Nagi Sakai for Love Want Magazine Issue 15 with Liene Podina

Sem títuloPhotographer: Nagi Sakai. Stylist: Ye Young Kim . Hair Stylist: Roberto Di Cuia. Makeup: Seong Hee Park at Julian Watson Agency. Casting Director Stefanie Stein. Models Liene Podina at Fusion Models.

Conheça a marca Veromobili que propõe design com preço justo

Leandro Marcato, à frente da Veromobili, conta como conjuga em seus móveis design, facilidade de montagem e preço justo

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O empresário Leandro Marcato, à frente da Veromobili

O jovem empresário Leandro Marcato completa no próximo mês quatro anos de operação à frente da Veromobili, empresa que busca conjugar em seus móveis design, facilidade de montagem e preço justo. Com um ponto de venda fixo em São José do Rio Preto, no interior do estado, e outro, em vias de ser inaugurado também em outubro, no bairro dos Jardins, em São Paulo, todas suas lojas pretendem reproduzir a vocação interativa da marca, possibilitando a seus clientes ver, sentir, testar e até se arriscar na montagem de alguns produtos. “Enviamos um manual detalhado de montagem e também uma ferramenta (chave philips) para nosso cliente. Com isso, não corremos o risco dele tentar montar o móvel com outro instrumento ou até mesmo com uma ‘faquinha’ de cozinha, o que pode vir a danificar irremediavelmente nossas peças”, conforme ele explica nesta entrevista ao Casa. [Marcelo Lima]

Como funciona a Veromobili?
A Veromobili surgiu da vontade de oferecer ao mercado móveis com design e fáceis de montar. Todas peças possuem design assinado pelo nosso estúdio interno ou por designers externos convidados. Atualmente já trabalhamos com oito profissionais de todo Brasil. Nosso principal modelo de venda é o online e através de transportadoras parceiras conseguimos atender a todos os estados brasileiros, para onde enviamos nossos móveis, quase sempre desmontados.

Qual o consumidor almejado? O brasileiro se adapta bem a ideia de montar seu móvel? 
Temos como cliente típico o jovem com 25 a 35 anos que vive nos grandes centros urbanos e está montando seu primeiro espaço. Esse jovem busca transparecer toda sua personalidade na sua casa, por meio de peças mais descoladas e funcionais. Acredito que com o acesso à informação em redes como Pinterest e YouTube, hoje em dia o consumidor se sente mais encorajado a decorar seu espaço e a montar o próprio móvel.

Que tipo de racionalização vocês aplicam à produção pensando nos custos?
A empresa nasceu com o propósito de inovar no desenho e na montagem dos móveis criados, e esse é, sem dúvida, o nosso maior diferencial. Somos uma das únicas marcas brasileiras que envia um manual detalhado de montagem e também uma ferramenta para a operação. Além disso, em nossos projetos tentamos sempre equilibrar design de qualidade e preço justo, o que demanda muita pesquisa, racionalização de matéria-prima e, claro, custos mais competitivos.

Factice Magazine September 2018 Patricija Zilinskaite by Randy Tran

Sem título.jpgPublication: Factice Magazine. Photographer: Randy Tran. Stylist: Sarah Kinsumba. Hair: Matthew Monzon. Makeup: Elaine Offers. Model: Patricija Zilinskaite.

Bolsa de palha: o acessório tendência do verão

A peça apareceu na moda de rua de Nova York e cresceu em buscas no Pinterest, se firmando como uma trend fortíssima para a nova estação.

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A bolsa de palha é a principal tendência do verão (Foto: Imaxtree)

O clima pode ainda variar entre o frio e o calor, mas é um fato que o verão está chegando e o guarda-roupa pede uma atualização. Por isso, conversamos com os nossos amigos no Pinterest e descobrimos que o acessório do momento nada mais é do que a boa e velha bolsa de palha.

Com tantos acessórios incríveis apresentados nas semanas de moda internacionais (mais recentemente, na fashion week de Nova York), era de esperar que o acessório do momento fosse mais elaborado. Porém, o momento é de voltar às raízes com a peça em palha, que grita “estilo praiano”, e que apareceu com frequência nos looks das fashionistas na moda de rua nova-iorquina.

