Pistoleiro | Will Smith quer derivado focado no personagem

Ator diz que realizou reuniões com a Warner sobre a possibilidade

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Will Smith (Pistoleiro) e Margot Robbie como Arlequina em Esquadrão Suicida

Pistoleiro pode ganhar um filme solo em breve. Segundo Will Smith, aconteceram reuniões com a Warner para um possível derivado de Esquadrão Suicida focado no personagem (Via CB).

“Espero que aconteça. Eu amo interpretar o Pistoleiro. Realmente curti o personagem. Estão falando sobre isso. Então, se uma boa ideia aparecer… nós estamos fazendo reuniões. Mas realmente gostaria [de fazer um derivado]. Eu amo o Pistoleiro”, afirmou.

Ainda sem previsão de lançamento, Esquadrão Suicida 2 será dirigido por Gavin O’Connor e deve ter o retorno de nomes do elenco principal, como Margot Robbie como Arlequina, Jared Leto como Coringa, Joel Kinnaman como Rick Flag, entre outros. Recentemente a primeira versão do roteiro ficou pronta.

Parece que Mark Zuckerberg foi a razão para os fundadores do Instagram deixarem o Facebook

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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook

Na segunda-feira (24), os fundadores do Instagram anunciaram que eles estavam planejando deixar a empresa para se concentrarem em novas oportunidades. Para a surpresa de ninguém, parece que o problema disso tudo é o CEO do Facebook, a companhia dona do Instagram. E, com uma onda de saídas de fundadores de empresas adquiridas, os usuários deveriam temer uma Facebookização do Instagram.

Por vários anos, o Facebook fez uma série de grandes aquisições. Fazem parte do rol companhias como Oculus, WhatsApp e o próprio Instagram. Em cada um dos casos, os fundadores passaram a administrar as empresas sob o guarda-chuva do Facebook, e com a saída do brasileiro Mike Krieger e de Kevin Systrom, todos os fundadores das últimas grandes aquisições deixaram a empresa. Na terça-feira (25), a Bloomberg reportou que o problema principal foram os crescentes “choques” entre os executivos do Instagram e Mark Zuckerberg sobre o futuro do app, que pode se tornar o produto mais importante do Facebook. Da reportagem da Bloomberg:

Os fundadores do Instagram estão deixando o Facebook após crescentes tensões com o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, sobre a direção do do app, de acordo com o que disseram pessoas familiarizadas com o assunto…

Ultimamente, eles estavam frustrados com o envolvimento diário de Zuckerberg, que passou a se apoiar mais no Instagram ao planejar o futuro do Facebook, dizem pessoas que pediram para não serem identificadas.

As fontes do Recode também confirmaram que a saída de Systrom e Krieger ocorreu “em meio à frustração e agitação com o aumento de controle de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, sobre o Instagram.”. Eles também disseram que esperavam que executivos do Facebook ocupem os cargos vazios.

Quando questionado sobre a saída dos fundadores, o Facebook enviou um comunicado de Zuckerberg elogiando os antigos colegas, dizendo: “aprendi muito trabalhando com eles nos últimos seis anos e eu realmente gostei [de tê-los por perto]”. Zuckerberg sempre tem dito o quanto ele aprendeu com as pessoas, enquanto ele destrói itens que as pessoas gostam nos produtos.

Por ora, Krieger e Systrom estão sincronizados ao compartilhar um comunicado dizendo que eles darão um tempo para um novo projeto. “Construir coisas novas requer que nós recuemos, entendamos o que nos inspirou e façamos uma correspondência com o que o mundo precisa; isso é o que nós planejamos fazer”, escreveram.

A divisão entre o Facebook e os fundadores do WhatsApp, Jan Koum e Brian Acton, foi tão feia que os dois decidiram desistir de US$ 400 milhões e US$ 900 milhões, respectivamente, em recompensas por ações para saírem. Os fundadores do WhatsApp tinham diferenças ideológicas profundas no que diz respeito à privacidade e publicidade. Em março, Acton tuitou “Está na hora. #deletefacebook”. Ele também doou US$ 50 milhões para um app de troca de mensagem criptografada sem fins lucrativos, o Signal, em novembro.

Se veremos algum tipo de manifestação pública mais explícita dos fundadores do Instagram sobre a saída, só o tempo dirá, mas parece que os problemas estão rolando já há algum tempo. O fato é que o Instagram se tornou muito importante para o Facebook. Com 2,2 bilhões de usuários, a rede de Zuckerberg não tem mais muito espaço para crescer e os resultados financeiros recentes resultaram na queda de ações. Os jovens não estão mais interessados no principal produto do Facebook. Além disso, houve todos os problemas de violações de privacidade, interferência eleitoral e até genocídio.

