Ferri apresenta coleção Beige Obsession com as novidades de primavera/verão

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Ferri apresenta sua coleção Beige Obsession com as novidades primavera verão da marca || Créditos: Divulgação

A coleção Beige Obsession da Ferri São Paulo é o ponto de partida da temporada de primavera verão 2019 da marca. A label elegeu a monocromia, simbolizando novos começos: um convite ao luxo, confortável e esportivo. O DNA da marca se apresenta em acabamentos de saltos assimétricos em marchetaria com acrílico e madrepérola. A coleção mescla o trabalho manual aplicado em ráfias e tressês com os nuances cítricos apresentados como pontos de luminosidade, apostando nos tons coral, gema, off white e cereja.

Tendência de cores: os novos tons acinzentados

Expert em cores da Pantone aponta para a tendência de interiores perfeita para quem busca experiências cromáticas novas
Por Paula Jacob I Fotos: Reprodução e Divulgação

large.pngDepois da casa preta, uma das grandes tendências em decoração para as próximas temporadas é o uso de tons acinzentados com fundo colorido. Isso acontece decorrente de fatores externos, como as grandes crises mundiais (econômicas, políticas e/ou sociais), que fizeram a população passar por momentos de insegurança e mudanças drásticas.

O cinza era uma forma de representar essa falta de clareza no inconsciente coletivo. Contudo, para o final da década, ele aparecerá mais alegre e confortável, como uma forma de esperança em busca da alegria.

“É uma tendência separada do preto, com outras aplicações e efeitos no dia a dia”, conta Blanca Lliahnne, expert do Cores Pantone, segmento da empresa que estuda tendências. “Esses ‘novos cinzas’ não necessariamente são mais fáceis de aplicar, é sempre importante fazer testes de combinações, estudar a espacialidade de cada cômodo e entender como aplicá-las da melhor maneira”, alerta.

Para essa tendência de cores, a Pantone indica usar as tonalidades do verde e azul acinzentado nas paredes, contrastando com móveis de design marcante. “Combinar subtons pode resultar em uma decoração sofisticada e contemporânea.” Como as cores são bem versáteis, é possível também incorporá-las nos estilos mais diversos, do boho ao escandinavo.

Victoria Beckham celebra 10 anos de moda com desfile em Londres

Foi a primeira vez que a estilista apresentou suas criações na cidade onde mora
Elizabeth Paton – The New York Times

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A top Stella Tennant abriu o desfile de primavera/verão 2019 da grife Victoria Beckham 

Victoria Beckham não queria que o seu desfile no domingo, 16, durante a London Fashion Week fosse visto como uma volta para casa. “Eu fiquei relutante em chamar assim porque esse não é um grande evento midiático. Não é um espetáculo cheio de roupas que nunca serão fabricadas, ou uma retrospectiva de forma alguma”, explica ela, sorrindo nervosa.

Isso foi 24 horas antes da estilista comemorar o décimo aniversário de sua marca homônima, apresentando a coleção de primavera/verão no país onde nasceu, depois de uma década desfilando em Nova York. Até os últimos minutos, ela estava submersa nos fittings em seu escritório, digitalizando as fotos de modelos e fazendo ajustes finais.

“Quero que o show seja intimista, com muitos consumidores e pessoas que me apoiaram durante minha trajetória e que nunca puderam ir a um desfile antes”, conta Victoria, que planejou assumir o caixa de sua loja para que os clientes pudessem comprar dela, diretamente. “Mas não é sobre olhar para o passado. Estou sempre mirando o futuro – temos que fazer assim – então a coleção é sobre criar roupas que as mulheres queiram comprar e usar agora. Quero dar escolha à elas.”

Parece conversa de empresa, como sempre. E mesmo assim, enquanto uma pequena multidão se reunia para o café da manhã em sua elegante loja na rua Mayfair, que estava com as paredes forradas com as fotos da sua mais recente campanha, clicada por Juergen Teller, com a própria Victoria saindo de uma sacola de compras gigantes – o clima era de orgulho e celebração.

