Uber negocia compra de rival no Oriente Médio, diz Bloomberg

Careem, fundado em Dubai, disputa mercado com o aplicativo americano; empresa de Dara Khosrowshahi está buscando diminuir rivalidades e concentrar esforços para abrir capital
Por Agências – Reuters

uber af619cb0ef9ec79df7b207ee496595d5O Uber está em conversas para comprar seu rival no mercado do Oriente Médio, o Careem, por valores que variam entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões, informou a Bloomberg nesta segunda-feira, 17, citando pessoas a par do assunto.

Nenhuma decisão foi tomada ainda, mas as empresas podem não aprovar a transação, segundo a agência de notícias norte-americana.

O Uber e o Careem realizaram conversas preliminares em julho para combinar seus serviços no Oriente Médio, esperando resolver uma rivalidade na região, conforme informações anteriores da Bloomberg. O Careem não falou sobre o assunto e o Uber não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Uber, que pretende abrir capital em 2019, está buscando novas formas de crescimento mesmo em meio à intensa competição em seu principal negócio de viagens compartilhadas.

Maniac | Jonah Hill e Emma Stone compartilham conexão em novo teaser

Série estreia em 21 de setembro

maniac-759
Maniac – nova série da Netflix com Emma Stone e Jonah Hill

Netflix divulgou um novo teaser de Maniac, nova série de TV de Cary Fukunaga estrelada por Jonah Hill Emma Stone. Baseado na série norueguesa homônima de 2014, o seriado acompanhará dois pacientes de uma instituição mental que usam a imaginação para escapar da bruta realidade. Confira a prévia acima.

O elenco também conta com Justin Theroux (The Leftovers), Sally Field (Forrest Gump), Julia Garner (Ozark), Sonoya Mizuno (Ex Machina) e Jemima Kirke (Girls).

Patrick Sommerville, de The Leftovers, cuidará do roteiro enquanto Fukunaga assumirá a direção e produção executiva.

Maniac terá dez episódios e estreia na Netflix em 21 de setembro.

Ação da Avon sobe após rumores de compra pela Natura

Embora brasileira negue que exista uma negociação em andamento, ‘WSJ’ disse que as empresas chegaram a conversar sobre aquisição

Avon_Cosmetics_399_web
Valor de mercado da empresa está em US$ 900 milhões

A fabricante brasileira de cosméticos Natura procurou recentemente a Avon para uma possível aquisição, informou o Wall Street Journal. Segundo a publicação, fontes afirmam que as conversas ainda estão em fase preliminar, mas a notícia foi suficiente para fazer as ações da Avon subirem até 20% ontem. No fim do dia, a cotação recuou um pouco e fechou em alta de 11%. De acordo com o jornal americano, a Avon recebeu propostas de outros interessados.

Após anos de declínio em seu negócio de vendas diretas, o valor de mercado da Avon despencou para algo em torno de US$ 900 milhões. Ainda assim, as vendas da empresa alcançaram US$ 5,7 bilhões ante US$ 1,9 bilhão em dívidas. Em nota, a Natura – que também atua na venda direta de cosméticos – afirmou que “não existem negociações em curso sobre possível aquisição da Avon e que não comenta rumores”. A Avon também se recusou a comentar.

Nos últimos anos, as ações da Avon caíram drasticamente. A empresa já ostentou um valor de mercado de mais de US$ 20 bilhões, mas viu seu desempenho cair gradativamente com a substituição do modelo de vendas diretas pelas compras online. No segundo trimestre deste anos, a receita do grupo caiu 3% em relação ao ano anterior, para US$ 1,35 bilhão, e teve prejuízo líquido de US$ 37 milhões.

Em 2016, a empresa de private equity Cerberus Capital Management pagou US$ 170 milhões por uma participação de 80% nos negócios da Avon na América do Norte, que agora é uma empresa separada (a Avon Products detém uma fatia de 20% nesse negócio). A gestora pagou outros R$ 435 milhões por 17% da própria Avon Products.

A Natura, por sua vez, é a maior companhia de cosméticos do Brasil com uma força própria de vendas diretas em vários países da América Latina e na França. A empresa, com valor de mercado de R$ 12,1 bilhões (US$ 2,9 bilhões), foi fundada em 1969 por Luiz Seabra, que atualmente é copresidente e faz parte de um grupo de acionistas controladores.

No ano passado, a Natura – que tem como foco a venda de fragrâncias e outros produtos ecologicamente corretos – comprou a rede de varejo britânica Body Shop, da L’Oréal, por mais de US$ 1 bilhão. Isso deu à empresa uma pegada internacional maior, um novo canal de distribuição e um conjunto expandido de produtos.