O Instagram não conta com esses mesmos problemas, e um dos motivos para isso é que a rede se manteve simples desde o início. Em abril desse ano, a Bloomberg fez um perfil de Krieger e Systrom e, analisando atualmente, parece que a saída deles era questão de tempo. Desde o início, Krieger sempre pensou em um design mínimo e com o menor número de palavras possível. E tudo isso em meio a um feed cronológico com fotos dos usuários junto com a habilidade de curtir e comentar. Eles não estavam nem coletando dados, até que o Facebook se juntou à empreitada.

É indiscutível que o Facebook foi essencial para o sucesso do Instagram, sobretudo ao ensinar a empresa a se tornar um negócio, que rapidamente juntou dados preciosos e soube monetizá-los. O Facebook pagou cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro e ações para o Instagram em 2012. Em 2018, a Bloomberg estimou o valor da rede em US$ 100 bilhões.

Mas se concentrar em crescimento e receita é o menor dos problemas para os usuários. O Snapchat estava fascinando Wall Street antes de seu desastroso redesign. E os fundadores do Instagram tiveram de assistir aos piores instintos de Zuckerberg.

Mesmo assim, Krieger e Systrom estavam dispostos a fazer vários tipos de alterações: os usuários não têm mais a opção de postar foto no formato quadricular, o serviço agora usa uma timeline regida por algoritmo, dentre várias outras pequenas alterações. Uma das grandes mudanças que os fundadores lutaram contra foi a insistência do Facebook de copiar o formato “Stories” do Snapchat, que apaga vídeos e fotos após 24 horas. De acordo bom a Bloomberg:

Krieger e Systrom se recusaram a fazer uma funcionalidade parecida, até que Zuckerberg pediu pessoalmente o recurso, segundo uma pessoa familiar com as discussões. Zuckerberg temia que se o Instagram não fizesse nada para se diferenciar, teria risco de perderem uma geração toda de usuários. Uma porta-voz disse que o Instagram “iniciou e conduziu a criação dos Stories internamente e que não foi alvo de pressão”. Systrom reconhece que havia tensão na direção do Facebook, mas que ele é grato por isso.

A sorte é que o Instagram se tornou um super sucesso. No entanto, o IGTV, o esforço da empresa em fazer usuários verem vídeo mais longos verticais no Instagram, está com dificuldades para “pegar”.

O Instagram está rapidamente adicionando novos recursos, como GIFs em repostas e compra de itens, enquanto deixava de lado algumas funcionalidades relacionadas à privacidade que os usuários gostavam. Não sabemos o que foi o ponto de discordância entre as partes, mas o Vergecita que, na última semana, o Instagram passou a testar um recurso que permite com que usuários compartilhem posts de outras pessoas para seguidores. Systom e Krieger não curtiram a ideia já há algum tempo, temendo o aumento de problemas de autenticidade, pois incentivaria o compartilhamento de conteúdos virais.

A viralidade ao compartilhar um conteúdo muito popular poderia abrir a possibilidade de influenciar campanhas políticas e de abusos de usuários, como já ocorre no Twitter e no Facebook. Krieger disse à Bloomberg em abril que no fim das contas, “faria as pessoas sentirem que o conteúdo no feed delas não era aquele que elas tinham escolhido.”

Agora, Zuckerberg tem a tarefa de preencher as vagas de CEO e de chefe de engenharia de seu empreendimento mais promissor, e ele tem dois executivos a menos para dizer que suas ideias podem ser ruins. A sorte de Zuck é que não existe uma alternativa legítima ao Instagram para os usuários migrarem, então, ele pode ainda testar muitas ideias estúpidas. No entanto, se o crescimento estagnar, como ocorreu com o Facebook, a outra promessa de longo prazo da companhia é a realidade virtual e, bem, é melhor nem tocar nesse assunto, não é? []

[Bloomberg]

Homem de Aço 2 | Christopher McQuarrie falou com Henry Cavill

Os dois trabalharam juntos no recente Missão: Impossível

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Henry Cavill em O Homem de Aço

Durante participação em um evento, Christopher McQuarrie revelou que conversou com Henry Cavill sobre um novo filme do Superman (via HH). A informação foi divulgada nas redes sociais por Rob Liefeld, que acompanhou o evento:

“Chris McQuarrie teve uma conversa incrível sobre uma versão incrível de Superman com Henry Cavill, enquanto eles estavam no set filmando Missão: Impossível – Efeito Fallout”.

