Morre arquiteto Robert Venturi, ícone do pós-modernismo

Vencedor de um Pritzker polêmico, o arquiteto desafiou os princípios da arquitetura moderna
Por Amanda Sequin | Fotos: Wikimedia Commons

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Robert Venturi (Foto: Wikimedia Commons)

Faleceu ontem, aos 93 anos, o arquiteto Robert Venturi. Considerado um ícone da arquitetura pós-moderna ao lado de sua esposa, Denise Scott Brown, o americano morreu em casa, conforme citado em comunicado divulgado pela família.

“Robert Venturi, um dos principais arquitetos do mundo, morreu aos 93 anos. Ele faleceu pacificamente em casa nesta terça-feira (18/09) depois de uma curta doença. Uma declaração completa sobre a vida incrível de Bob será divulgada nos próximos dias. Por enquanto, Denise Scott Brown e James Venturi pedem que respeitemos seus desejos de privacidade neste período de luto.”

Ao lado de Philip Johnson e Michael Graves, Venturi conduziu o pós-modernismo na arquitetura, criticando em seus trabalhos e textos a austeridade do modernismo – o manifesto Complexidade e Contradição na Arquitetura, criado por ele em 1966, é bibliografia presente nos cursos de arquitetura. Ele também era conhecido pelo uso da arquitetura vernacular e é o autor da frase “Less is bore”, uma crítica a Mies van der Rohe e à máxima “menos é mais”.

Robert Charles Venturi Jr. nasceu em Filadélfia, nos Estados Unidos, estava aposentado devido à idade avançada e era casado com a arquiteta Denise Scott Brown que, aos 86 anos, ainda trabalha no escritório fundado pelo casal, o Venturi Scott Brown Associates.

Em 1991, foi laureado com um Pritzker – premiação máxima da arquitetura e que rendeu críticas à instituição, considerada machista por não nomear sua sócia e esposa Denise, que figura na lista das arquitetas mais importantes do mundo. Venturi também recebeu uma medalha de ouro do American Institute of Architects (esta ao lado de Denise) e foi membro honorário do Royal Institute of British Architects.

Confira alguns de seus principais trabalhos e um vídeo do American Institute of Architects:

Amazon Go pode ter 3 mil novas lojas nos Estados Unidos até 2021

Segundo agência de notícias, empresa está estudando abrir dez novas lojas até o fim do ano e outras 50 ano que vem

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Amazon Go pode inaugurar mais 3 mil lojas até o fim de 2021, diz agência de notícias

A Amazon está considerado abrir até 3 mil novas lojas sem caixa, o Amazon Go, nos próximos três anos. As informações são de fontes da agência de notícias Bloomberg.

A expectativa é que a Amazon abra ao menos uma dezena dessa loja até o fim deste ano, outras 50 até o fim de 2019 e atingir o número de 3 mil até 2021. Com a adição das lojas, a Amazon Go se tornaria uma das maiores redes dos Estados Unidos.

Atualmente, o s Estados Unidos têm 155 mil lojas de conveniência, sendo a maioria delas ligadas a postos de gasolina. O principal atrativo do modelo da AmazonGo é o ganho do tempo que os clientes tem com a falta de fila na hora de pagar as compras.

No modelo da Amazon Go, para entrar na loja os clientes precisam ter um aplicativo da empresa em seus smartphones, que é lido na entrada da loja. A contabilização do que foi pego das prateleiras fica por conta de sensores e tecnologias que detectam a retirada e faturam automaticamente por meio do aplicativo.

A facilidade de entrega e a conveniência na compra são os fatores que levara a Amazon ser a maior varejista online do mundo. As mesmas características são replicadas pela empresa nas lojas físicas que incluem 20 livrarias nos Estados Unidos e a cadeia de supermercados naturais Whole Foods Market, comprada no ano passado.

Na semana passada, durante um evento em Washington, o presidente da empresa Jeff Bezos disse que a Amazon estava “muito interessada” em lojas físicas, mas que novos investimentos só seriam feitos se eles tivessem algo de novo a oferecer.

A Amazon não confirmou a abertura das 3 mil novas lojas.

