Os hábitos irritantes dos chefões

Uma questão para pensar: pessoas altamente eficientes costumam castigar indefesos subordinados com suas idiossincrasia
The Economist

Tim Cook, CEO da Apple, durante uma recente visita a Reno (Nevada)
Tim Cook, da Apple, acorda às 3h45 todos os dias: já pensou receber uma ligação do chefe às 4h? 

Uma das funções dos colunistas de economia é contar em detalhes a vida de titãs corporativos, levando os leitores se maravilharem, por exemplo, com a energia de um Tim Cook. O chefão da Apple levanta-se às 3h45 para ler e responder e-mails. Mas pensem um pouco em seus assessores, cujos iPhones começam a zumbir às 4h. Alguns talvez tenham a ousadia de continuar cochilando durante o telefonema, mas a maioria vai se sentir culpada se não responder imediatamente. Pessoas altamente eficientes costumam castigar indefesos subordinados com suas idiossincrasias.

Talvez um dos objetivos das biografias e artigos elogiosos seja o de induzir leitores a imitar os métodos de trabalho de líderes. Ninguém, porém vai entrar na lista dos “500 maiores” da S&P apenas por seguir tais exemplos. Tudo que este colunista conseguiria levantando-se às 3h35 seria levar a esposa a pedir o divórcio.

Um perigo particular é que os exemplos supostamente inspiradores de altos executivos estejam fora do alcance da maioria. Jeff Bezos, fundador da Amazon, disse recentemente numa conferência que gosta de se levantar sem pressa, ler um jornal e tomar o café da manhã com os filhos. Seu primeiro compromisso é sempre às 10h. Isso tudo parece relaxante, mas é uma opção difícil para muitos de seus funcionários. Os da Amazon britânica têm dois horários de trabalho possíveis: das 7h às 17h30 ou das 5h45 às 16h15, segundo o sindicato GMB. Ambos os horários impossibilitam o desjejum em família.

Richard Branson, fundador do Virgin Group, declarou recentemente que poucas coisas o irritam, e gente que se atrasa é uma delas. Usuários da Virgin Trains, o serviço de trens do grupo, foram imediatamente à mídia social para lembrar que eles também gostam das coisas no horário, mas um em cada cinco trens da companhia se atrasou nos últimos 12 meses. É fácil ser pontual quando não se precisa deixar os filhos na escola ou enfrentar o transporte público. Altos executivos, sejam homens ou mulheres, estão cercados de pessoas cuja função é ajudá-los – de assessores executivos e motoristas, no trabalho, a faxineiros e cozinheiros, em casa.

Executivos também frequentam ginásios esportivos pela manhã. De novo, pais que trabalham duro e têm filhos para criar podem não ter tempo ou dinheiro para fazer isso. Mesmo um gerente bem pago que consiga frequentar uma academia está sempre sujeito a ter sua caminhada na esteira interrompida por um telefonema ou mensagem de um superior.

Tim Cook provavelmente seria igualmente eficiente se acordasse às 5h45. Ele deve ter outras qualidades além de trabalhar duro e de um inusual ritmo circadiano (adaptação do organismo ao dia e à noite) que expliquem seu êxito. Afinal, se longas horas de trabalho fossem a chave do sucesso, pessoas que têm dois empregos, ou enfermeiras que fazem o turno da noite em prontos-socorros, estariam nadando em dinheiro. Ronald Reagan tornou-se presidente apesar de um seu famoso gracejo: “Dizem que trabalho duro nunca matou ninguém, mas para que arriscar?”.

Histórias de executivos bem-sucedidos envolvem exibição de virtudes. Nenhum chefe gosta de admitir que nas noites de sexta-feira come pizza e assiste a Game of Thrones. Eles preferem dizer que aproveitam a sexta para meditar ou ler um bom livro. Muitos perfis de executivos assemelham-se às “vidas de santos”, com os objetos das hagiografias modernas recebendo ações em lugar de pontos para canonização.

Do jeito deles

Algumas manias de executivos podem ser inofensivas, como a insistência de Steve Jobs e Mark Zuckerberg em usar sempre o mesmo tipo de roupa. Mas o perigo é que certas excentricidades e opiniões de líderes se tornem tão incorporadas a sua história a ponto de prejudicá-los. Henry Ford obteve grande sucesso com o Modelo T, mas viu seu prodígio de vendas ficar para trás quando o carro se tornou antiquado, e Ford se recusou a mudá-lo. Também a birra de Ford com vendas a prazo amarrou sua empresa no momento em que outros fabricantes começaram a vender a prestação. E o excesso de franqueza de Gerald Ratner o arruinou quando disse que sua rede de joalherias vendia “porcarias”.