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A peça é casual e combina perfeitamente com a estação (Foto: Imaxtree)

E a tendência de verão é forte: segundo a ferramenta, as buscas por bolsas de palha cresceram 180% só no último mês. O mais interessante é que os modelos são variados e combinam com todos os estilos: quadrados, cilíndricos, mais discretos ou com aplicações de pedras e brilhos.

Também pode parecer que não, mas uma boa bolsa de palha combina tanto com um vestido fresquinho e estampado para a estação, quanto com um combo casual como jeans e t-shirt, ou um blazer colorido e mais arrumadinho para um dia de trabalho.

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A busca por esses modelos cresceu 180% no último mês (Foto: Seleção Pinterest / Reprodução)

Uma forma de deixar a peça mais moderna é adotando o truque das fashionistas e amarrando um lenço na alça, para contrastar com a cor da palha – aliás, quando se fala em cor, também é válido escolher modelos que fujam do tradicional bege claro para montar o look.

Vem conhecer o novo time de embaixadoras da BareMinerals!

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O time poderoso conta com Letitia Wright, Nikki DeRoest, Rosie Huntington-Whiteley e Hailey Baldwin

BareMinerals acabou de divulgar o seu time de embaixadoras e ele está poderoso! A marca, que se preocupa há 23 anos em fazer produtos naturais a base de minerais que cuidam da pele, acaba de lançar a super campanha “The Power of Good” (O Poder do Bem). Segundo Jill Scalamndre, presidente do grupo Bare Escentual, “a BareMinerals estava sofrendo, com certeza! Sabíamos que precisávamos reiniciar a marca – não reposicionar, mas sim reiniciar”, e esse foi o intuito da campanha!

Para isso eles escolheram 4 mulheres bem poderosas: a top Hailey Baldwin, a modelo-atriz Rosie Huntington-Whiteley, a atriz Letitia Wright e a maquiadora das celebs Nikki DeRoest! Letitia foi o primeiro nome escalado pro time. Já Rosie e Hailey, que levam um estilo de vida saudável, vão promover a “Full of, Free of” (cheio de, livre de) nas mídias sociais e participar de duas campanhas em 2019. E Nikki agora é a maquiadora oficial e principal da marca. Que time hein? [Lilian Pacce]

A América despida: em NY passarelas expõem sonho e pesadelo americanos

Semana nova-iorquina de moda apresenta diferentes visões de mundo e de guarda-roupa
Maria Rita Alonso e Sergio Amaral, O Estado de S.Paulo

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Superpop. Encerrando NY, o desfile da Savage x Fenty, de Rihanna Foto: Diane Bondareff/AP Photo

A polarização da moda norte-americana atingiu seu ápice no último dia de desfiles da New York Fashion Week (NYFW), na quarta, com a apresentação performática da grife de Rihanna, encenada logo após o desfile old school de Marc Jacobs. De um lado, estão os estilistas que celebram símbolos do sonho norte-americano (representados pelo estilo esportivo, as influências college e o luxo impecável dos bem-sucedidos). No extremo oposto, uma jovem-guarda transgressora e segura de si, que invadiu a NYFW despida dos clichês que cercam a velha imagem do americano. Fica o dilema: quem hoje em dia traduz melhor os humores do país?

Enquanto Rihanna fala com as massas e promete sucesso de vendas e de público, a apresentação de Marc Jacobs sugere uma celebração à moda e ao design, ao glamour (antigo e, provavelmente, datado), ao guarda-roupa feminino e todas suas maravilhosas possibilidades. “Há gente suficiente vestindo mulheres para ir ao Starbucks”, fala o estilista, comentando a onda de streetwear que tem entre seus representantes a Supreme e a Yeezy, do rapper Kanye West. A marca de lingeries de Rihanna, Savage x Fenty, faz parte desse time.

A cantora e ícone fashion que é fenômeno nas redes sociais, não tem lá muita experiência em design nem desenvolvimento de produto. Mas seu Instagram @badgalriri conta com mais de 64 milhões de seguidores e ela sabe fazer barulho. Seu desfile foi um happening, com um elenco de mulheres de diferentes etnias e tipos de corpo, se alongando e dançando ao som de uma trilha que ia do zen ao eletrônico nervoso. A coleção trouxe propostas interessantes de produtos, boa parte deles básicos e acessíveis.