O futuro da beleza é premium, aponta consultoria de tendências Euromonitor

Pesquisa da Euromonitor prevê crescimento considerável do segmento no mundo

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A empresária Emily Weiss, a fundadora do blog Into the Gloss e criadora da marca Glossier, um dos exemplos citados na pesquisa da Euromonitor Foto: Amy Lombard/The New York Times

Produtos e cosméticos premium são a mais quente tendência no mercado de beleza. A informação é uma das principais conclusões apontadas por uma nova pesquisa da Euromonitor, uma consultoria global de inteligência estratégica.

De acordo com o estudo, essa “premium-nização” do setor tem como pilares a curadoria de produtos, exemplificada pela boutique paulistana Dominique, e a personalização, como a oferecida pela Lancôme com sua Le Teint Particulier, uma base customizada com 8 mil variações de tons de pele, mais três níveis diferentes de cobertura e de hidratação.

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Dominique Maison de Beauté

Outras ideias fundamentais desse mercado de produtos sofisticados inclui a da saúde como uma nova riqueza, caso da marca natureba de produtos para os cabelos e maquiagens Lola, e a experiência de compra e comunidade, como a promovida pela Glossier, nascida a partir de um blog de beleza.

Segundo as projeções da Euromonitor, esse mercado premium deve superar o de produtos massa nos próximos cinco anos, com crescimentos consideravelmente maiores em quase todas as regiões avaliadas, com exceção do Oriente Médio e África. Somando-se os dois segmentos, os negócios de beleza movimentaram mais de 700 bilhões de dólares globalmente apenas em 2017.

Países da América Latina respondem por uma fatia de cerca de 14% desse volume, mas registram expansão acima da média global entre 2016 e 2017, especialmente no segmento de perfumaria. Apesar de registrar o menor crescimento entre Argentina, México, Colômbia e Chile (nesta sequência), o Brasil ainda é responsável por nada menos que 49% das vendas de produtos de beleza na América Latina.

Sarai Mari for L’Officiel USA with Barbara Valente and Najiyah Imani

Sem título.jpgPhotographer: Sarai Mari. Fashion Stylist: Lilli Millhiser at See Management. Hair Stylist: Taichi Saito. Makeup Artist: Misuzu Miyake. Manicurist: Elina Ogawa. Models: Barbara Valente and Najiyah Imani.

Gisele Bündchen vira a diva italiana Mina em capa da Vogue Itália de Outubro

Edição de outubro da ‘Vogue Itália’ celebra os 60 anos de carreira da cantora

Sem título.jpgGisele Bündchen aparece irreconhecível em uma das capas da Vogue Itália de outubro, já que a top brasileira teve o desafio de posar para as lentes da dupla Luigi and Iango como a cantora Mina Mazzini para a edição que celebra os 60 anos de carreira da diva italiana.

“É sempre divertido quando posso interpretar diferentes papéis enquanto estou modelando e sentir como é parecer completamente diferente”, escreve Gisele. “Obrigada ao smeus amigos por me fazerem parecer a cantora italiana mais icônica de todos os tempos por um dia.” Nas fotos, ela aparece usando um vestido Dior e com a maquiagem característica da artista (feita pelo brasileiro Daniel Hernandez), com olhos bem marcados, sobrancelhas apagadas e batom vermelho laqueado.

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Capa teve a direção de arte feita por Giovanni Bianco Foto: Luigi and Iango/Vogue Italia/Divulgação

“Começamos a trabalhar neste projeto há um ano, quando a família de Mina nos propôs uma colaboração para celebrar os seus 60 anos de carreira”, explica Emanuele Farneti, diretora da revista. “Pensamos em centrar não na Mina cantora, mas a sua extraordinária criação de imagem e o impacto dela na moda, beleza e na cultura pop em geral. Então pedimos para uma série de fotógrafos e stylists, italianos ou não, para criarem com esta referência e um número incrível de variedade surgiu, confirmando o quão fértil é a sua imagem. O que eu mais gostei? Que a operação não tem nada de vintage, é totalmente contemporânea.”

lifestyle Vogue - COVER VINTAGE MINA, Photographer and painter Mauro BallettiAté o momento, foram divulgadas apenas duas das quatro capas: a estrelada por Gisele e outra criada pelo fotógrafo e pintor Mauro Balletti, com apenas um olho e a boca da cantora.

