e observação do mercado. Ainda que vetadas, muitos psicólogos já usavam ferramentas como o Skype para fazer consultas online, especialmente em casos de atendimento com pacientes que tinham se mudado para outros países ou com dificuldades de deslocamento. “A norma estava desgastada”, diz a conselheira Rosane Granzotto, do CFP. “Precisávamos mudar.”

Uma das startups que busca surfar no novo movimento é a Vittude, criada pela engenheira civil Tatiana Pimenta em 2016. De lá para cá, a empresa recebeu R$ 650 mil em aportes e realizou 12 mil consultas; hoje, são 1,5 mil psicólogos e 4 mil pacientes cadastrados – 90% deles nunca havia feito tratamentos antes.

Além de atender pessoas físicas, a empresa também faz parcerias com empresas, oferecendo vouchers para os empregadores distribuírem entre os funcionários. “Há empresas que têm quase mil funcionários afastados por ansiedade ou depressão. É ruim para o empregador e para o INSS”, diz Tatiana. “Queremos agir antes que seja preciso pedir afastamento.”

Maré. A Vittude não está sozinha. Outra startup que atua nesse modelo é a Zenklub, fundada pelo médico Rui Brandão. A empresa tem hoje 5 mil profissionais cadastrados e já realizou mais de 20 mil consultas online. Entre seus investidores, está o fundo especializado em saúde HEALTH+, que aportou R$ 300 mil na empresa. A partir de um questionário e um algoritmo, a Zenklub busca filtrar qual o profissional mais indicado para o paciente. “Tentamos mudar a percepção das pessoas com terapia. Se você não se sentir bem com a primeira experiência, pode falar com outros profissionais. É mais confortável”, diz o fundador.

O uso do algoritmo para direcionar pacientes aos profissionais é algo comum no setor. Após fazer um cadastro, os usuários devem responder algumas questões específicas. Elas são divididas entre aspectos demográficos, como sexo ou região onde mora, e perguntas mais objetivas para o tratamento. Se o paciente sente a necessidade de falar com o profissional de forma frequente, o algoritmo provavelmente excluirá terapeutas freudianos. Se for necessário ser mais ouvido do que interpelado, caem as chances de serem indicados psicólogos junguianos, por exemplo.

Depois de selecionado o psicólogo, a mecânica é simples: o paciente escolhe o horário e realiza o pagamento pela própria plataforma – a maioria delas aceita cartão de crédito e boleto. As empresas faturam com porcentagens das consultas, variando entre 15% e 30%.

Na hora marcada, é só entrar com um código na sala de conferência e começar a sessão, de 50 minutos. Também é possível fazer a consulta por meio de áudio – mas isso só é permitido quando a conexão de internet não suporta o uso do vídeo.

Outra empresa do setor é a TelaVita, da psicóloga Milene Rosenthal, que oferece sessões com valores entre R$ 80 e R$ 200. Para ela, a teleterapia é o futuro da profissão. “Poucos psicólogos de linha psicanalista atendem por videochamada. Afinal, eles têm uma técnica de não olhar para o paciente e manter certa distância”, diz Milene. “Eles vão precisar achar um meio termo. Se Freud estivesse vivo, tenho certeza de que já estaria atendendo pela internet.”

Linhas. Algumas vertentes da psicologia se adaptam mais facilmente à web. É o caso da linha analítica, em que o terapeuta busca dialogar com o paciente. Para a psicóloga Jussara Pascualon, adepta dessa linha, as sessões online funcionam bem – hoje, ela já realiza 20% de suas consultas pela TelaVita. “Muitos dos meus pacientes trabalham e se consultam comigo durante o horário de almoço ou após o expediente”, afirma. Mas ela reconhece que é preciso se adaptar. “Tenho buscado novas técnicas: ler expressões e se comunicar pelo rosto é algo essencial na internet.”

Há quem defenda que a experiência online ainda é aquém do ideal. É o caso de Éverton Gonçalves, na profissão há 32 anos. Em 2017, um paciente seu foi morar nos EUA e tentou seguir com o atendimento virtual. “Vi que não era a forma correta, então cessamos.” O CFP reitera que há diferenças. “A tecnologia não recria tudo”, diz Rosane.

Além disso, especialistas do setor alertam para a essência da profissão: o contato entre as pessoas. Sendo uma ciência humana, a psicologia não pode ser usada por meio de inteligência artificial.

É o caso da gaúcha Eurekka, fundada por três psicólogos em 2017. Ela faz a união de diversas tecnologias: inteligência artificial, por meio de um chatbot no app de mensagens Messenger, que aconselha pessoas; apps para reduzir estresse e ansiedade; e terapia online e presencial, realizada na região de Porto Alegre. “Há um conservadorismo na psicologia que a deixa parada no passado”, diz o cofundador Henrique de Souza, de 23 anos. “Queremos mostrar como a tecnologia pode ser uma aliada da psicologia.”

Quando consultado sobre a startup e novas tecnologias, o CFP diz que ainda não há regulação em torno da inteligência artificial, chatbots ou aplicativos. “Não é hora. E a robotização completa de terapia não é psicologia. Tem muito a ser discutido ainda”, diz Rosane Granzotto, do CFP.

“O psicólogo não receita remédio. O medicamento é a própria relação com o profissional”, diz Nelson Fragoso, professor de psicologia do Mackenzie. “É preciso pensar a tecnologia como ferramenta de suporte à terapia.”

Taylor Hill Covers Porter Magazine September Issue

Sem títuloPublication: Porter Magazine. Photography: Hanna Tveite. Stylist: Tracy Taylor. Hair: Joey George. Model: Taylor Hill.