Já o desfile de Marc Jacobs foi uma demonstração de domínio técnico de materiais sofisticados, da composição da elegante cartela de cores (inspirada na obra de Genieve Figgis), de construções complexas executadas com primor. Apesar de ter atrasado uma hora e meia, o espetáculo comoveu fashionistas, fazendo referência a criações históricas de Saint Laurent, Chanel e Halston.

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Um dos looks de Marc Jacobs, que fez um desfile espetacular (e um pouco datado talvez), em que revisita ícones da alta moda Foto: Kevin Hagen/AP Photo

É um mesmo tipo de olhar do texano Tom Ford, outro nome estelar da velha-guarda norte-americana, que trouxe de volta o clima de glamour e sedução dos anos 1990, tempo áureo em que reinou na Gucci, acionando mulherões em saltos altos, saias lápis, corsets de oncinha, bodies de crocodilo e smokings desconstruídos. “Sinto que a moda de alguma forma se perdeu ”, explica Ford, no texto distribuído à imprensa.

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Outro nome da velha-guarda da moda norte-americana, o texano Tom Ford resgatou o glamour sexy que era característico de seus áureos tempos na Gucci Foto: Angela Weiss/AFP

Na contramão disso, o belga Raf Simons segue investigando o avesso do sonho americano na Calvin Klein. Inspirado por Tubarão e A Primeira Noite de um Homem, mostra roupas de mergulho retrabalhadas em macacões, calças e regatas apresentadas como se estivessem sendo tiradas, deixando ver seu avesso com estampas de animais e flores. Também exibe uma série de vestidos coquetel desprovidos de glamour, em que o excesso de tecido e de volume parece ter sido contido por faixas, costuras repuxadas e amassados. A coleção da marca ainda traz saias com efeito destruído, rasgadas por um predador, blazers alongados, e peças mais básicas, como cardigãs, suéteres e regatas com o pôster de Tubarão. “Frequentemente somos atraídos por coisas que sabemos serem perigosas, mas das quais não conseguimos nos afastar”, declara o designer no backstage da apresentação. “Desastres acontecem, depois eles se transformam de novo em beleza, e a beleza ao nosso redor pode frequentemente se transformar em desastre”, afirma.

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Medo e desejo, beleza e tragédia: o final do desfile da Calvin Klein, inspirado nos filmes ‘Tubarão’ e ‘A Primeira Noite de um Homem’ Foto: Diane Bondareff/AP Photo

Com o mesmo olhar clínico, a marca Pyer Moss, do estilista Kerby Jean-Raymond, faz um comentário sobre a questão racial nos EUA, imaginando um país em que pessoas negras pudessem se integrar plenamente à sociedade. Numa vila histórica que já foi a segunda maior comunidade de negros livres do país, mostrou roupas que evocavam um lado pouco celebrado de sua cultura, como os corais gospel, os churrascos ao ar livre e a religiosidade. “Em nenhum outro desfile havia uma mensagem tão elegantemente pensada e transmitida como na Pyer Moss, onde Kerby Jean-Raymond vem silenciosamente esculpindo uma carreira como a consciência da comunidade fashion”, escreve Vanessa Friedman, a crítica de moda do The New York Times.

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A entrada final dos modelos da Pyer Moss, que fez de seu desfile de verão 2019 um comentário sobre racismo e cultura negra Foto: Angela Weiss / AFP

Apple divulga comercial do iPhone XS

Em vídeo de um minuto, empresa resume novidades mais importantes dos smartphones iPhone XS e iPhone XS Max

iiPhoneXs-01São Paulo – As vendas ainda nem começaram, mas a Apple já divulgou o primeiro comercial do iPhone XS para a televisão. A peça destaca características de design da linha de produtos, como o revestimento em vidro, a proteção agora reforçada contra água e poeira. que permitem a submersão a 2 m de profundidade por 30 minutos, e a tela grande que ocupa grande parte da frente dos smartphones.