Mirando no mercado nacional, Kenzo Takada lança segundo perfume no Brasil

Prestes a completar 80 anos, estilista japonês radicado na França se prepara para o lançamento de seu segundo perfume no Brasil

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Kenzo Takada (Foto: Divulgação)

Kenzo Takada desembarcou de navio em Paris direto do Japão para revolucionar a moda quase 50 anos atrás. Com suas silhuetas fluidas, estamparias e muitas cores, ele foi um dos responsáveis por tornar o luxo acessível ao apostar no prét-à-porter numa época em que a alta costura reinava sozinha no imaginário da moda. Agora, prestes a completar 80 anos, o estilista segue acreditando na mesma filosofia.

“Analisando o passado, sinto muito orgulho em ter contribuído para um novo paradigma na indústria da moda, no início do ready-to-wear e na democratização da Alta Costura. É muito similar ao que estou fazendo agora com a Avon, tornando o luxo acessível a mais pessoas”, disse ele sobre o lançamento de seu segundo perfume no Brasil, Life Colour, que será lançano do próximo dia 28. O icônico estilista japonês, radicado na França, acredita que a nova fragrância tem muito a ver com a mulher brasileira, cuja personalidade é descrita por ele como “ousada e forte”.

Nesta entrevista, Kenzo ainda minimiza o impacto da idade em sua vida e faz uma comparação com a indústria da moda na época em que começou com o momento atual, transformado pela web. “O mundo hoje é muito mais competitivo, mas acho interessante o que muitos jovens designers vêm fazendo, revisitando técnicas de moda antigas e criando novos pontos de vista”.

Marie Claire: Você irá completar 80 anos em 2019 com uma admirável trajetória na indústria da moda e da beleza. Como é conquistar tanto?
Kenzo Takada:
 Na minha cabeça, permaneço com 50 anos [risos]. Não gosto de pensar em idade, mas amo estar cercado de pessoas de todas as gerações. Aprendo muito com todos.

MC: Esta é sua segunda parceria com a marca. O que a torna especial?
KT:
 As cores sempre inspiraram meu trabalho e me encorajaram a ter uma vida alegre, bela e confiante. Criei a fragrância Avon Life Colour como se estivesse pintando uma obra de arte. O ingrediente chave, tanto para a versão feminina quanto a masculina, foi a Magnólia, uma flor branca e sofisticada com a qual cresci. Ela tem elegantes notas de jasmim que contrastam com um aroma levemente frutado. Já para as outras notas, busquei na natureza ingredientes coloridos e estimulantes que representam a alegria de viver. Foram dois anos de trabalho intenso ao lado de alguns dos melhores perfumistas do mundo, Frank Voelkl e Olivier Cresp. para tornar os códigos de luxo acessíveis a todos.

MC: Você acredita que a fragrância tem similaridades com a personalidade das brasileiras?
KT:
 Com certeza. O perfume é muito vibrante e estimulante e eu acho que as mulheres brasileiras também são cheias de energia e alegria, e vivem cada momento com muita cor e paixão. É um par perfeito.

MC: E o que as brasileiras têm de diferente das outras mulheres do mundo?
KT:
 As brasileiras são alegres, ousadas e fortes. Eu acho que eles têm uma visão positiva da vida que é muito única. Eu acho isso verdadeiramente inspirador.

MC: Qual é a sua melhor lembrança envolvendo uma fragrância?
KT: 
Eu cresci no Japão e, durante minha infância, lembro que minha mãe costumava colocar pequenos pedaços de sândalo no meu guarda-roupa e ao redor da casa. Ele emitia um aroma amadeirado que eu realmente amo. No Japão, ninguém usa fragrâncias muito fortes e eu só descobri isso quando cheguei na França em 1965. Me apaixonei desde o princípio.

MC: Ao relembrar seu início no mundo da moda, acredita que muita coisa mudou ou a essência é a mesma?
KT: 
Muita coisa mudou. Quando abri minha primeira loja, Jungle Jap, nos anos 70, as pessoas se vestiam de maneira muito diferente umas das outras. Mas isso foi numa época pré-internet e em um mundo muito menos globalizado. Hoje, é muito mais difícil se destacar com uma indústria em ritmo acelerado e a internet entregando tudo a qualquer momento em sua casa.