Hobbies também podem ser destrutivos. Quando o banco de investimentos Bear Starns estava em vias de quebrar, Jimmy Cayne, seu principal executivo, curtia sua paixão por bridge em Nashville, não sendo alcançado por telefonemas e e-mails.

O perigo de se imitar altos executivos é que o que faz seus hábitos virarem moda são geralmente seus grandes lucros e o bom desempenho de suas ações – e isso pode ser efêmero. Caprichos que parecem ousados e inovadores em épocas favoráveis podem redundar em fracasso em tempos bicudos. Perguntem aos acionistas da Tesla. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

O que é a síndrome do pânico, doença que Gisele Bündchen enfrenta

O problema atinge 2% da população brasileira e é caracterizado por crises de taquicardia, suores, tremores, falta de ar, dor no peito e medo de morrer
Por Letícia Naísa

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Gisele: a modelo detalha em sua biografia que sofreu com problemas de saúde mental 

São Paulo — Prestes a lançar uma autobiografia, a modelo Gisele Bündchen conta em seu livro que já teve pensamentos suicidas e sofreu com síndrome do pânico.

O transtorno, que atinge cerca de 2% da população brasileira, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é caracterizado por crises recorrentes de pânico. Os sintomas incluem taquicardia, suores, tremores, falta de ar, dor no peito, náusea, medo de morrer ou de perder o controle, e pode ser confundido com problemas cardíacos ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A crise dura poucos minutos, segundo especialistas. O problema maior do transtorno é viver com o medo. A diferença entre uma crise isolada e o transtorno é a frequência dos sintomas e o quanto eles afetam a vida do paciente.

“Uma das características da doença é o medo persistente de um novo ataque”, afirma Ana Paula Carvalho, psiquiatra do Hospital da Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). “Chamamos isso de medo do medo.”

As causas da síndrome do pânico ainda são um mistério para a medicina. Segundo Ana Paula, elas podem ser multifatoriais: estresse, fatores ambientais e hábitos de vida não saudáveis, como fumar e ingerir bebidas alcoólicas.

“Mais de 50% das pessoas que têm síndrome do pânico também têm outro tipo de transtorno psiquiátrico, como ansiedade ou depressão”, afirma Ana Paula. De acordo com a OMS, 9,3% dos brasileiros têm transtorno de ansiedade. A depressão atinge 5,8% da população.

Ao todo, transtornos de ansiedade e depressão atingem 332 milhões de pessoas no mundo. Para a OMS, o investimento em tratamento é essencial. Segundo estudo da entidade, de 2016, cada dólar investido em tratamento poderia dar retorno de 4 dólares em termos de melhora de saúde e habilidade de trabalho.

No Brasil, o investimento público em saúde mental previsto para 2018 é de 1,3 bilhão de reais, segundo o Ministério da Saúde. O atendimento é feito por meio da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). Os principais atendimentos em saúde mental são realizados nos 2.550 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que existem no país.

Tratamento

Gisele desenvolveu o problema em 2003, após passar por uma turbulência em um avião pequeno. A partir de então, a modelo passou a temer túneis, elevadores e qualquer tipo de lugar fechado.

Segundo Yuri Busin, psicólogo e diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (Casme), esse tipo de temor é comum em quem tem o transtorno. Tanto uma experiência traumática quanto outros problemas de saúde mental podem desencadear a síndrome do pânico.

O tratamento inclui a psicoterapia e o uso de remédios prescritos. “O medicamento faz a pessoa se sentir bem e a psicoterapia faz ela entender o problema e modificar a forma como ela age”, afirma Busin.

Durante uma crise, o psicólogo aconselha que a pessoa tente se acalmar. “O melhor é se recolher. Apesar de a sensação ser uma das piores possíveis, ela passa depois de um tempo”, diz Busin.

A psiquiatra Ana Paula aconselha quem tiver suspeita de síndrome do pânico deve procurar uma avaliação de um especialista o mais rapidamente possível. “O tratamento é longo. Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda, melhor.”