A atmosfera animada foi crescendo enquanto os convidados de aglomeravam em volta da Galerie Thaddaeus Ropac, instalada recentemente na rua Dover, para o evento principal. E chegou ao êxtase febril com a chegada do marido da estilista, David Beckham, e seus quatro filhos, Brooklyn, Romeo, Cruz e Harper, que lutaram contra um grupo de paparazzi para sentar ao lado da escadaria central da galeria.

Aí ocorreu o desfile, com roupas chiques e versáteis, contemporâneas mas com vários códigos de design em que Victoria Beckham passou uma década fincando seu nome. Do look de abertura, um terno branco e fluido usado pela modelo Stella Tennant, aos blazers estruturados, desleixados, mas ainda sim notáveis, calças compridas e largas que vieram depois, alfaiataria inteligente que foi protagonista, suavizada por blusas de renda, coletes e blusas.

A paleta teve vermelho-tomate e ocre, azul cobalto, preto e branco e foi inspirada na pintura Blue Knickers – que também completa uma década neste ano – do artista Nicola Tyson, e trabalhou bem na clássica silhueta esculpida VB, como roupas sem manga, túnicas e vestido polo com saias fluidas de lenço.

O desfile histórico ocorreu depois de dez meses da companhia receber um investimento de 40 milhões de dólares, equivalente à receita bruta de um ano, para incentivar sua expansão, incluindo novas lojas e novas categorias de produtos. Mas também houve perdas crescentes. Este ano, cerca de 60 trabalhadores foram demitidos, segundo o The Daily Mail.

Enquanto os hits dos anos 1990 Back to Life, do Soul II Soul e You’ve Got the Love, de Candi Staton, tocavam nas caixas de som, Victoria, parecendo emocionada, apareceu na passarela vestida para receber os aplausos, vestida com um blazer camelo e um rabo de cavalo casual. Ela andou até a família para um abraço, antes de cobrir seu rosto com as mãos.

A ex-Spice Girl ainda não se comprometeu com a semana de moda britânica para futuras apresentações mas, no momento, ela parecia mais do que feliz em voltar para casa. E Londres também parecia feliz em recebê-la.

Autorreferente, moda dos EUA tece crítica à intolerância em desfiles de NY

Estilistas se inspiram nos estereótipos do povo americano na abertura do circuito internacional

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Look de balneário do desfile da Tory Burch – Richard Drew/AP

SÃO PAULO – “Isto é América”, cantaria Childish Gambino se tivesse de resumir a temporada verão 2019 da semana de moda de Nova York. O hit homônimo do rapper versa sobre o história de violência encrustada nas raízes do “american dream” e é crítica objetiva à política de intolerância do governo Trump.

Nos desfiles mais relevantes da cidade que inicia o circuito internacional, os estilistas se debruçaram sobre os estereótipos da imagem do povo americano, um raio-X que vai do meio-oeste Ralph Lauren a uma Miami Michael Kors.

Ponto de interseção dos guarda-roupas de democratas como Hillary Clinton, republicanos como a primeira-dama Melania Trump e caubóis modernos que ainda usam chapéu de abas largas, Lauren revisitou signos da indumentária nos EUA que embalam a história da grife.

Sob os olhares de amigos que vão da apresentadora Oprah Winfrey ao próprio casal Clinton, Ralph Lauren desfilou os 50 anos de sua marca no Central Park, costurando sua trajetória com base na roupa dos imigrantes italianos até seu “Ivy Look”, conjuntos de blazer sobre suéteres de tweed, baseado no armário das universidades da elite norte-americana.

Os tipos “western”, as camisetas polo, as bermudas, os cachecóis em zigue-zague. Lauren explorou todos esses elementos em modelos que desfilavam em pares ou abraçadas a crianças, como se mostrassem um ideal de família americana rica e de cores de pele diversas, frutos de uma miscigenação cada vez mais distante nos EUA da era Trump.