UE planeja investigar Amazon por práticas antitruste, diz jornal The New York Times

O órgão está avaliando se a empresa usa os dados de vendedores da plataforma para fazer seus próprios cálculos e obter vantagem em negócios; ainda não foi aberto um caso formal sobre o assunto

Margrethe Vestager
A chefe da Comissão Europeia, Margrethe Vestager

A Comissão Europeia, autoridade regulatória da União Europeia, está preocupada com algumas práticas da Amazon, que podem ser anticompetitivas, ou seja, ferirem regras antitruste. O órgão está avaliando se a empresa usa os dados de vendedores da plataforma para fazer seus próprios cálculos e obter vantagem em negócios. A notícia é do jornal The New York Times.

A chefe da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, disse nesta quarta-feira, 19, que a investigação está no começo e que ainda não foi aberto um caso formal sobre o assunto. Normalmente, um processo como este pode levar anos para ser finalizado.

O debate está relacionado a uma questão central: ao mesmo tempo que a Amazon é uma plataforma, ela também é uma empresa. E como a Amazon também vende seus próprios produtos, ela poderia usar informações dos comerciantes para obter vantagem competitiva. Assim, a União Europeia quer entender como a Amazon usa os dados de terceiros que vendem produtos na plataforma.

“A questão aqui é sobre dados”, disse Vestager. Ela disse que quer saber como a Amazon usa dados coletados de vendedores para fazer seus próprios cálculos sobre “qual é a novidade, o que as pessoas querem, que ofertas elas gostam de receber, o que as faz comprar coisas?”

A União Europeia mandou um questionário para os participantes do mercado, a fim de entender melhor as práticas da Amazon. A empresa não comentou o assunto.

Multa. A Amazon não é única gigante de tecnologia que está na mira das autoridades antitruste europeias. Em julho, a Comissão Europeia aplicou uma multa recorde de € 4,34 bilhões (ou R$ 19,3 bilhões) contra a Alphabet, holding que controla o Google, em um caso de regulação antitruste relacionado ao sistema operacional Android.

Além disso, em junho do ano passado, o Google recebeu uma multa bilionária, devido à acusação de que o serviço de busca abusou de sua posição dominante no mercado ao dar destaque, nas pesquisas de usuários europeus, ao seu serviço de comparação de preços, o Google Shopping, no lugar dos rivais.

Vitórias no Emmy fazem ações da Netflix subir quase 5%

Empresa fechou o dia em alta no mercado de investimentos após ganhar 23 prêmios

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Claire Foy recebe o Emmy de melhor atriz de série dramática por ‘The Crown’, da Netflix.

As ações da Netflix subiram 4,9% nesta terça-feira, fechando em 367,65 dólares depois das vitórias do serviço de streaming no Emmy. Ao todo, as produções originais da plataforma ganharam 23 estatuetas, entre prêmios técnicos e principais, empatando com a HBO como o canal que mais venceu na premiação.

O aumento veio depois do preço de mercado da empresa cair 3,9% na segunda, fechando em 350,35 dólares por ação. O valor vem se estabilizando nos últimos meses, depois do surto de investimentos na empresa, que elevou o preço da ação para 418,97 dólares em 9 de julho deste ano, mais alto que as da Disney.

A Netflix recebeu 112 indicações ao Emmy deste ano, entre elas para melhor série dramática, cômica e minissérie, mas perdeu as três estatuetas para a Game of Thrones, da HBO, The Marvelous Mrs. Maisel, da Amazon, e American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace, respectivamente. The Crown, Black Mirror e Godless foram as séries mais premiadas do serviço.

Marion Cotillard interpreta mãe que abandona filha em filme; veja trailer

Atriz dá vida a alcoólatra que, após noite de excessos, deixa a filha sozinha no longa ‘Meu Anjo’

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Cena do filme ‘Meu Anjo’, com Marion Cotillard (//Divulgação)

Marion Cotillard ganhou aplausos no Festival de Cannes deste ano com seu novo filme, Gueule d’Ange, que no Brasil ganhou o título Meu Anjo. Quem rouba a cena, contudo, é a estreante mirim Ayline Aksoy-Etaix, que interpreta Elli, filha de 8 anos de Marlène, papel de Marion.

Na trama, Marlène é uma alcoólatra que, apesar da falta de aptidão para a maternidade, se esforça para fugir das investigações do serviço social e manter a guarda da filha. Em uma noite de excessos, testemunhada pela pequena, Marlène conhece um homem em uma casa noturna e viaja com ele, abandonando a criança em casa sozinha. Elli, então, vive na esperança do retorno da mãe.

O filme está previsto para chegar ao Brasil em 25 de outubro. Confira o trailer do longa legendado em português.