Off -White | Backstage

par_7341sonnyphotosoffwhite1650dfafc880283d98726e4dc3285b28_thumbNaomi Chin Wing – Photographer: Sonny Vandevelde

Conheça a marca Lebôh que produz biquínis a partir de sobras de tecido

Primeira da coleção da Lebôh Beach foi inspirada na arte suprematista

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Para sua primeira coleção de moda praia, a Lebôh decidiu apostar na sustentabilidade, fazendo 100% da coleção com tecidos reaproveitados. Materiais como lycra, fluity, nylon, viscose, crepe e organza vieram de sobras do grupo Morena Rosa, do qual faz parte.

“Pegamos o tecido cru, no começo do processo, podemos fazer o que quiser com ele”, conta Eduardo Franzato, diretor da marca. “Fazemos isso na Lebôh como um todo, mas a linha praia é a primeira inteira feita com material reutilizado.”

Sem título.jpg3Essa primeira coleção, batizada de Station Balneárie,  foi inspirada nos anos 1940, com modelagens vintage e amplas de hot pants e tops, e na arte suprematista e obras gráficas de Malevich, que aparecem na padronagem gráfica de biquínis, maiôs e saídas de praia. O universo esportivo também aparece na coleção em parkas, shorts e casacos corta-vento feitos em tecido técnologico.

Sem título.jpg1A coleção já está à venda no site da marca e em multimarcas espalhadas pelo Brasil com preços que variam de R$ 159,90 (biquíni cortininha) a R$ 645,90 (kimono).

Continuação de Assassinato no Expresso do Oriente pode ter Gal Gadot

Atriz negocia para entrar para o elenco de Morte no Nilo

gal 0517.toc_.lo23_ViewMorte no Nilo, a continuação de Assassinato no Expresso do Oriente, deve ganhar um novo nome no elenco. Segundo o Hollywood ReporterGal Gadot está em negociações para interpretar uma socialite que se casou recentemente com o ex-noivo de uma antiga amiga.

Michael Green voltará como roteirista e Kenneth Branagh retorna como o protagonista, o inspetor Hercule Poirot, e deve permanecer na direção. Publicado em 1937, Morte no Nilo mostra Poirot de férias no Egito, onde ele investiga um caso de homicídio que resultou de um triângulo amoroso. O livro já foi adaptado para o cinema em 1978 e tinha Lois Chiles no papel oferecido para Gadot.

Kenneth Branagh declarou em dezembro que seu objetivo é cria universo compartilhado de Agatha Christie nos cinemas. [Natália Bridi]

Alexis Kapaun – Grazia Mexico September 2018 By Benjamin Kanarek

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Paris Tres Chic   —   Grazia Mexico September 2018   —   www.benjaminkanarekblog.com
Photography: Benjamin Kanarek
Model: Alexis Kapaun
Styling: Julian Mazzoli
Hair: Cyrilla Foret
Make-Up: Fanny Maurer
Video Direction: Frederique Renaut

Blake Lively estrela foto ousada com lutador supostamente nu

“Minha vez”, ainda escreveu atriz sobre clique sensual para divulgar novo filme

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Blake Lively (Foto: Tim Palen)

Blake Lively postou uma foto pra lá de ousada feita durante um ensaio para as lentes do fotógrafo Tim Palen. O clique foi divulgado no Instagram oficial da atriz, na tarde de sexta-feira (28).

No clique, usando um terninho, ela aparece em uma posição sexual com o lutador de kickboxing Thomas ‘The Boxer’ Canestraro que, aparentemente nu, segura uma taça de drink, como se servisse à atriz, que é casada com o ator Ryan Reynolds, da franquia Deadpool.

“Minha vez”, ainda escreveu Blake sobre a imagem, que faz parte da divulgação de Um Pequeno Favor, seu mais recente filme, que estreou no Brasil na quinta-feira (27), e ainda conta com Anna Kendrick no elenco. [Léo Gregório]

Spotify pede localização de usuários para fiscalizar o plano família

A medida da empresa é provavelmente uma forma de evitar que amigos compartilhem um plano família; muitos usuários estão criticando a postura do Spotify, alegando que nem todas as famílias moram juntas na mesma casa

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A especificação do plano família do Spotify diz que a assinatura está disponível para “uma e até cinco pessoas que moram no mesmo endereço”

O Spotify começou a fiscalizar os amigos que dividem o plano família do serviço. A plataforma de streaming de música está enviando email para alguns usuários que têm o plano, solicitando a localização do GPS, para confirmar se as pessoas que dividem o plano família moram no mesmo lugar. A informação é do site Quartz.