As influências latinas, das cores fortes dos florais aos vestidos de camadas, apareceram em vários desfiles, como na estreia de Wes Gordon na Carolina Herrera e na coleção berrante de Michael Kors.

Kors arrisca derrubar os muros que separam as culturas latina e anglo-saxônica ao apostar em referências às cores que tingem a parte mais ao sul do continente.

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Desfile da Michael Kors em Nova York – Bebeto Matthews/AP

Tomara-que-caia, babados e franjas adornam propostas para garotas de diferentes corpos e etnias que frequentam regiões costeiras, da Flórida à Califórnia. É como se a grife carioca Farm —que, aliás, aposta na mesma estética em sua nova incursão no mercado americano— tivesse baixado na passarela do estilista.

Queridinho dos free shops, Kors investe num ideal de luxo acessível e kitsh, cheio de tops e jaquetas estampadas para dias de sol mais felizes.

Sol que Tory Burch, outra instituição da moda americana, parece ter tomado para um passeio pelos Hamptons, destino da elite nova-iorquina. A “white party” da designer tem códigos do despojamento francês, abotoado até o pescoço, de linhas retas e cartela monocromática.

Há caftãs, vestidos longos de mangas bufantes e acessórios com pinta de souvernirs de um passeio pelo Mediterrâneo —Grécia, Itália e Espanha inspiraram a estilista.

Burch resume a imagem idealizada de um verão elegante, distante do caos das praias dos surfistas do oeste.

É na mesma Nova Inglaterra, na parte nordeste dos EUA, que o belga Raf Simons tirou as inspirações da apresentação mais forte desta temporada nova-iorquina. Mas em vez de uma festa branca, ele promove um banho de sangue que é metáfora da escalada de violência no país.

A região é cenário do filme “Tubarão”, de Steven Spielberg, que teve pôster aplicado em camisetas da coleção, desfilada sobre um tapete vermelho-sangue. Ao fundo, projeções do mar faziam os convidados mergulharem na tese do estilista que, desde a entrada na marca, ironiza os costumes do país onde vive.

Simons propôs uma fusão do look do surfista, os mesmos do longa de 1975, e o dos bailes de formatura dos filmes blockbuster dos 1990.

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Modelo apresenta a linha de 50 anos de aniversário da Ralph Lauren – Shannon Stapleton/Reuters

Como se dissesse que o sonho americano morreu na praia, abocanhado por um tubarão sentado na Casa Branca, ele rasgou as saias plissadas dos modelos, alguns molhados e ainda usando seus chapéus de formando.

Outra obra-prima do cinema, “A Primeira Noite de um Homem”, de Mike Nichols, serviu de base para o personagem de formando imaturo e perdido em meio à pressão de se tornar homem.

Calças de neoprene e jaquetas de couro com franjas vermelhas como se espirrassem sangue compuseram parte da imagem agressiva proposta pela Calvin Klein.

É como se a marca tivesse pintado um retrato da juventude desencantada, saudosa da vida blockbuster que lhe prometeram e não se concretizou. Simons joga a real e lhe responde: isto é América. [Pedro Diniz]

 

Vivienne Westwood chama políticos de criminosos em nova coleção

Estilista britânica e ícone punk prega mais cultura, menos consumo e faça-você-mesmo na moda

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Looks do verão 2019 de Vivienne Westwood: taoismo e arte chinesa inspiram a coleção  Foto: Hedvig Jenning/Divulgação

Um dos nomes fundamentais da cultura punk, Vivienne Westwood tem preferido formatos não convencionais para mostrar suas propostas de moda e de estilo. A mais nova delas é um vídeo manifesto em que prega: “buy less, dress up” (“compre menos, fantasie-se/monte-se” em tradução livre, evocando o fundamento do-it-yourself). “É a melhor coisa que eu já disse para salvar o planeta e a nós mesmos”, afirma.