A compra da Avon elevaria ainda mais essa expansão, dando à Natura maior presença no Brasil e em outros lugares da América Latina, Europa e Ásia. E a Avon teria na Body Shop um novo canal de distribuição.

Trajetória da Avon
A Avon começou em 1886 recrutando mulheres para a força de trabalho como vendedora de perfumes porta a porta. A empresa expandiu-se rapidamente e prosperou por gerações à medida que as mulheres americanas, com mais tempo de lazer e dinheiro para gastar, recebiam as senhoras da Avon em suas casas.

Pouco mais da metade da receita da Avon no ano passado veio da América Latina, enquanto cerca de 38% vieram da Europa, Oriente Médio e África, com 9% da região Ásia-Pacífico. O Brasil é o maior mercado da Avon, respondendo por de 22% de sua receita no ano passado.

Em 2012, a Avon recusou uma oferta de US$ 11 bilhões da rival Coty, optando por trazer a ex-executiva da Johnson & Johnson, Sheri McCoy, para uma reviravolta. Os resultados continuaram a cair e, em fevereiro, a Avon contratou Jan Zijderveld, veterano da Unilever, para substituir McCoy. Sua saída foi acelerada pela pressão dos investidores ativistas Barington Capital Group LP e NuOrion Partners AG, que também levaram a empresa a explorar uma venda. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Katelijne Verbruggen for Marie Claire Netherlands October 2018 with Tes Linnenkoper

Sem título.jpgPhotography: Katelijne Verbruggen. Styling: Anouk Van Griensven at Ncl-representation. Hair & Makeup: Magdalena Loza at Ncl-representation. Model: Tes Linnenkoper at Max Models & Her Horse.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Bianca Paulus aproxima ‘ready-to-wear’ do sob medida com lançamento da OMMA Studio

Sem título
Campanha de estreia da OMMA Studio || Créditos: Divulgação/Bob Wolfenson

A moda nacional ganha um boost de sofisticação com o lançamento da OMMA Studio, que aposta em um mix do ready-to-wear com o sob medida. Neste contexto, peças atemporais são produzidas com matéria prima de ponta: tecidos franceses, italianos, turcos, peruanos, entre outros, com acabamento primoroso. O nome por trás da novidade é Bianca Paulus, 29 anos, que se formou em moda no Brasil e, depois de longas temporadas em Los Angeles e Miami ao lado do marido, Gustavo Paulus, acionista da CVC, se aperfeiçoando na área com cursos especializados, teve o insight de criar a label.

Com produção interna, a marca usa apenas fibras naturais como seda, cashmere (100% Loro Piana), algodão Pima e linho, e também se atenta a pequenos detalhes como botões de madrepérola. E tem mais: apostando na construção do closet ao longo do tempo, não trabalha com coleções, privilegiando a alfaiataria e essentials por um preço competitivo no mercado de luxo brasileiro – os valores variam entre R$ 190 (t-shirts) e R$ 1.890 (cashmeres).

destaque-omma1-1-768x470
Campanha de estreia da OMMA Studio || Créditos: Divulgação/Bob Wolfenson

O branding da marca foi desenvolvido por Giovanni Bianco e sua equipe da GB65, e a primeira campanha foi clicada por Bob Wolfenson com direção de arte de Camila Bossolan e styling de Juliana Gimenez. O cocktail de lançamento da OMMA acontece nesta quarta-feira no Studio Esther Giobbi, no Jardim América. O e-commerce já está no ar – www.ommastudio.com.

Riccardo Tisci apresenta uma versão jovem da Burberry em sua estreia

Estilista italiano homenageou a história da grife trazendo seus elementos clássicos de maneira moderna
AFP

1537214799113
O trench coat, a peça mais famosa da Burberry, ganhou muitas versões na mão de Riccardo Tisci Foto: Vianney Le Caer/Invision/AP

O novo estilista da BurberryRiccardo Tisci, mostrou sua vontade de deixar uma das mais tradicionais grifes do mundo mais jovem, com sua coleção recheada de streetwear de luxo apresentada nesta segunda, 17, em Londres.

Um dos eventos mais aguardados desta temporada de moda, o desfile reuniu 800 convidados em uma antiga sede dos correios – uma metáfora da mudança almejada pela Burberry com a entrada do designer italiano.

A coleção, batizada de Kingdom, celebra a diversidade da cultura inglesa, misturando elementos do punk, o estilo contemporâneo e as roupas formais e refinadas. Ela foi apresentada em três blocos: refinado, relaxado e noite.