Segundo a reportagem, quem não confirmar o endereço da residência pode perder o acesso ao plano. O email foi enviado para um número limitado de assinantes, concentrados nos Estados Unidos e na Alemanha.

A medida da empresa é provavelmente uma forma de evitar que amigos compartilhem um plano família –  com o plano, eles gastam bem menos do que gastariam na assinatura individual. Até então, o Spotify não tinha nenhum recurso de verificação de endereço.

Entretanto, muitos usuários estão criticando a postura do Spotify, alegando que nem todas as famílias moram juntas na mesma casa. Mas, a especificação do plano família do Spotify diz que a assinatura está disponível para “uma e até cinco pessoas que moram no mesmo endereço”.

Segundo o site Billboard, cerca de metade dos assinantes de serviços de streaming no mundo, incluindo os rivais do Spotify, usam os planos de família, porque eles são vantajosos financeiramente – o grupo de seis pessoas paga aproximadamente 75% menos do que pagariam assinando o plano individual.

Em resposta, o Spotify afirmou ao site The Verge: “Estamos testando formas de melhorar a experiência do usuário no plano premium para família com pequenos grupos de usuários em mercados selecionados. Estamos sempre testando novos produtos e experiências no Spotify, mas não temos mais novidades para compartilhar sobre esse teste de recurso neste momento.”

Cade avalia abrir processo contra Uber por prática anticompetitiva

Empresa é acusada, por associação de motoristas, de promover competição interna e não negociar tarifas

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O Uber enfrentou grandes escândalos nos últimos meses

Três anos após considerar que os aplicativos de transportes são positivos para a concorrência do setor e para os consumidores, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve decidir nos próximos dias se abre um processo para investigar denúncias de práticas anticompetitivas pelo Uber.

Ainda em julho de 2016, a Associação de Motoristas Autônomos de Aplicativos (Amaa) pediu uma medida cautelar contra o decreto municipal que regulamentou o serviço prestado pelo Uber na capital paulista. Já a Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público do Estado de São Paulo encaminhou o processo ao Cade em dezembro do mesmo ano.

No processo, a associação acusou o Uber de prática de cartel e de preço predatório (dumping, no jargão concorrencial). Para a entidade, o fato de o valor das corridas ser definido pelo aplicativo de acordo com a distância a ser percorrida e a disponibilidade de veículos seria uma “orquestração” artificial de preços.

A Amaa alega que a imposição desses preços aos motoristas seria contrária à ordem econômica. Como os motoristas não têm vínculo funcional com a companhia Uber, a associação defende que, na prática, todos seriam concorrentes entre si dentro da plataforma. A aplicação de preços variáveis conforme a demanda em uma determinada região – chamado “preço dinâmico” pela empresa – também é atacada pela entidade.

Ainda assim, no mesmo processo, a associação pediu medidas que limitassem o “excesso de oferta de serviço” – como forma de manter as tarifas para os motoristas mais elevadas – e que empresa negocie as tarifas a cada três meses com os representantes da categoria.

O Estadão/Broadcast apurou que a defesa do Uber se apoia em uma nota técnica do próprio Departamento de Estudos Econômicos (DEE) do Cade que atestou, em setembro de 2015, que a entrada desse tipo de serviço no País era positiva para a concorrência, podendo trazer inclusive reduções de preços nas corridas de táxis, do aluguel de carros de passeio e até dos valores dos carros novos e usados.

“Elementos econômicos sugerem que, sob uma ótica concorrencial e do consumidor, a atuação de novos agentes tende a ser positiva”, concluía o estudo.

Além disso, o Uber rechaça a acusação de formação de cartel, apontando que a concorrência de preços nessa modalidade de transportes já é garantida pela existência de outras plataformas que prestam o mesmo serviço, como 99, Cabify, Easy Taxi, entre outros.

Em outros países, órgãos de defesa da concorrência arquivaram processos semelhantes com base nesse argumento. Caso o Cade decida abrir um processo administrativo contra o Uber devido à precificação das corridas, outros aplicativos que usam o mesmo modelo podem ser impactados. Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues – O Estado de S. Paulo