Ao lado de um cuspidor de fogo e segurando uma tocha acesa, ela veste uma camiseta com o slogan “compre menos”. Em seguida, surgem pessoas escolhidas pelo seu estilo e personalidade em roupas da designer britânica, que segue apresentando outras camisetas de cunho ativista, como “i fought the law” (“eu combati a lei”).

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A estilista Vivienne Westwood numa das cenas do vídeo-manifesto da sua coleção do verão 2019 Foto: Hedvig Jenning/Divulgação

“Políticos são criminosos e eu sou uma bruxa”, continua, soltando uma gargalhada. Num texto publicado em seu site, ela condena a remoção de direitos humanos pelo governo. “Parte da minha filosofia é: se tivéssemos cultura ao invés de consumo não estaríamos nesta bagunça ambiental. Teríamos um ethos diferente”, escreve, citando o taoismo e a arte chinesa como inspirações de seu verão 2019.

Na coleção, ela aciona materiais considerados sustentáveis, como cânhamo, linho e um acetato orgânico, além dos cinco elementos, fogo, terra, metal, água e madeira, junto a estampas de peônias e do dragão chinês, representando a força de vida do cosmos. Os camuflados, claro, não ficam de fora. “Estamos lutando para salvar o mundo neste momento, e punks adoram uma briga”, afirma.

Meghan Markle escreve prefácio de livro de receitas

Publicação conta o cotidiano da cozinha comunitária na torre de Grenfell, que pegou fogo em 2017

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A atriz Meghan Markle, duquesa de Sussex

O livro de receitas Together: Our Community Cookbook foi lançado nesta segunda-feira, 17, na Inglaterra. A publicação conta com o prefácio da duquesa de Sussex.

A história da cozinha comunitária Hubb Community Kitchen é retratada na obra, que recebeu apoio total de Meghan Markle. Em 2017, a torre de Grenfell pegou fogo e 71 pessoas morreram. No início deste ano, a duquesa visitou o trabalho dos voluntários e se apaixonou. Desde então, correu atrás de editora e procurou pessoas que pudessem orientar o grupo comunitário.

No prefácio, Meghan Markle analisa como a gastronomia tem o poder de unir as pessoas através do afeto. “Imediatamente me senti conectada à comunidade da cozinha. É um lugar para as mulheres rirem, expressarem luto, chorarem e cozinharem. Mesclar identidades embaixo de um mesmo teto cria um espaço com senso de normalidade”, escreveu a duquesa.

Assista ao vídeo:

O livro apresenta receitas do Oriente Médio, Europa Oriental e de países da África. O lucro com as vendas da publicação será revertido para o funcionamento do centro cultural Al Manaar Muslim Cultural Heritage Center.

perfil oficial do Palácio de Kensington no Twitter fez uma série de publicações sobre a participação de Meghan com as cozinheiras do livro.

Retrato pop art em que Elizabeth II aparece plena é destaque em leilão de arte

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Obra “Lightness od Being” de Chris Levine || Créditos: Divulgação

Lá vem Elizabeth II reafirmando seu poder mais uma vez, agora no universo da arte. Nesta terça-feira, um retrato da monarca assinado por Chris Levine será leiloado, em Londres, pela Sotheby’s. “Lightness od Being” (“Leveza do Ser”, na tradução), mostra a rainha em pose serena e com os olhos fechados, em clique de 2008. A versão disponível neste leilão foi produzida por Levine em 2015 e é uma serigrafia colorida com cristais Swarovski aplicados à mão em matiz rosa dominante. A expectativa é que o valor alcance a marca de 100 mil libras (R$ 546 mil).

Conhecido como “obra de arte acidental”, esse retrato de Elizabeth já foi impresso em materiais diversos, sendo que o mais caro foi leiloado em 2017, por 187,5 mil libras (R$ 1.025 milhão).