As primeiras modelos a entrar na passarela usavam os elementos mais tradicionais da marca (trench coats e o xadrez com o fundo camelo), reimaginados com um olhar mais contemporâneo. A estampa, por exemplo, agora virou listrada e os casacos ganharam recortes e aplicações variadas. Para os homens, um bloco inteiro dedicado a alfaiataria bem cortada.

1537214799016
A nova versão do clássico xadrez da grife Foto: NIKLAS HALLE’N / AFP

O momento mais impactante foi o bloco da moda de rua, uma novidade para a casa inglesa, diretamente inspirada pelos jovens de Londres, onde o estilista apurou o seu sentido estético como estudante da famosa faculdade de moda Central Saint Martins.

O resultado foi corselets, leggings e minissaias com uma cara muito mais chamativa e urbana, principalmente para os homens, que ganharam camisetas “destroyed” e shorts esportivos – alguns com a célebre estampa Burberry.

Tisci também criou uma série de vestido de noite, uma de suas especialidades na Givenchy, mas que nunca havia sido feito na grife britânica. Pretos, sóbrios e fluídos, os modelos foram decorados com pequenas lantejoulas e encarnam o luxo refinado, uma das novas estratégias da Burberry.

1537214949141 (1).jpg
‘Por que eles mataram Bambi?’ estava estampado em uma das camisetas Foto: NIKLAS HALLE’N / AFP

“Pensei muito em viagens quando comecei a desenhar esta coleção. É meu retorno pessoal à Londres, 20 anos depois de ter apresentado o meu desfile final na faculdade. Quantos caminhos percorri”, explica o estilista. “Também me inspirei na evolução de Londres, a cidade que me ensinou a sonhar como designer.”

“Este desfile é uma celebração de culturas, tradições e códigos da Burberry, uma marca histórica, e da beleza eclética que constitui a diversidade do Reino Unido”, continua.

A chegada de Riccardo Tisci, que em março assumiu a grife após a saída de Christopher Bailey, mostra a vontade de renovação da empresa, fundada em 1856.

Fabricante de câmeras Nikon encerra as atividades no Brasil

Empresa garante que continuará prestando assistência técnicas para produtos fotográficos com garantia válida, mas que os produtos serão reparados nos EUA

unnamed
Nikon, que já não vendia mais seus produtos no Brasil, não terá mais atuação no País

A fabricante de câmeras e equipamentos fotográficos Nikon anunciou nesta segunda-feira, 17, que encerrou suas atividades no Brasil. A empresa já não vendia mais seus produtos no País desde 31 de dezembro do ano passado, devido a uma reestruturação global da companhia.

Em nota, a Nikon garantiu que produtos fotográficos com garantias válidas continuarão sendo feitas pelo Grupo Nikon. Para isso, as solicitações de reparo e assistência técnica precisarão ser feitos por um formulário online no site brasileiro da marca. Quando necessários, os serviços serão feitos pela empresa nos Estados Unidos.

Já sobre os acessórias e a assistência técnica das linhas de produtos de microscopia serão atendidos pela empresa BioLab Brasil. “Os outros distribuidores para microscópios educacionais e clínicos, Spectrun, Hoven e PMH permanecerão inalterados”, disse a Nikon no comunicado.

No fim do ano passado, a Nikon já tinha anunciado que deixaria de vender seus produtos pelo site. À época, a empresa disse que a decisão fazia parte de uma reestruturação global.

“A Nikon Corporation está otimizando as estruturas de Pesquisa e Desenvolvimento (R&D), Vendas e Fabricação em uma reestruturação em escala global”, disse a empresa, em nota divulgada em seu site.

Depois de polêmica com modelos, Kendall Jenner ressurge na passarela da Burberry, em Londres

Irmã de Kim Kardashian foi destaque no desfile da Burberry, em Londres

kendall a-catwalk-show-for-the-Spri.jpg.pagespeed.ic.ILIdf0_wwU
Kendall está de volta – NIKLAS HALLE’N / AFP

Sumida das passarelas, Kendall Jenner reapareceu nesta segunda-feira na estreia de Riccardo Tisci à frente da Burberry, em Londres. A irmã de Kim Kardashian não era escalada para um desfile desde junho, quando participou da apresentação masculina da Versace, em Milão.

Nome forte da indústria na moda, Kendall ficou reclusa desde a controversa entrevista que concedeu à revista “Love”, na qual declarou que é “seletiva” com trabalhos na passarela e que não seria uma dessas garotas que faria 30 shows por estação. Em Nova York, por exemplo, sentou-se na primeira fila do début da Longchamp, como uma celebridade qualquer.

As palavras levantaram a fúria das modelos, entre elas Jac Jagaciak e Daria Strokous, que rebateram a estrela da TV americana. No Brasil, a reportagem também teve repercussão.