McQuarrie foi cotado parar dirigir a sequência de O Homem de Aço e falou sobre a possibilidade em julho deste ano – leia aqui.

No começo de setembro foi divulgado que Henry Cavill não seria mais o Superman. A informação não foi confirmada ou negada pelo estúdio, mas o rumor mais recente diz que nenhuma decisão foi tomada sobre o caso – saiba mais.

Homem de Aço chegou aos cinemas em junho de 2013. Depois, Cavill interpretou o Superman em Liga da Justiça.  [Camila Sousa]

Elliot & Erick Latest Editorial for Wonderland Magazine FW 2018

Sem títuloPhotographer: Elliot & Erick. Makeup: Bo Satayakul. Models: Lulu Bonfils at Muse, Bri Chen at Elite and Iman at Industry.

Caloi resgata campanha dos anos 70. Você se lembra dela?

Frase usada para vender bicicletas é agora repetida como um pedido de atenção

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 (Youtube/Reprodução)

A fabricante de bicicletas Caloi aproveitou o Dia Mundial Sem Carro para lançar um manifesto.

O pedido por mais segurança no trânsito mesclou referências atuais com a famosa campanha da marca da década de 1970 “Não esqueça minha Caloi”.

Na primeira versão, a frase era usada para vender o produto na época de Natal. Agora, ao comemorar 120 anos, a empresa a usa para um pedido de atenção: ao mudar de faixa, ao fazer uma curva, em um cruzamento movimentado, #NãoEsqueçaMinhaCaloi.

A nova campanha da marca de bicicletas é uma criação da agência Tribal WorldWide em parceria com o publicitário JCocco, criador da assinatura na década de 70.

Anthony Vaccarello fala com exclusividade sobre seu processo criativo na Saint Laurent

À frente da maison há pouco mais de dois anos, o designer belga reforçou a imagem de mulher forte e empoderada, que entende a força de seu corpo e o exibe, sem medo, em uma moda elegante. À Marie Claire Brasil, ele fala sobre seu processo criativo e mostra, em ensaio exclusivo, a coleção de outono-inverno 2018/19 que chega ao país neste mês
Por Laura Ancona Lopez, De Paris

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Moda YSL – O belga de ascendência italiana Anthony Vaccarello, à frente da Saint Laurent desde 2016 (Foto: Divulgação da Saint Laurent)

Fazia 11 graus negativos em Paris quando, finalmente, as luzes da passarela da Saint Laurent, montada aos pés da Torre Eiffel, se acenderam. Mas não completamente. A coleção outono-inverno 2018/19, que você vê neste ensaio, foi exibida quase na penumbra, em um cenário todo preto, como boa parte das peças do desfile. O fio de claridade que atingia as modelos de cima para baixo, no entanto, realçou as texturas e sobreposições de camadas dos looks ultrasexies e com acabamento sofisticado que só Anthony Vaccarello, 36 anos, consegue dar.

À frente da marca francesa desde abril de 2016, o designer belga de ascendência italiana apostou com força na sensualidade chique que fez a fama da maison, e que seu fundador, Yves Saint Laurent, definiu tão bem ao dizer que “Chanel libertou as mulheres, eu as empoderei”.

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Binx Walton usa vestido de paetês e brincos de metal (Foto: Divulgação)
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Camille Hurel usa vestido e chapéu de lã, brincos de metal e cristal e cinto de couro (Foto: Saint Laurent)

“Moda sempre teve a ver com mudanças, evolução”, afirmou Vaccarello com exclusividade à Marie Claire. “Não sinto nenhuma pressão de estar à frente de uma grife como a Saint Laurent. Aqui, tenho liberdade pra expressar minha visão sobre o negócio, com paixão. Acho que só assim dá para empurrar os limites e ir em frente.”

Sua maneira de extrapolar esses limites? Pernas completamente à mostra em microvestidos como o preto nada básico de Adut Akech, modelo sudanesa que nasceu em um campo de refugiados, alçada à fama pelo designer; shorts de couro fetichistas; ombros exagerados, bem 80’s, em praticamente todas as modelagens femininas. É sexy, mas não é óbvio. Tem aquela mistura irresistível de alfaiataria e sex appeal que Saint Laurent inventou, e que Vaccarello evoluiu.