Os pontos mais técnicos que a empresa coloca em evidência no comercial são a câmera dupla com novas técnicas de edição do fundo desfocado em fotografias, a maior velocidade de conexão com operadoras–algo que a Samsung ressaltou na publicidade do Galaxy Note9–e o processador A12 Bionic, que promete entregar mais performance e também ser mais econômico do que o antecessor, usado no iPhone X, do ano passado.

A fase de pré-venda dos novos smartphones já começou nos Estados Unidos. O lançamento no Brasil ainda não tem previsão oficial. No ano passado, o intervalo entre o anúncio e a chegada ao mercado nacional foi de um mês e meio. [Lucas Agrela]

As denúncias contra a Amazon por trás da doação bilionária de Bezos

Funcionários demitidos após acidentes de trabalho e pressão contra impostos em prol dos mais pobres estão no currículo da Amazon.
Por Mariana Desidério

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Jeff Bezos, CEO da Amazon 

São Paulo – A notícia de que Jeff Bezos vai criar um fundo de 2 bilhões de dólares voltado à filantropia trouxe à tona os fantasmas da gigante do varejo fundada por ele.

Anunciado ontem, o fundo do CEO da Amazon vai ajudar iniciativas voltadas a ajudar famílias sem teto e criar pré-escolas para comunidades de baixa renda. A verba que o homem mais rico do mundo destinou para a filantropia é pouco mais que 1% de sua fortuna, avaliada em 160 bilhões de dólares. Mas não foi só a discrepância que chamou a atenção.

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian em junho relata casos de funcionários que se machucaram em serviço e acabaram sem casa e sem condições de voltar ao trabalho. Em todos os casos, eles trabalhavam nos estoques da Amazon, famosos por sua eficiência e rapidez.

Um dos casos é o de Vickie Shannon Allen, de 49 anos, que trabalhava em um armazém da Amazon no Texas. Em 2017, ela precisou atuar sem um equipamento de proteção e machucou as costas.

Depois de idas e vindas em que a funcionária ficou dias sem receber e teve seu atendimento de saúde suspenso, a Amazon ofereceu a ela uma indenização de 3.500 dólares. Em troca, Allen não poderia falar sobre o tema. Ela não aceitou.

Num outro caso, uma funcionária de um centro de distribuição na Pensilvânia foi demitida cinco semanas após sofrer um acidente de trabalho. Pouco depois da demissão, ela perdeu sua casa.

Há ainda relatos de funcionários que urinam em garrafas para evitar ter que ir ao banheiro, tamanha é a cobrança por produtividade nos estoques da companhia. Casos como esses são descritos no livro “Hired: six month undercover in low-wage Britain” (em tradução livre: “Contratado: seis meses em empregos de baixa-remuneração na Grã-Bretanha”). O livro foi escrito pelo jornalista James Bloodworth, que trabalhou na empresa para contar a história (ele pode ser encontrado, veja só, na Amazon).

Situações parecidas são descritas pela plataforma Organise, que atua em prol dos direitos do trabalhador. Uma pesquisa da entidade diz que 74% dos funcionários da Amazon evitam ir ao banheiro por medo de perderem produtividade.

Em ambos os casos, a companhia divulgou um posicionamento. “A Amazon criou mais de 130 mil empregos só no último ano e agora emprega 560 mil pessoas em todo o mundo. Garantir a segurança desses associados é nossa prioridade número um”, disse a porta-voz da empresa ao The Guardian.

Ao site The Verge, que noticiou a pesquisa feita pela Organise, a companhia afirmou que “oferece um local de trabalho seguro e positivo para milhares de pessoas no Reino Unido, com pagamentos competitivos e benefícios desde o primeiro dia”. A empresa também levantou dúvidas sobre a veracidade da pesquisa noticiada.

Lembrete

Na visão de Cale Guthrie Weissman, jornalista da Fast Company, Bezos vai doar dinheiro para solucionar um problema que sua empresa perpetua. “Antes de aplaudir com tanto entusiasmo o esforço de filantropia, talvez também devêssemos olhar para quem está perpetuando essa pobreza”, escreveu.