Ainda na lista de venda da Sotheby’s, os compradores terão a chance de adquirir obras assinadas por Banksy por valores bem atraentes: estarão à venda edições limitadas de serigrafias impressas em papel, feitas em 2004 e 2005, sendo a mais cara delas a “Gangsta Rat” com valor estimado em 25 mil libras (R$ 137 mil). Preço bem inferior à média de suas obras, sendo a mais cara “Keep It Spotless”, arremata por US$ 1,87 milhão (R$ 7,772 milhões na moeda atual), em dezembro de 2008.

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Serigrafia “Gangsta Rat”, de Banksy || Créditos: Divulgação

E tem mais: obras de Miles Aldridge, Damien Hirst, Ian Davenport, Bridget Riley, Howard Hodgkin e David Hockney, que dominou as manchetes na última semana com o anúncio de venda que aponta sua tela “Portrait of an Artist (Pool with Two Figures),” como prestes a bater o record como a obra mais cara já vendida por um artista em vida, também estarão disponíveis.

O problema de escritórios como o Google, com pufes e videogame

Para escritório de arquitetura de ambientes corporativos, o funcionário precisa se sentir bem em todos os lugares e não apenas na sala de convivência
Por Karin Salomão

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(Linx/Divulgação)

São Paulo – Pufes, escorregadores, mesas de sinuca e videogame. Para muitos, esse é o modelo ideal de escritório, com uma área de descompressão recheada de atrativos. No entanto, para a Arealis, escritório de arquitetura especializado em espaços corporativos, o modelo inspirado nos ambientes do Google, Facebook e outras empresas descoladas de tecnologia não funciona para todos.

Para os arquitetos, o funcionário precisa se sentir bem em todos os lugares da empresa e não apenas na sala de convivência. “O funcionário não tem que ser comprimido para depois procurar descompressão”, afirmou Enrico Benedetti, arquiteto e sócio da companhia em entrevista a EXAME. O francês Jean-François Imparato e a brasileira Mariana Guedes são os outros dois sócios do negócio.

As empresas podem ter até sorvete, cerveja e outros mimos, mas o que retém um colaborador é um ambiente adequado para o trabalho, diz ele. Por isso, ambientes divertidos não recebem tanto destaque em seus projetos.

O foco são os espaços de encontro, como corredores e áreas com sofás e mesas. De acordo com a Arealis, é nas conversas entre os colaboradores que parte importante do trabalho acontece.

No Brasil desde 2012, a Arealis já fez os projetos de arquitetura de escritórios como a startup Evino, a Linx de tecnologia, a indiana Tata Consultancy Services, de produtos de TI e o banco BNP Paribas. Ela atende principalmente empresas médias, com até 2 mil funcionários.

Confira abaixo a entrevista com o arquiteto Benedetti.

EXAME – Como a Arealis define como será um projeto?
Enrico Benedetti – Nosso escritório procura fazer projetos muito personalizados. Na fase inicial, pesquisamos todo o mundo da empresa, seus valores, como ela se comunica e qual a dinâmica de trabalho das equipes.

Pesquisamos como a empresa funciona, como os departamentos se conversam e como é a hierarquia. A resposta para um escritório de advocacia, uma empresa de tecnologia ou uma grife não pode ser a mesma.

Qual é o elemento mais importante para um bom escritório?
Diferente de nossos concorrentes, nossos projetos são bem estruturados, como uma arquitetura de interiores. É uma intervenção mais concreta que só uma decoração superficial.

O objetivo dessa intervenção é criar percursos, ruas assim como na cidade, onde o trabalho acontece. São espaços de café, salas de reunião e poltronas, que ajudam as pessoas a se encontrarem e interagirem. Para nós, é ali que o trabalho acontece.

Grande parte das startups e até de empresas grandes veem o Google e o Facebook como exemplos para seguir na hora de construir o escritório. Por que o senhor acredita que essas empresas são inspiração para tantos?
Porque esses escritórios, do Google e Facebook, se dizem jovens, descontraídos, não conformistas. As startups são criadas por jovens que se reconhecem nesse tipo de espaço. A geração que está entrando hoje no mundo de trabalho busca essa liberdade.