Tanto que é hoje “a” marca de luxo mais desejada por jovens de até 25 anos: é fresh, é contemporânea, é perfeita para um #ootddo Instagram. Não por menos, tem como garota-propaganda a top Kaia Gerber, representante máxima dessa geração, filha adolescente de Cindy Crawford. “Não quero só fazer as melhores roupas”, diz Vaccarello. “Quero instaurar uma nova visão [sobre a moda].”

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Kaia Gerber usa jaqueta de paetês, blusa de seda, chapéu de lã e couro e brincos de metal, resina e cristal (Foto: Divulgação)
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Fran Summers usa vestido de seda bordado (Foto: Divulgação)

Sua missão não era simples: suceder Hedi Slimane (hoje na Céline), que fez voltar as atenções da indústria novamente à Saint Laurent. Mas, tal qual o francês, ele sabe capturar o espírito do tempo. E o nosso zeitgeist fala diretamente com os millennials, com as mídias sociais, com o feminismo. Não por menos, suas mulheres têm ombros largos, quase masculinos, e montam-se em saltos grossos vertiginosos, que as fazem 15 centímetros mais altas sem desequilibrar.

São maiores, mais firmes e seguras do que os garotos da passarela, vestidos com calças skinny de visual displicentemente rocker. A impressão, ali, é de que elas podem tudo. “Essas mulheres não têm medo de serem superfemininas, mas também não têm o menor problema em vestir peças do guarda-roupa do homem”, diz Vaccarello.

“Meu trabalho é focado em quatro conceitos-chave: liberdade, sensualidade, segurança e elegância – que é exatamente o que eu acredito que uma mulher queira passar através das roupas”, diz ele. “Por isso que, em vez de cair na armadilha de copiar o legado de uma marca da importância da Saint Laurent, procuro entendê-lo. Assim consigo unir minhas ideias e criar.”

Para o designer, não se divertir (nem se inspirar) durante esse processo não está nos planos. “Para mim, moda é uma fantasia escapista. E é isso que tanto me atrai nela: é como um sonho.” 

The Batman deve começar produção no meio de 2019

DC teria aprovado o roteiro de Matt Reeves

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Ben Affleck como Batman

Umberto Gonzalez divulgou que a produção de The Batman deve começar entre junho e agosto de 2019. O repórter do The Wrap afirmou que a DC aprovou o roteiro entregue por Matt Reeves, que está atualmente em revisão:

“Detalhe: a administração atual da DC está comprometida em fazer essa versão do Batman da forma certa”, completou.

A notícia não detalha se Ben Affleck volta ao papel do Homem-Morcego. A saída do ator já foi especulada várias vezes, na mais recente o longa foi descrito como um reboot, como um ator mais novo no papel principal.

The Batman não tem data de estreia definida. A produção deve começar em 2019. [Camila Sousa]

Livro inspirado na criação do perfume Chanel Nº 5 chega ao Brasil

‘Mademoiselle Chanel e o cheiro do amor’ esteve entre os mais vendidos na Alemanha

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‘Mademoiselle Chanel e o cheiro do amor’ está à venda por R$ 39,90 Foto: Divulgação

Antes de Chanel, os perfumes eram fragrâncias de uma nota só, com frascos ultradecorados e aroma de flores – especialmente rosas e jasmim. Com seu Nº 5, Gabrielle “Coco” Chanel revolucionou a indústria dos aromas, transformando os frascos em verdadeiros objetos de desejo. “É pelo cheiro que um corpo se comunica com o outro”, dizia a estilista. O processo criativo de Chanel para chegar à fórmula, até hoje uma das mais famosas do mundo, é o tema central de Mademoiselle Chanel e o cheiro do amor, romance que esteve entre os mais vendidos na Alemanha e acaba de chegar ao Brasil pela editora Tordesilhas.

Baseado em fatos reais, o livro escrito por Michelle Marly traça um período pouco conhecido da vida da designer francesa, que começa logo depois da morte de Boy Capel, seu amante, em 1919 – quando ela passou por uma depressão profunda. É quando viaja à Côte d’Azur que Gabrielle conhece o perfumista Ernest Beaux e decide levar adiante a ideia de desenvolver uma fragrância com sua assinatura.

Mesmo antes de o Chanel Nº 5 sai do papel, a estilista já era reconhecida por seu cheiro fresco, que em nada se parecia com os aromas almiscarados popularmente usados na época. Naqueles tempos, para alcançar o frescor buscado por Coco, era preciso lançar mão de ingredientes como limão, tangerina e laranja – mas que não duravam por muito tempo na pele.

