Serviço de streaming YouTube Music chega ao Brasil por R$ 17 ao mês

Serviço vai brigar com Spotify e Deezer no mercado nacional; para empresa, diferencial será oferecer vídeos, covers e versões alternativas ao lado de catálogo das gravadoras

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Serviço de streaming vai custar R$ 17 por mês; já o plano família terá seis contas por R$ 26

A partir desta terça-feira, 25, os brasileiros têm mais uma opção no mercado de serviços de streaming de música. E a novidade vem de um velho conhecido: às 13 horas, começa a funcionar no Brasil o YouTube Music, nova plataforma do Google para o setor, hoje liderado por nomes como Spotify e Apple Music. Com assinatura de R$ 17 por mês, o serviço, que também terá versão gratuita, mas com anúncios, chega ao País três meses depois do lançamento nos Estados Unidos – hoje, o Google já oferece o serviço em 21 países.

É um mercado bastante disputado e com pouca diferenciação entre as empresas – a maioria delas compartilha o catálogo global das gravadoras, hoje em torno de 40 milhões de músicas. Para se destacar, o YouTube aposta em sua vasta biblioteca de vídeos, que também estarão disponíveis pelo aplicativo oficial. “No YouTube, você não tem só a música, mas também o clipe, o vídeo com a letra, a versão ao vivo e até as covers feitas por fã no mundo todo”, destaca Sandra Jimenez, chefe da área de música do YouTube para a América Latina.

Além disso, a empresa também espera converter em assinantes os usuários que hoje ouvem música pelo site de vídeos – segundo o Google, o Brasil está entre os cinco países que mais consomem canções pelo YouTube. Não à toa, o maior canal do País na plataforma é o do produtor KondZilla, responsável por clipes dos maiores hits recentes do funk, como Bum Bum Tam Tam, primeiro clipe brasileiro a ultrapassar 1 bilhão de visualizações.

Para o mercado, o serviço não vai canibalizar a audiência do YouTube, mas sim ajudar o Google a faturar mais com algo que já tem disponível para o mercado brasileiro. “É uma forma racional de seguir em frente”, destaca Maurício Bussab, presidente executivo da gravadora e distribuidora Tratore. Ele, no entanto, afirma que a competição será dura. “Está todo mundo tentando tirar fatias de mercado do Spotify”, diz, em menção ao atual líder global do setor, com 83 milhões de assinantes. A assinatura do Spotify custa R$ 17 no País.

Como vai funcionar. O YouTube Music estará disponível para celulares Android e iOS e terá um aplicativo dedicado; haverá também uma versão específica para PCs, via navegadores. Haverá ainda um plano família, no qual é possível dividir uma assinatura em até seis contas, por R$ 26 ao mês. Para quem quiser utilizar o serviço de graça, haverá limitações: entre elas, a impossibilidade de baixar músicas para ouvir offline e a interrupção das listas de canções com anúncios.

Além disso, no celular, será impossível ouvir as músicas em segundo plano – será preciso deixar o aparelho com a tela ligada e dentro do app, por exemplo, para que o som continue rolando. É um dos pontos fracos do serviço. Outro ponto importante é que o YouTube Music vai substituir o Google Play Música, atual streaming do Google no País – segundo a empresa, quem assina hoje o Play já terá acesso liberado à nova plataforma. “Faremos uma migração natural, com calma”, explica Sandra.

Premium. Também chega ao Brasil nesta terça-feira, 25, o YouTube Premium, serviço que permite aos usuários remover anúncios do site, bem como baixar vídeos para assistir offline. Sua assinatura vai custar R$ 21 por mês e incluirá a assinatura do YouTube Music – já o plano família, dividido em até seis contas, sairá por R$ 36 ao mês. Além das funcionalidades, os assinantes do YouTube Premium também terão acesso ao catálogo de produções originais, que inclui a série Cobra Kai, inspirada nos filmes da série Karate Kid.

O serviço, lançado originalmente em outubro de 2015, ainda como YouTube Red, teve uma expansão global lenta. É a arma do YouTube para entrar no mercado de Netflix e Amazon Prime Video, por exemplo – segundo Sandra Jimenez, a empresa também estuda produzir séries originais no Brasil, a exemplo do que já faz a Netflix e, conforme apurou o Estado, pretende fazer a Amazon por aqui. Em entrevista coletiva realizada na última semana, Jimenez disse que “ainda não há previsão de ter originais no País, mas estamos torcendo para que isso aconteça.” [Bruno Capelas]

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