Em outras empresas, esses jovens convivem também com pessoas mais experientes, que precisam se adaptar ao novo espaço e paradigma. Antes, o avanço na carreira tinha mudanças físicas no escritório. Você começava com uma mesa no centro do local de trabalho, ganhava um escritório de coordenador, depois uma sala fechada, uma sala maior com mesa de reunião. O escritório espelhava fisicamente o avanço na carreira.

Hoje isso não existe mais, os jovens não ligam mais para essa estrutura hierárquica. Uma startup pode colocar todos, do fundador ao estagiário, no mesmo espaço.

Esse modelo serve para todas as empresas?
As empresas chegam a nós querendo um escritório como o Google. Mas perguntamos, vocês são o Google? Trabalham como eles? Claro que o Google é uma referência incontestável, mas não por ter criado esses espaços físicos divertidos e sim pela hierarquia horizontal.

Não podemos esquecer que as empresas querem produtividade de seus funcionários, o que não acontece só por causa dos espaços de descontração e lazer. Ao contrário, o conceito de espaço de descompressão é meio arcaico.

Acreditamos que o funcionário tem que se sentir bem em qualquer lugar da empresa. O funcionário não tem que ser comprimido para depois procurar descompressão. O ambiente de trabalho precisa ser propício para o trabalho descontraído, com várias áreas colaborativas.

Então não faz sentido ter pufes e mesas de sinuca?
Todas as empresas precisam de espaços mais descontraídos, simplesmente porque passamos grande parte do nosso tempo dentro das empresas. Escritórios de advocacia precisa disso tanto quanto uma empresa de tecnologia.

Cabe a cada empresa dar a cara dela ao ambiente. Um banco terá um escritório mais elegante, enquanto a startup será mais divertida.

Mas não são só os pufes e jogos. É necessário ter espaços para conversar e locais de trabalho que não sejam as mesas e cadeiras tradicionais, para que as pessoas se encontrem e resolvam coisas.

O modelo com espaços divertidos serve para hoje, mas talvez não funcione daqui há cinco anos.  Por outro lado, as pessoas vão continuar precisando se encontrar dentro da empresa. Por isso, os espaços de confluência continuarão a existir.

Mark Zuckerberg foi capaz de criar algoritmo só para vencer adolescente no Scrabble

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Mark Zuckerberg

A edição mais recente da revista americana “The New Yorker” traz no recheio um perfil de Mark Zuckerberg assinado por Evan Osnos que dá uma ideia de como o cofundador do Facebook é competitivo e um tanto quanto “diferentão”. Exemplo: há alguns anos, quando viajava com seus fieis escudeiros em um jatinho privativo, Zuck aceitou disputar uma partida de Scrabble (Palavras Cruzadas) com a filha adolescente de um deles e quase morreu de vergonha ao ser vencido pela menina no jogo.

Determinado a levar a melhor na revanche, o bilionário de 34 anos criou ali mesmo um algoritmo, que lhe permitiu escolher com mais rapidez o maior número de combinações para formar palavras e expressões possível, e com isso acabou garantindo um larga vantagem antes mesmo do avião pousar. A história foi relatada pela própria garota, que não teve a identidade revelada. “Foi tipo o Time dos Humanos contra o Time das Máquinas”, relembrou a jovem.

Dave Morin, um desafeto de Zuckerberg que já bateu ponto no Face, também falou à jornalista sobre esse lado menos conhecido do ex-patrão. “Quando ele está jogando, na cabeça dele é pra valer. Ele quer te decifrar psicologicamente pra saber como te vencer sempre”, disse Morin. Já o ex-CEO do Twitter Dick Costolo definiu Zuckerberg, que segundo o repórter é fascinado pelo imperador romano Cesar Augusto, como “uma impiedosa máquina de execução”. “Se por acaso ele decidir ir atrás de você, é bom se preparar, porque lá vem porrada”, resumiu o executivo. Ui! [Anderson Antunes]