— Achei péssimo, ela não teve que ralar, até porque a irmã (a socialite e empresária Kim Kardashian) fez uma sex tape, com isso ganhou um reality show. O pai (Caitlyn Jenner) também é milionário e superbem conectado, enquanto a mãe (Kris Jenner) gerencia a carreira de todos do clã. Para mim, Kendall não é modelo. É o resultado das mídias sociais, que criam essas celebridades instantâneas. Ela não chega nem aos pés de Gisele Bündchen. E outra: é normal fazermos muitos desfiles, até como experiência — comentou a modelo Bianca Klamt.

Fábrica da Tesla tem incêndio nos EUA e Musk fala em ‘caos logístico’

Incêndio de cerca de cinco horas atingiu fábrica responsável pela produção de motores elétricos e baterias para o Model 3
Por Agências – Reuters

S1-AW338_TESLA__G_20180826173518
Fabricação de Model 3 tem sofrido complicações nos últimos meses

No último sábado, 15, um incêndio ocorrido na fábrica da Tesla em Nevada, nos Estados Unidos, afetou a produção de veículos da empresa, que só retomaram o processo de fabricação no domingo pela manhã. Este é o segundo incidente em fábricas da Tesla nos últimos meses. Outro, de menor porte, atingiu o galpão da Califórnia no mês passado.

Os bombeiros foram acionados para conter o fogo por volta das 22h12 no horário local. A fábrica é responsável pela produção de motores elétricos e baterias para o Model 3, carro considerado indispensável para o crescimento ao longo prazo da Tesla e que tem apresentado uma série de problemas no processo de fabricação nos últimos meses.

Segundo o diretor de departamento da empresa, Joe Curtis, o fogo foi controlado por volta das 2h da manhã do domingo. O executivo disse que não houve registro de feridos ou de incidentes mais graves porque funcionários foram evacuados assim que o fogo foi constatado.

Até o momento não há detalhes sobre como começou o incêndio. O que se sabe até o momento é que o fogo teve início em um tubo de resfriamento, localizado no terceiro andar da fábrica.

Complicações. Nesta segunda-feira, 17, Elon Musk reconheceu que o incidente vai afetar diretamente na logística de entrega dos veículos, que já sofria atrasos na produção.

“Passamos pelo inferno da produção para o inferno da logística de entrega, mas esse problema é muito mais tratável e estamos progredindo rapidamente”, disse o executivo em sua página no Twitter.

O bilionário de 47 anos, que no início deste mês enfrentou a ira dos investidores por fumar maconha em uma apresentação ao vivo na internet, já tinha dito aos clientes que as entregas poderiam demorar mais que o previsto. À época, a justificativa era de que houve um aumento significativo no volume de entrega de veículos nos Estados Unidos e Canadá.

A empresa disse em agosto que espera produzir um total de até 55 mil Model 3 no terceiro trimestre. Musk disse na semana passada que a empresa vai eliminar algumas opções de cor para seus carros elétricos para agilizar a produção.

Processo. Além disso, as atitudes de Musk continuam dando o que falar e prejudicando sua imagem. Nesta segunda-feira, 17, ele foi processado por difamação por falsamente sugerir que um mergulhador britânico que ajudou a salvar 12 meninos e seu treinador de futebol de uma caverna na Tailândia em julho era “pedófilo e estuprador”.

O socorrista Vernon Unsworth decidiu processar Musk depois do empresário ter dito no Twitter, em 15 de julho, que o britânico era um pedófilo, um comentário pelo qual Musk posteriormente se desculpou. A queixa também afirma que Musk chamou de Unsworth de estuprador de crianças e traficante sexual em um email ao BuzzFeed News em 30 de agosto.

A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário de Musk e da empresa. A queixa pede pelo menos US$ 75 mil de indenização, além de medidas punitivas não especificadas. Unsworth disse que se tornou um alvo de Musk após os socorristas rejeitarem a oferta do executivo de um mini submarino de sua empresa SpaceX para resgatar o time de futebol, salvo em 10 de julho, após 18 dias preso em uma caverna.

Embora Unsworth tenha dito três dias depois à CNN que a oferta de Musk era um “golpe de relações públicas” que não tinha chance de funcionar e que Musk poderia “enfiar seu submarino onde dói”, ele disse que não justificava o uso do Twitter e da mídia por Musk para difamá-lo. Unsworth disse que todas essas acusações eram falsas e que as declarações difamatórias “eram fabricadas por Musk por uma crença de que sua riqueza e posição lhe permitiam acusar falsamente e ficar impune”.