O economista holandês Robert Went faz uma crítica semelhante. “Cada dólar doado por Jeff Bezos é em parte um lembrete de que muitos de seus funcionários merecem um aumento. Também é um lembrete de que a Amazon ajudou a esmagar o esforço recente da cidade de Seattle para resolver sua epidemia de desabrigados”, escreveu no Twitter.

O post de Went nos lembra de que o anúncio de Bezos aparece apenas três meses após uma disputa acirrada entre o bilionário e o município de Seattle, nos Estados Unidos.

A cidade considerou criar um imposto cujo dinheiro seria revertido justamente para serviços voltados a moradores de rua e para a criação de moradias acessíveis. Mas a Amazon não gostou da ideia, acusou a cidade de desperdiçar dinheiro e ameaçou reduzir as contratações no município se o imposto fosse implementado. A taxa não foi criada. Há disputas semelhantes em cidades como São Francisco, cujos aluguéis tornaram-se proibitivos depois do boom das empresas de tecnologia.

A Amazon também tem sido um grande alvo do senador norte-americano Bernie Sanders, em suas manifestações contra a desigualdade e os incentivos fiscais recebidos por grandes companhias nos Estados Unidos, também é alvo do próprio presidente do país Donald Trump.

Com tantas críticas, fica difícil se entusiasmar com a iniciativa filantrópica de Bezos – e 2 bilhões de dólares parecem pouco.

Semana de moda de Londres zera uso de peles de animais nas passarelas

Pela primeira vez, material não estará presente nos desfiles do evento

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Desfile do estilista Richard Malone, na semana de moda de Londres – Henry Nicholls/Reuters

LONDRES – A semana de moda de Londres começou nesta sexta-feira (14), se declarando pela primeira vez totalmente livre de peles de animais, à medida que um número cada vez maior de estilistas procura adotar posicionamentos éticos.

O evento comercial de cinco dias, a segunda etapa da temporada de desfiles primavera/verão 2019, tem nomes menos conhecidos do que Nova York, Milão e Paris, mas atrai clientes, jornalistas e blogueiros de todo o mundo graças a novos talentos e a marcas estabelecidas como Burberry, Christopher Kane e Erdem.

De acordo com pesquisa do Conselho de Moda Britânico (BFC), nenhuma pele animal será usada nas passarelas de Londres ou nas apresentações dos estilistas nesta temporada.

“Em todas as temporadas perguntamos se peles serão apresentadas nas passarelas ou em apresentações. Esta é a primeira vez em que os estilistas disseram que as peles estarão 100% fora das passarelas”, disse à Reuters a executiva-chefe do BFC, Caroline Rush.

“Acho que isso reflete uma mudança em suas escolhas criativas e o poder do consumidor e realmente pensar nas imagens que eles estão apresentando durante a semana de moda.”

Na semana passada, a Burberry anunciou que não usará mais peles verdadeiras em seus produtos, se tornando a mais recente marca a bani-las em meio à crescente pressão de grupos de direitos animais e à mudança de preferências de clientes mais jovens.

Entre as outras marcas que estão dando as costas às peles estão as grifes de luxo italianas Versace e Gucci.

“Das quatro grandes capitais da moda, Londres certamente é a primeira que pode dizer que está 100% sem peles desta vez”, acrescentou Caroline.

Do lado de fora do principal local de desfiles, um grupo pequeno da entidade de direitos dos animais Peta comemorou a notícia com cinco mulheres vestidas como gatas segurando cartazes dizendo “passarela livre de peles”.

O mercado de moda feminina cresceu 3,2% no ano passado no Reino Unido, chegando a 28,4 bilhões de libras (R$ 155,3 bilhões), segundo a empresa de pesquisa Mintel, e as vendas devem chegar aos 33,5 bilhões de libras (R$ 183,2 bilhões) em 2022.

Dando início a semana de moda com um desfile ousado e colorido, Richard Malone escolheu o rosa-choque, o amarelo mostarda e tons intensos de azul e verde para sua coleção que pareceu ter influências dos anos 1960 a 1980.

Entre os destaques da temporada, está Victoria Beckham, que comemora seus dez anos na indústria da moda levando seu desfile de Nova York para Londres.

REUTERS