Isaro aposta em minimalismo, quantidades limitadas e propósito

Foco no menos é mais e na atenção ao trabalho manual e materiais naturais diferenciam a marca
Por Anita Porfirio (@nitafp)

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Les Invisibles, coleção da Isaro (Foto: Divulgação)

Existem várias formas de ser sustentável, mas o importante é começar por algum lugar. Uma maneira é consumir menos roupas, tendo um closet que preza por peças duráveis, feitas em ateliês justos com materiais naturais. Se a marca, além de tudo isso, ainda tiver propósitos nobres – como a diversidade -, ganha muitos pontos.

Entra em cena a Isaro. Criada em 2016 por Bel Rott e inspirada em valores escandinavos, a marca tem como lema o genderless, o atemporal e o “minimalismo na pele”. “O minimalismo não é só no corte, mas também no fato de não precisar de muitas peças no armário, pois as que temos são versáteis”, diz, e ainda acrescenta que “roupa não precisa ter gênero, e sim, identidade.”

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Peças são feitas em pequena escala (Foto: Divulgação)

Para chegar ao padrão de atenção aos detalhes desejado, Bel optou por desenvolver a mais recente coleção da marca no Fix Atelier, ateliê de costura em pequena escala que trabalha com uma equipe de menos de 10 funcionários, prezando pelo bem-estar e pelo acabamento primoroso. “Eu queria um local que atendesse às nossas demandas e que se tivesse valores parecidos com a marca”, diz a designer, “o fato de ser um ateliê menor e que presta atenção nos detalhes pesou nessa escolha.” Na luta contra a produção em massa e o desperdício, entra também a escolha de fibras naturais. “O material usado na confecção é essencial, pois a marca quer fugir do atual fast-fashion. Sendo assim, valorizamos o algodão, a seda e o linho, materiais que, se bem escolhidos, abraçam nosso corpo.”

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Coleção levanta a bandeira das minorias (Foto: Divulgação)

Além da atenção à mão-de-obra e à matéria-prima, a Isaro também busca levantar, a cada coleção, bandeiras sociais pertinentes. Com a Les Invisibles, que chega às lojas em novembro, a marca coloca o holofote sobre minorias e militâncias pela igualdade de gêneros e pela diversidade e inclusão de pessoas “invisíveis” ao status quo.

Reforçando o conceito do lançamento, uma exposição em conjunto com Kaju será armada entre os dias 02 e 04.11 na galeria Na Fresta, em Pinheiros. Durante os dias, a artista irá customizar peças que serão colocadas à venda e terão parte da renda revertida para o Coletivo Trans Sol, cujo propósito é a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho por meio da costura. “As travestis e transexuais são o maior alvo de homicídios no Brasil”, diz Bel, “sendo assim, achamos que fez sentido escolher o Coletivo, que reflete bem o que queremos representar com a coleção Les Invisibles.”

Na Fresta
R. Fradique Coutinho, 1390, Pinheiros, São Paulo.

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