Em 1921, Ernest Beaux chegou, então, a 10 amostras diferentes para apresentar à Chanel, que escolheu a de número cinco. Entre os componentes, estavam aldeídos, bergamota, baunilha, ylang-ylang, sândalo, lírio e néroli (flor de laranjeira). O aroma, que conquistou de Marylin Monroe a Rita Hayworth, agora perfuma também a capa do livro por meio de um processo de microencapsulamento, que consegue reproduzir algumas de suas notas. O preço sugerido é de R$ 39,90.

Venda da Versace mostra a dura vida do alto luxo (é sério)

Cada vez mais, pequenas grifes perdem força e o mercado de luxo é dominado por empresas que faturam mais de 1 bilhão de dólares
Por Karin Salomão

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Da esquerda para a direita: Jonathan Akeroyd, CEO da Versace, Donatella Versace, e o CEO da Michael Kors, John D. Idol Foto: Rahi Rezvani/Michael Kors Holdings Ltd. via AP

São Paulo – A norte-americana Michael Kors acaba de adquirir a Versace por 1,83 bilhão de euros, incorporando uma das últimas marcas de luxo que se mantinham familiares, enquanto o setor de luxo é cada vez mais dominado por grandes conglomerados.

As fusões e aquisições têm mudado a cara do mercado, de acordo com uma pesquisa realizada pela Deloitte. Cada vez mais, o mercado é dominado por empresas que faturam mais de 1 bilhão de dólares por ano. Nesse cenário, as pequenas empresas perdem força, embora tenham tradição e consumidores fiéis.  Nos últimos meses, a família italiana Missoni vendeu uma participação minoritária para uma empresa parceira pelo governo da Itália e a Dries Van Noten, empresa da Antuérpia, vendeu parte de sua grife para o grupo espanhol Puig.

A situação não estava fácil para a Versace. A empresa apresentou faturamento de 686 milhões de euros em 2017 e retornou ao lucro depois de muitos anos de prejuízo. Ela italiana ainda estava nas mãos da família que a fundou, em 1978, e desde 1997 Donatella Versace é a diretora artística da marca, após o assassinato de seu irmão. Em 2014, o fundo de private-equity Blackstone comprou uma participação de 20% na companhia. A companhia estaria se preparando para um IPO, aguardando melhores condições do mercado, o que não aconteceu.

Os fãs da marca italiana tomaram as redes sociais para protestar contra a aquisição, com receio de que o comando da norte-americana, que oferece produtos mais acessíveis e massificados, transforme a companhia. Uma expansão sem controle poderia popularizar a marca e diminuir seu valor, que se pauta na exclusividade. No entanto, “a Versace ainda tem muito potencial. Pode dobrar de tamanho sem correr o risco de popularizar”, afirma Luz Vaalor, consultora da Luxury Lab.

Entrada no alto luxo

O investimento na italiana ajuda a Michael Kors a expandir sua influência no mundo do luxo e competir com grandes conglomerados. A compra deixa a fabricante de bolsas e acessórios mais perto de seu objetivo, de concorrer com os grandes conglomerados de artigos de luxo europeus LVMH, Kering e Richemont. No ano passado, ela já havia adquirido a marca de sapatos Jimmy Choo, por 1,2 bilhão de dólares.

O movimento de aquisições dá à companhia americana, que tem produtos de luxo acessível, mais presença no segmento mais tradicional, mais caro e mais exclusivo, que hoje é dominado pelas empresas europeias. Enquanto é possível comprar uma bolsa da Michael Kors por menos de 100 dólares, a maior parte das bolsas Versace não sai por menos de 2 mil dólares, diz o Business Insider.

Assim, a Michael Kors espera aproveitar a influência e tradição na marca para expandir as vendas. “A aquisição da Versace é uma etapa importante para o nosso grupo e, com nossos recursos, acreditamos que a Versace crescerá para ultrapassar US$ 2 bilhões em faturamento”, disse o diretor executivo da Michael Kors, John Idol, em um comunicado.

Tendências

O mercado de luxo deve crescer de 6% a 8% em 2018, de acordo com pesquisa da consultoria Bain & Company e da Fondazione Altagamma, a fundação italiana de fabricantes de artigos de luxo. Olhando para 2025, a consultoria prevê crescimento de 45 a 5% ao ano.

Ainda que as grandes marcas de luxo estejam na Europa, os maiores consumidores estão em outro lugar. A China deve ser o maior mercado consumidor do mundo, de acordo com estudo da Bain & Company. Em 2018, o mercado no país deve aumentar de 20% a 22%. “As marcas estão aprendendo como atender aos consumidores locais, geralmente jovens e fortemente influenciados pelas mídias sociais”, diz a pesquisa.